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Eróticos.)




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Que Fazer, Meu Amor? - por Ana

Eu tenho um amor infantil de se jogar no sofá, me jogar no seu pescoço, brincar, te fazer cócegas, me esparramar no tapete, nos imprensar contra os móveis, lambuzar de mel ou marshmallow, fazer guerra de almofadas, amar sobre revistas e livros.
Mas você cuida das coisas que não podem se quebrar, sujar ou desarrumar.
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Eu tenho um amor adolescente que fica horas a fio deitado, agarradinho, a conversar mirabolantes e doces histórias que trazem este amor que morde, ataca, sacode, implica, aperta, agarra, arremessa, crava as unhas.
Mas você cuida que seu corpo não se machuque, não marque, não doa, não sofra nenhum dano.
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Eu tenho um amor jovem que pega com força, domina, possui, ama por dias a fio, exagerado, sem horas, sem compromissos, sem outro mundo que não o seu.
Mas você tem relógios, telefones, preocupações e fome inadiáveis.
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Eu tenho um amor mulher que se enrosca, aquece, envolve, aconchega, desliza um tigre sobre seu corpo, escorre calda que te penetra os poros, se deixa possuir pelas vontades, se perde de prazer a cada instante.
E você ama esta mulher com paixão.
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Mas o que fazer se não sou uma? Me diga, amor, o que fazer com aquilo meu que não há em ti? Me diga o que fazer se sou mesclada, indivisível? O que fazer se um negado impede todos?
Me diga, amor, o que fazer?
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