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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 24 de julho de 2009

Djavan em “Fato Consumado” - por Alba Vieira

Eu quero ver você mandar na razão
Pra mim não é qualquer notícia que abala o coração...

Se toda hora é hora de dar decisão, eu falo agora
No fundo eu julgo o mundo um fato consumado e vou-me embora
Não quero mais de mais a mais me aprofundar nessa história
Arreio os meus anseios, perco o veio e vivo de memória...

Eu quero é viver em paz, por favor, me beija a boca
Que louca, que louca!...
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As Nossas Palavras XVIII - por Alba Vieira

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A língua não resiste ao vício da fala porque é mole. Já os dentes que são duros, nunca cedem.



Visitem Alba Vieira
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Posicionamento - por A Flor do Sul

Não defendo ninguém
Das coisas que não sei como foram
Nem das que não sei como
Foram também.



Resposta a Da Terra do Vinho, de Gio.
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Visitem A Flor do Sul
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A História do Burrico - por Adir Vieira

O sol estava a pino e pequenas e constantes gotas de suor cobriam meu rosto enquanto eu tentava desamarrar daquela árvore, ali no imenso pátio da chácara, o burrico manso que ficou ali esquecido pelo caseiro desde as onze horas da manhã.
Enquanto minhas tentativas não logravam êxito, eu lhe dava água e conversava com o bicho que, àquela altura, já a recusava, demonstrando que seu único desejo era correr pelos campos, haja vista tanto tempo ali ficou aprisionado.
O nó da corda era firme e exigia mãos fortes de um homem do campo para desatá-la e eu, com minhas mãos femininas e frágeis, percebi, ao longo de mais de vinte minutos, que jamais conseguiria.
Já eram mais de quatro horas da tarde e empregados das cercanias já tinham deixado seu posto. Àquela hora, moradores do local não costumavam estar presentes nas áreas externas, pois era comum se reunirem na grande sala de jantar para o lanche da tarde.
Caso eu chamasse alguém, não seria ouvida, pois minha voz se perderia naquela imensidão.
Como estava a caminhar pelas redondezas, não tinha comigo os apetrechos necessários, como tesoura e faca, para dar a liberdade ao burrico.
Agora, talvez sentindo que eu não o salvaria, desalentado, o coitado se estirava na grama seca e quente com choramingos característicos da dor que sentia por estar ali há tanto tempo.
Olhei ao redor e nada, sentei-me na grama e minhas roupas me protegeram, impedindo que eu sentisse a dor que o bichinho sentira. Pensei mil formas de libertá-lo, todas sem sucesso.
A cada tentativa, mais e mais o bicho se debatia, como a me pedir que não buscasse mais a salvação. Observei que naquele vai e volta perdi umas duas horas, quando me vi uma vermelhidão só, com o rosto em brasa. Tentando salvar o burrico, também trouxe para mim as mesmas dores e o sol não distinguia personagens naquela história.
De pronto esqueci o burrico, lembrando apenas de mim mesma e da minha tremenda ignorância.
Ato contínuo, danei a correr pelos pastos em direção a casa e em apenas quinze minutos me salvei e salvei o burrico, chamando o caseiro para soltá-lo.
Na maioria das vezes, na vida, buscamos formas complicadas de solução para os problemas, quando julgamos sermos capazes de solucioná-los sem ajuda.
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Engano - por Alba Vieira

Até quando esta cidade terá que conviver com atos criminosos por parte da polícia aos indivíduos, indiscriminadamente?
Na última semana, um menino de 11 anos que soltava pipa num terreno baldio foi alvejado por policiais (por engano) e morreu; e um aposentado teve seu carro atingido e foi baleado no braço ao ser abordado por policiais que, ainda por cima, apesar do erro, assustaram a esposa que estava no banco do carona com palavras violentas e inoportunas, prevalecendo-se da autoridade conferida pela farda, numa demonstração inequívoca de abuso de poder, típica de covardes e inábeis.
Foram mais duas vítimas da incompetência da nossa polícia, uma delas fatal. E o que assusta ainda mais é vermos, nos noticiários, o responsável pelo batalhão onde serviam os policiais tentando, descaradamente, mentir, omitir e desculpar a atitude intempestiva que demonstrava total despreparo por parte de seus comandados, talvez com o intuito de se eximir da responsabilidade.
Concordo plenamente com a cientista social que opinou na reportagem dizendo que o corpo da polícia precisava ser instruído a preservar a vida, fosse de quem fosse. Acho que essa é a questão principal: não se pode lidar com a violência em níveis crescentes com mais violência. A polícia não é paga pelos cidadãos para matar. Polícia deve manter a ordem, respeitar os cidadãos e respeitar e preservar a vida, a todo custo. Um ser humano não pode ser olhado como um alvo a ser atingido, com a desculpa esfarrapada - depois de ter sido praticado o ato bárbaro - de legítima defesa. Toda a população desta cidade está assistindo a esta inversão absurda: quando a polícia aparece temos mais medo do que quando temos que enfrentar sozinhos os bandidos.
Que absurdo é esse de atirar primeiro, geralmente para matar, e perguntar depois? Que abordagem equivocada é esta? Os policiais estão em condições psicológicas de irem para as ruas ou devem ser recolhidos em unidades de correção de conduta e reciclagem de aprendizado? Como a população pode esperar proteção de profissionais desvairados que saem atirando para todos os lados como se suas armas tivessem munição de festim?
Nas ruas circulam pessoas comuns, crianças, grávidas, idosos, bebês, deficientes, pessoas que não podem sempre correr e se esconder quando há tiroteios.
E como dirigir, hoje, com o estresse adicional de precisar se proteger da polícia que pode estar dando algum sinal sutilíssimo para você parar o carro? O que é isso?
Enganos subintrantes me parecem incompetência sacramentada ou insanidade por parte do poder público.



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Ah, o Vislumbre da Aurora... - por Ana

Adir, vamos sentar aqui nas cadeirinhas do litercafé para falarmos sobre este tema tão interessante?

De vez em quando eu penso nisso. As coisas todas estão muito mais rápidas. Às vezes percebemos que isto é positivo, mas por vezes acontece de constatarmos que a velocidade pode ser algo negativo, como no caso que você cita.
O vínculo é algo tão importante! O gostar de algo de forma especial, a ligação com o que é nosso, como o disse muito bem a Fatinha em relação às caixinhas de som. Mas, atualmente, o vínculo é com o novo, ou seja, com algo abstrato, distante, não-meu (que pode vir a sê-lo ou não). E aí, inevitavelmente, me pergunto: qual será a consequência disto no comportamento da espécie daqui pra diante? Gerará mais insegurança do que já vimos na nossa adolescência ou uma liberdade maior no que se refere ao sentimento de perda?
Viveremos e veremos...

Eu pago a quiche de palmito, a torta de limão e o chocolate quente, tá bom?
Beijos e até a próxima conversa.



Resposta a “Ai, que Saudade de Outrora!”, de Adir Vieira.
Referência: “O Último Adeus”, de Fatinha.
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Sendo Presa... Sou Livre!... Sendo Livre Sou Louca! - por Esther Rogessi

Liberdade, liberdade,
libertos os livres não o são!
Sendo presa... Sou livre!...
Sendo livre, louca sou!
Cadeias, laços, elos, cordas, aço...
Vivemos invisíveis prisões,
Quem é livre?
Somos todos presos...
A conceitos, preconceitos,
dogmas, ética, moral, convenções...
Somos limitados e delimitados
e os que ultrapassam o senso da razão:
Tidos por LOUCOS são,
Então... Quem é livre?



.............................Visitem Esther Rogessi
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Ainda em Tempo - por Gio

Olha que o ser aqui se engana
Digo, ainda em tempo, Ana:

“Nem você, Escrevinhadora
Advogada sem diploma
(Dispensável à oradora
Que já me deixou com um bom hematoma)”

Dispensável era o diploma
Referente à oradora
Essa sim que me bateu
E eu falava da Escrevinhadora!



Adendo a Da Terra do Vinho, de Gio.
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Visitem Gio
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Índio Querer I-Phone - por Ninguém Envolvente

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Índio moderno não querer apito, querer i-phone.
Índio ter orkut e mandar mensagem via messenger.
Índio comer pizza toscana toda sexta.
Índio usar desodorante Rexona, para ficar sem cc.
Índio usar colgate para ter dentes fortes.
Índio ser trilíngue.
Índio ter vantagem para conseguir terras.
Índio ter cota na universidade.
Índio não pagar speed (FUNAI dá... Inclusão digital!).
Índio não pagar pizza (Governo dá... Índio estar quase extinto e não pode deixar Índio morrer de fome).
Etc. etc.
Mim vai virar índia para ganhar i-phone e folgar no governo.
“Raara-auê-raraauê-rarauê-rê-rê...”



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Gustave Flaubert e a Pretensa Liberdade - Citado por Penélope Charmosa

Dizes-te livre e todos os dias ages impelido por mil coisas. Vês uma mulher e ama-a, morres de amor por ela; serás livre de acalmar esse sangue que pulsa, de serenar essa cabeça ardente, de refrear esse coração, de aplacar esses ardores que te devoram? Serás livre de pensar? Mil cadeias te retêm, mil aguilhões te impelem, mil entraves te fazem parar. Vês um homem pela primeira vez, há um dos seus traços que te choca, e durante a tua vida sentes aversão por esse homem, que talvez tivesses amado se tivesse o nariz menor. Tens mau estômago, e és brutal para com aquele que terias acolhido com benevolência. E de todos estes fatos derivam, ou neles se encadeiam, também fatalmente, outras séries de fatos, de que outros derivam por sua vez.



In “Memórias de um Louco”.
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