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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 12 de março de 2010

Noa - por Kbçapoeta

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Mais uma vez inicia minha noa.

Noctâmbulo nas grafias que jazem

No sepulcro das palavras.

Almejo vislumbrar

No criado-mudo de Hades,

Línguas mortas, desvarios psicossomáticos

De corpos esquecidos,

Dissipados na cinza do tempo.

Tempo, meu caro tempo...

Díscolo, dissimulado incentivador das

Dismnésias

Dos sicofantas.

Renegados do passado,

Heróis do futuro

No presente de hoje,

Passado de amanhã

Tornando-o agora

Pretérito do futuro

Onde,

Tudo passa,

Lava e melhora.

Mas não limpa.
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Visitem Kbçapoeta
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Hermógenes e o Rio - Citado por Alba Vieira

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Antes de ser remanso, o rio se arrebenta todo nas corredeiras da montanha.
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O Buraco - por eros.ramirez

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Tinha um buraco no meio do caminho. No meio do caminho tinha um buraco. Antes de me deparar com ele achava que obstáculos eram as pedras que se agigantavam encolhendo nossa passagem. Hoje temo mais os buracos que sorrateiros nos esperam, por vezes até camuflados com um pouco d’água. Nunca me esquecerei deste acontecimento na vida de minhas botinas tão castigadas. Enquanto as pedras se exibem permitindo que passemos a largo, os buracos nos surpreendem quando nos vemos já dentro deles.
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Augusto dos Anjos, “A um Carneiro Morto” - Citado por Penélope Charmosa

Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!

Maldito seja o mercador vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois, tua lã aquece o mundo inteiro
E guarda as carnes dos que estão com frio!

Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!

Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,
Se fosses Deus, no Dia de Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!
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