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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 28 de julho de 2009

As Nossas Palavras XX

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Wordle: As Nossas Palavras XX
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Imagem: Wordle
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Provérbio Italiano em As Nossas Palavras XIX - Enviado por Adhemar

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Não ensinar ao filho a trabalhar é como lhe ensinar a roubar.



Visitem Adhemar
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Fuga - por Alba Vieira

Fugir de você não posso
Desde que tua imagem ficou incrustada
No tapete das minhas retinas,
Quando pra longe te vi partir.



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Recado - por Bruno D’Almeida

Tenho andado tão corrido que dei uma pausa nos escritos... mas estou me preparando pra voltar com tudo!
Beijos!!!!!



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Um Dia de Fúria - por Fatinha

Querido Brógui:

Convenhamos que pra quem gosta de futebol, encarar Maracanã em dia de decisão é um prato cheio. Eu sei que o futebol é paixão nacional, mas não tô nem aí pra isso. Quanto mais longe eu estiver, melhor. Então, convenhamos mais uma vez que o último lugar do mundo onde eu poderia estar no domingo era nas imediações do estádio. E onde eu estava? Passando na porta. Tendo acabado de ser atropelada por uma prova. Com fome. Todo castigo pra corno é pouco.
Quando percebi o que estava acontecendo, já havia sido sugada para o olho do furacão. Lembrei de meu nobre propósito de não envelhecer à toa e procurei manter a fleuma. Lacrei os vidros do Tigrão, escondi a bolsa embaixo do banco, liguei o ar condicionado no máximo, coloquei Fernanda Abreu berrando no meu ouvido e tentei transportar a minha alma para outro lugar qualquer. Qualquer lugar, menos ali, onde eu estava. Tentei visualizar o Afeganistão, Uganda, o Complexo do Alemão. Não consegui. Minha alma estava presa ao meu corpo e meu corpo preso no engarrafamento.
Pensei que o melhor a fazer era tentar me distrair observando o que se passava. Péssima ideia.
Primeira observação foi a quantidade de homens barrigudos que existem nesse Rio de Janeiro. Saca aquela barriga pendurada por cima da bermuda? Saca aquela bermuda que não tem o poder de esconder o cofrinho? Saca aquela bunda murcha? Parecia que tinham aberto as porteiras do inferno. E lógico que todos estavam sem camisa, para exibir aquele corpinho esculpido a ferro e fogo pelo capeta.
Também constatei que o esfíncter masculino é bem menos treinado que o feminino. Neguinho faz xixi pelos muros, nos canteiros, na roda do próprio carro, dentro de latinha de cerveja. A falta de pudor – e de higiene – é impressionante.
Mas até aí, tudo bem. O que me causou uma indignação ímpar foi ver os motoristas bebendo e dirigindo. Dirigindo e bebendo. É muita burrice mesmo ou eu é que estou ficando mais chata do que o normal? Vai ver que como dizem que não se deve dirigir depois de beber eles entendem que podem dirigir e beber simultaneamente. Não tinha um policial pra dar uma dura nos caras. Tinha apenas um pobre de um guarda municipal tentando fazer com que os motoristas parassem no sinal vermelho. Sem sucesso, óbvio.
Lá pelas tantas, olho para o lado e vejo um selvagem, portando uma latinha de cerveja e um carro velho todo porrado – duas armas, portanto – dando um tapão no meu retrovisor. Bater no Tigrão? Covardia! Sabe aquela cena de desenho animado quando o personagem fica todo vermelho saindo fumacinha pelas orelhas? Pois foi assim que fiquei. Minha vontade foi de sair do carro e ir lá tomar satisfações, mas em uma fração de segundos eu percebi que não tinha a menor chance de sair viva de uma situação daquelas. Fiz as contas e vi que era uma mulher sóbria desarmada contra cinco bêbados portando cada qual uma camisa do “Framengo”. Morte na certa. Morte dolorosa e humilhante. Controlei meu impulso suicida, meti a mão na buzina e fiz da voz do Tigrão a minha própria voz. Descarreguei naquela buzinada toda a minha fúria e só parei porque – eu nem sabia que isso acontecia – a buzina falhou, ficou rouca.
Moral da história? Eu odeio futebol, odeio os torcedores, odeio a taça Guanabara, odeio o Maracanã, odeio os bêbados, odeio os carros velhos, odeio o guarda municipal, odeio os barrigudos, odeio os mijões, odeio muito tudo isso.
Envelheci.



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A Vontade de Escrever - por Luiz de Almeida Neto

Voltou. Mas não foi legal, foi mais algo como se eu estivesse fugindo de uma clínica de viciados em literatura. Não foi propriamente uma alegria, mas não posso dizer que foi uma tristeza.
Sempre que me ocorre essa vontade eu me lembro de um filme, chamado “Um Morto Muito Louco”, naquela cena em que eles saem carregando o cara. É meio irracional isso, mas é aí que eu quero chegar.
Não existe nada de racional quando eu escrevo, apesar de ser isso justamente o que eu esperava que fosse: “o auge da razão expressado em palavras”, e às vezes me parece o contrário, o que só comprova a tese que atesta a minha inaptidão e incompetência para este ofício que eu tanto admiro, e assim “enfraquece a amizade”.
E então eu venho ao submundo dos blogs (com todo respeito a quem escreve de maneira decente), pra escrever bobagem, pra ocupar o tempo de quem tem mais o que fazer, com este meu vício insanável e triste.
A realidade é que eu estive limpo por quase três meses. Mas deu vontade e aqui estou eu, de novo, pra “aperrear” (essa palavra é bem típica da minha terra) vocês. Obrigado pela paciência que sempre tiveram. Peço só um pouco mais dela. Heheheheh. Abraço.



Recado - por S. Ribeiro

Ana, somente hoje li seu comentário, e como de costume, estou satisfeito e feliz por sua opinião. Você chegou no ponto que pretendo: ser inesperado. Mas com já iminentes 8 anos de experiência poética, descobri que a linguagem só se adequará à verdade do mundo (que é a que parece ser a do escritor) se você for um ser de atitudes não-convencionais ou no mínimo originais. Obrigado mais uma vez, feliz dia do amigo sempre pra nós dois, pois é o que você é para mim (mesmo virtualmente): uma amiga, pois é gentil com meus trabalhos, o que é muito importante pra mim. Abraço apertado.



Resposta a comentário de Ana em “Amigos”, de S. Ribeiro.
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