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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO DUELOS LITERÁRIOS!

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Queridos amigos:

Hoje o Duelos Literários completa um ano de vida!

Quero agradecer a todos vocês
que contribuíram para que chegássemos até aqui!

Foi a partir da colaboração de todos,
participantes e leitores,
que este projeto se tornou realidade.

Um enorme abraço extremamente agradecido!

E vamos continuar nos divertindo!
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Miniglossário - por Leo Santos

Egoísmo: O amor abrindo falência
sem o dono perceber,
que o umbigo é cicatriz d’uma dependência,
não um centro de poder.

Opinião: Um cego tateando
intentando a descoberta;
quantas texturas confundem!
Ora erra, ora acerta.

Soberba: quando um verme escala um prédio
e faz leitura ao revés;
Antes que temer a queda,
pensa ter a cidade aos seus pés.

Sofisma: Transplante de órgão,
medicina maravilhando a humanidade;
Um coração de porco pulsando
no arcabouço da verdade.

Vaidade: Pluma ao vento
pairando pelo ar;
Pesa menos que a gravidade
e pensa que sabe voar.



Visitem Leo Santos
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Parabéns ao Duelos - por Alba Vieira

Hoje é dia de festa...
Dia de comemorar
Faz um ano que o Duelos
Chegou aqui pra arrasar

Começou com pouca gente
Amigos que gostavam de escrever
Shintoni tomou a frente
E trabalha duro pra este blog manter

E o povo foi chegando
Convidados, curiosos e simpatizantes
Uns passaram e foram embora
A maioria virou amante

É um grupo heterogêneo
Tem de tudo neste lugar
O que nos une não é efêmero
Tenho certeza: jamais passará

É o gosto de expressar
O que vai na mente e no coração
Ainda que de forma singular
Mas todos juntos na mesma intenção

De expor suas ideias
Extravasar o sentimento, aliviar a indignação
De tecer belas peças com letrinhas
Compartilhar, divertir ou apenas criar porque é muito bom.



Visitem Alba Vieira
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Anos de Chumbo - por Cacá

O meu pai era sindicalista e a gente, quando criança, sem nada entender, convivia com bombas sendo jogadas em nossa casa de vez em quando. Minha mãe dizia que eram malandros soltando foguetes, para amenizar nosso pavor. Se não fosse um delegado de polícia que foi colega dele de infância e coincidentemente estava de serviço em nossa cidade naquela época, provavelmente ele teria ido aos porões da tortura.



Comentário em Memórias Plúmbeas, de Ana.
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Visitem Cacá
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Procriação - por IkaRo MaxX

a fagulha das penumbras queimam na última hora

deixando escorrer o escárnio daquelas senhoras santas

que sonharam tanto um dia serem

como a virgem Maria

pregada numa imaculada vitrine

enquanto suas saias soltam centelhas

de filhos santos abortados pelos homens

& na margem final das contas

onde os números acumulam cenas

os olhos vermelhos dos casais desconsolados

miram no filho a única iguaria levaiana em todo a Eternidade

atrás das paredes batem asas os pensamentos

os talhares dispostos para mais uma ceia

o batom entalhado na face usada de uma mulher de bem

e as velas queimando um último décimo de descência

inalada juntamente aos gases horríveis

da mãe que morre em sua poltrona preferida...





Visitem IkaRo MaxX
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Mudanças - por Lisa Alves

Uma perfeita descrição de tempos onde camaradas se reuniam para trocar ideias de fato. Hoje não há troca. Chico Buarque ficou mais caro e as boas leituras são substituídas por essa “literatura” de comando. Hoje é demodê ser subversivo, o bom mesmo é compartilhar as coisas do momento: a música, o livro e o cinema do teor dessas “autoajudas”.
É lamentavel, mas é fato.



Comentário em Aquele Livro..., de Cacá.
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Visitem Lisa Alves
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Fadas de Contos - por Passa-Tempo

O que são as fadas, além de moscas
Que rodeiam as cabeças de crianças perdidas?
Numa terra onde nunca é lei,
E banho, transgressão,

Fadas não são madrinhas
Que nos dão sapatinhos de cristal
Para que possamos perder
E, se dermos sorte, o príncipe nos devolver.

Num mundo onde fadas são moscas,
A bruxa cometeu suicídio comendo a própria maçã,
O príncipe simpatizou com o sapatinho de cristal,
A princesa se apaixonou pelas mentiras do espelho,
A madrasta era boazinha,
O rei, um assalariado doente por trabalho.
O amor não existia,
E o final feliz está nas entrelinhas.
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