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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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domingo, 2 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XIII - por Aaron Caronte Badiz

Homens de boa conduta
Têm ideias positivas
Responsáveis no agir
No que fazem abrandam desditas
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A Vaidade Como Bem - por Adir Vieira

Existem pessoas que são vaidosas em criança, na idade adulta e até na velhice.
Na rua onde moro há uma senhora de setenta e dois anos, viúva, com filhos, que exibe diariamente sua jovialidade em desfile pela rua, servindo de exemplo para esses jovens de hoje, tão descomprometidos com a própria aparência.
Imaginem que essa senhora diz que todos os dias, ao acordar, toma o seu banho e se apronta com esmero para o seu dia de dona de casa.
Com orgulho, exibe seus vários tipos de sapato, todos com salto alto, pois diz não se acostumar a andar de saltos baixos.
Com esses sapatos da moda e com vestidos longos ela cozinha, tira o pó dos móveis, varre a calçada.
Hoje, da minha janela, vi quando ela passou vindo do clube após a aula de natação. Trajava um quimono atoalhado branco, bem comprido, calçava tamancos idênticos aos da Grazielle Massafera e desfilava como uma modelo de quinze anos, com toda desenvoltura.
Fiquei por um bom tempo admirando-a, até dobrar a esquina, e percebi que a vaidade, para a mulher, é um sustentáculo na vida.



Visitem Adir Vieira
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Vida Além da Saudade - por Alba Vieira

Lá está a casa firme, com paredes, chão, teto, janelas, portas.
Mas não há você justificando a existência dela.
Há os retratos na estante humanizando a sala.
Porém seu sorriso deixou de aquecer os corações de quem aparece por lá.
Seus óculos ainda descansam sobre a mesa da copa, aposentados.
Porque não mais possuem quem justifique sua utilidade.
A cadeira de balanço, inerte, é a mesma.
Entretanto, há o silêncio no lugar do seu ranger compassado que acompanhava as cantigas de ninar.
A cama simples ainda enfeita o quarto.
E nunca mais foi desmanchada depois da sua ausência.
O jardim ainda existe.
Mas não o solo úmido. E flores já não há.

Há a casa, os móveis, os objetos.
Há os filhos, os netos e bisnetos.
Há vida que sobrevive sem você.
Há tristeza, há saudade, há lembranças.

E, a cada dia existe a alegria retornando para todos nós.
Porque se há tanto amor (e há)
Não existe a morte de quem amamos.



Visitem Alba Vieira
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Num Dia Batman, no Outro Robin - por Ana

O troço ficou esquisito...
Você vai lutar de monge?
Qual é a tua, guri,
Que na vestimenta se esconde?

Será que é monge budista?
Ou será beneditino?
Mas, ocidente ou oriente,
Cometeu um desatino

Ao escolher personagem
Que (qualquer que seja a crença)
Usa aparato impróprio.
Assim não há mortal que vença!

Melhor pra mim, obviamente.
Vou me dar bem rapidinho!
Você tropeça na saia,
Te removo do caminho:

Preparo o ataque fatal
Te tiro logo de cena.
Com apenas um golpe certeiro
Te mando pro Éden sem pena.

Pois sou Samurai, não sou rato,
Apesar do que foi dito
Por você naqueles versos.
Olho no olho é como fito

Ao explicar a relevância
De minhas palavras boas.
Se elogio o adversário,
Podes crer, não é à toa.

O Samurai que se preza
Honra o seu inimigo.
Exalta-lhe as qualidades,
Não olha seu próprio umbigo.

É uma questão de valor
Que, vejo, você desconhece.
Daí penso que um embate
Comigo, você não merece.

Mas em respeito à plateia,
Permaneço no duelo.
E tenha certeza, Gio:
Eu encaro e não amarelo.

Já mostrei as minhas armas,
Já saudei o oponente,
Daqui pra frente só luta,
E já começo convincente:

Te ofertei Opereta,
Mas não vou te dar prestígio,
Porque tu não é páreo pra mim:
É só o menino prodígio...

Além disso, fala sério!,
Você, no duelo, só se entala:
Porque tu pode ser monge,
Mas não é à prova de bala!



Resposta a Santa Paciência, Batman!, de Gio.
Referências: Santo Desafio, Batman!..., de Ana;
Opereta para Gio, de Ana;
título do filme “Um Monge à Prova de Balas”.
Paul Hunter

Análise Literária - por Luiz de Almeida Neto

Obra interessante essa do Asa de Águia. Vasta em sabedoria e aplicação de princípios. Começamos sua análise destacando um trecho de suas composições.



“A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga meu amor
A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga me balançou
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga vem meu bem
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga eu vou me dar bem
Tchuca você foi meu grande amor, hei!
Sempre que eu me lembro de você
Bate forte uma saudade pois a gente ainda se ama
Quero amar você e ser feliz, hei!
Viva nosso jeito de viver
Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança da tartaruga
Eu não consigo viver longe de você
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança tartaruga
Ainda te vejo numa tela de cinema”
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No texto em apreço o autor descreve com detalhes um provável romance com um ser vivo, comumente designado como “tartaruga”, mas que ele carinhosamente, ao descrever sua relação com o animal, chama carinhosamente de “Tchuca”. É uma poesia rica em detalhes sobre o “swing” da espécie que ele está a analisar. Depois, ao analisar psicologicamente as tartarugas, o autor consegue constatar que “Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer”. Por fim, em um tipo de catarse elevada o poeta ainda deixa transparecer levemente suas aspirações quanto ao futuro do ser amado, ao dizer que ainda espera vê-lo em uma tela de cinema, demonstrando claramente sua esperança de que a tartaruga querida atinja o estrelato.
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Durval Lelys