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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Guarani, de José de Alencar - por Ana



Um Amor Periclitante

Li “O Guarani” lá na pré-adolescência e ainda hoje, após décadas, recordo da narrativa magnífica deste livro. Lembro de como me transportei completamente para as agruras do cotidiano inóspito e perigoso que grassava na época da colonização brasileira: a situação dos indígenas, tendo que reagir aos desmandos dos conquistadores; as dificuldades encontradas pelos portugueses na nova terra; as lutas entre os dois lados, que se mantinham em constante estado de alerta.

Entretanto, em meio a estes horrores, há um detalhe de traço feminino, meigo, gentil, ingênuo, que constrói uma ponte florida (e proibida) entre os mundos: o amor de Ceci e Peri.  Este detalhe se avoluma e passa a guiar a história, no melhor estilo romântico, enquanto nós, leitores, torcemos, angustiados, por um final feliz.
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Madre Teresa: Venha, Seja Minha Luz, de Brian Kolodiejchuk - por Alba Vieira

 
Este livro foi escrito por um padre canadense que conviveu com ela por 20 anos até a sua morte em 1997 e foi o postulador dos processos de beatificação e canonização dela.
O relato é baseado em cartas escritas pela madre aos seus conselheiros espirituais, depoimentos de pessoas que conviveram com ela e várias citações feitas por ela durante a sua vida.
Descreve a fundação da ‘Missionárias da Caridade’ a partir de um ‘chamado’ recebido pela madre em que teve a inspiração de que Jesus lhe dizia ‘venha, seja minha luz’. Desde então dedicou-se a cuidar dos mais pobres dos pobres, primeiro em Calcutá e posteriormente espalhando pelo mundo todo as Casas onde as Irmãs fazem este exercício de compaixão junto aos pobres, levando alegria (reconhecendo Jesus em cada pobre sofredor que recebe seus cuidados) e amor.
Conta toda a trajetória de Madre Teresa, que dizia que se alguma vez viesse a ser santa, seria uma santa da escuridão, estando continuamente ausente do Céu, levando a luz para os que na Terra se encontrassem na escuridão.
Mas essa obra tem o valor especial de relatar o que Madre Teresa escondeu durante toda a sua vida pela grande reverência a Deus e ao Seu trabalho através dela. Conta a escuridão espiritual em que viveu mergulhada por tantos anos em que pôde experimentar o que sentem os mais pobres, entregando-se totalmente para ser usada por Deus, sendo ela própria a luz que era oferecida aos necessitados.
Com seu incansável trabalho, levando o amor de Jesus e a sua luz aos mais pobres dos pobres, deixou uma herança espiritual ao mundo e foi beatificada em 2003.É um livro extraordinário que demonstra que acima de qualquer religião, a linguagem de Madre Teresa é de puro amor, trazendo a consciência da presença do espírito em cada um de nós, o que torna possível um caminho rumo à perfeição.
 

sábado, 28 de junho de 2014

Stig Dagerman e o Acaso - Citado por Penélope Charmosa

É de um sadismo soberbo pensar que deveríamos ser julgados pelas nossas boas e más ações, uma vez que só de um pequeníssimo número das nossas ações podemos decidir. O acaso cego, que se distingue da justiça cega pelo simples fato de ainda não usar venda, introduz e acaba as nossas ações; o que podemos fazer e, bem entendido, o que devemos fazer, em virtude da existência tantas vezes negada da nossa consciência, é deixarmo-nos arrastar numa certa direção e mantermo-nos depois nessa direção enquanto conservamos os olhos abertos e estamos conscientes de que o fim em geral é uma ilusão, pelo que o fundamental é a direção que mantivermos, pois só ela se encontra sob o nosso controle, sob o controle do nosso miserável eu. E a lucidez, sim, a lucidez - os olhos abertos fitando sem medo a nossa terrível situação - deve ser a estrela do eu, a nossa única bússola, uma bússola que cria a direção, porque sem bússola não há direção. Mas se me disponho agora a acreditar na direção, passo a duvidar dos testemunhos relativos à maldade humana, uma vez que no interior de uma mesma direção - em si mesma excelente - podem existir correntes boas e más.



In “A Ilha dos Condenados”.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Escolhi este post porque ele traz verdades sobre o sentir amor e o saber do amor. Alba mais uma vez me encantou com a percepção contundente das coisas que muitas vezes retrata em seus escritos. Parabéns! Gostei muito!



AMOR
(ALBA VIEIRA)

Do amor só os bobos sabem...
E seguem enganados
Enquanto pensam que conhecem
Aquilo que, não sentindo,
É de todo impossível saber de verdade.

Porque aquele que de fato ama
Sabe que nada sabe,
Nada espera,
Apenas sente, recebe.
E como criança
Ainda se espanta,
Tudo oferece
E, às vezes, reclama.



Visitem Alba Vieira
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FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( Parte V final ) - por Kbçapoeta






      Maurinho explicou-me que o homem entra em contato com a natureza através da ação sobre ela: - Não é errado arar a terra para produzir seu alimento,  tão pouco produzir excedentes para trocar ou comercializar com o vizinho. Com certeza ele produzirá outro alimento ou algo que será útil a você que poderá ser trocado ou comercializado também.
      Maurinho foi além, disse-me que se deve levar em conta além da subsistência; a existência.
      Ouvindo  voz daquele homem de gestos simples e suaves, educação impecável, soube que estava diante de um grande ser.
     Um ser digno e nobre que herdou uma missão; não digo invejável, mas, louvável e recompensadora: Ser responsável pelo Portal do Roncador, entrada da Serra onde encontra-se um dos mais famosos  picos do roncador, visitado por pessoas do mundo inteiro, chamado de “Dedo de Deus”.
      Maurinho dizia: - O homem não precisa de status. Precisa executar suas vontades nobres. É aí que mora a existência. Em tom professoral continuou:  - subsistência é como subsistir. É uma “quase vivência”. Não chega ser uma vida, subsistir é menos que viver. Se lembrarmos de que a maioria dos brasileiros e outras subnações estão na mesma condição, compreender isso torna-se triste e constrangedor.



                                              (in memorian a Sandro Vedoy da Silva)



                                                    Visitem Kbçapoeta 





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Muitas Vidas, Muitos Mestres, de Brian Weiss - por Alexandre





Encontrava-me num shopping, quando me deparei com esta obra em uma prateleira, com um valor simbólico. Tenho ouvido falar sobre reencarnação há algum tempo e aquela me pareceu uma ótima oportunidade de conferir algo com esse tema: seu título foi decisivo.
Não me decepcionei.
A história é narrada pelo psiquiatra Brian Weiss, até então um cético, que tem diante de si mais uma paciente com fobias graves. O que torna esse caso singular é que durante uma sessão de hipnose para regredir à infância da paciente, para procurar as possíveis causas de suas fobias, ele não encontrou nada de relevante. Ao insistir na busca, acabou por "voltar" a uma vida passada da paciente, onde ela relata muitos detalhes coerentes e surpreendentes de hábitos e costumes de contextos históricos remotos.
Nesse ritmo, o leitor fica ansioso pelas sessões de hipnose para descobrir as vidas que essa mulher supostamente teve, onde vamos encontrando, além das experiências particulares de cada uma delas, mortes traumatizantes que são as causas das fobias que afligem a paciente, e em seguida somos surpreendidos por mestres do além, comunicando ensinamentos através da hipnotizada.
Na minha opinião é um ótimo livro para curiosos que desejam conhecer os temas reencarnação, karma, canalização, vidas passadas etc. O estilo da narração é uma prosa agradável e o autor buscou partilhar fielmente sua experiência com o leitor. Devo dizer ainda que ele não é um livro que se aprofunda nesses temas, é apenas o relato da experiência que o Dr. Weiss teve em seu consultório.
Sendo assim, recomendo esta obra a todos aqueles que querem conhecer um pouquinho do universo "além-túmulo".
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Unsent - por Mellon

E mesmo apesar do momento ter passado por você, você ainda não pode ir embora, porque todos os sonhos que nós nunca pensamos que íamos perder foram jogados fora ao longo do caminho. E as cartas que você nunca quis mandar foram perdidas ou jogadas fora. Não pertencemos a ninguém e isso é uma vergonha. Mas se pelo menos você pudesse se esconder do meu lado, talvez por um instante. Cicatrizes são recordações que nunca serão perdidas, e o passado nunca estará longe. Você mesmo se perdeu em algum lugar lá fora? Você conseguiu ser uma estrela? Você não fica triste por saber que a vida é mais do que nós mesmos? Você cresceu de uma maneira muito rápida e agora não há nada em que acreditar. Em reprises, toda a nossa história se tornou uma cansada canção contínua tocando em um rádio cansado. Você pensava em mim o tempo todo, mas não precisava do mesmo. É solitário para onde você voltou. Não importa o que você for, eu sempre estarei com você. Não importa o que você fizer, eu sempre estarei por perto. Eu só queria que você batesse na minha velha parede e fizesse parte de tudo isso. Não há mais nada para você ver, nada para fazer, nada para sentir. Eu daria tudo para ter você de volta. Não importa para onde você for, sempre haverá um lugar onde nós estaremos juntos.
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sexta-feira, 20 de junho de 2014

A SEXTA-FEIRA QUE ADORAMOS- por Kbçapoeta



        Desde a minha puberdade eu tenho adoração por sexta-feira.
        Lembro-me que quando tinha nove anos, morava com meu pai e a sexta-feira significava o dia que iria ver minha mãe, meus amigos, enfim minha verdadeira casa.
        No final do primeiro ano de convivência com meu pai, vi que era bom morar com minha mãe.
        Meu pai tinha mais grana e dava uma condição econômica melhor, mas minha mãe mesmo sem grana era muito melhor.
        Outra época que eu me lembro de idolatrar a sexta era quando contava doze anos. Percebia que sábado e domingo eram dias sem aulas. Não faltavam motivos para amar a sexta-feira.
        Hoje, adulto, senhor do meu tempo, adoro todos os dias, todas as horas, todas as estações climáticas, dias chuvosos e ensolarados.
        Entendo nos dias de hoje a vida como um milagre e que independente de data ou hora continua sendo um mistério e maravilhoso.

        Apesar de todo esse entendimento pela vida e os dias ainda prefiro a sexta-feira. Deve ser a energia que o dia carrega. Energia muito positiva.





                                                                  Visitem Kbçapoeta




quinta-feira, 19 de junho de 2014

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Absolutamente original, inspiradíssimo! Totalmente inesquecível! Aline conseguiu transmitir, neste texto, a dor inesperada que tomou conta da tarde familiar após a descoberta deste doloroso falecimento.



RÉQUIEM
(ALINE)

Um corpo escuro dentro do tanque branco. Os olhares vertidos sobre ele. Os membros rígidos, unidos, dorsalmente alaranjados e esticados para fora do casco mundo. A cabeça reclusa, as patas dianteiras como guardiãs, permitindo que apenas as narinas fossem entrevistas. Uma proteção no seio daquela posição. Um sinal, no diagnóstico.
E os olhos, como estariam? Cerrados e mudos ou abertos na escuridão? A fuga visual de sua própria morte.
O alvoroço dos parentes anunciando o incomunicável.
O aviso, o sol incidindo, a água ilimitada ao seu redor e a sua insustentável e lenta existência de quelônio.
Nos dias floridos dos outros, a tartaruga e sua bacia azul; os passeios matutinos e vespertinos; a invasão da noite e seu recolhimento; o seu ventre esverdeado em contato diário com as lascas vermelhas do quintal; seu íntimo de goiaba e a preferência pelos pés dos vasos, com suas plantas igualmente prisioneiras.
A vítima, o algoz e o silêncio.
A sua cama de jornais e de letras pretas, insignificantes para o seu universo iletrado, sub-racional e de desejos de subsolo.
Inúmeras arremetidas quanto ao passado do invólucro desabitado: seus motivos, sua função, sua passagem, a transubstanciação e a viagem derradeira para o nada.
O que ela teria feito com as décadas de cárcere que lhe restavam?
Qual destinação terá a cela acolchoada, moldada para aquela especial forma de vida (e de morte)?
A tartaruga e sua mãe: virgens, brandas, acorrentáveis e monocromaticamente verdes; criaturas embalsamadas, limpas e impecáveis em seus trajetos, trejeitos e expressões faciais.
Mas, no instante da transição, ela percebe um espelho à sua frente. Um juiz que lhe expõe sua movimentação passiva, a agilidade de seu medo e a aquiescência perante as vozes. O reflexo do seu espírito, de sua compleição física, do fim iminente e da rota que desemboca no cais e no Adeus.
E quando ela parece aceitar a História de morte que criaram para ela, eis que a sua visão escapa da nudez do vidro e vai morrer dentro de seu tamanho reduzido, do pequeno espaço, da dimensão de si.
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terça-feira, 17 de junho de 2014

Alexis Carrel e a Civilização Construída ao Acaso - Citado por Penélope Charmosa

A civilização moderna encontra-se em má posição porque não nos convém. Foi construída sem conhecimento da nossa verdadeira natureza. Deve-se ao capricho das descobertas científicas, do apetite dos homens, das suas ilusões, das suas teorias e dos seus desejos. Apesar de ter sido edificada por nós, não foi feita à nossa medida.
Na verdade, é evidente que a ciência não seguiu nenhum plano. Desenvolveu-se ao acaso, com o nascimento de alguns homens de gênio, a forma do seu espírito e o caminho que tomou a sua curiosidade. Não se inspirou de modo nenhum no desejo de melhorar o estado dos seres humanos. As descobertas produziram-se ao sabor da intuição dos cientistas e das circunstâncias mais ou menos fortuitas das suas carreiras.
Se Galileu, Newton ou Lavoisier tivessem aplicado os poderes do seu espírito ao estudo do corpo e da consciência, talvez o nosso mundo fosse diferente do que é hoje. Os cientistas ignoram para onde vão. São guiados pelo acaso, por raciocínios sutis, por uma espécie de clarividência. Cada um deles é um mundo à parte, governado pelas suas próprias leis. De tempos a tempos, certas coisas, obscuras para os outros, tornam-se claras para eles. Em geral, as descobertas são feitas sem nenhuma revisão das consequências. Mas a forma da nossa civilização resultou dessas consequências.



In “O Homem, Esse Desconhecido”.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Alberto Caeiro (Biografia) - Enviada por Ana

Alberto Caeiro (16 de abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre dos heterônimos de Fernando Pessoa, apesar da sua pouca instrução.
Foi um poeta ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão (“pensar é estar doente dos olhos”). Proclama-se assim um anti-metafísico. Afirma que, ao pensar, entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro. À superfície é fácil reconhecê-lo pela sua objetividade visual, que faz lembrar Cesário Verde, citado muitas vezes nos poemas de Caeiro por seu interesse pela natureza, pelo verso livre e pela linguagem simples e familiar. Apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade. É um poeta de completa simplicidade, e considera que a sensação é a única realidade.
Fernando Pessoa formulou três princípios do sensacionismo:
- todo objeto é uma sensação nossa;
- toda a arte é a convenção de uma sensação em objeto;
- portanto, toda arte é a convenção de uma sensação numa outra sensação.
E Caeiro foi o heterônimo que melhor interpretou esta tese, pois só lhe interessava vivenciar o mundo que captava pelas sensações, recusando o pensamento metafísico.
Alberto Caeiro duvida da existência de uma alma no ser humano, quando diz: “Creio mais no meu corpo do que na minha alma...”.
Caeiro é um poeta materialista, visto que crê que o mundo exterior é mais certo do que o mundo interior.



Fonte: Wikipédia
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terça-feira, 10 de junho de 2014

Pensamento - por vestivermelho

O pensamento, força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz.



Visitem vestivermelho
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A Cruz - por Poty

Ele sobre a cruz
Pendurando
Pregado
Coroado...
A escorrer sangue

Qual crime fez?!

Ser crucificado
Era a forma de matar um criminoso

Ele, por suas atitudes,
Seus atos,
Suas palavras
E práticas
Foi a julgamento...
O que restou foi a cruz!

A cruz, ato humilhante...
Teria ele que caminhar pelas ruas e subir ao monte para sua própria morte e
Entre os que o condenavam e os que protestavam iria ao seu sacrifício carregando a cruz.

Foi açoitado
Caluniado
Debochado
E assim mesmo carregou a sua cruz

Dependurado ficou –
Esticado pelos pregos, olhando a todos –
Que aos seus pés pregados não souberam o que fazer...
A cruz permaneceu
Quando padeceu
O tiraram da cruz...
A cruz ficou cravada para todo sempre
E a glória de sua morte...
Que a morte vivenciou
E eternizou com sua cruz.
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

COMO VOCÊ PODE QUERER SER LIVRE ? - por Kbçapoeta









Como você pode querer  ser livre,


Se é comprado e vendido no mercado?


Como você pode ser livre,


Se é comprado e vendido no mercado?


Não entende que quando é demitido,


Você foi comprado,  vendido e descartado no mercado?


A promoção a um cargo vil,


É ser comprado e precificado no mercado.


Você vai matar para desmentir


Que é comprado e vendido no mercado.


Pão, circo, facebook,  Skype  e TV


Para você ser comprado e vendido no mercado.






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sábado, 7 de junho de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

São as muitas lágrimas derramadas que limpam os olhos, preparando-os para ver.
Mas, a Realidade não pode ser vista enquanto os olhos não secarem.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Não se turbe tua felicidade pelas maldades, crimes, vícios, fomes, guerra e perdições que assolam o mundo, e as predições que o ameaçam. Continua sereno.
Não devemos esquecer que, até certo ponto, temos o dever de tentar algo para salvar alguma coisa. Precisamos esforçar-nos para evitar a hecatombe, e criar algo, no meio da devastação. Mas...
Que pode fazer o menino pastor para evitar que a plantação seja pisada pela manada que estourou?
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Haruki Murakami, Destino, Acaso ou Coincidência - Citado por Penélope Charmosa

Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exatamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o “tudo” que ficou para trás e o “nada” que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia.



In “Em Busca do Carneiro Selvagem”.
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Filha do General - por Ana

Este filme trata de questões importantes em relação à mulher, ao militarismo e às relações familiares. É chocante e um pouco inesperado. Entretanto, John Travolta deveria, pelo menos, modificar um pouco a forma de segurar o cigarro de um filme para outro.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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E você? Que filme gostaria de comentar?
Simon West

terça-feira, 3 de junho de 2014

MÍDIA E ELEIÇÃO: VENÇA QUEM VENCER - Por Kbçapoeta



   

      É possível afirmar que as empresas de radio, televisão e jornal, enfim a mídia nacional tende a ser cooptada pelo poder federal. Não há ideologia nos negócios.
     Assis Chateaubriand idealizou a televisão brasileira de elite para as elites e, para as massas, o acesso ao aparelho viria na velocidade da democracia após 1964, lenta e gradual.
     Mesmo não sendo Chateaubriand a pessoa que recebeu os dividendos por tal investimento, a idealização da T.V elitizada se confirmou. O ideal branco e rico.
     Um observador atento poderá perceber esse fetiche ariano na T.V brasileira ainda nos dias de hoje.
     Lógico que hoje temos uma inegável diversidade, fruto de lutas das categorias alijadas do processo de pertencimento e de consumo que o veículo deve propor.
     Mesmo sabendo que os outros grupos sociais e étnicos seriam a solução para suprir uma demanda reprimida de consumo, a mídia brasileira, principalmente a televisão, relutou em dar acesso a tais grupos.
     Adaptando-se a nova realidade, a T.V não mais utiliza de artifícios para “vender” seu candidato à presidência. Coisa que fez até a segunda eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).
     Com Fernando Collor de Mello (Collor) e Fernando Henrique Cardoso (FHC) o candidato oferecido fora comprado pela patuleia (Nós).
     A fórmula mostrou-se desgastada com José Serra e Geraldo Alckimim. Ambos por não possuir carisma, coisa que Lula tem de sobra. Mídia vende, mas não faz milagres.
     Em 2014 pode-se notar um tom menos agressivo ou até amistoso com o governo e oposição. O popular “lavar as mão como Pilatos”.
     Essa atitude tem várias Razões óbvias, entre elas a de que após três mandatos petistas mídia e governo já tenham muitos interesses em comum. A outra se refere aos anos que a direita foi companheira da mídia brazuca e uma vitória desta seria a volta dos bons tempos.
     Para a mídia brasileira a eleição presidencial tem o seguinte cenário: quem vencer que vença.





                                                       



                                                       Visitem Kbçapoeta