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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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domingo, 1 de novembro de 2009

Hábitos de Leitura - por Alba Vieira

Encaro um livro como um mundo de possibilidades. É como se fosse um portal que me permitisse ter acesso a outros mundos, a realidades ainda não desvendadas. Há um mistério a ser descerrado ao abri-lo e ler suas páginas. É como se penetrássemos em universos paralelos. Sinto-me mesmo desdobrada se a leitura de um livro é cativante para mim. O universo retratado pelo autor se mistura à minha realidade e passo a carregar comigo, enquanto não terminar de lê-lo, aquele outro mundo. Então imagino os personagens, teço contextos, traço situações em que podem estar envolvidos, sinto a emoção que sentem e mergulho de cabeça nas suas histórias. Até que a leitura chegue ao fim.
Se o livro for muito bom, eu ainda gosto de demorar mais do que de costume, para que não acabe logo, como se fosse um doce maravilhoso que a gente fica com pena de comer até o fim e aí belisca e guarda para depois. Mas se ele for excepcional, mesmo que eu chegue ao final, ele não se desgarra, fica impregnado no meu ser, acho que embola nas minhas entranhas e passa a fazer parte de mim. Assim, desde que comecei a ler carrego comigo personagens que de tão vívidas são quase subpersonalidades hoje. E, em geral, não escolho os livros para ler, eles me elegem para conhecê-los e é interessante que já adquiri muitos livros que só fui ler anos mais tarde. E é incrível como eles se abrem para mim no momento mais propício, exatamente quando eu deveria ter aquela informação ou ser inspirada para ter determinado insight. É que os livros para mim são entidades, como os elfos e as fadas, têm uma comunicação direta, telepática com os humanos mais sensíveis e assim estabelecem esses contatos de outras esferas.
Penso que quem se apaixona por livros nunca está só, porque haverá este canal fascinante de comunicação. E é difícil entregar-se aos livros quando se está bem acompanhado, a não ser que sejam iguais neste aspecto. Eu tenho o hábito de ler e comentar o que é mais interessante com meu amor, embora quase sempre seja desnecessário, como se em outro plano a leitura fosse feita ao mesmo tempo.
Hoje, com a internet, podemos ler muitas coisas na tela e os blogs de literatura estão cada vez mais interessantes. Entretanto, o velho livro de papel, com capa dura, ricamente encadernado ou a brochura que o torna mais leve são insubstituíveis para mim. O contato direto com ele estreita os laços e fortalece a relação. Sou possessiva, só os empresto para raríssimos eleitos e gosto de dar outros exemplares dos que mais me marcam para quem amo. Também aprecio guardá-los arrumados nas estantes, numa ordem que só eu entendo, mas que faz todo sentido e tenho imenso prazer de poder olhar para eles sempre. Acho que são como os cristais que devem ficar expostos e não guardados em caixas ou em armários fechados.
Quando compro ou ganho um livro, sempre leio a capa, a contracapa, as orelhas e para alguns me dirijo logo às últimas páginas antes de começar a lê-lo. É como se quisesse consultar uma cigana ou cartomante para ler meu futuro, não sei. O fato é que livros, na minha opinião, são especiais e aqueles que o escrevem, quando verdadeiramente imbuídos do seu papel, são seres excepcionais e iluminados.



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Meus Eternos Amores - por Ana

Antes mesmo de me entender por gente eu já era apaixonada por livros.

Lembro que, aos 3 anos, folheava qualquer livro que me viesse às mãos e olhava tudo com extrema atenção, criando sentido e histórias para todas as gravuras.
Meu primeiro amor fixo foi o livro da casa que escolhi para andar comigo sempre, por ser o menorzinho: “Os Lusíadas”. E nele aprendi os números romanos.
Depois que aprendi a decifrar as letras, meu objetivo maior na vida passou a ser ler todos os livros do mundo, adquirir todos os conhecimentos que já tivessem sido impressos. Eu sonhava que vivia dentro de uma enorme biblioteca, forrada de imensas estantes e lia todos aqueles incontáveis livros, um a um, dedicada e amorosamente, a vida inteira.
Claro que, com o tempo, este meu objetivo mudou, por força de circunstâncias externas. Mas li todas as bibliotecas dos colégios em que estudei, até a faculdade.

Devo dizer que os livros de que mais gostei até hoje foram:
- “Cem Anos de Solidão” (imbatível!);
- “O Mar da Fertilidade”, quadrilogia de Yukio Mishima (espetacular!);
- “Moby Dick” (sensacional como o autor descreve a relação entre o capitão e a baleia!).

Em relação a manias de leitura, as únicas coisas que faço são ler prefácio, orelhas, citações, apresentação e tudo mais que houver antes de iniciar o corpo do livro, e ver por quantas páginas me deliciarei, pois quanto mais páginas, mais feliz eu fico. Tanto que, neste momento, ando felicíssima, pois estou lendo “O Senhor dos Anéis”, que possui mais de 1.000 páginas (ô alegria sem fim!).

Eles sempre estiveram, estão e estarão comigo, meus eternos e fiéis amores.
.Gabriel García Márquez, Herman Melville, J. R. R. Tolkien

Destino - por Cacá

Eu não acredito é no destino. Não esse propalado pelo senso comum de que não somos donos do porvir. Mas, se admitimos o conceito de certo e errado, há que se contar também com casualidades que podem ser nomeadas por sorte ou azar (infortúnio). É apenas uma opinião, não uma manifestação com pretensão de verdade.



Comentário em Sorte, de Mellon.
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Há... - por Poty

Há os que vivem
Há os que nascem
Há os que continuam vivendo
Há os que não querem nada com a vida
Há os que vivem numa boa
Há os que desistem de viver
Há os que não dão bola...
Há os que nem querem saber...
Há os sem destino/rumo
Há os que aproveitam
Há os que a tiram...
Há os que se jogam do precipício
Há os que somem
Há os que vão subitamente
Há os que nos deixam sem avisar
Há os que pelo menos dão recado
Há os que vão e não voltam mais
Há os que voltam e nem dão satisfação
Há os que permanecem
Há os que ficam para sempre
Há de tudo nesta vida



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