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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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sábado, 23 de maio de 2009

Posts Inesquecíveis do Duelos

Esta categoria está sendo inaugurada para que vocês deixem aqui, nos comentários, aqueles posts que vocês acharam inesquecíveis e PORQUÊ.
Cada pessoa pode indicar quantos posts quiser.
A sugestão foi enviada por Alba Vieira e Raquel Aiuendi.

Os posts indicados serão republicados com os respectivos comentários.
Quem preferir, pode enviar sua indicação para shintoni@terra.com.br.
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As Nossas Palavras XI - por Alba Vieira

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Experimento um momento feliz, com um sublime sentimento de amor que me faz dar um passo ousado em direção às pessoas, mesmo correndo o risco de cair no ridículo de ser incompreendida por aqueles que ainda não se acostumaram a manifestações espontâneas de apreço aos semelhantes.
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Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XI - por Lélia

Do meu primeiro amor (sublime amor), trago arrependimentos enormes. O principal foi ter vivido com aquele traste, que devia saber que é humano, ridículo, limitado e idiota (mas não sabe...). Eu devia ter tido apenas um amor platônico... Mas, como disse meu pai: “Um passo só mudará a tua vida.” E eu mudei: larguei o pulha e daí pra cá não vivo mais com ninguém.
Raul Seixas, Titãs, Pixinguinha, Otávio de Sousa

Mundo de Cerol - por Gio

Entre o azul e o magenta
Surge a manhã sob o sol
Lá no alto, se sustenta
Pipa e cauda de cerol

Pais e filhos, sempre aos pares
Rabiola no céu esticada
O vencedor é mestre dos ares
Ao perdedor, não sobra nada

E o calor já me derrete
Eram dez, ficaram sete
Papagaios a voar

É preciso ter destreza
E um pouco de ousadia
Uma manobra, uma proeza
Nesse mundo de fantasia

Quem se esconde, é achado
Não escapará do corte
Combatentes, lado a lado
Entre a habilidade e a sorte

Agora espero a minha vez
De todas, só restam três
Pipas bravas pelo ar

O sol ofusca a visão
E pega o desprevinido
As coisas são como são
O desatento é atingido

Mais radiante que a luz
É o sorriso do restante
Canta, encanta, conduz
A beleza do instante

Avante, o vencedor caminha
No final, só resta a minha
Rabiola a brilhar!




Inspirado em Rabiolas, de Raquel Aiuendi.
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Clarice Lispector e “A Vidente” - Citada por Alba Vieira

A cozinheira é Jandira. Mas esta é forte. Tão forte que é vidente. Uma de minhas irmãs estava visitando-me. Jandira entrou na sala, olhou sério para ela e subitamnte disse: “A viagem que a senhora pretende fazer vai-se realizar, e a senhora está atravessando um período muito feliz na vida.” E saiu da sala. Minha irmã olhou para mim, espantada. Um pouco encabulada, fiz um gesto com as mãos que significava que eu nada podia fazer, ao mesmo tempo em que explicava: “É que ela é vidente.” Minha irmã respondeu tranquila: “Bom, cada um tem a empregada que merece.”
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Memórias de um Seminarista (Parte VI) - por Paulo Chinelate

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UM MUNDO NOVO


O trote do animal nos conduzindo ao interior da “fazenda” tem para mim uma conotação de despedida com o meu passado. A cada curva me parece um convite a desligar-me da meninice vivida até então. Papai e mamãe apertam, ambos, minhas mãos. Não sei se papai está tentando fingir nada sentir. Mamãe, taciturna, não esconde a tristeza que lhe vai n’alma; ainda há pouco apertara, sem perceber, minha mão, num sentido de posse de algo que está por perder.
Desde a porteira de onde fomos recebidos até aqui, calculo já percorremos uns bons três quilômetros. Do lado direito da estrada percebo várias fontes d’água a escorrer dos morros repletos de alta vegetação. Do lado esquerdo, de quando em vez, dentre os arbustos quase cerrados, noto um vale, ora coberto de pastagens ora de áreas cultivadas.
Finalmente chegamos. Ladeamos longa construção com diversas janelas, grande casario fechado aos nossos olhares. Entramos após breve aclive a um pátio à frente de prédio de três andares. Neste espaço um gramado ao centro, tendo de um lado sapotizeiros e d’outro, enfileirados, jambeiros cujos troncos grossos seguram redes de voleibol. Mais além destes últimos um grande galpão encostado ao pé de montanha que ali tem começo. O interessante foi identificar dezenas de portas ao fundo deste pavimento. Percebo serem banheiros enfileirados, não há dúvida. O som de uma cachoeira distante uns cem metros à direita deste ambiente faz-me sentir uma realidade nunca antes vivida. Um mundo novo, diferente e desconhecido inicia-se para mim neste momento. Analiso outros detalhes enquanto o condutor alinha a charrete debaixo de uma passarela coberta que faz a ligação do galpão dos banheiros com o prédio de três andares.
Demonstra que já é praxe para o nosso guia parar ali. Imediatamente aparece um “padre” de idade madura, que nos recebe com largo sorriso. Tem óculos de aros finos e redondos, ares de escritor, professor, eu diria.Se identifica por Irmão Zeno Camata, diretor do “juvenato”.
Papai e mamãe, que primeiro desceram da condução, recebem os cumprimentos de boas-vindas e apontam-me, um pouco afastado deles, como o novo candidato ao seminário.
Instruído em gestos por papai, aperto as mãos do prelado que muito atencioso desdobra-se nas boas-vindas.
Feitas as apresentações, dá ordens ao cocheiro para que conduza as minhas malas ao dormitório dos menores. Adentra-nos por longo corredor no térreo do grande prédio, ladeado de portas envidraçadas donde percebo várias salas de aula com suas envernizadas carteiras.
Entramos em seu gabinete. É um ambiente rústico, sóbrio, diria sombrio, bem diferente da sala enfeitada da diretora do meu ex-grupo escolar.
Faz-me sentar, após meus pais. Apóia-se em cadeira de espaldar alto e fazendo as perguntas de praxe sobre a viagem passa a informar sobre o local que acolherá o novo aluno “juvenista”. Mamãe adivinha minhas dúvidas e pergunta o que é “juvenista”. Simpaticamente e demonstrando agrado responde que se trata de aluno de juvenato ou internato que acolhe candidatos para serem Irmãos Maristas. Nos olhamos sem entender muito. Não tivemos muitas explicações na visita do padre, digo, Irmão, quando em Juiz de Fora. Segue-se maior explanação do bom homem: trata-se de uma organização religiosa que forma religiosos para a missão de educar jovens em todo o mundo. Eu iria iniciar os estudos no curso de admissão que antecede o ginásio.
Acho estranho, mas não dedico maiores atenções. Irmão, padre, vigário, bispo… para mim, vestiu batina é padre.
Depois de longa meia hora, justo quando ouvi burburinho de vozes quebrando o silêncio daquela clausura, somos convidados a sair do escritório e, já no corredor, instado pelo reverendo, um rapaz de uns desessete anos ou pouco mais, se apresenta como aluno antigo, encarregado de me conduzir ao dormitório para que eu me apossasse de cama e armário e me desfizesse das malas.
Combinamos nos encontrar mais tarde, indo papai e mamãe para outras bandas daquele imenso casario.
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Clarice Lispector, Apesar de - Citada por Penélope Charmosa

...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
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Pensamento - Enviado por Therezinha

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O segredo não está no que você diz, mas na forma como diz. Sempre que precisar disparar a flecha da verdade não esqueça de molhar sua ponta num vaso de mel.
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