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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Não sei como começar... - por Ana

Não sei como começá, moço… Acho que foi assim: ele vinha vindo no cruzamento, eu também, a gente se esbarrô e ele me xingô. Xingamento eu não aturo, não! Aí eu xinguei também… no mermo nível, claro, que não sô mulher de descer do salto. Aí, ele, estouradinho, danô a gritar um monte de palavrão. Aí não deu pra mim: tasquei-lhe um empurrão. Ele, que não é nem um pouco cavalhero, me empurrou também (ninguém ensinô pra ele que em mulher não se bate). Eu gritei, espantadona, e taquei-lhe um soco na cara. Daí pra chegar ao chão os dois junto engalfinhado foi meio pulo. A multidão logo tava em volta, com torcida organizada pros dois lado (a minha era maió, craro!, até pruque eu tava de saia e a homizada delirô!). De repente fiquei por riba dele (que não sou de ficá por baixo de ninguém) e danei a enforcá ele, que foi ficando vermelho, azul, roxo batata. Aí larguei, venci o froxo. Fui pra galera que me apraudiu de montão. Então ele levantou, foi chegando pra perto de mim todo torto (eu preparada pra socar de novo) e me tascô um beijo daqueles de novela das oito, todo babado. Daí, como ele gosta de apanhá e eu sô fissurada em batê, nós tamo aqui, na frente do senhor, pra assiná os papel, seu tabelião.
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Escaldado - por Leo Santos

O espinho feriu a mão
e então guardou a rosa,
oscilando na noite,
inda presa ao talo;
o latido ameaçador
feriu o silêncio
e guardou o átrio,
mesmo sem nada a ameaçá-lo…

Ao chocalho do ofídio
o pé guardou distância,
detida a ânsia do passo
nas cordas do temor;
pelo medo da perfídia,
o tatuado pela insídia
não tira a camisa,
negando que precisa do amor…

Ao aceno do ginete
nasceu o galope,
a cavalgadura receosa
do “estímulo” do açoite;
entornado o refrigerante,
o gato escaldado
saltou precipitado
e sumiu no breu da noite…

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Onde fui amarrar meu bode... - por Márcio Matos e Leo Santos

Rabo de saia, de saia curta que vento rodopiou
Me chamou de amigo no rodopio,
E a inocência acreditou
Inocência??? Ei, psiu!
Então porque desejou?

O aroma contido na doce brisa
Mais doce ao desejo se fez
Perfume apimentado que queima, escraviza
Fazendo o bronco posar de Cortez

Olhares que se cruzam, mútuo desejo
Fez-se a confluência dos caminhos
Promessas de carícias e beijos,
Levaram à pressa de estarmos sozinhos.

Chegados então à zona da mata
Se desfez a ilusão do incauto
Sonhou com Vênus, acordou em Marte
Findou a promessa do banquete lauto

Como Hermes se travestiu de Afrodite?
Em fêmea beleza, como pode?
E eu Acreditei. Acredite!
Onde fui amarrar meu bode!!!

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Não sei por onde começar... - por Márcio Matos e Leo Santos

Não sei por onde começar,
dilema que meu ser atinge
Édipo sem a coroa,
perplexo ante a esfinge.

A sombra da lua
que cobriu o destino
com seu manto
desnudando possibilidades

qual a sombra da dúvida
no olhar do menino
que em meio a mentira
procura verdades.

Agora acho que sei,
a mentira já não mais atrai
sobra por onde não começar
por caminhos que afastam do Pai.

Por eliminação busco o rumo
nego-me a ser onda que a rocha desfaz
darei pra minha parede um prumo
num leito para as águas da paz.

Não sei por onde começar
mas nem sempre a dúvida atrapalha
manterei os pés no mesmo lugar
sem Deus, não moverei uma palha.

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Esperança - por Alba Vieira

Sobrevôo os destroços de um mundo que,
imagem e conseqüência do que somos,
agride e inferniza os dias
dos que ainda sentem agitar dentro de si
lembranças boas
soterradas na lama
de um presente inglório
de viver, compulsivamente,
o irrelevante.

Busco sementes portadoras do novo paradigma...
Garimpo, em meio à alienação,
seres que guardam,
no recôndito de sua mais profunda gruta existencial,
a compreensão inequívoca
de pertencer ao todo,
ser ligado em teia
a tudo que é material ou imaterial.

Eles existem,
se insinuam,
quase desabrocham
e esperam por nós
para recuperar o planeta
e o próprio homem.

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Você - por Maria Isabela

Você é minha alma em outro corpo.
Você é o som no meu mundo de silêncio.
Você é o tormento que invade todo meu ser.
É o tom da minha música, é o ritmo nos meus versos.
Você é o arco-íris do meu sol…
Enfim você me completa.

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