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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Círculo da infância

Carrossel! 
Escarcéu de luzes, 
Risos pós lágrimas, 
Quem não viver 
nesta fica 
pra outra rodada. 

É cavalo 
Cavalão 
Cavalinho 
Sobe e desce 
Charrete 
Carrinho. 

Flash de pai, 
Grito de vó, 
Mão na mão 
da mãe 
do menino. 

Gira o verde 
A vermelha 
O laranja 
A amarela 
O Pequeno Príncipe 
A Hello Kitty. 

Carrossel! 
Gira no parque, 
na praça. 
Gira na feira, 
no centro 
no interior 
(de mim). 

Felicidade, 
que há longa data 
Gira 
este pouco tempo.

Fênix_K!

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...

domingo, 19 de julho de 2015

TEMPO!

O tempo passou.
E, de repente, o tempo passou.
Passou como passa o tempo,
ocupado passatempo
do que passa passando,
matando, esgotando o tempo.

Aí, chamei uns amigos.
Gente boa, atilada.
- Vamos estancar essa coisa,
essa máquina de fazer doidos,
trem expresso em ferrovia circular.

Ombro a ombro, demos os braços.
Rapaziada forte, aguerrida.
Subimos nos trilhos,
num ponto distante.
E ouvimos o barulho do tempo,
"passando".
Se aproximava rapidamente
mas, curiosamente, passou voando!

Decepcionados, nos entreolhamos.
Olhávamos para cima, que coisa!
Outra armadilha do tempo
contra quem tenta pará-lo.
E distraídos ficamos.

Mas o tempo não pára mesmo!
Voou, pousou e, passando,
acabou nos atropelando...



[Adhemar - São Paulo, 18/01/2000]

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Três sagradas pontas do triângulo de um dia - por - Kbçapoeta





Tríplice sinal de três velhos.
O dia santo.
A vida vai julgar
Se caminhamos nos trilhos
Ou estamos no fio da calçada.
A beira do caminho
Ou no meio da estrada.
O percorrido não tem volta
O que irei percorrer está por fazer.
O passo de agora,
Fato palpável
O hoje produzindo o amanhã.


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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sua mão mergulha em mim

Sua mão mergulha em mim, nas águas turvas do sentir
Submersa, remexe, caminha e afunda um pouco os dedos na areia
Buscando alguma pedrinha, marisco, talvez pérola
Em forma de garra, vai arrastando, trilhando o solo
Cavando, cavando, termina por encontrar um objeto
Inexplicavelmente o mundo é abalado
Treme a terra, fortes ondas são desencadeadas, o céu fecha-se em tempestade
Assustada, não concebe ser a causadora dessa cena bestial
Ainda assim, solta o que preso estava,
Ao desenterrar as mãos percebe que seu braço estava mais a fundo que pensava
O mundo aos poucos torna a normalidade
Entretanto, seu braço continua a brotar da terra encharcada
É isso, você compreende finalmente, seu corpo cresceu de tal forma que, comprimido dentro de seu punho, o centro do meu mundo tinha feito tudo mais chorar.

Fênix_K!

...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Traseunte - por - Kbçapoeta






Um legítimo céu rosiclér

Pássaros entoando seu canto

Por mais um dia vivido

A cidade com asfaltos e indústrias

Cracudos e prostitutas.

Cada ave deve sentir-se vitoriosa

Um dia que fez calor,

Choveu

E encerrou-se com um céu

Espetacular.



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