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Eróticos.)




sábado, 30 de novembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Gostaria de ser como a água do riacho que lava e, com seu acalanto, faz dormir as pedras ribeirinhas e segue adiante, sem esperar agradecimentos.
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O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde - por Ana

 
 
A busca involuntária pela verdade

 
“O Retrato de Dorian Gray” é intrigante, revoltante, por vezes detestável, se nos deixamos levar pelas reações que surgem às atitudes do protagonista.  Uma pessoa sem escrúpulos, se aproveita de um fato inusitado que ocorre em sua vida e permite que ele esteja mais à vontade para agir da forma amoral que lhe é peculiar.
Ao mesmo tempo, é um livro instigante, questionador e inesquecível.  Todos que o leram, certamente se colocaram, em algum momento, no lugar de Dorian Gray, e pensaram, inevitavelmente, como agiriam se tivessem a oportunidade que ele teve.  Se pudessem ter liberdade para manifestar seu lado sombrio sem o risco comum da punição social.
O livro é um teste de caráter para cada leitor: provoca uma séria discussão com a nossa própria sombra, que inveja um retrato como aquele e tenta, a todo custo, nos convencer das vantagens de tê-lo.
O retrato, afinal, torna-se nosso.  Visitamos nossos desejos mais obscuros, nossas tendências recalcadas, nossas vontades represadas, nossos pensamentos proibidos.  Oscar Wilde nos faz abrir a porta de nosso reino abissal, nos obriga a percorrer nossos recantos mais sombrios, nos faz descobrir um espelho indesejado e olhar profundamente em nossos próprios olhos, buscando a verdade mais terrível.
Ou não.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Uma Amizade com Deus: um diálogo incomum, de Neale Donald Walsch - por Alexandre

 
 


 
 
Continuação de Conversando com Deus.



Para quem leu a trilogia Conversando com Deus, este livro irá além do que lemos na trilogia. Temos aqui a oportunidade de ter uma amizade com Deus.
O centro do livro são os Sete Passos para a Amizade com Deus. Mas uma coisa que chamou muito a minha atenção foi a apresentação do que acontece no momento em que deixamos o mundo físico.
Em resumo, este livro se preocupa com as implicações práticas da trilogia Conversando com Deus. E recomendo.
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Assassinato - por Vicenzo Raphaello

Estava a vazar

Veio o incauto inseto
e lá me pica
que vermelha fica

Num gesto preciso
meu jato acerta
o infeliz mosquito

Assim assassinado
para a descarga vai
o pobre coitado

Cometido foi
o crime perfeito

Apesar da prova que fica
a escondida picada
e tábua molhada.
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O Jogo - por Leo Santos

Tenra vida lançou-se ao mar
porque abriu mão de viver;
outra fez o mesmo,
pois não abriu mão daquela,
tentando convencer que ela,
não estava em tempo de morrer;

Que estranha opção! Qual razão,
pra um pulso tão jovem,
lançar-se ao fogo?
Danando a terra
quebrando sementes, atos dementes,
de quem perdeu tudo no jogo.

Mas qual jogo?
Se nem idade tinha,
pra frequentar um cassino…?
A vida começa a morrer,
quando nosso labor, nosso lazer,
se dão num barco clandestino.

Mercadores de ilusão
atraem a alma pra alto mar,
sorte trágica!
A terra firme da família tem muita luz,
e somente na penumbra,
se opera sua mágica…



Visitem Leo Santos
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Alfred Montapert, Pensamento e Ação - Citado por Penélope Charmosa

O movimento não é progresso, assim como a atividade não é realização. O esquilo na sua gaiola rotativa faz movimento e mostra atividade sem chegar a parte alguma. Quem se deixa ir ao sabor das ondas pode ter grande atividade mas mover-se para trás. A sua energia pode dissipar-se, como o vapor de água no espaço vazio, se falar demais sobre os seus planos. Seja um executor, não um falador.
Pense, sim, mas não divague até outra pessoa pensar, resolver e agir. O homem que tem de ser convencido a agir antes de entrar em atividade não é um homem de ação... tem de agir conforme respira. Proceda como se fosse impossível falhar. Só as suas ações determinam e mostram o seu valor. Se ficar recostado e quieto vendo o mundo passar - o mundo passa mesmo. Não há nenhuma força do destino a planejar a vida dos homens. O que nos sucede, de bom ou de mau, é quase sempre o resultado da nossa ação ou da falta dela. A ação é a base de qualquer realização.



In “A Suprema Filosofia do Homem”.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Comunicação com os Espíritos, de Linda Georgian - por Alba Vieira

 
Este livro é interessante porque relata a experiência de pessoas com capacidades mediúnicas e pessoas comuns que tiveram contatos com pessoas que já tinham morrido. O seu objetivo é dar conforto àqueles que perderam entes queridos, afirmando que a vida continua após a morte, só que em outra dimensão. Nos esclarece sobre formas que podemos desenvolver para alcançar a comunicação com os mortos, através de observação e preparação de nossos corpos físico e emocional, a fim de ser possível ultrapassar as barreiras dos nossos cinco sentidos. Mostra ainda como entender a alma em uma dimensão cultural, filosófica e científica. Descreve como outras culturas encaram a morte e como diferentes religiões lidam com ela Demonstra ainda como os xamãs através do contato com ancestrais mortos promovem a cura de doentes. É uma leitura interessante.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Sentindo dilaceradas suas carnes e a queda de seus membros, a mangueira agradecia ao homem que a podava. Agradecia aquela dor necessária ao esplendor de sua floração, à fartura de sua futura safra.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Auguste Comte e as Mulheres - Citado por Ana

 
Superiores pelo amor, mais dispostas a subordinar a inteligência e a atividade ao sentimento, as mulheres constituem espontaneamente seres intermediários entre a Humanidade e os homens.
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domingo, 24 de novembro de 2013

Lya Luft e a “Canção na Plenitude” - Citada por Penélope Charmosa

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.



In “Secreta Mirada”.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Minha Princesa - por Adir Vieira

Acordo mais cedo do que de costume.
Teimo em ficar na cama, mas não consigo.
Sei que é a saudade que vou sentir que, como a me lembrar que vou sofrer, veio me acordar.
Levanto e olho ao redor. Vejo seu ursinho na mesinha de cabeceira e um sorriso surge em meu rosto, misto de alegria e tristeza, quando lembro do ritual que, com ela, fazemos todas as noites. Com as mãos postas, pergunta: - Estão preparados? À nossa afirmação, só então aperta a barriguinha do urso que começa a rezar o Pai Nosso. Todas as noites, com sono ou sem sono, seguimos com grande prazer essa sua vontade de nos fazer participar das suas orações antes de dormir.
Caminhando pela casa, vejo por todos os lados vestígios de sua presença - se abro uma gaveta, encontro desenhos ou anotações suas com aquela letrinha arredondada que, já tão cedo, identifica sua personalidade sensível. No banheiro, o rolo de papel higiênico desenrolado até o chão aponta que por ali ela passou há poucos minutos. Até a posição das cadeiras, na sala, identifica que numa de suas corridas para nos pegar de surpresa esbarrou em uma delas.
Sua garrafinha de água sempre em cima da pia da cozinha, com água filtrada e quente, me faz vê-la, nos seus gestos delicados, com toda a calma dizendo que preciso enchê-la de novo.
Olho três adesivos colados em minha geladeira e sorrio sozinha da minha permissividade com ela. Eu, que cheia de manias de limpeza, não gosto de nada fora dos seus lugares, vou ter que conviver com o Bob Esponja e com a Isa TKM olhando para mim, pois se tirar ela vai dizer, com aquela voz única, que eu não tive consideração com ela.
De repente, vejo um cartaz colado mais acima, escrito por ela mesma, que diz eu amo vocês! Foi colado semana passada, talvez porque, também ela, já sentia saudades antecipadas.
Amanhã vem o reinício das aulas e ela precisa retornar para casa, para sua vidinha.
E eu preciso fazer sua mala e me dar conta de que não esqueci de nada. Preciso também retornar a minha vida, aos meus interesses, ao meu amor, aos meus amigos...
Sei que apesar de todo o trabalho que uma criança requer, parte do meu coração vai com ela e, como sempre, até as próximas férias, nossa saudade vai estar clamando por sua volta.



Visitem Adir Vieira
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ETC E OUTRAS COISAS - por Kbçapoeta




        É estranho os seres humanos buscarem uma unidade, religião, entendimento com o próximo se eles são tão díspares entre si.
        Chego quase a afirmar que, o que une as pessoas são as diferenças, como o que alivia os
homens não é a presença de Deus, mas, sim a sua ausência.
        Em nossa sociedade de agora ou de outrora as verdades sempre foram transitórias. Vejamos alguns exemplos disso: Ovo, chocolate, sexo, drogas, religião, trabalho, sono e muitos outros exemplos que poderia citar.
       Atualmente minha verdade, consciência e entendimento transitório sugerem-me que um mundo igual, uniforme e corriqueiro seria um tédio. Não evoluiria e talvez nem existisse.
       Crentes dizem que Deus surgiu, fez surgir o mundo, pessoas e formas de vidas diferentes, porém a ciência afirma que o choque de micro células diferentes que se completaram é que fez surgir o mundo.
       A certeza é que tanto Deus ou a ciência admitem que as formas de vida existem por causa das manifestações das diferenças que se deram através do contato com o diferente, ou seja, a vida animal, humana e até o sexo se deram pela junção dos diferentes.
      O prazer pleno se dá através do outro. Nem a masturbação funciona se não houver a imagem de outro ser diferente.
     Não estamos sozinhos no mundo justamente por que somos diferentes, etc e outras coisas



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"Ser diferente é do caralho"
Vozes populares

Mário Quintana e o Estilo - Citado por Penélope Charmosa

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O estilo é uma dificuldade de expressão.



In “Do Caderno H”.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Esta é mais uma poesia lindamente sensível da Aiuendi, que traz imagens e analogias muito interessantes e que me deixou muito emocionada pelo tema e pela forma de expressão. Parabéns, Raquel! É muito, muito linda!



IRRECUPERÁVEL
(RAQUEL AIUENDI)

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja, melão, tangerina...

Eu, criança, arregalando os meus olhos
diante de tanta diversidade,
apalpando, tentando alcançar
com o tato o paladar nunca sentido
por mim, e meus olhos refletem
uma imagem nunca vista em casa...
O suco dessas frutas escorrem
pelos cantos dos meus olhos,
como lágrimas de inconsolo
e terna tristeza...

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja... Melão... Tangerina...

perdidas de minha mão.
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Mário Quintana e o Sofrimento do Poeta - Citado por Penélope Charmosa

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Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.



In “Do Caderno H”.
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Alberto Moravia e o Desespero do Homem de Ação - Citado por Penélope Charmosa

Há uma ligação muito estreita entre a adoração da ação e o uso do homem como meio de atingir fins que não são o homem. Como há uma ligação aproximada entre este desespero e a ação, entre a razão e a ação. A proeminência dos valores da ação sobre os da contemplação indica, sobretudo, que o homem abandonou totalmente a busca duma ideia aprazível do homem e o desejo de o colocar como fim. E que na impossibilidade de agir segundo um fim, ou de agir para ser homem, ele decide agir de qualquer maneira, apenas para agir.
O homem de ação é um desesperado que procura preencher o vazio do seu próprio desespero com atos ligados mecanicamente uns aos outros e compreendidos entre um ponto de início e um ponto de conclusão, ambos gratuitos e convencionais. Por exemplo, entre o ponto de início da fabricação dum automóvel e o ponto de conclusão dessa fabricação. O homem de ação suspenderá o seu desespero enquanto durar a fabricação do veículo; suspendê-lo-á precisamente porque no seu espírito fica suspensa qualquer finalidade verdadeiramente humana: sente-se meio entre os outros homens, meios como ele. Concluída a máquina ele encontrar-se-á, é verdade, mais inerte e exânime que a própria máquina, mas arrolhará subitamente com uma promoção, com uma medalha, um pagamento a dobrar, ou simplesmente com a construção de um novo automóvel. Efetivamente apresentar-se-á a envolver-se no fluxo alienatório da ação.



In “O Homem Como Fim”.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Vida - Citado por Penélope Charmosa

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Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia.



In “Do Caderno H”.
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Friedrich Nietzsche: Toda Ação é Egoísta - Citado por Penélope Charmosa

Não pode haver ações que não sejam egoístas. Palavras como “instinto altruísta” soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que alguém tentasse demonstrar a possibilidade de atos desses! O povo e quem se lhe assemelha é que acredita que eles existem. Também há quem creia que o amor maternal e o amor carnal são sentimentos altruístas!
É um erro histórico supor que os povos sempre equipararam o sentido de egoísmo e de altruísmo ao de bem e de mal. Bem mais antiga é a concepção de lícito e ilícito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes.



In “A Vontade de Poder”.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Poeira - Citado por Penélope Charmosa

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Ah, esses livros que nos vêm às mãos na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos.



In “Do Caderno H”.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

É hora de aprender o desapego.
Que as coisas que perderes, as amizades que se forem, que vão só. Que não arrastem também tua tranquilidade e um pedaço de teu coração.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana

 
A arte reconduz suavemente à realidade as contemplações demasiado abstratas do teórico, enquanto impele com nobreza o prático para as especulações desinteressadas.
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sábado, 2 de novembro de 2013

Dia Triste, Este Dois de Novembro! - por Adir Vieira

Hoje, para mim, o dia amanheceu triste. Por mais que eu viva, o dia de Finados sempre trará para minha alma aquelas impressões doídas, aquela tristeza sem saber do quê, aquela falta de vontade de fazer o que quer que seja... Foi assim que na minha infância aprendi a reverenciar esse dia em que, logo ao acordar, tínhamos que rezar pelos mortos, pedir a Deus por eles e jamais ouvir música, brincar alegremente, mesmo que nosso coração pedisse.
Era um dia de respeito e ao invés de rezarmos pelos mortos (graças a Deus nossa família não tinha muitas almas para reverenciar), rezávamos para que o dia terminasse logo, para voltarmos a nossa rotina de correrias e algazarra.
Com tanto treinamento nesse sentido, mesmo depois de adulta e sabendo o que meus pais queriam me ensinar, minha alma ficou impregnada dessa necessidade de sentir tristeza nesse dia tão pesado para tantos.
Ao longo dos anos e por muitos e muitos anos, nossa família pôde rezar por vizinhos, parentes distantes, artistas mortos.
Como ninguém fica impune, os anos foram passando e levando nossos avós, pais, parentes mais próximos por força da idade ou por motivos de saúde. Hoje, temos nosso coração voltado para aqueles entes queridos que já se foram.
Pedindo a Deus que os mantenha em paz, daqui continuo rezando para o dia passar logo...



Visitem Adir Vieira
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Georg Lichtenberg e o Empenho - Citado por Penélope Charmosa

Conquistar o êxito graças a obras que não exigiram a totalidade das nossas forças é uma coisa perigosa para o aperfeiçoamento do espírito. Segue-se, normalmente, que se espezinha no mesmo local. É o que incita La Rochefoucauld a pensar que ainda não aconteceu que um homem tivesse realizado tudo aquilo de que seria capaz. Considero esta ideia verdadeira para a maior parte.



In “Aforismos”.
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