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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Canecas... - por Adir Vieira

 
 
Canecas são canecas. É assim que dizem. Mas aquela, a minha caneca, não. Era especialíssima. Seu amarelo ouro reluzia ao toque das minhas mãos.
A estampa suave de flores miúdas lhe conferia a aparência de uma peça de porcelana chinesa, escolhida a dedo.
Tinha-a comigo por décadas e foi presente de uma amiga do ensino fundamental. Quando a tinha nas mãos, ocasionalmente lembrava-me do dia em que a recebi. Era dia de Natal e minha amiga fez suspense ao entregá-la a mim, pedindo que tivesse todo o cuidado ao abrir a caixa, pois corria o risco de quebrá-la. Essa recomendação me acompanhou vida afora e nas minhas mudanças de casa.
Tinha-a como algo precioso, quase como um talismã e eu mesma, após o café da manhã, fosse quem fosse o responsável por lavar a louça, fazia questão de cuidar dela e colocá-la no armário em posição que só eu a poderia pegar.
O café da manhã tomava ares de um café num jardim encantado e os sabores vindos dela eram sublimes, com o ar da infância. Até hoje, quando um ato desajeitado de minha parte a colocou no chão em pedaços.

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Ainda Existe Crise no Brasil? - por Davi Rodrigues



Aranha Brasileiro - Correndo da Crise (que não existe!...)




Tudo fica meio absurdo às vezes, coisas que tentamos esconder, expomos. O que deveríamos expor, fica escondido. Fica vazio por ambos os lados, entre as frustrações. Não é o que se tem ouvido, ou feito. Às vezes parece ser apenas um reflexo sensorial. Uma “brisinha” que se sente em meados de outono. Que não derruba nem folha. Algo que parece mais um calafrio. Como lidar com o sensorial, em meio a tanto imediatismo e materialismo que se tem apresentado através dos tempos e que se tem aflorado nitidamente hoje em dia? Vemos um “mar” de pessoas sendo esmagadas com o constante reajustes de preços. Cada vez que vou ao mercado, “algo” aumentou um pouco... Não me sinto nada bem com meu sensorial. Fico me sentindo o Peter Parker sem o disfarce, disfarçando. Fica somente o “sentido-aranha”, por todos os lados do super mercado. Sinto que o perigo se aproxima. Minha identidade não pode ser exposta. Como derrotar esses aumentos? Dizem que os aumentos estão sob controle. Só vi isso, sobre o salário mínimo. Minha “teia” falha ao tentar pegar um produto com o preço bem acima do que posso pagar... O “sensor-aranha quase me deixa louco. A cabeça parece querer explodir... Nada demais, apenas o caixa que  se aproxima. A fila que parecia nunca diminuir, dessa vez foi rapidíssima. Deve ser meu instinto de super-herói brasileiro galgando um lugar na “Marvel”. Começa-se assim, escolhendo a fila mais rápida, depois... Quem sabe um salário que não acabe tão rápido...


Meus sinceros agradecimentos à Marvel, que concebeu um super herói que paga suas contas...