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domingo, 18 de janeiro de 2009

Epitáfio do Bombeiro - por Alba Vieira

A vida criou uma peça,
Podem chorar por mim:
Depois de salvar gente à beça,
Eu é que tô nessa…
Triste e amargo fim…

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Para 10 de Agosto de 2008 - (Anônimo)

“- PRÓXIMO A SER ENVIADO!
Ouvi a voz e me dei conta de que chegara minha vez de me apresentar. Fui então levado a um Ser grandioso, do qual só me lembro da voz firme e sábia a dizer:
- OFERTO A TI AGORA UMA GRANDE DÁDIVA! ACEITAS?
- Sim! - Respondi com firmeza e curioso.
- ENTÃO JÁ É ESCRITO! TERÁS A DÁDIVA DA VIDA! NASCERÁS E CRESCERÁS. TEUS PAIS TÊM A MISSÃO DE TE EDUCAR SOB MINHA LEI, MAS, AINDA QUE NÃO O FAÇAM, PRESTE MUITA ATENÇÃO: TERÁS ESTA VIDA PARA SER DIGNO DE MIM! NÃO ME IMPORTA COMO CRESÇAS E NÃO ME IMPORTAM TUAS FRAQUEZAS, POIS SEMPRE EM TEUS CAMINHOS ESTAREI A TE DIRECIONAR. TUAS ESCOLHAS SERÃO SÓ TUAS E TUA OBRIGAÇÃO SERÁ SÓ UMA: FILHO MEU, ME HONRARÁS QUANDO A TI CONFIAR A FAMÍLIA, MEU BEM MAIS PRECIOSO! POIS É NELA QUE DEPOSITO TODA A FORÇA PARA O INÍCIO DA TRANSFORMAÇÃO DA HUMANIDADE PARA QUE UM DIA FAÇAS JUS, ENFIM, AO PROPÓSITO DE TUA EXISTÊNCIA!
UMA FILHA MINHA (À TUA ESCOLHA), SE TORNARÁ TUA ESPOSA E SERÁ TEU BRAÇO DIREITO. A ELA DEVERÁS RESPEITO E AMOR E EU OS ABENÇOAREI. LOGO DEPOIS ESTARÁS MAIS PRÓXIMO À MINHA IMAGEM QUANTO PODE CHEGAR UM HOMEM, POIS SERÁS CHAMADO DE PAI POR FILHOS MEUS. ESTES, POR TI, DEVERÃO SER CUIDADOS E AMADOS. COMO EU TE AMO E TE OFEREÇO A VIDA, ASSIM FARÁS A ELES E NÃO COBRARÁS NADA. FALARÁS DE MIM, DARÁS EXEMPLO DE HONESTIDADE E VERDADE. ENSINARÁS A AMAR E RESPEITAR A MÃE E A HONRAR A FAMÍLIA, ASSIM ENTÃO SERÁS AMADO POR ELES. NESTES PASSOS, PORÉM, NÃO TERÁS UMA SEGUNDA CHANCE SE COMETERES UM ERRO. DEPOIS, AO MEU TEMPO, TE COBRAREI. AGORA VÁ!

E assim foi.

Em meu primeiro ano de vida isso tudo estava claro em minha mente. Sabendo tudo que sabia, sentia ânsia em discutir isso com meus pais, pois pareciam em muitos momentos terem se esquecido do que lhes disse a voz, mas não conseguia me comunicar.
À medida que conseguia falar, essas lembranças me escapavam, até que, enfim, todas se dissiparam, dando espaço a outras que iam se acumulando rapidamente.
Cresci, vivi, me tornei um jovem despreocupado, acreditava fielmente que tiraria a sorte grande e que tudo viria fácil para mim. Ouvi falar de Deus e Jesus aqui e ali, mas nunca quis perder tempo com isso. Eu queria era viver, viver e ser livre!
Tive muitas mulheres, sofri a dor do amor, me apaixonei de novo, casei (como era desejo dela), tive filhos, percebi a chatice que é trabalhar pra sustentar outros, tive mais mulheres ou apenas as desejei, trabalhei duro, cansei da minha esposa mas fiquei junto a ela por pena e por não querer admitir o fracasso da união, as crianças cresceram... Até que foi cada um pro seu lado. Pronto: liberdade novamente!
Corri por aí, aproveitava tudo que podia, mas evitava a casa, lugar chato. Um dia, porém, adoeci e me vi em um leito de hospital. Com minha visão periférica muito limitada, só cabia em meus olhos a figura de minha mulher, uma figura patética, sempre com um sorriso amarelo nos lábios e vez por outra amor nos olhos...
Dormi, descansei profundamente e quando despertei estava aqui junto ao meu corpo repousado neste caixão. Meus filhos dando-me as costas, ocupados demais tentando ser diferentes de mim, apressados e, só por amor à mãe, ainda presentes. Minha esposa lamentando minha perda. Uns poucos que julgava serem meus amigos, indo e vindo para marcar presença e aproveitando a ocasião para beber. Foi então que ouvi a voz que chamava:
- MEU FILHO! VENHA TER COMIGO AGORA!
Diante da voz novamente estava eu e com toda minha memória de antes-vida recuperada. Quanta coisa vindo assim tão de repente em lembranças!... Fiquei um pouco atordoado, mas pensei rápido e disse:
- Senhor, aqui estou novamente para prestar contas de minha incumbência: vivi da melhor forma que pude, sustentei minha esposa, cuidei para que meus filhos tivessem o que comer, onde estudar, todos tiveram o que vestir e só não fiz mais porque não tive tempo.
E, enquanto falava, imagens de minhas atitudes iam passando diante de mim a me contradizerem:
...meu egoísmo, devassidão, luxúria, desrespeito por minha família, covardia, mentiras, amigos, tudo que foi usado por mim como pretexto para me ausentar de meu lar... Imagens velhas conhecidas de tão repetitivas que eram as situações...
E mais imagens me vieram à frente, já, essas, desconhecidas: o choro de dor de meus filhos, de minha esposa, eles em consultórios médicos sem mim, ela também com mais freqüência ainda, suas lágrimas de dor por saudade, todos perdidos, sem orientação... Depois, os filhos se encontrando, a mãe participando, eles andando, ela seguindo, caindo, levantando... E me dei conta: Todos pessoas!
O tempo passando... Hoje chegando...
Eles então sorrindo, agora se amando, nova geração chegando, se encontrando... Que imagem linda! Divina! O sentido do MARAVILHOSO! Todos, uma FAMÍLIA!
E eu faltando...
E a voz falando:
- COMO FOSTE IGNORAR O MAIOR BEM, MEU FILHO? TINHAS UM COMPROMISSO COMIGO E TE RECUSASTE A CUMPRI-LO, COMO PÔDE?
- Mas Senhor, estão felizes! Fiz minha parte! Veja!
E o Senhor me respondeu:
- TU TIVESTE A CHANCE DE COMPARTILHAR ESTA FELICIDADE QUE ELES DESFRUTAM AGORA?
- Não! Mas eles sim! Veja! - argumentei.
- APENAS PORQUE TU MORRESTE PODEM ENTÃO DESFRUTAR DELA! MAS NÃO DESANIMES, POIS PODERÁS ASSISTIR AGORA TUA MULHER CONSEGUIR A UNIÃO QUE ELA TANTO BUSCOU CONTIGO (EM VÃO), COM OUTRO FILHO MEU. PODERÁS OUVIR DA BOCA DE TEUS FILHOS PALAVRAS DE RESPEITO E ATENÇÃO PARA COM ELE, QUE DARÁ EXEMPLO DE UNIÃO. OS FILHOS DE TEUS FILHOS O CHAMARÃO DE VOVÔ E TUA MEMÓRIA NA TERRA NÃO MAIS EXISTIRÁ.
Arrasado, ousei suplicar:
- Senhor, o que me resta? Por que estou aqui?
Impaciente, porém misericordioso, respondeu-me:
- PARA QUE, COMO BRISA, VAGUES NA TERRA À PROCURA DE QUEM OUÇA TUA VOZ E PASSES ADIANTE TEU FRACASSO PARA ABRIR OS OLHOS DE OUTROS INFELIZES QUE, COMO TU, NÃO ENXERGAM A MARAVILHA QUE É SER UM PAI DE FAMÍLIA. SE PELO MENOS UM DESTES SE ARREPENDER, HONRAR SEU COMPROMISSO PARA COMIGO, ENTÃO TERÁS MEU PERDÃO.
Comecei então a procurar...
Pois é...
Eu acabei de me livrar dessa voz...”


E aí?
Você é pai?
Pô, parabéns!
Mas se é como esse aí, faz um favor a você mesmo:
Toma vergonha, se conserta!
Ou vai passar a outro a chance de viver a felicidade que hoje despreza?

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

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Haikai - por Raquel Aiuendi

…dois chinelinhos
são hoje, um coração
eternamente…


Inspirado na "Dança dos Chinelinhos" de Zaira.
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E Caim Matou Abel... - por Ana

Eu participo de um blog,
O “Duelos Literários”,
Você me vê sempre lá,
Pois meus posts são diários.

Lá também posta à beça,
Vários textos a cada dia,
Uma tal de Aiuendi,
Especialmente criativa.

Ela vive reclamando
Dos ianques em “Bolo Inglês”,
Metendo o malho nos gringos,
Pra ela eles não têm vez.

Eu me sensibilizei,
Até deixei post apoiando,
Fui contra a categoria:
O que que eles tão pensando?

Mas aí, ontem, eu tive
Uma surpresa danada!:
Ela escreveu “Rain Night
E eu não entendi nada!

Deixei, então, comentário,
Dizendo que não compreendia:
Que ela, generala, guiava,
E eu, soldada, seguia,

Mas com o post me traiu,
Pois fui em sua defesa
E ela, usando o inglês,
Acabou com minha certeza.

Sabe o que ela respondeu?
Eu era Che sem o Fidel
Aí não entendi mais nada!
Virou torre de Babel!

(Pois você é Fidel mesmo,
pois fidel não foi aqui
às críticas que publicou
e eu, tche, nelas caí!)

Sua resposta foi longa,
Tão, que além da traição,
Eu passei vexame público,
A maior humilhação!

Eu me retirei ganindo,
Aos berros: caim, caim...
Levei chute no traseiro
E sei que vão rir de mim...

Vou esclarecer o cordel:
Eu sou Ana, ela é Raquel,
Eu sou Che, ela é Fidel,
Ela Caim e eu Abel.

Agora devo lembrar-lhe
O que em Cuba aconteceu:
Fidel no lugar de Batista,
E o Che se arrependeu.

Atrasando mais a História
Chega-se ao Livro dos Céus,
Ao primeiro crime humano:
O Caim matou Abel.

Seguindo este raciocínio,
Só se pode imaginar
Que a coisa ia feder
Se eu não fosse relevar...

Mas como eu sou de paz
E não crio confusão,
Utilizo pena leve
E resolvo a situação:

No “Duelos”, eu lhe digo,
Que jamais, de forma alguma,
Ana apoiará Raquel:
Quem se humilha não se apruma!

Se quiser informações
Mais precisas, de quem bate,
Vá ao dia 10 do 1,
Comentários do “Rain Night”.

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Voltas - por Poty

Damos volta em si,
Em roda da mesa,
Circulamos na vida,
Na cidade,
Viajando.

Queremos de qualquer maneira dar volta na lua para dominá-la…
No espaço sideral
Em outros planetas,
Até no fundo do mar…
Voltas para conquistar.

Circulamos, circulamos, circulamos e voltamos para o mesmo lugar… Para debaixo da terra num caixão e depois de sermos comidos pelos bichos, viramos em nada, ossos sobram, mas voltamos a gênesis.

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Conceitos - por Poty

São pensamentos ditos e não ditos que às vezes viram preconceitos.
… Conceitos são e nada mais!…
São opiniões,
Observações!
Dilemas a serem discutidos,
Conflitos a serem feitos…
Guerreia-se,
Mata-se,
Cala-se
E luta-se para modificar/transformar.

São constantes os debates… Especialistas, intelectuais, formadores de opiniões; há pessoas chamadas de comum-incomuns que têm os seus também!
Assim se fazem as regras de convivência, de não convivência, de isolamento de alguns em prol de outros.

Conceitos são produzidos para derrubar grupo,
Fazer levante,
Ir avante…
Todos nós somos iguais perante um, mas diferentes porque somos!

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Você - por Poty

Você é teu próprio ser,
teu renascer…
Reviva sem perceber,
vai,
segue o teu caminho
e viva livre
sem que ninguém
viva por você.

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Haikai - por Alba Vieira

Triste fim do réu
Condenou a si mesmo
E não foi pro céu

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Tenho Sede, Tenho Fome - por Poty

Tenho sede,
Tenho fome…
Sofro com um Lobisomem
Tenho sede,
Tenho fome…
Sofro sendo um Homem.
Tenho sede,
Tenho fome…
Sou olhado por gente banal
Tenho sede,
Tenho fome…
Rasgam-me feito Canibal
Tenho sede,
Tenho fome…
Recebo apenas restos mortais!
Tenho sede,
Tenho fome…
Espero por pessoas legais!
Tenho sede,
Tenho fome…
Aqui nesta terra de desumanos!
Tenho sede,
Tenho fome…
Eles me dão retalhos de pano
Tenho sede,
Tenho fome…
Vêem-me como um desengano!
Tenho sede,
Tenho fome…
Sou para eles um engano
Tenho sede,
Tenho fome…
Não querem que eu seja humano.
Tenho sede,
Tenho fome…
Olham-me como um indigente
Tenho sede,
Tenho fome…
Apenas peço como gente.
Tenho sede,
Tenho fome…
Ofereceram-me os dejetos
Tenho sede,
Tenho fome…
Deram-me os restos
Tenho sede,
Tenho fome…
Não quero rejeitos.
Tenho sede,
Tenho fome…
Tomo água do esgoto feito um porco.
Tenho sede,
Tenho fome…
Como feito um bicho da lata do lixo.
Tenho sede,
Tenho fome…
Tomo água do riacho
Poluída feita o diacho.
Tenho sede,
Tenho fome…
Que alegria! Vieram alguns e me deram água bem servida e comida.

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Pequeno Pardal (Piaf) - por Poty

Entre seu mundo de sofrimento…
Criada em prostíbulos,
Circo,
Bares
E na rua cantando (para comer cantava)
Foi descoberta para o sucesso.

Presa em seus tormentos que a fizeram crescer com idas e vindas.
Voltava ao seu mundo de criança,
De sofrimento,
De bebidas constantes,
Mas foi encontrada para seu dom natural…
Uma eterna guerra dentro de si!
… Amigos de ruas (cafetão), bebida e os que encontram para o mundo da música e do sucesso.

Continuava assim o pequeno pardal,
Entre o vôo livre e a prisão de sua vida que a consumia em tragédias,
Mas um eterno pardal com asas a voar por causa do amor!
Foi o que a sustentou!

“Não, absolutamente nada” fica aqui marcada esta frase de uma letra da música em seus últimos momentos, que dizia ser a marca de sua própria vida.

Ela esbanjou amor com intensidade,
Viveu cada momento como se fosse o último,
Enfim, tudo foi intenso com Ela!

Viva Piaf, o Pequeno Pardal!

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Haikai - por Alba Vieira

Gente que sonha
Sem logo realizar
Morre na praia

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Enigma - por Poty

Imagino tanto que escrevo.
Viajo tanto que fico a voar.
Desejo tanto que estou sensível.
Amo até demais!
Observo tanto que nem sinto que estou sendo observado.
Penso demais que às vezes nem me dou conta.
Namoro tanto que nem percebo que passou o tempo.
Danço muito que não vejo a hora passar… Vou até o dia raiar!
Gosto muito de bater papo e nem tenho vontade de sair da roda.
Debato, discuto sem cansar… Incito o conflito porque dele seremos reais, daí surgem pensamentos desleais… Cai por terra a hipocrisia.
Falarei do virtual porque são necessidades fatais e escondem a coragem de fazer de fato.
Fico em silêncio às vezes para poder revitalizar as minhas energias, mas também por não querer falar, apenas calar!
Tento inutilmente - mas com a utilidade que um mortal sabe que tem - viver de um jeito sem querer (querendo) que os outros não querem.
Somos o próprio enigma!

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Serena - por Poty

Sorriso deslumbrante!
Serena que a alma invade e oxigena a mente…
Fica-se a observar,
Faz-se a gente amar!

Teu semblante é de amenizar
E fazer calar um pensador errante.

Corpo de leoa,
Mas sensível além de nossa imaginação.

Vem conquistando com sua boca vermelha
Que delineia o ar de sua alma
E faz acalmar o que fervilha neste imenso vulcão!

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Haikai - por Alba Vieira

Barata feia,
Cascuda e nojenta:
Sai! Vou te matar!

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O Nu - por Poty

Qual a diferença entre o nu artístico e um outro qualquer?!
Nenhuma!
Mas provoca reações…
Sejam elas hipócritas
Sejam de observações
Sejam de desejos,
Mas são comuns!

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Todo Nu é Nu! - por Poty

A diferença está nas curvas,
No corpo
E na mente também…
Seja ele deitado,
Sentado,
Agachado,
De perfil,
De costas,
De frente,
De pernas abertas,
Entrelaçados…
Uns dizem que tem o nu artístico,
Outros dizem que tem o depravado,
Mas digo, todos são nus que estimulam a mente reagir…
Seja artístico,
Depravado,
Através de desenho,
Numa foto,
No teatro,
No cinema,
Seja onde for faz a química ferver dentro de nós.

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O Predador - por Tércio Sthal

Ao encontrar um carneiro, um lobo diz:
- Dele vou comer a carne para matar a minha fome, a carne é alimento, a carne é pão da vida; vou beber dele o sangue para fortalecer o meu sangue, sangue é forte, é como o bom vinho, é melhor do que água para matar a minha sede. Mas o que fazer com a lã? Vou jogá-la fora, não me serve para nada.

Outro lobo porém, ao ver a lã do carneiro jogada, sentenciou:
- Vou usar esta lã sobre os meus pelos para enganar os carneiros e atacá-los um a um. Não correrei nenhum perigo, os lobos me conhecerão pela minha pose e pela minha voz, os lobos sempre saberão que sou um deles. E se forem tão espertos quanto eu, em breve estarão usando lã também. E então, eu serei considerado o mais esperto, o mais inteligente, o maior, o grande líder de toda a alcatéia, afinal eu sou o estrategista, o verdadeiro predador.


Moral da Estória:
O lobo sempre é lobo. Aparentemente, por algum tempo, pode até perder a pose mas não o pelo.

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Haikai - por Alba Vieira

Estou com fome
Não tenho o que comer
O azar é meu

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Deus... Onde Está? - por Raquel Aiuendi

O céu é aqui, se Deus está no céu, está aqui também.

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Crescimento - por Raquel Aiuendi

A gente quando criança aprende a amar quem nos oprime e violenta; a beijar hipócritas e omissos e a adorar o covarde e egoísta. Crescemos e descobrimos como acontecem de fato as coisas e quem é quem. Conseguimos um dia odiar o opressor, desprezar hipócritas e nos sobra o covarde.

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Promessa - por Alba Vieira

Minha lua cheia
Quase sempre tarda,
Mas nunca falha…

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Os Estágios - por Tércio Sthal

Na prenhez, o náufrago a naufragar no pântano.
Adiante, o navegante a navegar em terra seca.
Depois, o gozo planando em seu revoar rumo aos céus.

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Relatividade - por Alba Vieira

Quanto mais me distancio
Melhor eu posso enxergar
As pessoas como são
E até me admirar.

Se de perto o que vejo
É uma enorme confusão,
Se me afasto é uma dança
Com equilíbrio e vibração.

Há momentos, nesta vida,
Em que é melhor procurar
Sair fora, dar um tempo,
E só então se mostrar.

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Resposta - por Passa-Tempo

Sem palavras pra descrever o que sinto no momento,
E a lágrima que desce em meu rosto com saudade de você,
faz um singelo pedido ao vento,
Ela pede que ele nos traga de volta bons momentos,
e a alegria de um dia novamente poder te chamar de Tia,
não a Tia da escola ou Tia da cantina, não apenas a Tia que a gente ama,
mas que seja humildemente,
A Minha Tia Ana!!
^^
Saudades!!!


Resposta a “Há um Biscoito que Eu Adoro...”, de Ana.
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