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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Não Me Proteja - por Escrevinhadora

Por favor, não me proteja do amor
me deixe amar sem medida
me arriscar na entrega, sem medo de sair ferida
Não me guarde, não me poupe
eu preciso conhecer a estranha aventura de amar
não saia em minha defesa
não me impeça de provar todas as delícias do amor
não me proteja, por favor
eu quero experimentar toda surpresa de amar
se vai ser doce ou amarga, se serei fraca ou forte
se terei alegria ou dor pouco importa
se for assim, que assim seja
porque a vida só vale a pena se for possível amar
sem a embriaguez do amor a vida é mais triste que a morte.


Resposta a “Proteja-me do Amor”, de Ana.
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Sobre a Doçura do Abraço - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Braços que envolvem corpos de forma suave porém com firmeza.
Que transmitem tanta coisa que fazem com que nossa alma suba por instantes ao Criador para dizer: Obrigado Senhor por esse abraço.
Um abraço pode ser suave pode transmitir doçura, quietude, meiguice
Um abraço pode ser forte pode transmitir segurança, confiança
Um abraço pode ser ligeiro pode transmitir medo, vergonha, insegurança
Um abraço pode ser longo pode transmitir saudade, vontade de ver novamente
Um abraço pode ser envolvente pode querer dizer te amo
Um abraço pode ser frágil, equivocado, disfarçado
Um abraço… um abraço pode ser tudo, pode ser a razão de ser, de viver, de querer
Pode ser um amigo que parte, um amigo que chega
Pode ser um amparo de um soluço perdido, sufocado, esmigalhado no peito
Pode ser um adeus, um ate logo, um nunca mais
Pode ser de um irmão distante, afastado e sempre amado
Pode ser de uma mãe que soluça com o filho ao peito
Pode ser de um pai que volta arrependido
De um filho que partiu revoltado amargurado e voltou feliz amado
Pode ser de alguém que entra na nossa vida para dela fazer parte
Pode ser de um ser que se afasta
Pode ser tudo
Mas nunca é nada!

Mas uma coisa é certa:

Não tem coisa mais gostosa
Que um abraço.

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Recriança - por Raquel Aiuendi

Seguindo pela estrada
pés descalços,
criança enlameada
vai desfazendo seus laços
e já não busca ser amada
pois já não há esperança
de ser novamente criança.

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Cigana - por Raquel Aiuendi

Meu sentimento é cigano
por isso ele é tão grande
e infinito e
infinita é minha vida
como velas ao vento
como barcos ao mar
vou cultivando
um jeito especial
de te amar.

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Tempo - por Alba Vieira

Tudo é lento
Só eu ainda corro
Até que morro.

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Irrecuperável - por Raquel Aiuendi

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja, melão, tangerina...

Eu, criança, arregalando os meus olhos
diante de tanta diversidade,
apalpando, tentando alcançar
com o tato o paladar nunca sentido
por mim, e meus olhos refletem
uma imagem nunca vista em casa...
O suco dessas frutas escorrem
pelos cantos dos meus olhos,
como lágrimas de inconsolo
e terna tristeza...

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja... Melão... Tangerina...

perdidas de minha mão.

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