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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Nossas Palavras XIX - por Alba Vieira

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Trabalhar é o proveito dessa vida.
Jamais roubar do filho o direito de ir à luta é a dura lição daquele que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.



Visitem Alba Vieira
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Meu Sonho de Consumo II - por Adir Vieira

Tomei um banho rápido com o intuito de não desistir da compra. Sempre acontece isso com meus desejos frugais – acabo deixando-os de lado.
Com a ideia fixa na cafeteira, saí em direção ao shopping próximo, pois lá, com certeza, escolheria, nas diversas lojas de eletrodomésticos e nas lojas de departamentos, aquela ideal para a minha cozinha.
Não gosto de café, mas prepará-lo ali seria tudo de bom. Antes de comprá-la, garanti num reforço para a não-desistência: os grãos adequados, escolhidos logo na entrada, no supermercado.
Percorri duas ou três lojas, inclusive a que distribuiu o folheto de propaganda e, para minha tristeza, todas demonstravam estoque zero e os vendedores informavam aquele extenso prazo de entrega. O preço nunca condizia com o divulgado porque isso, porque aquilo.
Meu desejo de comprá-la ia definhando e até questionei se era tão forte assim. Mas já tinha os grãos, o que fazer senão ir em busca da preciosidade?
Andei por mais algumas lojas, mas, sabem, nenhuma das que eu via correspondia àquela dos meus sonhos – ou eram grandes demais ou a diversidade de preparo não condizia com a utilidade que eu dela iria fazer.
Desalentada e culpando minha ferrenha compulsão em certas horas, voltei para casa com o pacote de grãos de café para cafeteira expresso.
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Santo Desafio, Batman!... - por Ana

Oba! Voltei com tudo!
Já me desfiz da mochila!
Soraya quer desafio!
Pra assistir à luta tem fila!

Num canto do ringue, ela,
Soraya, a Espadachim;
No outro eu, a Samurai,
Tranquilidade até o fim.

Mas, Soraya, tu nem vem
Com briga entre os Estados,
Que por aí eu não vou:
Nós vivemos lado a lado.

Porém digo pra constar:
Tenho sangue nordestino.
Peixeira na minha mão
Determina o teu destino.

Não brinca com isso não,
Que (com ou sem holofote)
Quem vem do Norte ou Nordeste
“É, antes de tudo, um forte”.
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Enquanto isso, no outro corner,
Tremendo e orando agachado,
Nosso Gandhi brasileiro,
Totalmente apavorado.

Foi ao Congresso, dançou,
Se esbaldou na polonesa,
Tirou foto, duelou,
Agora sumiu à francesa.

E Gio, eu te corrijo:
Já houve dois contra um
Aqui mesmo no Duelos.
Dos dois, não sobrou nenhum.

Fiquei eu, a Samurai,
Aguardando mais pelejas,
Até que vieram vocês
Desafiar a sertaneja.

Esclareço outra coisa,
Menino que se fez de pai:
Aqui já lutei vários rounds
E nunca, jamais disse um ai!

Garoto, eu tenho fibra!
Passou por mim, eu amasso.
Tanto que já fui chamada
De “mulher cruel do cangaço”.
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Eu encaro vocês dois
Só com a mão e uma pena.
Vão estatelar no chão,
Sair de maca da arena.

Então entrem logo no ringue
A espada e o estilingue:
O Homem-morcego dos pampas
E a Mulher-gato de Sampa.

Já apresentei minha arma
E todos são testemunhas.
Como é? Não vai começar?
Cansei de lixar as unhas...
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Resposta a Desafio, de Soraya Rocha
e Guerra Santa, de Gio.
Referências: Pra Terra do Nunca..., de Ana;
frase de Euclides da Cunha no jornal “O Estado de São Paulo”;
Sempre Alguém se EngAna, de Gio;
Vade Retro, Ananás!, de Raquel Aiuendi.
Mahatma Gandhi.