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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dias melhores - Por Thiago de Sá


Sonho com dias novos,
sem as sombras de ontem.
Sem sobras do que deixei.
Quero afastar os resquícios do amargo sentido.
Desejo que o nosso amor tenha força pra nos renovar.
Rijo como nos primeiros onze segundos,
do medo a ousadia!
Nosso amor está ficando velho,
o  tempo escorre e ele não corre como antes.
“Por que você chora?
O que são essas lágrimas no rosto?
Logo você verá
Que todo esse medo passará...
Seguro em meus braços
Você apenas dorme”
.
.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Se estás ajudando, na expectativa de que te agradeçam, deixa de fazê-lo. Evita, assim, decepções.
Se o que fazes é pelo simples gosto de ajudar, continua. Já estás sendo pago.
.

domingo, 25 de novembro de 2012

"Nada Fica", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas -
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.

.Fernando Pessoa

Antonio Cícero e a “Merde de Poète” - Enviado por Penélope Charmosa

 




Quem gosta de poesia “visceral”,
ou seja, porca, preguiçosa, lerda,
que vá ao fundo e seja literal,
pedindo ao poeta, em vez de poemas, merda.


           In “A Cidade e os Livros”, p. 21.
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dialogando - por Thiago de Sá




“Quanto ao nosso bom companheiro estresses, ele já não sai mais da rotina do homem, o incorporamos como parte nossa de cada dia, as diferencias se aplicam nas nuanças de claro e bravio. Vale relembrar que admiro quem tem disposição pra vida, quem começou cedo o que celebrei de forma morosa. O levantar matutino e deitar depois do tempo próprio, manifestam em mim apreço pela vida, inspiram-me a disposição e nessas idas e vindas do dia, vejo a batalha que eles travam para vencer sempre um pouco mais.”


domingo, 18 de novembro de 2012

Resposta da Antagonista - por Ana


Eu aceito o seu convite,
Minha cara InEx. Well...
Aceito-o, mas digo logo:
Não creio em Papai Noel.
 
Pelo meu entendimento
A CPI do Mensalão
É mais uma obra política,
Mais um insulto à nação.
 
Lembra dos caras-pintadas?
Os jovens foram à loucura!
Pensando que resolviam
Problemas de incompostura.
 
No fim, não foi nada disso,
Foram é massa de manobra
Praqueles que então queriam
Se livrar daquela corja
 
Que não dividia o bolo
Da maneira usual.
Usaram, portanto, o povo
Pra tudo voltar ao normal.
 
E agora é julgamento
Do grupo que se agiganta,
Pois de novo ignoraram
As regras desta balança.
 
Política é isso aí
(Nada a mais e nada a menos):
São interesses escusos,
Acordos, os mais obscenos,
 
Arte da manipulação...
Shakespeare, Maquiavel
Já mostraram, incontestes:
Não há mandatários no céu.

Então vejo com maus olhos
Mesmo as visões mais bonitas.
A mídia elogia, endeusa...
Meu cérebro não acredita.
 
Continuam os descasos,
Desvios, corrupção,
Armações, maracutaias
E tanta abominação.
 
E a gente vai vivendo
Com conchavos além da conta.
Este cenário, minha amiga,
Nem Chuck Norris desmonta.
 
 
Resposta a “Proposta Nacionalista”, de InEx TrEe FaLLs.
Nicolau Maquiavel, William Shakespeare
 

Respirando Bem - por Alba Vieira


Para a boa respiração, vários fatores devem ser analisados. As vias aéreas devem estar desobstruídas, desde a entrada do ar pelo nariz ou pela boca, até as vias terminais, os brônquios menores nos pulmões. Além disso, os músculos da caixa torácica, do pescoço e do abdômen também participam. E o coração no compasso, já que coração e pulmões funcionam acoplados, dá a percepção de respirar bem.
No caso de quem tem rinite alérgica, as vias aéreas superiores estão impedidas pela reação inflamatória e acúmulo de muco, daí a dificuldade de respirar. Um alergista diagnostica o problema e pode tratá-lo. Mas, é possível melhorar bastante evitando o contato com produtos de limpeza como água sanitária, cloro, desinfetantes, ceras, óleos lustra-móveis e aerossóis mata-insetos, ambientes fechados com excesso de umidade, mofo, poeira e exposição a perfumes fortes. Ajuda bastante lavar roupas de cama, mantas, cobertores e agasalhos antes de usá-los quando entrar o tempo frio, forrar com plástico colchões e travesseiros e trocar lençóis e fronhas com freqüência. É bom evitar a fumaça de cigarros e outros tipos de poluição do ar, se é que isso é possível.
Cada pessoa tem alergia a algumas coisas e os animais domésticos (cães, gatos e hamsters) podem representar mais uma dificuldade.
Entretanto, a rinite e a asma brônquica podem ser desencadeadas por fatores emocionais, além do que simplesmente pensar num agente alergênico pode dar início à crise. O alérgico é um sujeito irritado que reprime a agressividade, é cheio de não me toques.
A inalação com vapor d’água e chás quentes podem ser benéficos, uma vez que o calor e substâncias que aquecem como o gengibre, por exemplo, fazem a energia estagnada circular e melhoram os sintomas.
A homeopatia trata muito bem das alergias e só ela é capaz de auxiliar nos casos de problemas com umidade, quando os sintomas pioram por mudança de tempo. Mas deve ser praticada por bons médicos generalistas que tenham se especializado e usem medicamentos homeopáticos como primeira escolha e complementem com alopatia quando for imprescindível.
Além disso, em todos os casos, melhorar a postura sempre favorece a respiração. Alinhar a coluna e elevar os braços ajuda a circulação da energia no meridiano do pulmão e muitas vezes isso é feito de forma intuitiva durante uma crise, compensando a dificuldade criada pelas contraturas musculares presentes nas costas e no pescoço e a necessidade de usar músculos acessórios da respiração.
De qualquer forma, quando existe dificuldade respiratória que o corpo interpreta como risco de morte, o melhor é que a pessoa tente se acalmar, sintonizando com o seu interior, com a parte espiritual, com essa força que possui. E, aos poucos, a respiração vai retornando ao ritmo normal. Devemos, sempre que possível, tentar reservar o uso de medicamentos mais potentes para os casos que não melhoram com medidas mais simples e nos casos mais graves. Essa avaliação é mais difícil em crianças e idosos. De todo modo, a causa do problema deve ser tratada depois do diagnóstico correto, antes de tentar resolver sozinho um problema crônico. Boa sorte! 
 

Antonio Cícero, “Esse Amante” - Enviado por Penélope Charmosa

 


Não é exatamente que esse amante
pretenda confundir-se com a amada;
o que acontece é que, no mesmo instante
em que, lúcido e lúbrico, prepara,
com circunspecto engenho e arte, a entrega
da mulher, ele saboreia o gesto,
gemido ou tremor que observa, e interpreta
cada sinal de volúpia nos termos
da sua própria carne. Discernir-se
dela, ao olhá-la, e achá-la em si são lados
reversos da mesma moeda. Ei-lo
que, com o fim de seus anseios nos seios
das suas mãos, vê-se compenetrado
e entregue a um gozo que quiçá se finge.


In “A Cidade e os Livros”, p. 25.
 

QUANDO EU ERA PEQUENINO, ERA BOM, - por Tércio Sthal

MINHA MÃE SEGURAVA FIRME A MINHA MÃO
E DAVA-ME PROTEÇÃO PARA EU ME SENTIR SEGURO,
MAS, MINHA MÃE NÃO TINHA SEQUER A NOÇÃO
DE COMO SERIA A MINHA VIDA E O MEU FUTURO,
CRESCI, E NÃO DIGO QUE DO MEU FUTURO SEI EU,
MINHA VIDA E MEU FUTURO ESTÃO NAS MÃOS DE DEUS.




 
 
 

CONTO DE FADA

Venha e conte o seu conto de fada,
e faça de conta que nele acredita,
conta tão somente o conto, e mais nada,
sem alijar imagens e palavras ditas.

Conta agora o conto de fada,
que a criancinha quer dormir,
conta historinhas, e mais nada,
historinhas pro boi dormir.

Mas não dá pra fazer de conta
que o mundo do conto de fada
é só o mundo do faz de conta
onde se conta o conto de fada
e se faz de conta que não há mais nada.
 
           Visitem Tércio Sthal
 
 

Selo “Eu Amo Ser Blogueira” - Recebido de DAS

 


Regras...



1. Linkar quem ofereceu: DAS

2. Citar algumas características suas:
como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.


3. Indicar o selo para outros blogs e informá-los:
conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.

 
 O Duelos agradece, DAS!

 

Caxias do Sul Sem Grades - por Poty


As ruas têm que ser tomadas pelos humanos que moram nela.
Não deixemos que as máquinas invadam as ruas, as calçadas, os parques.
Tomemos conta dos espaços públicos.
Sejamos privilegiados para tal situação.
Ocupemos as praças!
Abaixo as grades!
Não à violência!
Vamos conviver entre nós sem banalização.
Fazer a cidade viva com seus espaços ocupados por nós.
Não deixaremos a escuridão vencer.
Vamos circular
Nos encontrar
Nos relacionar
Abrir espaço para o abraço
A boa vizinhança
Para o encontro
Que a cidade seja das crianças para brincar
Do namoro
Dos amores
Sem ódio
Sem rancores
Que seja sem grades nas mentes e corações e fisicamente.
 
Poty – 16/06/2012

Convite - por Renata Zonatto


Galerinha...
Convido todos para assistirem à peça "Enquanto a cidade se despedaça", da qual faço parte do elenco.
Será de 22 de novembro a 02 de dezembro, às quintas, sextas, sábados e domingos, sempre às 19:30 no Terraço da Usina do Gasômetro.

5 reais antecipados
10 reais na hora da peça (com desconto para idoso, estudante e classe artística).




Valeu
Renata Zonatto
 

sábado, 17 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Proposta Nacionalista - por InEx TrEe FaLLs

Atenção poetas Brasileiros
Ou estrangeiros que adotaram a nação
Proponho um duelo cancioneiro
Cantemos vitória a CPI do mensalão

Justiça seja feita
Justiça ao que se faz
Isadora Faber
Sabe mais

Enquanto alguns são incriminados
Outros são julgados e absolvidos

Se as evidências apontam falhas
Se dizemos que políticos são bandidos
Certamente nos falta liderança
Nos candidatemos ao cargo referido

Façamos um pacto em prol da educação
E sobretudo senso crítico
Nem tudo que está na cueca é dolar
Nem todo sistema de saúde é raquítico

O que nos falta é incentivo educacional
O que nos sobra?
Que seja posto em pratos limpos!
.
.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

INterna - por InEx TrEe FaLLs



Somos farpas de matéria

Somos o sentido contrário

O sentido númerico

Aquele que não se conta

Binário em segredo

Espaço entre o centenário



Confesso receio pelas dezenas

Sobrevivi a colisão de um auto

Entre o impacto da emoção

Recorto o cenário - retrato



Laboratório de imagens

Revelação em fatos

Vivemos entre fios

E vasos
 
 

A Prima de Hipócrates - por InEx TrEe FaLLs

A prima de Hipócrates

Psicodelia noctívaga, é domingo e o comércio está fechado. A segunda vindoura anuncia a rotina e mais uma semana que rompe o céu desbotado de um período chuvoso. Pensou nos desabrigados. As águas de um canal invadiram o grande centro comercial afetando a economia. Na sexta-feira do dia seis de maio escutou no recinto que o shopping seria fechado. Pessoas apressadas, receio de alagamento, enchente e aquela maré de gente. Era véspera de segunda...

Amanhecia, com a mesma intensidade que enxergava cores celestes . Pássaros a deslizar por entre nuvens. Apesar de nublado havia luz resplandecente. No céu a distante cor de suco alaranjado e sabor de algodão doce. Nuvens remetiam-lhe ao cheiro pueiril de um tempo remoto. Insone, Sonia, divagava entre a realidade e a fantasia. Foi quando uma folha desbotada caiu tocando-lhe os pés. Sentia-se ridícula, Quando foi a última vez que foi gentil com alguém de verdade? Desprezou a folha com indiferença no olhar. Sonia, já não sonhava. Por mais que tenha se dedicado como pesquisadora, a síndrome de Aycardi era um pesadelo. Culpava-se pelo passado.

Aquela mulher, outrora cientista, cuja epiderme fora tocada por uma folha que da natureza se desprendia, sentia no organismo a reação. A negativa, de um tipo sanguineo, respondia-lhe a experiência. Cobaia de um experimento de risco, tinha nas veias a doença e não o antidoto. Ninguém sabia ao certo o que aquele ser ocultava. Tampouco ela teria respostas. Restavam poucos dias para o derradeiro fim e a folha continuava no chão, até que ao cair uma outra, algo a sensibilizou impulsionando-a a olhar para a leveza daquela matéria desprendida.

Dominada por uma súbita esperança procurou por outras e viu nas anotações um cálculo até então despercebido. Seria a fórmula da cura? Quanto tempo de residência hospitalar e lágrimas abafadas por ter nas mãos o instrumento e não a cura. A imagem daquela criança fragilizada atordoava seus pensamentos. Por mais que estudasse a síndrome de Aycardi não compreendia.... enquanto uns lutavam para sobreviver outros pensavam simplesmente em morrer. Envergonhou-se ao lembrar do passado funesto. Quando jovem, rebelou-se afastando-se de tudo e de todos sobretudo de si mesma. Optou por caminhos que conduziam ao vício, ao suicídio da alma e consequentemente tornou-se alvo de desprezo. Desprezando a si mesma já nem lembrava das violências sofridas ou cometidas.

Sônia desistiu de sonhar quando se entregou à perigosas tentações. Arriscava-se entorpecida sem esperança alguma de mudar. O que a motivou a estudar medicina possivelmente foi o juramento feito a Hipócrates que por ironia viu morrer portador da tal síndrome. Seu primo, cujo nome remetia ao pai da medicina, não tinha forças para andar ou falar, mas enquanto viveu comunicou-se com o olhar e o exemplo de vida que só o amor de uma família pode acalentar. A paciência nem sempre é um dom, constatou Sonia, a paciência é um exercício por mim adiado. E pacientemente segurou a folha levantando-a como se pudesse enxergar naquela desbotada existência a transparência que tanto queria vislumbrar. Enquanto as horas passavam, exercitava a paciência. Guardou dentro de um livro a parte que se desenvolve no caule e nos ramos dos vegetais. Depois de tal episódio, inesplicavelmente caiu. A solitária taciturna tombou, possivelmente enfeitiçada, visto que sonhou plantando oníricas raízes cujo fruto era a resposta e também a cura.
 
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Nossas Almas Pianísticas- por InEx TrEe FaLLs



Façamos um pacto poético

Casemo-nos no imaginário

Tu és o vento eu sou a folha

Amor sacudido no invisível



Celebraremos a inspiração

O nascimento de um poema

Nossa essência fecundada

No ventre da expressão



Nossas almas pianísticas

Sétima letra segregada

Notas musicais em sol maior

Na ponta dos dedos tatuada



No web mundo da fantasia

Despimo-nos da matéria

Somos a etérea aliança

Casemo-nos com a poesia


.
.

"Tenho Mais Almas que Uma", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.

Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.

Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu ’screvo.

.Fernando Pessoa

Agradecimento - por Alba Vieira



Valei-me Deus por cada lampejo de razão!
Pois que o homem que não pensa
É só um joguete num folguedo de ilusão.
 
Pensar tempera a emoção sem negá-la.
Sonhai, incautos, com o deleite!
E esperai pela mansidão!
Esperança é a última que morre...
 
Mas, cuidado! Aqui é lugar de embates.
Só os fracos é que esperam em vão.
 
Entretanto, a paz só aparece
Quando a mente é a ponte para dentro.
O descobrimento do Eu real acontece.
É o êxtase, o verdadeiro encontro.


 

QUAL A RAZÃO DE SER, OU A GRAÇA QUE HÁ, - por Tércio Sthal

EM TRANSFORMAR-SE NUMA FARSA.
(MITSUO AIDA)
 




EM CENA

Quero que caiam as máscaras,

o jogo de cena e seus disfarces,
quero que ressurjam as pessoas
revelando suas próprias faces.
 
Eu quero que cada circunstância,
cada momento, cada interveniência,
seja de grande valia e importância
e possa me servir como referência.
 
Vou preferir permanecer em cena
não quero desistir do que acredito,
vou lutar por algo que valha a pena
mesmo que tenha que correr perigo.
 
Quero entender o que diz a bula,
para não fazer coisas sem sentido,
e compreender até voz de mula,
para aprender a avaliar o que digo.
 
Se eu tiver que atravessar o deserto
vou beber água, mais água, mais água,
como o camelo que sabe, por certo,
como pesam, nas costas, as cargas.
 
                           Visitem Tércio Sthal

 
 

Antonio Cícero e “O Grito” - Enviado por Penélope Charmosa

 
Estou acorrentado a este penhasco
logo eu que roubei o fogo dos céus.
Há muito tempo sei que este penhasco
não existe, como tampouco há um deus
a me punir, mas sigo acorrentado.
Aguardam-me amplos caminhos no mar
e urbes formigantes a sonhar
cruzamentos febris e inopinados.
Você diz “claro” e recomenda um amigo
que parcela pacotes de excursões.
Abutres devoram-me as decisões
e uma ponta do fígado mas digo
E daí? Dia desses com um só grito
eu estraçalho todos os grilhões.
 
 
 


In “A Cidade e os Livros”, p. 33.
 

(Sem Título) - por Poty


Quando penso em você são sensações de alívio, de prazer...
Entro numa zona de conforto.
É prazeroso pensar em ti
É confortante conversar contigo
Sinto estar voando
Percebo ao meu lado
Como é bom saber que moras em meu coração.
Sonhar contigo me faz bem,
Sentir-me outro.
Pensei, penso
Sonhei e gostei
Vou sonhar muito mais!
Você é demais!

Visitem Poty


Selo “É Bom Saber que Você Está... Aí...” - Recebido de Gio

 


Regrinhas

1. Postar o blog que te indicou:
Blog do Gio.

 2. Escrever qual o significado dos comentários que seus amigos fazem em suas postagens:
como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.

3. Indicar 6 blogs
(de preferência, daquelas pessoas que você corre nas suas postagens para ver se ela comentou):
conforme shintoni fazia, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


O Duelos agradece, Gio!
 

 

sábado, 10 de novembro de 2012

Eco Liebertário - por InEx TrEe FaLLs

 


@@ @..........@@@
@@@@@.......@@@@@
@@@@@@....@@@@@@
Os dias silenciados já se foram
Anuncio o texto que não escrevi
Quem sabe o que está esconso@
Na poesia encontrei e me perdi
@@@@@@@@@@@@@@
@Todo sentimento banido@
@@Retorna libertário @@
@Todo texto e contexto
@@Ecoa literário@
@@@@@@@
@@@@@
@@@@
@@
@
.
.

Mas - por InEx TrEe FaLLs


 

000
00000
00000
000
Desfere logo o golpe
Discarrega sobre mim
Balas, cinzas, pólvoras
Chega de ameaças
Toma o que resta
E a réstia se esvai
Junto com a alma
De meros mortais
Vejo a mortalha
Longinqua vida
Observo animais
Desconhecemos
Somos seres
Somos bons
Somos más
Somos vida
Morte, vento
E o quê mais

star...

As Escadas do Terceiro Andar - por InEx TrEe FaLLs

.

Tenho que descer para sair. Tenho que subir para chegar. Há de.graus em todo pe.r.curso, do térreo ao terceiro andar. Nem sempre me apoio para subí-los ou desce-los. Passo a maior parte do tempo entre as quatro paredes do apart.amento.Deito-me na varanda transpondo o concreto elevo aos céus o pensamento, me falta um telescópio.

As escadas permanecem no abstrato de alguma exposição cultural que desconheço. Subo, deço e desconheço.... ando sem saber em qual andar....

Em qual andar daquele prédio tu habitas, sombra de minha imaginação? Asas voadoras tocaram a tela quando escrevi imaginação. Seria outra mariposa? Sei que seguiu em direção ao corre.dor. Estou no quarto do terceiro andar esperando meu filho acordar. Escrevendo qualquer coisa que possa cogitar enquanto as horas não me cobram a responsabilidade de viver ou deva.near.

A ficção se mistura, o pensamento ficou em algum dos três andares, nas janelas ou outros ares. Já não me despeço, sou a própria sombra do ambiente e de todos os lugares que pre.enchem o mar da minha mente que mergulha no próprio ser na tentava de encontrar a própria alma, afogada em imaginações de algum com.portamento. Fechei a porta, quero me deitar no chão sem me importar com as roupas que não pendurei no cabide ou mosquitos e morcegos que entram pela janela. Quero me deitar, sem permitir que o medo se torne sonoro como os passos que escuto de alguém subindo ou descendo escadas. Fecharei os olhos para o receio que domina veias, mente e artérias.

E quando abrí-los hei de enxergar a realidade sem o telescópio que eu tanto quis e assim sendo que eu possa me conformar. O céu continua suspenso, me perco em tal imensidão e ao mesmo tempo encontro nele uma outra dimensão.


Por Juliane Arruda
InEx TrEd FaLLs

http://100dversos.blogspot.com

Paçocas, Moedas e Estrada - por InEx TrEe FaLLs

Fumaça....

Hoje senti a fumaça se expandir, pairava no ar e ia de encontro a luz. Tinha nos braços o meu filho que não queria pisar no chão, ele queria que eu o levasse nos braços ou talvez quisesse um abraço, não sei. Só sei que refleti acerca do ar e da gravidade enquanto meu filho respirava aquilo. Alguns homens, garotos, crianças na calçada e aquele aroma de cigarro que se espalhava na atmosfera irônica de uma súbita crise de risos que duraram quase todo o percurso até que meu filho, diante do fiteiro, me pediu com seus grunhidos a pipoca apontada.

Não tardou para um ser desses que raramente se vê por ai, pois mais parecia personagem de desenho animado, olhar pra mim e repetir incansávelmente: paçoca, paçoca, paçoca....
Não pude negar-lhe a paçoca desejada e seguimos felizes. Eu por ele caminhar até certo ponto sem pedir colo e me aliviar o peso da coluna que quase sempre me tomba. Mas o percurso anterior foi longo, tive que deixá-lo caminhar aos prantos e berros até que a obstinada alma de minha alma compreendesse. Por algum momento ele compreendeu... o que foi parcialmente para mim uma vitória, mas não se pode contar vitória antes do tempo...

Pois bem, antes de chegarmos na parada procurei por todos os lados e nada daquela senhora injustiçada, aquela que sempre se encontra por lá, com seu cachimbo e as vezes saco de lixo. Ela não estava e lembrei que tinha uma dívida para com ela. Pois bem, as frutas foram proteladas, mas não estragarei meu compromisso devo a ela algumas frutas esverdeadas pelas palavras amareladas de um sorriso da mesma cor. No lugar da tal senhora estava um cidadão que não suporto muito, simplesmente não fui com a cara e o resto do jeito dele que mais parece uma piada e de tudo parece fazer maldosamente. Repudio as piadas maldosas, mas o que pude fazer senão escutá-las e dividir pipocas com o filho dele, recém saido de um interrogatório. Deus me perdoe, mas a criança é muito inquisidora. Tomara que o meu filho, cheagada a fase dos questionários acerca da vida, seja compreensivo e não busque meras palavras verbalizadas. Livros não me faltam, e mais terei se for necessário para auxiliar na criança o senso crítico.

Absorta em minha própria inquisição, eis que um cidadão desses saído de filmes como Clube da Luta, aparece e me fita (o que há de errado comigo, sou imã de tais personagens fugitivos do mundo onírico?). Pois bem, em cada mão um objeto. Na mão direita, uma garrafa de cola (não se trata de coca, e sim cola), substância que já inalei no passado funesto, e na esquerda o alimento que com as próprias mãos devorava. Trajava uma roupa suja tal qual os cabelos cujo aspecto confundia com a vaidade química do gel utilizado para fins pavoneantes na moioria dos casos. Não recordo como fez para guardar o dinheiro, sei que educadamente me pediu e já conformado com a recusa recuou, talvez por mencionar tirar algo do bolso e não da bolsa. Enfim, estendi-lhe um real de moeda do banco central e muito grato seguiu com as mãos e narinas ocupadas.

Quando digo que dinheiro é maldição para alguns não estou equivocada. Creio que não lançarei moedas nas mãos de criaturas como aquela. Melhor ter sempre uma frutinha guardada. Pensando bem pode ser que se tornem indigestas. Já não sei mais o que fazer. E diante do brusco movimento me vi perdida. Acompanhava aquela criatura com o olhar só pra ver se sumiria como um fantasma ou não. Me arrependi... pois a tragédia estava por vir. O coitado, não satisfeito com aquela moeda foi interpelar um senhor de boa aparência, sem saber que o tal, à paisana, era de mal/mau temperamento. Nem tive tempo de enxergar o sopapo que escutei e arremessou o infeliz da calçada para a pista. Áspera ambição que quase custou-lhe a vida.

Revoltado e sem compreender arremessou a comida, a cola e a moeda foi junto, maldita. Indignado o tal senhor aparentemente "educado" se viu possuído pelo ódio das profundezas daquele tecido que abrigava uma arma. Um revólver de pequeno porte para um policial que se portava de tal modo? E com punhos e arma imrpovisada o drogado reagiu correndo. Pessoas interpelaram até que perdi de vista os dois. Não tardou para o policial à paisana, caminhar rumo a parada do ônibus que se recusou a esperar e seguiu deixando apenas destroços do que foi um dia utensilho de para brisa. E eu nem havia percebido que o sujeito além da substância, da comida e maldita moeda, levava consigo o tal utensilho... em nada amortizou a brisa tempestuosa que soprou naquela tarde de 31 de janeiro de 2011 em plena avenida que se chama Estrada de Belém.

Jesus... para que lado caminha a humanidade? Me lembrarei do homem que pede por paçoca para ver se não enlouqueço, tamanha é a tr"isteza do meu ser.

. Visitem meu blog http://100dversos.blogspot.com
Por Juliane Arruda