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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desconstruindo o Ritmo - por InEx TrEe FaLLs


Há no teto da tua riqueza
Um tatame para pisar
Força o vento sua natureza
Máquina por desligar

Calendas de maio
Cruz na parede
Porta aberta
CorPO tem sede

Há no ritmo uma identidade
Há no espaço os dançarinos
Desafiam autoridades
Evoé peregrinos

Projeções?
Passos por ensaiar?
Cada um no seu ritmo
Balançamos o que convém
No mais?
É melhor dançar

Desafiam os fios
No suor por inteiro
E o corPO sacode

O leve CAbelo

Se atire ao chão
Sangrando sentidos
Que a boa vibração
Esteja sempre contigo
 



 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Aquele ponto e Aquela Ponte

Muros erguidos, pontes, continentes, fronteiras... desconhecemos a transitoriedade da alma. Estamos expostos e ao mesmo tempo escondidos. Ou será que apenas um de nós se esconde?

Quero falar e não consigo encontrar o tempo exato, sinto que as palavras soam fragmentadas e divago assustada... a intensidade dos fatos  é a  medida que preenche  o diafragma. Respiro profundamente, como alguém que cava um poço. Por vezes me dói um simples suspiro. Evapora a tua voz na minha pele tingida pelos raios daquele sol acima de qualquer nuvem.

Sobrevivo ao deserto que ecoa a tua presença sob o pretexto da miragem. Há um oásis longe da civilização. É no deserto que habito. Tu és o estrangeiro que invade minha morada. Os camelos estão longe daqui de qualquer modo a batalha está travada.
 Ó estrangeiro, recordai da árvore que finca suas raízes no deserto. Ide com o vento, lançai os grãos para bem longe daqui. Mas se por acaso relutares, direi que tudo não passou de um delírio.
Apesar de toda clareza, vultos se amontoam. Ou a consciência me parece cega, ou nunca percebi o que está além da visão.
20/12/2012

INcertezas


Tens o manto da incerteza
O adorno da ilusão
O sopro de uma vida inteira
O dom da inspiração

 Há sempre uma imagem
Um reflexo no espelho
Uma ideia selvagem
Um segredo corriqueiro

 

SATURNINO DEZEMBRO DE 2012

- Boa noite, gostaria de agendar consultas para o mês de janeiro. Me foge o nome da psicóloga... sei que o sobrenome é dos Anjos.
- Boa noite, senhora, tem em mãos o código de cliente e guia autorizada?
- Sim.
Balbuciou desanimada: só falta a estrela
- Perdão, senhora, não ouvi a ultima frase.
- Que frase?
- A senhora falou que tinha a guia e faltava algo, não compreendi exatamente, mas escutei que faltava alguma coisa. É que a senhora falou de um modo que não deu para ouvir bem.
- Perdão, como se chamas?
- Saturnino senhora
- Saturnino?
Rui sem a menor preocupação diante da formalidade do atendimento que a entediava ainda mais. Estava cansada, passou o dia cuidando dos afazeres domésticos e sobretudo do filho de 4 anos que se recuperava de uma otite.
Era aproximadamente 23h quando sentou para agendar as consultas mensais. Em seguida daria continuidade a rotina de estudos planejado com certa expectativa. Estava tensa, cansada dos incansáveis telefonemas e agendamentos médicos. Cercada por pessoas que viviam suas vidinhas sem poesia, pessoas do outro lado da linha, do outro lado da tela, do outro lado na multidão. Pessoas que iam e viam ao encontro da menina dos olhos que se perdia na solidão.  Finalmente descontraiu, mais uma zombaria do destino... o nome do tal atendente tinha que remeter a um planeta? Logo ela que vivia no mundo da lua... Pelo visto a estrela era mesmo inalcançável...
- Desculpe senhor, Sat, não consigo conter o riso, mas qual é mesmo o seu sobrenome?
- Saturnino senhora.
- Ok e o primeiro nome
- Getúlio
- Getúlio? Um tanto quanto patriótico, Get. Seus pais são mais devotos da era Vargas ou da espacial? Desculpe a brincadeira tenho que descontrair tive um dia cansativo
- Não se preocupe senhora estou aqui para atendê-la, fico feliz que esteja de bom humor.
- Imagino que lidar com o publico exige muita psicologia, se surpreende que eu esteja de bom humor?
- Sim, a maioria das pessoas que entram em contato com a central de agendamentos são breves e em alguns casos estressadas .
- Sinto muito em saber que tens que lidar com tais situações, logo o senhor que é tão educado
- Não se preocupe senhora, na maioria das vezes finalizamos o dialogo com a sensação de termos feito mais um amigo
- Amigo? Consideras o nosso dialogo como sendo o inicio de uma amizade? Amizade descartável o senhor que dizer rsrs.
- Senhora Júlia, qual é mesmo o seu sobrenome?
- Serafim e não me venha com o trocadilho interrogativo, senhor Saturnino.  À propósito o sobrenome da psicóloga é dos anjos, e é tudo que lembro.
- Verificarei a agenda de janeiro, Julia Serafim. Desculpe perguntar há quanto tempo a senhora é paciente?  Só mais um momento, por favor. Ah, doutora Mara dos Anjos.
- Que diabos, como fui esquecer um nome assim... Mara? Ah, quer saber essa historia de nome e sobrenome me inspirou.  Devo escrever algo sobre a nossa conversa e o fato de não ter mencionado o esforço que faço para ouvir sua voz distante. Deve ser por causa do sistema.
- Sistema?
- Sim, o sistema solar rsrs. Desculpe, perco o amigo, mas não perco a piada.
- Senhora Júlia?
- Pode falar, por acaso o senhor não viu um cometa? Ah me desculpe, de repente me senti tão descontraída. Ok, vou me conter.
- Tudo bem, Júlia. Nesse horário são raros os agendamentos.
- É Saturnino, só os insones resolvem trabalhar ou agendar consultas. E olhe que tenho um plano de estudos para iniciar assim que desligar. Correria essa vida...
- Sei como é, tenho dois empregos.
- Suponho que a energia que lhe sobra é por que lhe falta a mulher da sua vida.
- Mulheres...
- Homens...
- A senhora é casada, tem namorado etc?
- Hahaha que vingativo. Ok, sou divorciada e pode me chamar de irmã. Meu marido agora é a disputa por um bom emprego (agente da polícia federal).
- Nada como um dia após o outro.
- Pois é e por falar nisso teria vaga para janeiro?
- De emprego ?  (em tom irreverente) brincadeira (risos). Pode ser em fevereiro?
- Ok pode agendar, quando é mesmo o carnaval? Por favor marque para depois, por favor.
- Posso agendar para o dia 8?
- Sim e é uma pena ter que desligar depois de finalmente marcarmos. Podemos manter contato? Quero te mostrar o que posteriormente escrever, afinal você me inspirou?
- Pode deixar que eu retorno.
- Ok, fico no aguardo, Batman. Beijos.
Após verificar o cadastro, uma súbitacuriosidade despertara. Tinham quase a mesma idade. Ela era de julho e ele de dezembro. Moravam em bairros distantes. Ambos eram divorciados. Perguntou a si mesmo o que levaria aquela mulher, que ria de tudo, a procurar um psicólogo. Teria sido por causa do divórcio ou será que sofria  algum tipo de distúrbio? Será que também se consultava com psiquiatras? Diante do dilema ético e profissional, a curiosidade foi maior e tocou do outro lado...
- Olá, esta me ouvindo melhor agora?
- Saturnino, você me ligou mesmo?
- Sim e também gosto de escrever. Escrevo reflexões. A ligação está melhor? Te ligo do celular.
O diálogo se deu com naturalidade e é sabido que havia um tom muito agradável entre eles. Quando já estavam prestes a se despedirem, Júlia perguntou:
- Ei, saturnino, mudando de assunto gostas de carnaval?
- Um pouco e você?
- Das fantasias, é uma pena que haja tanta m...lícia.
- Escutei uma interferência e não pude te ouvir bem. Você falou milícia?
- Milícia é o que mais falta, quis dizer malícia mesmo.
 É incrível como uma única vogal muda completamente o sentido da palavra.


 
 
 

Augusto Cury e os Erros - Citado por Ana

 
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Temos errado em supor que eu sou um e tu és outro. Vale a pena escutar a inteligente advertência de um rio que assim falou a outro:
- Não somos dois rios nascidos de fontes diferentes, correndo em leitos diferentes, sem nada ter um com o outro. Se achamos que não somos um só é porque uma ilha fluvial nos separa e nos ilude. O nome desta ilha é Ignorância.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sonhar - por Alba Vieira



Sonhar tempera os dias e dá sentido às noites.
Prepara o palco para tantas fantasias
E faz o coração se fartar com mil amores.
É o que confere alegria à alma
Colorindo paisagens para viagens inesquecíveis
Mas tudo se desvanece quando chega  aurora.
Acordamos sem saber o quanto fomos felizes.


Tabagismo - por Cármino Caramello


o mar,
fiel adepto do tabagismo,
o faz com largos tragos infinitos,
permitidos apenas para o deleite solitário,
fumo áspero da observância,

de alguém que há eras espera
por doses matinais
de ventos frutíferos e saborosos,
carregados com aromas da estação;

de alguém que espera
pássaros de alma branca
da imensidão das águas
que chegam
com as primeiras notas
brancas de luz,
com penas graciosas
de veludo arbóreo,
sutil e duro

seres distintos, raros
como as árvores de plumagem aérea,
estabelecidas entre as nuvens,
porto e cais
dessas linhagens ancestrais,
estalagem de brisa e migração,
no qual se falam línguas sussurradas,
próprias a esses lugares mágicos
e seus seres cultos de simplicidade;

é a esperada boa nova esquecida
espera por palavras soltas,
livres, de alma limpa e branca,
dançarinas sob chuva divina
de prata, néctar e seiva

velho na varanda do mundo
de esperança calma e crente,
apego voluntário
ao vício do fogo antigo,
às damas de branco
e casamentos em jardins

apenas a vigília
de uma alma velha,
desgastada na umidade,
mais um vício louco,
um apego tosco,

devaneio nostálgico
de uma vida passada,
alucinação profética,
crença particular desacreditada

o esperar de uma
espécime rara,
desconhecida,
inútil,
cansada,
antiquada,
num mundo de pó
e palavras rápidas

apenas maré, hábito cotidiano,
diligência prazerosa

vício voluntário
de um viver,
tão velho quanto
o mundo


 

O MILAGRE SÓ COSTUMA ACONTECER - por Tércio Sthal

PARA QUEM TRABALHA COM FÉ E SE PREPARA,
PARA QUEM CRÊ QUE VAI RECEBER
ALGO QUE NÃO TEM, O MELHOR, E NÃO PARA.
(TÉRCIO STHAL)
 


TERRA, CÉU E MAR
 
Acordar cedo para ver o Sol brilhar
na nova manhã que se descortina,
não há dinheiro que possa pagar
esta bela dádiva de origem divina.

Durante o dia, todo dia agradecer,
compartilhar tudo o que for bom,
cada coisa e ensino que receber,
no verso e reverso de cada tom.

Quando a noite vem, as forças revigorar,
sob o brilho das Estrelas e da Lua,
ouvindo o barulhinho das ondas do Mar
que invade o coração e a mente nua.

Sem olhar só para o chão para ver estrelas,
sem olhar só para o Céu e, pensando vê-las,
cair no próximo buraco, se ferir e se machucar,
depender de socorro e de alguém para cuidar.

 

Visitem Tércio Sthal
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Domingo... - por Adir Vieira



Estamos em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor do verão nos proporciona.
Nessa época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
 
Visitem Adir Vieira
 
 
 

Bill Watterson, o Certo e o Errado - Citado por Ana


Faça o que tem que fazer e deixe os outros discutirem se é certo ou não.
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Selo “Stylish Blogger Award” - Recebido de Alessandro Santos

 


Vamos às regras:

1. Agradecer a quem te presenteou.

Alessandro, o Duelos Literários agradece!

2. Partilhar sete coisas sobre mim.

como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.


3. Escolher dez pessoas para receber o selinho!!

conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


 

“Alguns Versos” de Antonio Cícero - Enviados por Penélope Charmosa

 

As letras brancas de alguns versos me espreitam
em pé no fundo azul de uma tela atrás
da qual luz natural adentra a janela
por onde ao levantar quase nada o olhar
vejo o sol aberto amarelar as folhas
da acácia em alvoroço: Marcelo está
para chegar. E de repente, de fora
do presente, pareço apenas lembrar
disso tudo como de algo que não há de
retornar jamais e em lágrimas exulto
de sentir falta justamente da tarde
que me banha e escorre rumo ao mar sem margens
de cujo fundo veio para ser mundo
e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.

 
       
 
 

In “A Cidade e os Livros”, p. 17.

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mulher sobre o muro - por Poty



Ela a vista sobre suas curvas aproveitou-se o tom do muro com seus toques depredados assim tornando-se estrias desta bela e sensual mulher acompanhada de peixes sobre seu mar.

Poty – 14/12/2012

Animados muros - por Poty




Imaginações grafitadas em paredes surradas

Segue voando entre muros figuras sem noção

Inanimados

Dando vida

Animadas

Poty – 14/12/2012

Maria Gadú num "Axé Acapella" - Enviado por Alba Vieira




Pararam pra reparar?
Estão ouvindo esse som?
Pulsando seco no ar
Merece nossa atenção!
Preparem bem os sensores
Para poder captar
Parem usinas motores
Para ouvirmos bater
Dum! Dum! Dum!
Seu clamar

Som de corte pungente, mundo doente além da conta
Sangra lucro imediato mas a cura de fato não aponta
Em uma remota viela a voz de uma santa faz menção
Um axé acapella feroz insinua o batidão

Pararam pra reparar?
Estão ouvindo esse som?
Reparem não vai parar
Diante a tal condição
Jogos de egos gigantes
Sem dar sossego à fatal pulsação
Que segue até seu furor
Tornar-se ensurdecedor
Dum! Dum! Dum!
Seu clamar

Chega de jogar confete, de botar enfeites, achar desculpas
É guerra, é dente por dente e rasga somente carne crua
Rouco um cantor se esgoela sozinho em meio a uma multidão
Um axé acapella feroz insinua o batidão

E se bater vai matar!
E se bater vai tremer!
Não sobrará mais que o leito de um rio
Que escorre a prenda de um passado sombrio
Enquanto o homem não acorda
Idiota! Nem nota!
Se enforca com a corda da própria tensão
E um axé feito acapella
Vai se transformando num batidão

Aí é choro doído, é sonho moído, é fim de trilha
Já mortalmente ferido um lobo banido da matilha
Silente um bom Deus vela a terra sagrada da ingratidão
Um axé acapella feroz insinua o batidão!

Silêncio com Raiva - por Poty





Vou acatar teu silêncio
Porque teu ímpeto fala mais

Teu silêncio aguenta mais
Sei que nele contém certeza
Também incerteza

Nele há tanta raiva
Tem indigesta feição

Penso nele como se fosse palavras ásperas
 Vem como açoite
Dói sobre meu corpo
Corta e tenho lavado com água e sal para cicatrizar

Ele é inquietante
Bate
Rebate
É como uma surra
Vem forte sobre mim
E deixa marca sem gritar
É o silêncio que toca mais
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Poty – 13/12/2012
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Entrega total - por Poty

Se te Pego!
Ah! Se pego...
Vai pular
Tremer

Gemer
Sufocar
Uiva de pernas bambas sem forças para sair, cai de tanto gozo.
Não aguenta mais, não sabe mais o que fazer.
Segue na extrema necessidade de voar sem asas.
Nem imagina mais.
Sua vontade louca termina em total êxtase sem ser o final.
Apenas treme, geme continua sem leme.
E se entrega, nem que seja por uma única vez.
Poty – 12/12/2012
 
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meiga - por Poty



















És tão meiga e sensual e ainda mais com estas palavras de amor torna-se uma Deusa sonhadora, não deixe de sonhar porque é através deles que se consegue viver! Você me atingiu e me sensibilizou com este teu jeito carinhoso de falar de amor.

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Poty – 27/11/2012
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Caminhar - por eros.ramirez


Era tudo mais simples.
Não, não era mais fácil, era mais simples.
Quando se conheceram eram novos e a vida se expunha como potencial. Poderiam ser tudo. Se encontraram, apaixonaram, começaram um relacionamento.
E tudo seguia bem até que perceberam que já não poderiam passar apenas como o que vão ser, eles teriam de trabalhar para fazer acontecer. A vida, que já não era fácil, se tornou complicada. Algo se partiu
nesta caminhada e ficou perdido.
Como se o que tinham apenas poderia existir naquelas condições normais de temperatura e pressão.






Distanciaram-se e hoje constroem sozinhos o caminho para o que serão.




Visitem eros.ramirez
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dias melhores - Por Thiago de Sá


Sonho com dias novos,
sem as sombras de ontem.
Sem sobras do que deixei.
Quero afastar os resquícios do amargo sentido.
Desejo que o nosso amor tenha força pra nos renovar.
Rijo como nos primeiros onze segundos,
do medo a ousadia!
Nosso amor está ficando velho,
o  tempo escorre e ele não corre como antes.
“Por que você chora?
O que são essas lágrimas no rosto?
Logo você verá
Que todo esse medo passará...
Seguro em meus braços
Você apenas dorme”
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Se estás ajudando, na expectativa de que te agradeçam, deixa de fazê-lo. Evita, assim, decepções.
Se o que fazes é pelo simples gosto de ajudar, continua. Já estás sendo pago.
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domingo, 25 de novembro de 2012

"Nada Fica", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas -
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.

.Fernando Pessoa

Antonio Cícero e a “Merde de Poète” - Enviado por Penélope Charmosa

 




Quem gosta de poesia “visceral”,
ou seja, porca, preguiçosa, lerda,
que vá ao fundo e seja literal,
pedindo ao poeta, em vez de poemas, merda.


           In “A Cidade e os Livros”, p. 21.
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dialogando - por Thiago de Sá




“Quanto ao nosso bom companheiro estresses, ele já não sai mais da rotina do homem, o incorporamos como parte nossa de cada dia, as diferencias se aplicam nas nuanças de claro e bravio. Vale relembrar que admiro quem tem disposição pra vida, quem começou cedo o que celebrei de forma morosa. O levantar matutino e deitar depois do tempo próprio, manifestam em mim apreço pela vida, inspiram-me a disposição e nessas idas e vindas do dia, vejo a batalha que eles travam para vencer sempre um pouco mais.”


domingo, 18 de novembro de 2012

Resposta da Antagonista - por Ana


Eu aceito o seu convite,
Minha cara InEx. Well...
Aceito-o, mas digo logo:
Não creio em Papai Noel.
 
Pelo meu entendimento
A CPI do Mensalão
É mais uma obra política,
Mais um insulto à nação.
 
Lembra dos caras-pintadas?
Os jovens foram à loucura!
Pensando que resolviam
Problemas de incompostura.
 
No fim, não foi nada disso,
Foram é massa de manobra
Praqueles que então queriam
Se livrar daquela corja
 
Que não dividia o bolo
Da maneira usual.
Usaram, portanto, o povo
Pra tudo voltar ao normal.
 
E agora é julgamento
Do grupo que se agiganta,
Pois de novo ignoraram
As regras desta balança.
 
Política é isso aí
(Nada a mais e nada a menos):
São interesses escusos,
Acordos, os mais obscenos,
 
Arte da manipulação...
Shakespeare, Maquiavel
Já mostraram, incontestes:
Não há mandatários no céu.

Então vejo com maus olhos
Mesmo as visões mais bonitas.
A mídia elogia, endeusa...
Meu cérebro não acredita.
 
Continuam os descasos,
Desvios, corrupção,
Armações, maracutaias
E tanta abominação.
 
E a gente vai vivendo
Com conchavos além da conta.
Este cenário, minha amiga,
Nem Chuck Norris desmonta.
 
 
Resposta a “Proposta Nacionalista”, de InEx TrEe FaLLs.
Nicolau Maquiavel, William Shakespeare