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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Acróstico - por Leo Santos

Dia desses deparei divagando
um único uso urdindo,
escolher escritos, escrever, expor,
ler, legar leituras loroteando;
ofertas, obras, orações, opiniões,
sorvete servido, sino soando

Lindos litígios, líricos, lúdicos,
interagindo irmanados, inda inéditos
todos tendo tempero, têmpera,
então espero, esse exponha;
rasgos rimados, rubis reluzentes,
Aiuendi, Adir, Alba, Ana,
recorrem recuerdos, rotulam realidade,
intrigas insinuadas, incrementam intensidade
outros olhando, oferecem ombros
selecionam samurai, socorrem sanam...
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Visitem Leo Santos
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Em Busca de Si - As Nossas Poesias VIII

Cavaleiro sem destino,
Atrás de explicação,
Poço sem rima, desatino
Nos sentidos duma relação.

Monstro frio, olhos lixo,
Mãos sem mote, busca reta
De todo sentido fixo,
Aléia áurea entre Alfa e Beta.

E no zênite, descabido,
Há um astro a flutuar:
É sua origem distante
Que nos fará começar

A pensar, esteja dito,
Num poderoso infinito
Arremedado no finito
De nosso corpo proscrito.

Mão espalmada que chama
Ao olhar antes distante,
Luz rápida, flama
Do interrogar constante.

Quem sou eu
Neste universo?
Sei de onde vim,
Mas para onde vou?

Olhou para o astro no céu,
Reconheceu seu planeta,
Se lembrou de sua casa,
Agora tinha certeza!

Terminara sua busca,
Seu desespero de tantos anos!
Num teletransporte sumiu da Terra.
Entendeu: não era humano...



Poesia criada por Alba Vieira, Ana, S. Ribeiro, Aaron Caronte Badiz, Lélia e Anônimo.
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Celebração - por Escrevinhadora

Hoje é dia de festa
não deixe entrar a tristeza
compre carne, champagne, cerveja
convide a família, os amigos
para celebrar contigo
o milagre de estar vivo.
Hoje é dia de alegria
de deixar o passado de lado
e fazer novos planos, promessas
é o primeiro dia do ano
e dentro da nossa fantasia
hoje a vida recomeça.


Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Celebração - As Nossas Poesias VII.
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Simplesmente Ser - por Ana

Você se acha demais,
Pensa que é melhor que o mundo.
Cara, tu tá enganado!
O contexto é mais profundo!

O ser humano é tão doido
No jeito que foi formado
Que não dá pra comparar
Artesão com advogado.

Nem cupincha com laranja,
Nem gari com senador,
Economista e lavadeira,
Dona-de-casa e aviador.

Se alguém perde num quesito,
Ganha em outro, de repente,
Não se avalia por partes...
Estamos falando de gente!

Essa de se achar demais
Só esconde um segredo
Que todo mundo já sabe:
Lá dentro tu é pequeno.

Então para com a bobeira,
O pedestal, só tu vê.
Desce à terra, seu lunático!
Você é simplesmente um ser

Igual a todos os outros
Que nesta terra se movem,
Difíceis de comparar
Mesmo depois que morrem.

Tu, anta, não percebeu
Que se achando o maioral
É pior do que o outro
Que se considera normal?

Porque não levar em conta
A complexidade humana
Faz de você um tapado!
Que idiotice tamanha!

Veja, então... pensando bem,
Chega-se à simples conclusão
De que quem se acha o melhor
Se encontra rentinho ao chão

Lambendo as migalhas do sonho
Que ele criou pra si mesmo;
Passa a vida delirando,
Exala arrogância a esmo.

Eu vou falar com teu cérebro
Talvez ele possa entender:
Não precisa se insuflar,
É simples, mente: é só ser.
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Hoje é Dia de Pânico - por Adir Vieira

Pelo menos, para mim, é assim, todos os meses, quando eu tenho que ir a um Banco movimentar o famigerado provento da aposentadoria.
Às vezes penso se tal pânico vem lá de dentro, do âmago, por não saber como esticar a pequena quantia e cobrir as necessidades básicas ou se vem mesmo da violência atual.
No momento em que saio de casa, não me importo com a razão real, prefiro atentar para o que aparece em minha mente, de forma superficial: a violência que assola o país.
Chego a apostar que em outra época de minha existência já fui assaltada e espancada, tamanho é o meu pavor nessa situação.
Prefiro ir a pé para relaxar enquanto caminho e observo-me no percurso: músculos da face tensos e rígidos, sem se permitirem ao menos um sorriso disfarçado, se encontro um conhecido, as pernas pesam, negando-se a ir em frente e chego a despender o dobro do tempo até o local, mesmo indo apressadamente.
O medo me persegue e ao abrir a porta e adentrar o Banco, meus olhos e toda a minha fisionomia demonstram esse medo. Chego a perceber que as pessoas, ao me olharem, mostram surpresa e algumas assimilam meu pavor ficando também assustadas.
Vou em busca da senha rezando por obter um número próximo e também para que o sistema não saia do ar até chegar minha vez. Como sempre, observo, da ala em que estou, gente de toda a espécie, de idade avançada. Na minha faixa de idade posso perceber não mais de três pessoas.
Inquieto-me porque visualizo aquele velhinho que habitualmente esquece a senha e depois da quinta tentativa entrega seu segredo ao caixa que, encabulado, prossegue no atendimento sob a reclamação dos demais. Vejo também a mesma senhora de lábios agressivamente pintados de vermelho que, na vez anterior, preencheu os trinta minutos de espera contando-me todas as cirurgias que já fez em minúcias e fujo dela, porque no seu único interesse de falar, nem percebeu o meu desagrado no assunto e, por certo, se eu ficar perto, vai repetir a dose.
Um pouco mais na frente, uma mãe com olhar sofrido tenta doutrinar a filha, deficiente mental, para que se acalme, enquanto um dos clientes que recebeu um forte chute da menina nas pernas foi se queixar ao gerente.
Tudo é tumulto nesse pequeno espaço.
No físico e na minha mente.
As figuras, enquanto aguardam a vez, se atropelam e se cuidam entre si para não perderem o número no painel. Falam demais, para minha agonia.
Meus olhos percorrem tudo com desvairada atenção.
Para mim, a qualquer momento, um bando de assaltantes, com fuzis e pistolas em punho, vai manter todo mundo no chão, enquanto esvaziam os caixas.
Sempre é a mesma coisa. Tento me acalmar, me convencendo de que tudo é fruto de minha imaginação e não percebo que chegou a minha vez, até um velhinho de rosto redondo e vermelho gritar: olha o 316, morreu ou está aí?
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Pixinguinha, Otávio de Sousa e a “Rosa” - por Alba Vieira

Tu és divina e graciosa,
Estátua majestosa!
No amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor...

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...

Teu coração
Junto ao meu lanceado,
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...

Tu és a forma ideal,
Estátua magistral!
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor,
Sublime amor...

Tu és de Deus
A soberana flor.
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...

O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...

És láctea estrela,
És mãe da realeza,
És tudo, enfim,
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...

Perdão!
Se ouso confessar-te:
Eu hei de sempre amar-te!
Oh! Flor!
Meu peito não resiste.
Oh! meu Deus!
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...

Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos,
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer...
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O Retrato de Dorian Gray - por Passa-Tempo

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde


“Muito bom, concordo, vale a pena!”
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Resposta a “O Retrato de Dorian Gray”, de Ana.
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E você? Que livro acha muito bom?
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

Conexão Saúde: como ativar as energias positivas do seu organismo e ter saúde perfeita - Deepak Chopra


E você? Que livro está lendo?
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Deus Negro - por Ana

Deus Negro - Neimar de Barros


“Bonzinho...”
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Resposta a “Nem Todos Estão Aqui III”, de Raquel Aiuendi.
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E você? Que livro considera bonzinho?
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Amor - por Jéeh

Odeio o fato de falar que não tem sotaque
mas Amo demais o seu jeito de falar
Odeio como você se veste
mas Amo o seu não vestido
Odeio quando você dorme
mas Amo te ver dormindo
Odeio te amar tanto
mas amo não conseguir te odiar
Odeio quando você fica sério
mas Amo brigar com você
Odeio quando você acorda
mas Amo saber que um dia estarei ao seu lado
Odeio a maneira que você me atrai
mas Amo ser sua mulher
Odeio não tocar em você
mas Amo sonhar que estou com você

Eu Odeio te amar tanto porque o meu amor não está em dicionário,
Não está em papel,
Não está em nenhum lugar.
Esse amor é algo novo,
não tem vacina,
não tem explicação,
é algo que eu simplesmente amo sentir.

“Eu te amo Roni”

e te amo para sempre.
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Felicidade - por Passa-Tempo

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Se quiser que os outros sejam felizes, pratique a compaixão. Se quiser ser feliz, esqueça os outros.
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O Retrato de Dorian Gray - por Escrevinhadora

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde


“Também li e gostei muito.”
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Resposta a “O Retrato de Dorian Gray”, de Ana.
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E você? Que livro acha muito bom?
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Friedrich Nietzsche e sua Convicção - por Therezinha

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Homens convictos são prisioneiros.
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