Desarruma o próprio lar,
Suja, imunda, depreda,
Não cansa de emporcalhar
A água que ele mesmo bebe,
O chão que ele mesmo pisa
E... pasmem agora comigo:
O ar que ele mesmo respira!
Diz que é inteligente...
Inteligência vejo não,
Neste comportamento
Que leva à própria extinção.
É animal inconsequente,
Mais que zebra, mais que anta.
Eu nunca vi, numa espécie,
Idiotice tamanha.
Acha que é dono da Terra...
Em breve vai pro beleléu...
Não percebe, em insanidade,
Que aqui vive de aluguel.
Inspirado em “As Nossas Palavras XIII”, de Lélia.
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