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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Janela

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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Acróstico

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Déjà vu - por Alba Vieira

Era fim de tarde. Rio de Janeiro. Pessoas voltando do trabalho para suas casas. Trânsito intenso, carros se arrastando numa fila interminável em direção ao túnel.
Olho para o lado e uma janela se abre em mim. Vejo uma casa. Linda! Janelas envidraçadas, de vidros tão transparentes e molduras delicadas, de cor marfim, que compõem um cenário familiar. Através das janelas posso ver um enfeite na parede que me é fatal. É a ponte que leva para outro tempo. Lembranças? Fragmentos de um passado que está tão vivo em mim. Fico paralisada, como que atingida em cheio no ponto mais vulnerável do meu ser por uma flecha envenenada. E o veneno é doce, sinto este quase torpor.
Continuo seguindo o fluxo dos carros, mantendo a atenção, mas já não estou ali. Estou suspensa, roubada do meu corpo, presa a um momento que quero manter comigo. Quero vivê-lo inteiro, quero saber de onde vem esta sensação, esta alegria que transborda no meu coração e extravasa em lágrimas que embaçam meus olhos.
Tento manter-me ali, naquele passado, naquela casa, tento resgatar o que representa para mim esta visão. O que vivi num lugar assim? Por que é tão arrebatador este momento? Por que preenche o meu espaço mais vazio? O que é aquele enfeite? O que me passa aquele cenário? O que desperta no meu ser? É quase a busca de um orgasmo, é tentar ficar toda ali para deixar entrar aquela sensação maravilhosa. É estar alheia de mim, é me deixar e assim poder ser outra uma que fui.
Pego finalmente, capto o seu significado. E sou só alegria, só amor, transbordo em contentamento naquele túnel, naquela tarde, nesta realidade em que vivo agora. Sou feliz.
Volto. Estou outra vez no meu corpo, dona completa de mim, consciente de tudo que faço, da direção. Retomo o meu dia, o meu caminho. Mas sou outra. Estou acrescida, no meu quebra-cabeças, daquele pedacinho que resgatei hoje. Minha paisagem está mais colorida, meu peito mais leve. Sei mais um pedaço de mim. E gosto dele. Gosto do que sou.

Emoção fluindo. Emoção que transborda. Sentimentos à flor da pele: não fragiliza, só fortalece, porque se é mais então.

Dias mais tarde relembro o que vivi. É bom. Estou diferente, sei que estou, gosto de estar mais nova, mais renovada por ter estado em outros ares. E quero prolongar este prazer. Quero traduzir para mim o que captei de mim. E o elo é o enfeite na parede. Uma máscara de porcelana, com fitas de cor clara (acho que azul), com pequenos salpicados de purpurina que completam a peça. Fixo sua imagem e uma energia nova me percorre. Sei o que foi. Sei o que fui naquela vida. Se hoje posso olhar para os outros e me dedicar, é porque já recebi muito antes. Foi uma vida de pura dedicação, de doçura, de delicadeza e carinho. Foi um grande amor, de entrega total, de compromisso, de ser preenchida por alguém, de ser junto com alguém. É um amor que guardo ainda hoje em mim. É uma energia que flui do coração. É uma fonte que jorra incessantemente. Sou eu para o mundo. Sou eu plena e amada. Sou eu só amor. É isso a sensação. É tudo isso que vem quando focalizo o elo/enfeite/ponte para a descoberta do amor.
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Adir Vieira

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Sou uma pessoa que adora viver.
Busco a felicidade nas pequenas coisas, aquelas que,
como eu digo, são impossíveis de serem compradas
e mostram o interior do ser humano.
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Adoro exercitar novos conhecimentos e foi aí que apareci nos Duelos, falando das coisas corriqueiras que nos cercam.
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Sou do Rio de Janeiro.
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Sol em Capricórnio, lua em Touro e ascendente em Áries.
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Horror - por S. Ribeiro

Minha face é transparente como as asas de um lepdóptero qualquer, mas, com certeza, se saíssem besouros de minha boca as sutilezas alheias não me fragilizariam. Estou tão quente e pequeno, quem quiser que me pise, melhores amigos? Bah! Melhor eu sozinho do que o fio tênue do respeito derretendo sobre meu rosto aguardando o horror do desprezo.
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O Bloco - por Adir Vieira

Estamos no Carnaval.
Assumo minha raça africana e vejo-me saltitando feliz no bloco de sujos.
Foi o primeiro que passou na rua onde moro, no subúrbio. Devia ter aproximadamente umas quinhentas pessoas. Diferentes umas das outras mas, inexplicavelmente, integradas no sentimento. A atitude geral é única e visa, exclusivamente, jogar para fora emoções reprimidas e alegrias do momento.
Ali não existe médico, professor, estudante ou mendigo. Todos querem cantar e pular e eu me junto aos demais, sem sentir.
Todos se sorriem, se afagam e se cumprimentam como se fossem amigos de outrora.
Reparo, naquele momento, que já percorri duas ou três quadras com o grupo e, extasiada, vejo-me ensaiando passos de porta-bandeira, quando um dos integrantes junta-se a mim para compor o par, usando como estandarte a vassoura do gari.
Graças a minha ingenuidade, minhas roupas são comuns, aquelas usadas para ir à padaria à tardinha e quando meu lado inconsciente avisa-me de onde estou, posso desviar-me do bloco pela lateral e retornar a casa, comportadamente, como se em algumas horas eu não tivesse viajado à lua.
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Carta à África - por Raquel Aiuendi

Minha África:
De onde jorram os vermelhos da história de negros passados, solo-mãe, solo-filha, solo-vó, solo, solo...
Me encontro agora na África-solo dos passos de Jesus, dos passos que sempre serão, eternamente...
Negro é o princípio, negro é o meio e o fim; negros os meus olhos que a vê (a vida) assim.
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André Dametto

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André Dametto nasceu no Rio de Janeiro, em 1980,
sob signo de Áries, ascendente Câncer e lua em Gêmeos.
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Se pudesse, passaria o tempo aprendendo
e se divertindo.
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Profissionalmente, atua como professor, coach e consultor, em busca de repertórios para eternizar a alma através das letras e da fotografia.
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A Perua II - por Adir Vieira

A perua se faz notar sempre do mesmo jeito.
Suas roupas são diferentes das de todo o mundo. Se a moda é saia comprida ela usa microssaia. Se os tecidos da ocasião são discretos, ela usa os mais berrantes.
Adereços não lhe faltam e têm que ser multicoloridos. Nunca lhe faltam cremes, pós e qualquer produto que colora a sua face e deixe sua pele com outro aspecto. Chego a pensar que qualquer empresa de cosméticos que tivesse como cliente apenas dez ou vinte delas, jamais fracassaria e em menos de dois anos já teria formado várias filiais.
A perua caminha diferente, senta diferente, fala diferente e, logicamente, pensa diferente.
Crê firmemente que os adereços e as vestes têm o poder de transformá-la de bruxa em princesa. Se arrisca uma olhada ao espelho, nunca se vê, verdadeiramente.
Sua voz assume entonações diversas, dependendo de com quem está falando e de onde esteja.
Seus braços, então, acredita ela, que foram pendurados ao corpo com a função de auxiliar a linguagem e todo o resto.
Se caminha, são eles que se mexem antes dos pés, se fala, cada palavra é acompanhada de gestos e mais gestos, como se o ouvinte fosse deficiente auditivo.
A perua é única. Acha que o mundo é dela.
Quer fazer mal a uma perua?
Finja-se de morto quando ela estiver por perto ou quando passar por você peruando.
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Paixão - por Raquel Aiuendi

Jogos de palavras
Podem ser trocas
De palavrões
Mas com senões,
Sesins,
Jogos de palavras
Assim
São só paixões.
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À sua Urgência, Amiga Alba Vieira - por Paulo Chinelate

De perto conheço
A angústia que tens
No entanto te peço
Teu tempo uns vinténs.

Sentir o que sentes
Comum é de fato
Pois somos viventes
Da dor deste parto.

Conheço a doença
Que agora reclamas
Pois tem ela presença
Neste globo em chamas.

Somos requisitados
A todo momento
Por seres agitados
Em aconselhamento.

É pura ilusão
De nossa vaidade
Querer do cristão
A solidariedade.

Desta síndrome, Alba
Sofreram os prelados
Angústias na alma
Ouvindo os pecados.

Sozinhos ficavam
C’os males alheios
E se estertoravam
Dos próprios anseios.

Os queixumes ouvir
D’outros é vitória
Tirando proveito
Da dor da escória.

Somos convidados
Ao aprendizado do amor
No entanto guindados
À lição pela dor.

Não desista amiguinha
Ao conselho do Santo
Pois “só se recebe”
Com a mão “do é dando”.
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Resposta à “Urgência” de Alba Vieira.
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Escrevinhadora

Meu nome é Fatima, já passei dos 50 mas ainda não me dei conta.
Sou formada em Direito, gosto da vida no campo, de exercícios físicos, de cinema, de livros e de uma cachaça de vez em quando, pra relaxar.
Atualmente moro em Brasília por força do meu trabalho, mas não vejo a hora de me aposentar e me dedicar exclusivamente aos poemas.
Escrevo para exorcizar meus demônios (na maior parte do tempo funciona...).
Já publiquei um livro de poesias e estou atualmente trabalhando no segundo. Mas meu sonho de verdade é escrever um romance.
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Horror

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1.000 POSTS!

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Queridos amigos:

Chegamos à marca de 1.000 posts!

Quero agradecer a todos vocês
que contribuíram para este sucesso do Duelos!

Foi a partir da colaboração de todos,
participantes e leitores,
que consegui tornar realidade este projeto
que agora é nosso.

Um enorme abraço extremamente agradecido!

E vamos continuar nos divertindo!
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Nossos Livros

Esta categoria foi criada com o intuito de trocar idéias e divulgar os livros que lemos.

Deixe, em “comentários”, o nome do livro que você está lendo no momento ou que você já leu e considera inesquecível, comentando-o ou não.
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