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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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sexta-feira, 20 de março de 2009

As Nossas Palavras II - por Alba Vieira

Precisa de uma longa explicação? Não compreende o que lhe digo? Tampouco compreenderá, ainda que lhe explique mil vezes com palavras. Só terá a verdadeira compreensão ao captar os sinais que passo com meu olhar.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras II - por vestivermelho

Um olhar não tem explicação
Quando o amor chega perto
Não compreende e nem compreenderá
Tampouco sentirá pois a distância é longa...



Visitem vestivermelho
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O Velho e o Mar - por Ana

O Velho e o Mar - Ernest Hemingway


“Muito bom.”



Resposta a “Nem Todos Estão Aqui III”, de Raquel Aiuendi.
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E você? Que livro considera muito bom?
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Amor de Amantes - por Ana

Como a água à rocha,
é desta forma que te amo, toco, faço amor.

A água chega e envolve sua companhia.
Somos nós: um contato belo, delicado, modificador e fértil.
Neste momento me torno água
porque é assim que te percebo e sinto;
é assim que me aproximo, reajo e vivo.
Porque sou seu carinho constante em palavras, gestos, olhares e toques,
porque sua presença em minha vida é um aconchego, doçura e satisfação.

A carícia da água na pedra, doce e abundante, envolvente;
a quietude da pedra, sentindo, recebendo umidade e gerando vida;
e a beleza significativa do encontro:
o branco luminoso da espuma sobre o verde claro do musgo,
a consequência do contato brando como uma explosão de delícias para os sentidos.

Eu, água, me aproximo,
explodo como em espumas lindas que coroam um encontro,
e (a sensação mais profunda) deslizo sobre você, cobrindo seu corpo com meu toque,
você num envolvimento completo do que sou, daquilo que lhe dou,
umedecendo sob mim,
não mais com asperezas (que seriam da natureza da pedra), com arestas,
mas com o enfeite de um tapete verde macio,
um musgo fresco, gelado e carinhoso sob o sol quente.
Trazendo a fertilidade e a cor viva à pedra negra, naturalmente seca.

E você, pela presença, modificando o meu caminho,
tornando-me, de massa anônima, um movimento de leveza e sedução,
fazendo-me brilhar iluminada em arrebentação de espumas
no encontro único, pleno, independente,
parnasianamente feliz.
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Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti em “Elegia” - por Alba Vieira

Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
Eu sou um, quem sabe…
.John Donne
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John Donne em “Elegia XIX: Indo para a Cama” (Tradução de Augusto de Campos) - Citado por Alba Vieira

Vem, oh senhora, vem, que ócios não me permito;
Fico agitado toda vez que não me agito.
Quando o inimigo ao inimigo espreita e escuta,
Mais se cansa da espera que da própria luta.
Tira este cinto, cintilante anel celeste,
Que em torno a um mundo mais formoso dispuseste.
Desprende logo o peitoral onde lusis,
Que barra os olhos dos xeretas imbecis.
Despe-te, pois o carrilhão sonoro chama,
Dizendo a mim que a hora chegou de ir para a cama.
Abre o teu espartilho, que eu invejo em tudo:
Contudo, ele te abraça; e se mantém, contudo.
Tua saia, ao cair, revela tal primor,
Que é igual à sombra a se afastar do campo em flor.
Fora a coroa entrelaçada de metal;
Solta os cabelos, diadema natural.
Tira os sapatos, e, sem medo, ora te avia
Ao sacrário do amor, à cama tão macia.
Com essas vestes cândidas, do céu amigo
Os anjos vinham. Anjo meu, trazes contigo
Um paraíso igual ao de Maomé; e embora
Haja espíritos maus também de branco, agora
Sabe-se bem qual anjo é mau, e o bom qual é:
Um deixa em pé os cabelos, o outro a carne em pé.

Concede uma licença à minha mão errante,
Para ir ao meio, encima, embaixo, atrás, adiante.
Oh, minha América! Oh, meu novo continente,
Meu reino, a salvo porque um homem tens à frente.
Tenho aqui minhas minas, meu império aqui;
Que abençoado sou por descobrir a ti!
Este acordo liberta a quem ele segura;
Onde coloco a mão, eu deixo a assinatura.

Nudez completa, da alegria o cerne e a polpa!
Como a alma sai do corpo, o corpo sai da roupa
Para o prazer total. A jóia da mulher
E maçã de Atalanta, que sua dona quer
Lançar aos tolos, a que, vendo a gema bela,
Pensem sequiosos no que é dela, e não mais nela.
Como pintura, ou capa de volume, feita
Visando aos leigos, a mulher também se enfeita;
Mas é obra mística, e seu tema se explicita
Somente àqueles a que a graça nobilita,
Como nós. Sendo assim, que eu te conheça inteira;
Sem pejo vem, e, como diante da parteira,
Mostra-te a mim. Atira longe a vestimenta:
Para a inocência punição não se apresenta.

Que esperas? Estou nu... e as horas se consomem.
Mais cobertura tu desejas do que um homem?



Este poema deu origem à letra da música “Elegia”, gravada por Caetano Veloso e Simone.
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Convite - por S. Ribeiro

Aproveito a oportunidade para convidar a todos aqueles que querem entender e presenciar melhor a criação poética, que deem uma passadinha em meu blog: S.Ribeiro_Poesia.
Aliás, este espaço que me dá esta oportunidade é muito bom e incentivador, pois permite que eu exercite sempre minha criatividade e oferece meus pequenos textos a pessoas comuns, que se agradam deles. Assim, penso que meu trabalho não terá somente algum espaço na crítica como pretendo.
Obrigado a todos, um abraço e até breve!
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Recado - por Leo Santos

Parabéns Alba, poesia é isso, tá na veia do poeta, não nas circunstâncias, mesmo num esqueleto inerte.
Mário Quintana viu uma aranha pendurada e disse:

“A aranha desce verticalmente por um fio
e fica
pendendo do teto - escuro candelabro:
devem ser feitas de aranhas, desconfio,
as árvores de Natal do diabo.”

Como você, ele viu poesia onde não parecia ter.



Resposta a “Sala de Anatomia”, de Alba Vieira.
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Balzac N’ Timing - por Luiz de Almeida Neto

Os momentos são a parte palpável
da vida, do destino.
Entram em nós e nos moldam.
Transformam nossas vidas.
O melhor jeito de viver.

Os momentos são a face oculta da palavra
vigente em nossas vidas.
Da esfera que cabe em nosso mundinho.
Extrapolam nosso mundinho.
O melhor jeito de aprender.

Os momentos são aquilo que mexe conosco,
os acontecimentos somos nós mesmos em ação.
Nosso mundo interior do avesso.
Nossa personalidade se exibindo.
O melhor jeito de conviver.

O grande problema,
o grande mistério,
reside em duas chaves de muita importância:
a preguiça e a impaciência,
que nos retraem e nos impelem
de um jeito “tosco” aos momentos,
e assim é que se vive a vida pelo lado errado,
quando não se espera
ou se espera tanto que acaba desistindo.
O timing da vida é a sabedoria
pra esperar o momento certo
que sempre está por vir,
ou então...
vejam só!
Já passou!
O melhor jeito de viver.

O melhor jeito de viver
é acalentar e apreciar
o tanto de paciência
que cada um traz em si.
E esperar que os momentos cheguem
e nos atinjam,
compondo a sinfonia completa
que é a vida,
e ainda ter tempo de ouvi-la.
.Honoré de Balzac

Carlos Matus e os Conceitos - Citado por Penélope Charmosa

Quando alguém usa palavras novas em um discurso teórico, minha segurança intelectual me levará a considerá-las como sinônimos das que já conheço e acusarei este subversivo de inventar palavras novas para renomear velhos conceitos.
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Determinação - por Alba Vieira

Errante homem
Não busques o acaso
Segue na reta
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Consequência Inesperada - por Raquel Aiuendi

Retardo numa expressão
De agressividade em vão
Pelo retardo na busca
Uma expressão brusca.
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Aristóteles e o Amor - Citado por Therezinha

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O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.
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