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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf) - por - Kbçapoeta








       



      A inteligência que dissocializa , expõe e exclui.
      Hermann Hesse, na tradução de Ivo Barroso , através de Harry Haller, nos proporciona um olhar apático e cético sobre a vida no início e meio da obra.
     Heller tem quase cinquenta anos, é solitário, culto, sensível e sem posses aparentes, mas, que não lhe impedia ter uma boa vida cotidiana burguesa.
     Um ser solitário, auto-denominado lobo da estepe, um ser desesperado emocionalmente, despreza falsos conhecimentos e eternos ícones.
     Uma mulher, um músico, uma amante para seu desfrute e muita expansão mental. Esses são os ingredientes que Hesse atribuiu a sua personagem para obter um novo-viver, um “tentar outra vez”, enfim, adquirir uma vida superiormente interessante.
    “O lobo da Estepe” é um livro que assemelha-se ao próprio “teatro mágico” de suas páginas, apenas para raros. Só para os loucos.



                                                           Visitem Kbçapoeta







sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CASA GRANDE & SENZALA - Gilberto Freire - por - KBÇAPOETA








        Uma obra que deveria ser lida por todo brasileiro desejoso de entender e realmente conhecer o seu país.
        Gilberto Freire nessa obra mostra-nos um Brasil construído nos seu primórdio por sangue índio e o braço do negro com temperos árabes e sob o jugo português.
        A libido nas alturas e saciadas por belas índias nuas e posteriormente renovada nas belas curvas da africana e posteriormente a mulata.
        O Brasil branco com  a casa grande servida por índios “preados” pelos campos ou os cativos tementes a deus.
        Com o lucrativo  mercado negreiro, os olhos e esperma do português descansaram nas “negras minas”, muitas delas tornando-se  senhora de escravos.
         A cozinha, biotipo, afetividade, sexo e todas as consequências sociopolíticas no Brasil estão calcados no índio, negro e europeu.
         A permanência da casa grande e da senzala ainda persiste no Brasil.
         Povo inculto idolatrando os letrados doutores, estes desdenhosos de seu país cuja as classes C,D e E em ascensão lhe causa náuseas e fobias.
         Na terra da casa grande e da senzala, essas que deveriam ser derrubadas,  pouca coisa mudou.




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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner - por Juliana


Aproveitando que o filme teve sua estreia ontem, vou falar um pouco de Maze Runner, de James Dashner. Ela é composta por sua trilogia principal (Correr ou Morrer, Prova de Fogo e Cura Mortal), um livro contando como tudo começou (Ordem de Extermínio) e Arquivos: informações secretas. Vou me ater à trilogia principal aqui.

Eu estava com Correr ou Morrer guardado para ler há muito tempo, mas quando descobri que o filme sairia este ano, ele passou para o topo da minha lista de leituras e não me arrependo de ter feito isto. Este é um daqueles livros que, quando você começa, não quer mais parar. Você fica preso naquela distopia, querendo saber o que aconteceu e porque o mundo está tão errado.

Adolescentes lutando para sobreviver. Ok! Eu acabei de descrever todos os livros infanto-juvenis de ação. Mas isto me leva a refletir sobre a visão distorcida da adolescência que esses autores têm. Ou pior: o que aconteceu com eles nesse período de suas vidas.
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A série começa com Thomas chegando num elevador de metal à Clareira, lembrando apenas o seu nome. E ao chegar lá conhece os clareanos, todos garotos, que não estão em melhor situação. Só o que eles sabem é que todo mês chega um novo garoto e que todas as noites as portas do labirinto fecham (É! Eles estão no meio de um labirinto.) e de manhãs elas abrem. Mas tudo muda quando no dia seguinte à chegada de Thomas surge uma garota trazendo uma mensagem surpreendente e, como consta na sinopse, Thomas vai descobrir que seu papel é muito importante naquele mistério todo. (Ok! Protagonista descobrindo que é o chosen one. Nenhuma novidade aí). E os adolescente saem e enfrentam perigos mortais (por que não?) em busca da saída.
A história é bem divertida e deixa o leitor numa apreensão enorme. Tudo acontece muito rápido e não é para menos que o primeiro livro se chama Correr ou Morrer. O livro tem muita ação e a imersão é tão grande, que você vai pensar que nem precisa ir à academia. Você se sente lá e fica numa enorme expectativa querendo saber o que está acontecendo. Como nenhum deles lembra do seu passado, você se sente tão perdido quanto eles e se pega pensando que eles devem ter feito muito mais do que não arrumar a cama para ter indo parar lá.
Você passa por páginas e páginas e não descobre muita coisa que ajude a solucionar o que está ocorrendo. Mas a história é construída de tal forma, que mesmo você querendo soluções, isso não é o mais importante. A falta de informação deixa o leitor muito perto do personagem e isso aumenta muito a identificação. Durante os momentos mais tensos, você liga seu instinto de sobrevivência junto com o Thomas e nos momentos que ele tenta entender o que está acontecendo, também.
As sequências não facilitam nenhum um pouco a vida deles. Os perigos aumentam e eles continuam correndo. Você recebe algumas respostas que, honestamente, não são lá essas coisas; mas você se preocupa tanto em correr de um lado por outro, que até releva. Isso não chega a prejudicar muito o livro, porque acho que o mais importante não é o fim e sim a jornada.
Só não dá pra passar batido pelos graves erros de edição: em alguns você para, olha, olha de novo e só depois que você consegue seguir. Porém a ação e a narrativa conseguem compensar esses erros da edição. 

Agora só falta conferir se o filme foi bem adaptado. Claro que eu, como fã de Harry Potter, A Bússola de Ouro, Percy Jackson e outros, não estou muito confiante. Mas vai que dá certo...
 
Visitem Juliana
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estou Lendo... - por Kbçapoeta

 
DESAGREGAÇÁO: Por dentro de uma nova américa - George Packer


                                               E você? Que livro está lendo agora?

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

1º Período da Página 50 - por Ana


“- Eu acho - disse o homem do GRU* - que se resolvermos enforcar Khalkhali**, os americanos nos fornecerão a corda.”

O Negociador - Frederick Forsyth

 
Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?

 
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*GRU - Órgão responsável por todo o serviço secreto militar interno e externo, contra-espionagem e segurança interna dentro das forças armadas da Rússia.
**Khalkhali - Sanguinário juiz islâmico que assumiu o poder no Irã após a morte do aiatolá Khomeini.
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1º Período da Página 50 - por Kbçapoeta



"Desgraçado!"

O Sonho (Le rêve) - Émile Zola

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?

Visitem Kbçapoeta


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

1º Período da Página 50 - por Alba Vieira


“O rei já estava falando, mas eu tinha que perguntar.”

 
A Seleção - Kiera Cass

 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
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sábado, 23 de agosto de 2014

Einstein, a sua Carta e Deus - Enviada por Penélope Charmosa

 
Conhecida como a Einstein God-Letter,  foi escrita no dia 3 de janeiro de 1954, aproximadamente um ano antes de sua morte. Foi escrita à mão, em alemão, e era destinada ao filósofo Erik Gutkind, de quem ele havia lido a obra “Escolha a Vida: o apelo bíblico pela revolta”.


A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis mas ainda assim primitivas que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações sutilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e tem quase nada a ver com o texto original. Para mim a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu ao qual eu felizmente pertenço e com a mentalidade do qual eu tenho uma profunda afinidade não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos. De acordo com minha experiência, eles também não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam protegidos dos piores cânceres por falta de poder. De outra forma, eu não posso ver qualquer coisa "escolhida" a seu respeito.
 
No geral, eu acho doloroso que você clame uma posição privilegiada e tente defender esta ideia através de dois muros de orgulho, um externo como um homem e um interno como um judeu. Como um homem você demanda, de certa forma, uma dispensa da casualidade de outra forma aceita, e como um judeu o privilégio do monoteísmo. Mas uma casualidade limitada não é mais, de forma alguma, uma casualidade, como nosso maravilhoso Spinoza reconheceu incisivamente, provavelmente o primeiro a fazê-lo. E as interpretações anímicas das religiões da natureza não são, em princípio, anuladas pela monopolização. Com tais muros nós só podemos alcançar uma certa auto ilusão, mas nossos esforços morais não são melhorados por eles. Pelo contrário.
 
Agora que eu abertamente expus nossas diferenças em relação às convicções intelectuais, é ainda claro para mim que nós somos bem próximos no que se refere às coisas essenciais, ou seja, na nossa avaliação do comportamento humano. O que nos separa são somente proposições intelectuais e racionalizações na linguagem de Freud. Desta forma, eu acho que iriamos nos entender muito bem se falássemos de coisas concretas. Com agradecimentos amigáveis e os melhores desejos.
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sábado, 16 de agosto de 2014

1º Período da Página 50 - por Alba Vieira


“Vozes do passado.  Na verdade, essas são buscas e virtudes do passado, mas que podem ser realizadas hoje de outra forma, com mais consciência, mais atenção, com os olhos abertos.”

 
Presente do Mar - Anne Morrow Lindbergh
 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

1º Período da Página 50 - por Ana


“Algumas testemunhas, depondo em Nuremberg, declararam terem ‘ouvido falar nela’; nenhuma, porém, confessou tê-la visto.” [A respeito da “Ordem do Führer sobre a Solução Final”.]

 

Ascensão e Queda do III Reich (4º volume) - William L. Shirer

 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
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Rubem Alves e os Debates - Citado por Soraya Rocha


As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Paulo Freire, o Dizer e o Fazer - Citado por Penélope Charmosa


É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Língua de Eulália, de Marcos Bagno - por Kbçapoeta

 


     Um livro divisor de águas nas vias acadêmicas.
     A língua de Eulália mostra a riqueza cultural e o tênue poder que faz definir o que é certo ou errado no falar “oficial”.
     Bagno faz um breve relato sobre a origem linguística mundial e foca nos primeiros falantes brasileiros, ou seja, tupi, Guarani e suas adjacências, espanhol, português e árabe.
     A extinta língua geral, os rigores linguísticos, a força “inexplicável” da fala que molda o som  e o sotaque de cada região em uma linguagem leve e simples.
     Além dessa contribuição sincrônica da linguística brasileira, Marcos Bagno levanta a bandeira de um caminho ainda “demonizado” no meio acadêmico: Análise do discurso.
     Seja normativista ou não, língua de Eulália tornou-se leitura obrigatória para envolver-se nos meandros de nossa língua e fala.
 


                                                             Visitem Kbçapoeta


1º Período da Página 50 - por Ana


“Partiu depois para a frente ocidental, numa expedição inútil, qual a de ver se podia interessar o general von Witzleben na derrubada de Hitler.”

 

Ascensão e Queda do III Reich (3º volume) - William L. Shirer

 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
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domingo, 10 de agosto de 2014

Ser Pai (Anônimo) - Mensagem enviada por Penélope Charmosa















Ser pai é ter compromisso.
E usar como artifício.
O seu jeito de amar.
É sentir muita alegria.
De estar em sintonia.
Como a areia e o mar.


Ser pai é um presente.
Que alegra e deixa contente.
A nação do mundo inteiro.
É como uma árvore atrativa.
Que dá fruto e cativa.
Lá no centro do canteiro.


Ser pai é a convicção.
De ter a preocupação.
De o filho ser vencedor.
No caráter e na verdade.
Manter sempre a humildade.
Cultivando sempre o amor.


Ser pai é perder o sono.
É sentir um cão sem dono.
Quando o filho está distante.
Mas que sempre trabalha duro.
Para garantir o futuro.
E o filho ser importante.


Ser pai é o extremo.
No mundo em que vivemos.
Nesse planeta sem brilho.
Com trabalho estressante.
Mas tem momentos marcantes.
Que são os abraços do filho.


Ser pai é um enredo.
Mas que não retrata o medo.
E tem alegria de monte.
É como um final de novela.
Seguindo num barco a vela.
A procura do horizonte.


Ser pai é acordar cedo.
E construir um brinquedo.
Com madeira e verniz.
Uma boneca ou um pião.
Uma pipa ou caminhão.
Só pra ver o filho feliz.


Pai tem que ser amado.
Além de tudo respeitado.
Do fundo do coração.
Pai é uma sensação gostosa.
Uma coisa maravilhosa.
Que não tem explicação.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Mago, de Fernando Morais - por Kbçapoeta


     Fernando Morais é um dos melhores biógrafos brasileiros e aceitou a difícil missão de biografar um “Vivo” como Paulo Coelho.
     Fernando Morais mostra um Paulo Coelho humano e passível de vários equívocos na vida.
     Paulo Coelho sempre teve obstinação de ser escritor. Obstinação essa que foi confessada por páginas e páginas de seu diário que o futuro escritor mantinha desde tenra idade.
     Paulo Coelho, filho de família de classe média alta carioca, primo de Raquel de Queiroz e sobrinho-neto de José de Alencar, imortal da Academia Brasileira de Letras.

     Drogas, homossexualismo, tratamento psiquiátrico à base de eletrochoque, fracassos, exitosa parceria com Raul Seixas que revolucionou o roque nacional, seitas demoníacas, um livro que não escreveu, atitudes no ostracismo até tornar-se um dos escritores mais lido, amado e odiado no mundo.


Recomendo
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Jesus Viveu na Índia, de Holger Kersten - por Alba Vieira

Esta obra mudou a minha vida, no sentido de que foi um marco em minha visão sobre Jesus.  Não sou religiosa, uma vez que considero uma limitação a direção única para uma das vertentes que lidam com as coisas do espírito.  Sempre preferi analisar as diferentes religiões, buscando os pontos de contato entre elas.  Além disso, desde cedo, repudiei a religião católica como me foi passada inicialmente, que não traduzia o amor como elo fundamental e sim calcada em culpa, castigo e vitimização.  Com o passar dos anos, meus estudos independentes e, sobretudo a observação criteriosa da vida me fez entender que as linguagens das várias religiões divergem muitas vezes, porém a verdade é uma só: existe uma Lei. E a crença em Deus, independente do nome ou da representação que possa ter, tornou-se realidade para mim.
Mas, voltando ao livro, ele é espetacular, porque é um documentário bem conduzido sobre a história de Cristo, considerando não só o que está contido no Antigo e no Novo Testamento, mas ainda numa pesquisa profunda em locais sagrados e históricos em Israel, Afeganistão e outros países do Oriente Médio, como também na Índia.  Esta pesquisa levanta a possibilidade e se propõe a prová-la (e fará sua própria avaliação) de que Jesus sobreviveu à crucificação, que foi um iniciado no Budismo (que conheceu desde a adolescência), que após sua “morte” viveu na Índia, onde praticou e ensinou seus princípios, que chegou a idade avançada e foi enterrada em Caxemira.  Publicado pela primeira vez, provoca até hoje grande polêmica, mas o fundamental é que continua estimulando a expansão da consciência dos seus leitores.
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