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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 4 de março de 2010

O Quase-Show - por Gio

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Computador ativo e operante, agora. Enquanto eu me reorganizo, e dou um jeito na bagunça e o atraso que a TPM da máquina me deixaram, vou postar algo que eu escrevi sobre o fim de semana que eu voltei da viagem.
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Voltando da viagem, eu dormia
Foi quando “Thugz Mansion” berrava
De um celular no bolso, que tremia
O vocalista que telefonava

Me avisando em cima do laço
De um show - e com essa, eu tonteio -
Mas, da tontura, logo me desfaço
Sou bom gaúcho, não me aperreio

Canja marcada dali a dois dias
Num pub no coração da cidade
E agora, como sair dessa fria?
Sem ensaio, só na força de vontade!

Desde então, a mente maquinava
E com meus botões, já raciocinava
O que fazer pra sair do sufoco

O cruzamento eu matei no peito
Se é pra fazer, é pra fazer direito
Tenho coragem, mas eu não sou louco!

Com só um dia para ensaiar
Tinha que ser tudo na correria
Não dava tempo nem de respirar
Mas que outra escolha eu teria?

O show e o dinheiro eram curtos
Mas se, ao dono, a gente agradasse
Daquela noite nasceriam frutos
Contrato feito, olha só que classe!

E quem não quer tocar com dia certo?
É sempre bom ser a banda da casa
Por isso, então, eu já fiquei esperto
Pra ver se, nessa canja, a gente arrasa

O ensaio foi feito, carregado
De humor, e o corpo esquentado
Pelo quentão e chocolate quente

Já vi que levo jeito pra cigarra
De novo, peguei músicas na marra
Que, mais surpresas, ele não me invente!

E chega o dia, chego cedo lá
Chegada a hora, fico impaciente
Ligo pro cara, que vem me falar
Era mais tarde ainda o show da gente

Só me restava mesmo esperar
E, já que estava cedo por ali
As minhas coisinhas fui arrumar
E fiquei pasmo com o que descobri

Não bastavam os cubos e os cabos
Que trazíamos tranquilos, de humor bom
Humor que se desfez, ficamos brabos
Ao ver que não tinha mesa de som

Reunião, a banda em conversa
Quase que toda a formação dispersa
Mas logo chegamos a um consenso:

A apresentação do dia, cancelada
A nossa canja já foi remarcada
Vou me esquentar? É só usar bom senso.
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Minha Doceira Preferida - por Adir Vieira


Tudo nela cheirava a doce, a açúcar.
Por anos a fio, os caramelados, os grandes bolos ornamentados que só ela sabe fazer, povoaram nossas festinhas domésticas e as grandes festas, os casamentos da família, as formaturas, os bailes de quinze anos.
Talvez a proximidade do meu aniversário a trouxe de volta na minha memória.
Conheci essa senhora, quando ainda trabalhava e minha sobrinha, hoje com vinte e oito anos, ia completar um aninho de idade. Ela era famosa no bairro por suas “quentinhas”, fornecidas ao gosto do cliente, aos inúmeros trabalhadores das fábricas ao redor de sua residência. Orgulhava-se em dizer que com aquele trabalho, tinha formado um filho em medicina.
Tudo nela era doce, agradável. Sua “fábrica” era a própria residência. Um pequeno apartamento de dois quartos, sala e cozinha, no terceiro andar de um prédio de classe média, sem elevador. Na sala, as mesas, viviam abarrotadas de caixas com os doces caramelados prontos para entrega, ou então, com um bolo grande, confeitado no desejo do cliente. Fazia como ninguém, bolos infantis ou de casamentos, com o mesmo bom gosto. Tinha prazer em exibir seu “book”, como se ainda precisasse fazer novos clientes. Quem comesse de sua comida, ou provasse um caramelado, jamais deixaria de pensar nela, para encomendas, quando alguma festividade fosse ocorrer.
Seus salgados desmanchavam na boca. Eram delicados, como ela, apesar dos seus noventa quilos.
Lembro que depois do falecimento de minha mãe, quando o nosso “quartel general” foi desfeito, deixei de manter contato. Nossa última encomenda foi há quatro anos atrás, quando uns quatrocentos docinhos caramelados, fizeram a alegria e o encantamento dos nossos convidados no aniversário do meu marido.
Hoje, ela me veio à cabeça, com seu sorriso feliz, próprio daqueles que asseguraram pelo próprio esforço, o maior êxito na vida.
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Hermógenes e a Paz - Citado por Alba Vieira

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Neste mundo bélico, “lógico”, psicodélico, tecnológico, competitivo, erótico, dispersivo, neurótico, violento, pseudo-artístico, virulento, tão “normal”, tão “intelectual”, tão superfície, tão oco, tão agitado, tão louco, tão material, tão hedonista e sem rumo... os poucos que têm Paz são “marginais”.
Marginalizemo-nos. Mergulhemos na Paz.
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Tarde Demais - por Duanny

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Eu estou me segurando na sua corda, estou a três metros do chão, e sim, eu estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente não consigo emitir um som, você diz que precisa de mim e depois você me derruba, mas espere... Você diz que sente muito; não imaginava que eu me viraria e diria que é tarde demais para se desculpar. Eu disse que é tarde demais para se desculpar.

Então não me olhe assim. Você já deveria saber, me deixou à deriva como uma qualquer, enquanto eu me descabelava por sua causa. Acha isso legal? Mas não, chega! Agora é mesmo tarde demais.

Eu me arriscaria outra vez, eu levaria toda a culpa, sem ressentimentos. Embora tudo isso me faça sofrer, não me arrependo de nada, sabe porquê? Dependi de você como um coração depende de uma batida, como a garganta da voz, como a boca da saliva; mas isso não é novidade. Te amei com toda a minha intensidade, mas por sua culpa as paredes desse lugar parecem sangrar tinta, e você diz “eu sinto muito”.

Talvez fosse com um anjo, mesmo com aquele sorriso malicioso no rosto, no começo me trouxe tudo o que eu mais queria, e o céu me fez mesmo pensar que você era meu anjo, mas me deixou de lado, como uma prostituta, dentro de um bordel, com uma garrafa de bebida na mão, sei que dei a volta por cima e não me arrependo. Aquilo me fez amadurecer, mas agora é tarde de mais.

E agora é minha vez de te deixar à deriva, sinto muito.
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Palavras - por Rachel Omena

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Boas são as palavras. Este texto fala do encontro que temos com a vida, as fases e a esperança que muitas vezes fica frustrada como um câncer que não mata, mas deixa as sequelas. Todavia, as pedras existem e não podemos fazer nada para que saiam de nossos caminhos. Mas espere e terá a certeza de que um dia algo mudará. Assim sendo, vivemos com o dia virando para a noite e a noite é um instante.
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Comentário em Belphegor, de Leandro M. de Oliveira.
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