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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sobre as Enquetes

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A enquete publicada hoje segue o resultado da votação encerrada no dia 15/06.
O título agora é: “Qual o melhor autor de (mês)?” e cada pessoa só pode votar em um autor.
Esclareço que esta enquete continuará sendo postada na 2ª quinzena de cada mês
e a lista para votação irá sempre se basear nos autores dos posts da 1ª quinzena,
tendo em vista que a lista não pode sofrer modificações e/ou acréscimos após o primeiro voto.
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Aproveito a oportunidade para informar que a postagem na categoria “Nossos Filmes” está e permanecerá menos frequente em função do resultado da enquete que decidiu pela diminuição drástica destes posts.
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Agradeço a participação de todos.
Um abraço!
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A Última Melodia - por Gio

Não se rendeu aos males, tinha a aura brava
Mas mesmo essa bravura não lhe protegia
Tentou lutar em vão com o mal que o atacava
A fome, a sede, o sono e a dama que fugia

A fome era maior, e o consumiu de vez
A sede era tal que secou sua garganta
O sono, tão pesado, durou quase um mês
E o coração partido, na voz de quem canta

Gingou no seu cansaço uma melodia
Em acordes menores, compasso ternário
Essa valsa tão triste virou - quem diria? -
A mensagem gravada no seu epitáfio:

“Veio o vento e o levantou
Manso, o mar desmoronou
Toda a terra retraiu
Criando a cova onde caiu

Você foi, e então senti
Até o Destino descontente
Meu coração ficou aqui
A te esperar eternamente!”



Visitem Gio
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As Nossas Palavras XV - por Alba Vieira

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A juventude traz natural ousadia que só não se constitui em defeito porque as feridas que provoca curamos rápido no início da vida.



Visitem Alba Vieira
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Hair - por Ana

Fatinha, vamos sentar aqui nas cadeirinhas do litercafé para conversar sobre Hair, com bolo, cookies, chá e chocolate?

Eu vi Hair quando, por aqui, ainda estávamos sob os efeitos da ditadura. Fiquei maravilhada, assustada mesmo! Nunca havia entrado em contato com algo tão subversivo. Entrei em choque. Havia pessoas que questionavam tudo, como eu! O mundo não era formado por uma única massa cinzenta que possuía uma célula geneticamente modificada (eu)! Fiquei dias em êxtase e passei a ver o mundo de outra forma: ele era plural (talvez não tanto quanto deveria, mas era). Eu não estava sozinha nos meus questionamentos! Percebi, também, que brotava uma nova mentalidade entre os homens e que eu fazia parte daquilo, daquelas mudanças, pois nasci acreditando em coisas muito distintas de tudo o que via à minha volta. Porque o filme não fala apenas de hippies e guerra, ele trata da humanidade como um todo, de todas as crenças, as formas de relação, os conceitos enraizados, o modelo de estruturação social, a maneira de lidar com os próprios sentimentos e dos demais, a noção de que somos inevitavelmente interligados (humanos e planeta) etc. etc. etc. É um filme completo, amplamente questionador, corajoso, além de ser uma obra de arte. A trilha sonora é tão sensacional que comprei os discos logo após ver o filme e decorei todas as letras, na sequência, de tanto ouvir. A filmagem é espetacular, as cenas são inesquecíveis, mantendo o clima teatral, remetendo todo o tempo à peça. Milos Forman... Precisa dizer mais alguma coisa?
Até hoje, todas as vezes que entro em contato com algo que me lembre este filme, lá vou eu para frente da televisão, tão apaixonada por ele quanto sempre, tão revolucionária e rebelde quanto na adolescência, porque, passados já mais de 30 anos de lançamento do filme e 40 anos da primeira montagem da peça, ainda há temas abordados no roteiro que continuam sendo tabu e vêm rolando pelas gerações sem que haja novas formas de abordagem.
Talvez porque seja tão easy to be hard e, mesmo em plena era de Aquário, ainda não aprendemos a cumprimentar alegremente e sem temores o raiar dos novos dias.

E agora bye, companheira, que vou assistir ao filme pela zilionésima vez, como tu, acompanhada de um big pote de pipoca com nescau e leite condensado. Mas, se quiser assistir comigo, tá convidada!
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Sinopse: Interfilmes
Trailer: Turner Classics Movies
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Resposta a Eu Vi Hair de Novo, de Fatinha.
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Referências a Easy to be hard, Age of Aquarius e Good morning starshine, músicas da peça e do filme Hair.
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Jesus Cristo Superstar - por Escrevinhadora

Assisti, revi, voltei a ver nem sei quantas vezes “Jesus Cristo Superstar”, de 1973. Também me senti assim, uma revolucionária paz e amor, sonhando em viver de bem com o mundo.



Sinopse: Adoro Cinema
Trailer: Youtube
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Resposta a Eu Vi Hair de Novo, de Fatinha.
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Norman Jewison

Duelando Manchetes VII: Células-tronco - por Alba Vieira

O Vaticano posiciona-se contra o aborto e as pesquisas com células-tronco, afirmando ser pró-vida, ao contrário daqueles que admitem as duas práticas que se intitulam pró-escolha. A Igreja ainda hoje mantém a mesma rigidez que beira a ignorância com pontos de vista cristalizados e restritivos. Em relação ao aborto, há polêmicas infindáveis e cada fileira defende sua opinião com argumentos que para eles são irrefutáveis e acredito que esta contenda se mantenha ainda por muito tempo. Quanto às pesquisas com células-tronco, a posição retrógrada do Vaticano é ainda mais estarrecedora, já que se usam embriões que seriam de qualquer forma desprezados, para estudos que têm como objetivo exatamente a vida. Como pode haver pessoas que se posicionam contra o progresso da ciência? As pesquisas visam melhorar as condições de vida dos homens, curar doenças que dizimam as populações e evitar o envelhecimento precoce. Por isto, penso mesmo que a ignorância é a base desta posição. Mas é aquela ignorância teimosa, absurda, de não querer mesmo ter acesso às informações, porque elas contrariam pontos de vista arraigados e intransponíveis. Penso que tudo deve estar disponível para todos, para que então cada um possa fazer suas escolhas, de acordo com suas necessidades e consciência. É preciso avançar sempre, em todos os setores da vida. Entretanto, entendo que melhorar a saúde não é questão somente de possibilidade de “substituição de peças” do corpo humano. As doenças com falências de órgãos e sistemas e o envelhecimento têm a função de mostrar ao homem os seus limites, a finitude de sua própria vida, para que aprenda a cuidar dela, preservá-la, usufruí-la melhor todos os dias. E a aspiração à imortalidade e a inexistência de doenças constituem um estágio em que o homem só poderá alcançar, na medida em que amplie sua consciência e descubra o seu potencial, a sua espiritualidade e que possa vivê-la plenamente.



Visitem Alba Vieira
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Como Traduzo o Credo - por Alba Vieira

Mostra o que é a vida do homem, qual a sua trajetória na experiência de vida material. É preciso crer firmemente em determinados princípios para passar bem por esta vida. Mostra que o homem, assim como Cristo, foi concebido pelo poder da luz (do Espírito Santo), nasceu da Virgem Maria, da mãe terrena e há de padecer porque para evoluir terá que passar por provas que ele mesmo escolheu ou ajudou a escolher para si na hora de descer à Terra. Na hora da dor o homem precisa aceitar a morte, a aniquilação, se entregar à dor até o fim, quando morre e desce à mansão dos mortos, o reino de Hades, que é a forma de aprofundar, de entender o sentido da prova e só então ressuscitar, voltar renovado tendo aprendido e estando apto agora, a julgar os vivos e os mortos, ou seja, não mais será preciso passar pela experiência, já tendo alcançado a iluminação, vivendo em estado de beatitude, escapando da roda de morte/renascimento. No final resume tudo dizendo no que é preciso acreditar: no Espírito Santo (a luz, a parte espiritual, o Absoluto), a Santa Igreja Católica (representa uma religião qualquer que é simplesmente um sistema de crenças, uma forma como cada um vive a sua espiritualidade), a comunhão dos santos (mostra a natureza ilimitada da mente que acontece no estado de meditação), a remissão dos pecados (o valor de aprender com a experiência apagando o pecado e a culpa), a ressurreição da carne (a reencarnação) e a vida eterna (a sobrevivência da consciência à morte).



Visitem Alba Vieira
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Honoré de Balzac, Sentimentos e Interesses - Citado por Penélope Charmosa

Jamais os moralistas conseguirão fazer compreender toda a influência que os sentimentos exercem sobre os interesses. Essa influência é tão poderosa como a dos interesses sobre os sentimentos. Todas as leis da natureza têm um duplo efeito, em sentido inverso um do outro.



In “Ilusões Perdidas”.
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