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sábado, 25 de abril de 2009

Duelando Manchetes IV: Violência Contra Crianças - por Alba Vieira

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É PROBLEMA NOSSO
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Existirá coisa mais triste e absurda que uma criança refém da infelicidade e frustração dos pais?
Quantas crianças neste exato momento sofrem no próprio corpo e na alma os maus tratos daqueles que deveriam protegê-las?
Porque diabos estes seres frágeis são feitos de sacos de pancada que aliviam as agressões sofridas, diariamente, por pais despreparados, nesta sociedade injusta?
E o que dizer daqueles que se omitem quando não denunciam e livram por vezes da morte, crianças cujos gritos e choros contidos fingem não ouvir?
Estes filhos do desespero, do medo, da raiva e da dor são nossos também, daqueles que ainda conservam um pouco de lucidez e equilíbrio neste mundo louco.
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Duelando Manchetes IV: Violência Contra Crianças

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CASAL É PRESO POR SUSPEITA DE AGREDIR FILHA DE 4 MESES NO RIO; CRIANÇA ESTÁ INTERNADA
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Uma menina de quatro meses deu entrada em um hospital da zona oeste do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (16), com sinais de agressão. Os pais da criança foram detidos por suspeita de praticarem o crime.
Segundo informações da Polícia Civil, a criança foi levada ao Hospital Albert Schweitzer pela tia e pela mãe que afirmaram que a criança chorava demais. Durante exames, os médicos detectaram fraturas - antigas e atuais - nos braços, nas pernas e na clavícula, além de hematomas que podem ter sido causados por agressão.
Com base nos exames, a polícia foi acionada. Ao ser questionada, a mãe da menina afirmou que a criança sofre agressões constantes do pai, informou a polícia. Na casa da família, o pai foi localizado e culpou a mãe pelo crime. Os dois tiveram a prisão temporária decretada e foram presos na manhã de sexta.
A polícia informou que vizinhos e parentes do casal foram ouvidos e relataram muitas brigas e choros da criança. Devido aos ferimentos, a menina foi transferida ao Hospital Estadual Azevedo Lima, onde permanece internada na CTI (Centro de Terapia Intensiva). Não há previsão de alta.
Neste sábado, a Vara da Infância e Juventude decidiu suspender a guarda dos pais. O pai da criança foi transferido para a Polinter em Pavuna e a mãe para carceragem feminina da Polinter em Mesquita.
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Leia mais
Leia o que há em nossos arquivos sobre agressão contra crianças
Livro mostra como a VIOLÊNCIA urbana no Brasil afeta seu dia a dia e aponta soluções
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Fonte: Folha Online, 18/04/09
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Fernando Gabeira, Paulo Coelho e Dan Brown - por Kbçapoeta

Crepúsculo do Macho - Fernando Gabeira
O Código Da Vinci - Dan Brown
O Diário de um Mago - Paulo Coelho
O Que é Isso, Companheiro? - Fernando Gabeira


“Primeiro quero indicar ‘Crepúsculo do Macho’, de Fernando Gabeira. Excelente!

Farei um mea culpa sobre Paulo Coelho. ‘O Diário de um Mago’ é um livro bacana, Paulo Coelho relata sua experiência esotérica em Santiago de Compostella, terra de peregrinações de várias vertentes religiosas.
O livro revela alguns experimentos que o RAM, ordem esotérica a que Paulo Coelho pertencia na época, exceto o ritual da morte, que ele trocou por um exercício teatral.

‘Crepúsculo do Macho’, de Fernando Gabeira é, nitidamente, uma continuação de ‘O Que é Isso, Companheiro?’, onde Gabeira conta suas experiências em vários países durante o exílio.
Ex-guerrilheiro / jornalista / escritor / fotógrafo / deputado federal / defensor da maconha e agora candidato derrotado à prefeitura do Rio de Janeiro, apresenta ‘Crepúsculo do Macho’, onde ele percebe a derrocada da luta armada no Brasil, o ‘racha’ no MR8 que, após a morte de Lamarca, definhou e hoje é uma ala, não oficial, do PMDB.

Quando terminei esse livro, que é tão bom quanto ‘O Que é Isso, Companheiro?’, passei a respeitar o livro de Paulo Coelho. Claro que ‘O Diário de um Mago’ não deixa de ter uma linguagem simples e sem surpresas, o que ocorre na maioria de suas obras. O oposto de Gabeira.

‘O Código Da Vinci’, de Dan Brown, com a saga do melhor professor de simbologia e a mocinha bela, independente e predestinada pelo avô que fogem de vilões malvados, masoquistas e exímios estrategistas; a polícia francesa manipulada por integrantes da Opus Dei, achei muito clichê, mas a parte das artes, simbologias e rituais religiosos é perfeito e, na minha opinião, o que salva o livro.
Achei muito raso o enredo, como acontece em muitos livros do mago.

Mas na verdade eu não deveria ter comparado os dois, o estilo de um é bem diferente do outro. ‘O Diário de um Mago’ é uma autobiografia e ‘O Código Da Vinci’ é romance.
Pronto!
Mea culpa feito.


(Ana vai querer me enforcar. rsrsrsrs)

Abraço para a todos do Duelos.”
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Resposta a “Paulo Coelho e Dan Brown”, de Ana.
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E você? Que autores gostaria de comentar aqui?
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Escrever - por Alba Vieira

Sempre se escreve sobre si mesmo. Talvez seja apenas isso: uma explosão repentina no ser que precisa ser aliviada. Eu escrevo estilhaços de pensamentos que, de repente, caem na minha cabeça. Tudo é fragmentado como a própria vida. A questão de cada um é juntar os pedaços, descobrindo o relacionamento que há entre os fatos, exercendo dessa forma a compreensão.
Quando escrevo tenho medo, porque me sinto despida, me revelo para os outros, sinto-me, por vezes, em carne viva, esfolada de minha proteção. Talvez seja por isso que minhas mãos ficam vermelhas, coçam tanto e esfolam. Eu quero me revelar. Eu busco me mostrar para mim mesma.
Só sei escrever assim: sem enredo, sem preparação, apenas dando vida ao que vai jorrando, brotando de mim.
Há tempos comprei uma máquina elétrica para escrever meus textos. Mas, doce ilusão, ainda não consigo, até hoje, acompanhar, com o teclado, a rapidez das ideias. Gosto mesmo é de escrever com a caneta deslizando pelo papel. Acho tão bonito esse movimento! É fluxo, é um escorrer de idéias, de sensações, de impressões...
Muitas vezes, quando espio pela janela do ônibus, surgem mil reflexões, todas elas geradas pelos cheiros que eu capto da vida. Enquanto os ônibus correm, os odores vão chegando, me impressionam e logo mudam para outros que trazem novas cenas que se desenrolam na minha mente. É incrível a velocidade em que o mundo vai acontecendo! Quanta coisa existe para percebermos com os sentidos! As imagens que entram pelos nossos olhos, os perfumes que se sucedem marcando acontecimentos, os ruídos que nos transportam para mundos diferentes. Como a realidade é rica de coisas e como elas nos fazem voar! Como cada um pode ser tão rico quanto quiser, quanto for capaz de enriquecer suas percepções! E o toque? A sensualidade é mansa e doce. Pensar, sentir, voar. Voar para mais alto, acima de todas as coisas. Integrar realidade e fantasia. Soltar as asas e ensaiar voos cada vez mais plenos de sentir. Quanta riqueza em cada um de nós! Quanta beleza presente, pronta para ser captada por todos que se sentem aptos a viver de fato! O imaginário é, a um só tempo, nosso servo e senhor.
Sensibilidade, estar à flor da pele, ansiar por doçuras, estar acima de todas as coisas, pensar somente com o coração. Tudo faz sentido. Tudo, de repente, fica belo.
Hoje pensei num trem. Tantas analogias passaram pela minha cabeça! Um trem é tão presente, é um impulso, sem freio, é continuidade, é perseverança, é destino. É um desenvolver aos poucos, é um balançar, é um barulho contínuo. É imponente, se visto de frente. Pode ser ameaçador. É dor pungente, de saudade, se visto de costas. É belo e convidativo ao olhar, se olhado de lado. Somos nós nas suas janelas. E aí tudo passa pela gente. O trem corre ou são as coisas, o mundo que corre? Somos nós que passamos pelo mundo ou será o mundo que desfila aos nossos olhos? Fico me imaginando dentro de um deles. Não me importo se há requinte no seu interior. Eu gosto de requinte, de cuidados, mas prefiro a simplicidade. O que me atrai de fato é percorrer longas distâncias olhando pela janela. É poder ver o mundo passar por mim, é essa alma de voyeur, é a experiência da impermanência de todas as coisas. Eu vibro quando consigo captar não só imagens como também cheiros que me transportam para outras realidades. Sei que os odores que impregnam meu nariz sensibilizam áreas nervosas que são então integradas no cérebro e me despertam emoções. Adoro a fluidez das informações chegando. São tantas vidas a passar pelos meus olhos! Vidas que me fazem deflagrar outros sonhos. Vibro com a realidade que vejo e com os sonhos que cada fato real me desperta. É uma riqueza imensa que brota de dentro de mim. É vida sobre vida.
Para mim, isto é estar aberta. É sempre que o mundo me impressiona. É quando eu me conecto com o exterior. É quando o que vai por dentro de mim consegue romper as barreiras e extravasar. Adoro esta palavra: extravasar. É ir além, romper limites. É ir subindo devagar, transbordando, espalhando-se.
Música também me atinge em cheio. Ouço Je t’aime e fico trêmula. Porque hoje estou à flor da pele. E estar assim é estar viva, mesmo que isso aconteça somente às vezes. Fora isso, me sinto uma máquina de realizar. Realizo, faço, cumpro, venço, produzo. E é tão bom ser só sentidos, estar à janela do trem e ver o mundo passar. E sentir, sentir, deixar-se levar. Ser somente. Nada a fazer. Não fazer. Soltar-se. Soltar as amarras e ir à deriva, mar afora. Trem solto dos trilhos. Pássaro sem asas.



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Cavaleiro da Triste Figura - por Kbçapoeta

As suas mãos.
O seu rosto.
Houve uma transformação
Transfigurada por um turbilhão de sentimentos,
Que insiste em se fazer cata-ventos,
vez ou outra gigantes,
Mas nunca um ser real...
Nem mesmo Rocinante acredita no que vê.
Meu escudeiro foi atrás de ilhas imaginárias.
Estou só,
Triste e sozinho.
Morrerei com uma companheira infame!
Minha lucidez.




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Provérbio Chinês - Enviado por Penélope Charmosa

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O sábio começa no fim; o tolo termina no começo.
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Atualidade - por Raquel Aiuendi

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Atualmente nós temos mais frentes frias que costas quentes.
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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A felicidade é uma bola atrás da qual corremos quando ela rola e na qual damos um pontapé quando para.
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