Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 21 de março de 2009

As Nossas Palavras II - por Rita

.
É melhor uma explicação sucinta, pois a longa tampouco a compreenderá.
E só de ver o olhar do outro sem nada compreender é de desanimar.
.
.

As Nossas Palavras II - por Alba Vieira

Quando ouço a palavra compreende, lembro-me de meu pai que gostava de repetir “Compreende? Compreende?” sempre que contava uma história para nós. Não entendo a saudade, tampouco busco compreendê-la. Algum dia alguém a compreenderá?... Mas sei que após longa ausência, neste momento, outra vez a música de sua voz preenche meus ouvidos e fixo meu olhar nas cenas vividas outrora, quando ele ainda estava entre nós.



Visitem Alba Vieira
.

Caetano Veloso e “O Quereres” - por Ana

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
.
.
.
.

A Indiazinha Feliz Contra o Baixo Astral ou Inesperada e Cruel Traição Covarde no Duelos - por Ana

Mote
A indiazinha feliz
Contra o baixo astral


A indiazinha feliz
vivia a versejar,
ela era aprendiz
dum poeta potiguar
numa guerra infernal
contra o baixo astral.

Isto porque sua vó,
PMD infeliz,
Tinha deixado mal
A indiazinha feliz
Lutando, boba e só,
Contra o baixo astral.

A mãe tinha morrido,
O pai tinha fugido,
A indiazinha feliz
Não malucou por um triz...
Passou a brigar legal
Contra o baixo astral.

A avó fazia mal
À nossa poliana,
O pajé rezou, se diz,
A indiazinha feliz
E a sua iguana
Contra o baixo astral.




Ficar contando as letrinhas...
Bruno, não aguento mais!
Sete sílabas por linha!
Esse troço tira a paz!

Cê leu quanta porcaria?
Só deixo aqui pra mostrar
A minha incapacidade
De com mote me inspirar.

Isto é uma prisão,
É uma coisa horrorosa!
Se não existisse quadrinha,
Eu só ficaria na prosa.

O seu mote eu adorei!
De quebra, ainda lembra a Xuxa!
Pro duelo eu retornei
Porque Xuxa lembra... CHUVA!!!!!

Mas contar e contar dedos...
Se continuar fico doida!
Vai me dando desespero!
“É só batucar”, disse o Moita.

Mas batucar não dá certo:
Batuco, batuco e nada!
Acabo pensando outra coisa...
Lembro desfile e parada...

Além disso, caro Bruno,
É preciso que lhe fale:
Algo me incomodava
E atentei para um detalhe...

Se a indiazinha feliz
Briga contra um troço mau,
Eu só posso concluir
QUE SOU EU O BAIXO ASTRAL!!!!!!!!!

A merecida resposta
Não vou te dar aqui, não,
Porque de você sou fã,
Então guardo a opinião.

Mas eu não vou perdoar
Me chamar de baixo astral.
Tu tá torcendo pra ela?
Pode sair da geral!

A indiazinha feliz
Vai ficar bem mais contente,
Vai dar uivos de alegria,
Me triturar com os dentes,

Com os risinhos e o olhar,
Nem vai precisar responder...
“Contra o baixo astral”... Valeu!...
Ela marcou sem escrever.

Pois esta jogada, meu caro...
Nem foi pensada por ela...
Ganhou de graça, a pirralha,
Já pintada a aquarela.

Não perdoo nem por nada
Atitude assim fatal:
Ela, a indiazinha feliz,
Contra mim, O BAIXO ASTRAL!

Não devolvo a carteirinha
De fã, pois não tenho endereço
Do cronista domingueiro
Que agora virou do avesso.

Olha, Bruno, tu já viu
Que no mote sou de morte:
Morte total da torcida,
Lamentando a própria sorte

De torcer por limitada
Criadora de versinhos:
Se tenta mudar de nível
Fica tudo esquisitinho...

Me apunhalou à vera,
Entortou a minha sorte:
Me mandou a analogia
Embutida em um MOTE!

Só com uma cajadada
Me acertou foi dos dois lados...
Agora vou ofender:
Só podia gostar do Machado!

Vou te botar de castigo,
Preste atenção ao erário:
Na crônica de domingo
Eu não deixo comentário.

Pode ser a mais lindinha,
Inspirada, a mais formosa...
Mas vou guardar para mim
As palavras elogiosas.

E traição desta monta
Só se encontra entre os hunos...
Assim tu me desaponta
E triste digo: - Até tu, Brunus?!
.
.
.
Resposta a comentário de Bruno D’Almeida em “Indiazinha Sem Torcida:”, de Ana.
Referência a e-mail recebido de Moita explicando como fazer motes.
.

A Quem Interessar Possa - por Ana

Gostaria de informar que o texto (poesia?) “Amor de Amantes”, postado ontem, foi inspirado numa pedra que existe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e que, de tão lindo este contato entre ela e o mar, a imagem chegou a ser utilizada no final do filme “Orquídea Selvagem”, de Zalman King.
Quem quiser, veja a imagem, vale a pena! Mais que o filme, com certeza!
.

Comentários - por Bruno D’Almeida

De pedra no mar conheço o Arpoador, um pôr-de-sol memorável na minha vida! A primeira sensação que tive ao chegar pela primeira vez ao Rio de Janeiro foi de injustiça: Meu Deus, que absurdo um lugar ser tão bonito assim! precisava caprichar tanto, precisava? indagava eu com minha identidade baiana auto-intitulada como a melhor do mundo... risos.


Uma coisa curiosa: nesta ocasião de descoberta do Rio, passei antes por São Paulo. Estava na fila do mercado comprando água, e ao questionar à pessoa da frente se aquela água que ele segurava era mais barata do que a minha, o mesmo virou as costas irritado. Já no Rio, no mercado, fazendo a mesma coisa e já vacinado, fiquei quieto, então um carioca bateu nas minhas costas e falou: pô, aí, pô, aí, tu tá vacilaaaaando, cara! essa água é muito cara, compra aquela ali da promoção que tu não é mané pra pagar caro.... risos...
.
.
.
Resposta a comentário de Ana em Amor de Amantes, de Ana.
.
.
.
.

Obstacle 1 - por Mellon

Você quer diamantes em um anel de ouro, quer que sua história permaneça em segredo, exceto todas as promessas que você me fez. Quando tudo o que eu queria era me separar de tudo isso. Você era uma estrada apenas minha, meu tesouro apenas para olhar. Você era meus olhos em uma lua de cegueira, era o meu rio em uma época de seca, um porto na tempestade. Eu queria que isso fosse certo, que você fosse o último comigo pela noite. Todas as promessas que nós quebramos. Tudo o que eu queria era me separar de tudo isso. Você, o único que eu conhecia, e agora os seus olhos me atravessam. Eu achava que eu estava errada, odiava quando as coisas terminavam quando ainda havia tanto por fazer. Era suave e único, perdido e sozinho, estranho como os anjos... Era como um sonho, como o céu. Você estava sem esperança, sendo levado de novo por um fantasma, o meu fantasma. Empurrando seu rosto na minha memória de novo, você nunca soube o que era real, nunca disse completamente o que quis dizer, nunca conseguiu as palavras para explicar, nunca soube como fazer acreditável. E agora o tempo passou. Sinto a saudade escalar mais profundamente dentro de mim, sentindo-a roer todo o meu coração. Nós nunca vamos perder isso, mas nunca vamos sonhar um com o outro de novo. Você mentiria para me fazer feliz, e sabia que eu queria acreditar. Você queria ficar aqui para sempre, e nunca dizer adeus. Mas você disse. Você sabia que outra hora seu coração ia quebrar, tantas lágrimas, tantas vezes tinha chorado. Quanto mais você poderia aguentar aquilo? Nós sentimos aquilo caindo fora, sentimos isso mudando, e estávamos apenas nos libertando. E você está aí... distante de casa de novo.
.

Não Se Tocam - por Léo...

Desfolhas:
Difusa - Crua
Movediça
As lanugens fulvas
Dos braços
Amplos pastos
Que oblatam abertos
Pousados no espaço
Braços estes
Quais imagens
Circulando acesas no interior
Das roxeadas nervuras
Tingem negras
Não se tocam
Tesas transparências
Retalham duras
Não transparências das películas oculares
Mas arraigadas
Nas células burras
Sedosas fibroses
Insípidas - gélidas
Que de veneta
Ofertam-me nuas
O pontilhismo morto
Dos gomos - pixels da cútis
Que holografam o nó
Nostalgia - Ferrugem
Desenganadas nebulosas
Suprimem lembranças
Ardo
Na neblina láctea do presente
E desemboco
Entre paralelepípedos ocos
Sedimentos consistentes
De um passado - óbito
Obsoleto
.

Alegria de Criança - por Rita

Um balanço em uma mangueira centenária
Um pé de goiaba, jambo, cajá, jenipapo e manga
Todos generosos com seus frutos
Prontos para serem escalados e degustados
Pés no chão, mãos na terra
A semear e cuidar das flores do jardim
Mãos pequenas e curiosas
Guiadas com carinho e sabedoria
Pela tia amada
Lembranças de uma criança feliz.
.

Confissões - por Ana

Confissões - Santo Agostinho


“Li trechos: gostei.”



Resposta a “Nem Todos Estão Aqui III”, de Raquel Aiuendi.
.
.
.
E você? De que livro você gostou?
.

John Donne e “A Pulga” - Citado por Penélope Charmosa

Repara nesta pulga e aprende bem
Quão pouco é o que me negas com desdém.
Ela sugou-me a mim e a ti depois,
Mesclando assim o sangue de nós dois.
E é certo que ninguém a isto aludo
Como pecado ou perda de virtude.
.....Mas ela goza sem ter cortejado
.....E incha de um sangue em dois revigorado:
.....É mais do que teríamos logrado.

Poupa três vidas nesta que é capaz
De nos fazer casados, quase ou mais.
A pulga somos nós e este é o teu
Leito de núpcias. Ela nos prendeu,
Queiras ou não, e os outros contra nós,
Nos muros vivos deste Breu, a sós.
.....E embora possas dar-me fim, não dês:
.....É suicídio e sacrilégio, três
.....Pecados em três mortes de uma vez.

Mas tinge de vermelho, indiferente,
A tua unha em sangue de inocente.
Que falta cometeu a pulga incauta
Salvo a mínima gota que te falta?
E te alegras de dizer que não sentes
Nem a ti nem a mim menos potentes.
.....Então, tua cautela é desmedida.
.....Tanta honra hei de tomar, se concedida,
.....Quanto a morte da pulga à tua vida.
.

3G, 1 Real e Arroz Integral – por Alba Vieira

Decidi comprar um notebook e usar internet sem fio. Começou aí minha via crucis. Primeiro me informei sobre várias operadoras que ofereciam o serviço. Quando optei pela marca, tomei o cuidado de experimentar o pequeno aparelhinho de uma vizinha pra ver se o sinal era bom. Achei excelente e isso fortaleceu minha escolha. O próximo passo foi verificar o prazo de entrega. Como precisava do aparelho para dois dias depois, ao invés de comprar pela internet, fui à loja para adquiri-lo com pagamento à vista. Levei o dinheiro - R$ 300,00, já que o mesmo custava R$ 299,00 - e minha carteira de identidade do CRM em que constam, além do registro no órgão, o número da identidade do Félix Pacheco e o número do CPF.
Aprovei o modelo que eles tinham, já que ao invés do de cor branca mostrado na internet, só tinham em estoque um de cor preta. Mas qual não foi minha surpresa quando me solicitaram um comprovante de residência que eu não portava, já que iria efetuar a compra à vista e, além disso, eu já era cliente da operadora. A vendedora me disse que não haveria problema não estar com o comprovante, pois tentaria, caso a conta de luz de minha casa estivesse no meu nome, tirar uma segunda via pela internet. Eu achei ótimo, já que não precisaria voltar em casa. Aí, esperei mais algum tempo, até que ela voltou e falou “graças a Deus a senhora paga as suas contas em dia, mas por isto eu não poderei tirar a segunda via e então será necessário trazê-la para mim”. Não entendi o graças a Deus e, resignada, fui buscar a conta em casa.
De volta, crente que o problema estava sanado e eu teria o aparelhinho nas mãos, fui informada por outra atendente que estava fazendo o cadastro, que eu teria que voltar em casa novamente para pegar a carteira do CPF, porque a operadora não aceitava CPF que constava de carteiras de Conselhos. Fiquei pasma e irada, quase estava desistindo da compra, mas ponderei que isto iria atrasar ainda mais a minha necessidade de ter internet sem fio em dois dias para realizar um trabalho importante, e resolvi atender à exigência da dita operadora.
De posse do CPF que peguei indo em casa pela segunda vez, finalmente concordaram em me vender o desejado aparelho. Assinei os contratos, recebi as cópias, paguei R$ 300,00 pelo mesmo e não me deram troco. Fui informada que em 24 horas ele seria habilitado e que eu teria 48 horas para trocá-lo caso o modem viesse com problemas. Achei aquilo nefasto, mas voltei pra casa satisfeita, de posse do meu 3G.
Chegando, fui logo conectar o 3G ao computador. Estava morto, o led não acendia e não fazia acesso à internet. Ponderei que tinha que esperar. Tentei, até expirarem as 24 horas, outras tantas vezes e nada acontecia. Liguei para o atendimento e me informaram que iriam reforçar o sinal (que, segundo eles, estava fraco) e em 4 horas ele estaria funcionando. Quatro horas depois, deu o primeiro sinal de vida: o led estava aceso, mas acessar a internet ainda era impossível. Nova ligação para o atendimento, a quarta naquele dia, e o funcionário disse que iria abrir uma ordem de serviço porque, segundo ele, o modem estava ok, mas o aparelho estava com problemas na configuração. Foi então que acabei descobrindo que a configuração tinha sido feita em outro número de CPF (e pensar que eu tive que voltar em casa para pegar a carteira do CPF porque a operadora não aceitava CPF constando em carteiras de Conselhos, mesmo o CRM, com tantos anos de existência e idoneidade!). Bom, o fato é que, segundo o atendente, a solução só deveria ocorrer dentro de uma semana. Já eram quase 2 horas da madrugada e eu, que precisava do 3G naquele dia, resolvi então cancelar a compra.
Acordei, fui à loja, e lá não quis discutir os problemas nem as soluções que poderiam ser dadas. Queria meu dinheiro de volta, cancelar a compra. Como a minha cara não era de amigos, prontamente me atenderam, devolvendo-me a cópia do contrato, o atestado de cancelamento e o dinheiro: R$ 300,00. Mas me pediram R$ 1,00 de troco, pois não tinham, na loja, R$ 299,00. Informei que no dia da compra não me deram R$ 1,00 de troco, ao que a funcionária respondeu que só poderia me devolver R$ 299,00. Respirei fundo, engoli em seco e parti com a única nota de R$ 50,00 que tinha na bolsa para trocá-la comprando algo. Entrei numa loja de produtos naturais, já que estava “calma”, comprei um pacote de arroz integral e consegui, enfim, R$ 1,00 para o “troco”.
Só assim concretizei o cancelamento da compra do meu 3G, voltando, 48 horas depois, ao ponto de partida.
Conclusão: comprei um 3G por R$ 300,00 e para cancelar a compra gastei R$ 1,00 e ainda tive que comprar um pacote de arroz integral. E, neste momento, estou aguardando a habilitação de outro 3G de uma outra operadora. Mas, é CLARO que eu não posso dizer qual foi a operadora que me causou todo este transtorno.
.

Distância - por Raquel Aiuendi

O vento bate em meu rosto
Como um leve carinho solto
Mostra o que não é bem beleza
Sinonimizando calma tristeza.

O vento bate em minha pele
Como açoite de amor perdido
Que deixa marcas e repele
A chegada de um lindo pedido.

Que vento, esse tão malvado
Que me sopra para longe
Num retiro em alto monte
Bem distante de meu amado.
.

Francis Bacon e a Amizade - Citado por Therezinha

.
A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas.
.
.