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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Por um Mundo Depois das Nove - por Bruno D’Almeida

Fábio Tanajura acordou tarde naquela manhã. Estafa, estresse, canseira, irritação constante, dois xingamentos ao colega de trabalho e uma falta de ereção com a esposa o levaram a procurar ajuda. Estava doente e recebeu calmantes, daqueles que deixam a pessoa lerda com espasmos escorrendo pelo cantinho da boca, um atestado médico com recomendações de durma bem e estima de melhoras. Depois de vinte anos madrugando para chegar ao trabalho no horário, mais quinze de escola funcionando ao nascer do sol, sentiu a sensação de acordar sem horário determinado. Estava um pouco melhor. Correu para o computador e mandou ver:

Eu odeio acordar cedo. Fico o dia inteiro com sono. De que adiantar cumprir um horário tão chatinho e descumprir o direito augusto de viver bem? Passei minha vida inteira cumprindo com minhas obrigações e descumprindo os objetivos que tracei para mim. Tudo que tenho a fazer é viver como uma máquina de produção de força de trabalho com sentimentos amordaçados? Nada de poesia e de nostalgia, nada de pensar que sou gente e que posso acordar naturalmente? Sinto-me tão depressivo em levantar no horário que acordo antes do despertador só para ter o prazer de desligá-lo.
Os bancos abrem às dez horas. Muitas agências de publicidade começam a funcionar às nove. Os shoppings também abrem às nove. O comércio abre a partir das oito da manhã. Por que diabo as escolas começam a funcionar às sete horas da madrugada? Uma crueldade sem tamanho fazer uma criança ou adolescente acordar às cinco, sair de casa às seis e vegetar sentado na cadeira no horário previsto. Dizem que é pra criar disciplina. Acho que cria muito mais remela nos olhos e bocejos de vitamina de banana com chocolate.
Ao acordar cedo demais, deixamos de contemplar a beleza das coisas. Fazemos tudo no automático. Imaginem milhões de beijos automáticos de bom dia flor do dia sem o menor amor acontecendo neste exato momento em algum lugar do mundo. Muita gente se deprime por causa disso e recorre a coisas esdrúxulas. O cidadão adoece diante do desejo de se libertar das amarras do tempo comportado. Por isso muita gente acaba aderindo a uma seita fabricada em manuais de auto-ajuda, que fazem uma lavagem cerebral e deixam você gritando de manhã cedo coisas do tipo bom dia plantinha, bom dia mundo, bom dia qualquer porcaria. Até a tentativa forçada de libertação para horários tão malucos para acordar semeia a insanidade.
Sou a favor de um mundo que comece depois das nove. As pessoas acordariam às sete, no máximo, e chegariam tranqüilas ao curso de suas vidas. Imagine uma legião de pessoas sorridentes, libertadas de acordar com as galinhas. Imagine tirar as olheiras horrorosas do rosto. Lembre-se que toda olheira é um pé-de-galinha em potencial. Vamos gastar menos dinheiro com cremes.
Por isso estou criando o movimento consciente pelo ócio. Sem pressas de carros, ônibus, metrô e motocicletas, todos os meios de transporte querem acelerar o mundo, mas o máximo que conseguem é uma profusão de engarrafamentos e tudo fica devagar às avessas. O mundo não agüenta a rapidez da velocidade paranóica e simplesmente pára. E causa mais irritação. Por que não assumimos conscientemente que podemos fazer tudo bem e devagar? Pense um pouco sobre isso.

Tanajura terminou o texto, leu, releu, tirou os erros de ortografia, releu, lambeu e lambeu a cria, sua jóia rara da humanidade, pegou sua lista de contatos do correio eletrônico e mandou para todo mundo solicitando que fizessem o mesmo. Ainda disse que se todos fizessem isso, em cinco dias o mundo se tornaria um canteiro de felicidade e que qualquer um tinha o dever de cumprir sua missão de um mundo melhor.
Alguns depois responderam que ele deveria parar com a mania de abarrotar suas caixas de mensagens com textos açucarados e utópicos, mas Tanajura nem ligava. Naquele dia, talvez somente naquele dia, ele sentia um misto de alegria comedida e sensação de dever cumprido, assistindo televisão às dez da manhã. Dava risadas sozinho e anotava a receita de creme de frango com brócolis que passava na telinha.


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Convite - por Bruh Floripa



OLÁ!!!!!!

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|___| Olha eu aqui espiando |___|___|___|___|___|
__|___| e fazendo uma visitinha |__|___|___|___|__
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__|__ E comentarei sempre que aqui vier _|___|___|
|__|___|Venha conhecer meu blog se puder __|___|__
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http://bruhfloripa.blogspot.com.br |___|___|__
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_|___|___|Visite o Blog da Bruh |___|___|___|____|_
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Se gostar, venha participar.
Espero sua visita e um comentário em qualquer lugar.
Fique à vontade para palpitar, mas venha me visitar!

Bjokas da comadre Bruh. =*
 
 

Mente Inquieta - por Borboleta

Alguma inquietação no ar
sentimento confuso...
interrogações de todas as cores giram na minha frente, na minha mente
não sei as perguntas
não sei as respostas
mente inquieta
mente a resposta
mente a pergunta
como se andar num quarto escuro, desconhecido
tateando com mãos, pés
sem a menor noção de que caminho percorrer
de qual o caminho mais seguro
mente inquieta
Roda...roda...vai...vem
Quando percebe está no mesmo lugar
mente sem respostas
mente sem perguntas


Visitem Borboleta
 
 

Sua Ausência, sua Essência - por Blank

E ninguém conhece suas manias de gostar… ninguém para pra olhar.
Tempo gasto, tempo desperdiçado, tempo… pouco tempo.
Ninguém completa suas frases,
E que frases? Pra quem vai dizer? O que vai dizer?
E seus jogos preferidos, brincar de estar escondido, isso nunca serviu!
Explicar coisas absurdas, mas não há dúvidas, que esforço inútil!

Para pra olhar por que não pode falar, observa por que não tem o que questionar.
Se reserva, por que ninguém pode romper o lacre.
E mesmo que não marque, está aberto, mas é incerto (sem visitação)
-Até logo… não tem reclamação;
-Não volto pro jantar, posso me atrasar… tanto faz ninguém ouviu, falava sozinho; a loucura já assumiu.
Se afasta lentamente e porque vai já se esqueceu.
Ora, mas que besteira! Vai logo, ninguém percebeu

A sua falta faz falta, a sua ausência é sua essência, já parece normal e essencial.
E essa história só ele lê. E um final sem glória parece conhecer
E isso lhe causa calafrio, que sobe pela nuca
E embora peça ajuda “me leve daqui” (está sem chão)
Ninguém parece ouvir quando (segure em minha mão)
Aceitas o que te faz mal querer por que recusar só vai te fazer sofrer…

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