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sábado, 7 de dezembro de 2013

Ana Hatherly, Ambiguidade e Ação - Citada por Penélope Charmosa

A Mentira é a recriação de uma Verdade. O mentiroso cria ou recria. Ou recreia. A fronteira entre estas duas palavras é tênue e delicada. Mas as fronteiras entre as palavras são todas tênues e delicadas.
Entre a recriação e o recreio assenta todo o jogo. O que não quer dizer que o jogo resulta sempre. Resulte seja o que for ou do que for.
A Ambiguidade é a Arte do Suspenso. Tudo o que está suspenso suspende ou equilibra. Ou instabiliza. Mas tudo é instável ou está suspenso.
Pelo menos ainda.
Ainda é uma questão de tempo. Tudo depende da noção de tempo ou duração ou extensão. A aceleração do tempo pode traduzir-se pela imobilidade, pois que a imobilidade pode traduzir-se por um máximo de aceleração ou um mínimo de extensão: aceleração tão grande que já não se veja o movimento ou o espaço ou a duração.
Tudo está sempre a destruir tudo. Ou qualquer coisa. Ou alguém. Mas estamos sempre a destruir tudo ou qualquer coisa. Ou alguém.
Os construtores demolem. No lugar onde estava o sopro, pormos pedras ou palavras: sinônimo de construção. Ou destruição. Ou ação.



In “O Mestre”.
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Vou Ler... - por Ana


Kbça, depois que li seu comentário a respeito de “Vinhas da Ira”, percebi que faltava esta leitura em meus dias.  Já comprei e espero ler em breve.  Estou ansiosa. Valeu pela lembrança!
.John Steinbeck