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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Haikai - por Kbçapoeta

Brisa de verão
Sensação de amores
Corpo em chamas

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Questionário - por Kbçapoeta

Quando perguntavam-me sobre meu país
A resposta era sempre negativa regada a escárnio
Os governantes não respeitavam a coisa pública
Minha pena tremia de raiva
Ao fazer versos sobre tão nefando assunto
De uns tempos para cá
Se perguntarem sobre meu país
Uma espécie de júbilo ameaça
A querer fazer elogios
Em um ufanismo “estilo copa do mundo”
Mas fora dos grandes eixos
Até capitais se deixam levar
Pelo jeitinho
Pela meta de o que importa
É locupletar-se
Procrastinar as responsabilidades
Mas atualmente respondo
A quem pergunta sobre meu país
A resposta está na ponta da língua
É um país quase sério




FELIZ 2009 A TODOS OS DUELADORES
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Visitem Kbçapoeta
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Penitência Não Resolve Nada - por Luiz de Almeida Neto

E sabe do que mais?
Não acredito na tua consciência
Nem na minha

Como posso crer
que és capaz de avaliar
os estragos que fazes
e que te penintencias
com o sofrimento alheio?

E se não fizeres nada disso?
Ainda sim terei minha própria consciência?
Ou será que esta existe
tanto quanto a mula-sem-cabeça?

Ou será que ela existe
e guardas ela tão bem
que não vemos seus reflexos
em nossos dias?
Será que vale a pena?

Sabes do que mais ainda?
Se é pra ficares sofrendo
se lamuriando e penintenciando
por força de tua consciência
e incapaz de tomar uma atitude
digo que sou caridoso
e te liberto das aparências
Prefiro que esqueças
afinal de contas
tudo que se passou

De que me vale uma pessoa a mais sofrendo
Só uma lamúria a mais
sem resolvermos nada
Não

Esquece-te de mim
e caminha teu caminho
como quem segue a cavalo
mais vale um fodido
que dois remediados
e um dia inda me vingo
pra sofrer eu também com meus pecados
pois invejo a capacidade
de sofrer e não fazer nada.

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O Play - por Adir Vieira

São nove horas da manhã. Desço para o play e a cada dia surge uma novidade.
Eu própria já sou a novidade, visto que não costumo ser freqüentadora habitual.
Percebo que próximo a mim se inicia o ritual de se fazerem ser notados – os empregados correm de um lado para o outro e nunca, vassouras, baldes e mangueiras, foram tão movimentados.
Até o porteiro, figura estática e escondida na guarita pelo próprio sono reparador da noite passada alerta no outro emprego, faz uma força estupenda para se manter do lado de fora, de forma que eu constate sua eficiência.
De repente, crianças de todos os tipos, comportadas e sapecas, as mais comuns, surgem em mutirão começando a algazarra.
Embora a maioria não atinja os 8 anos, são poucos os responsáveis que as acompanham nos folguedos. Fico conhecedora de que seus pais e mães estão no trabalho e as babás ou empregadas têm outros afazeres dentro das casas.
Assim, alheios ao que se pode chamar de educação dirigida, vão todos experimentando o “modus-vivendi” uns dos outros. Formam-se grupinhos dos que se empatizam e nota-se, em cada canto, brincadeiras diversas que, no burburinho, consegue-se distinguir com grande dificuldade. Um dos grupos joga bola de mão, outro pratica queimada, outro, jogo de tabuleiro. Há ainda os que, driblando cada um desses grupos, promovem torneios de bicicleta.
A tristeza e a preocupação não fazem parte daqui. Tudo se transforma em gritos e prazer. E eu ali, observando…
Procurando encontrar semelhanças, mesmo de vocabulário, entre essas crianças de hoje e as do meu tempo; não as encontro e constato, infeliz, a tremenda falta que mães e educadoras estão fazendo à sociedade.
São crianças, como as de outrora, mas que têm um não-sei-quê de maldade, de esperteza, de sagacidade, totalmente desnecessárias para que a infância se faça cumprir.
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O Jardim - por Adir Vieira

O que há de mais belo onde moro é o jardim. O estranho é que apesar de belo, não tem flores.São folhagens circundando toda a área do pátio. De todos os tipos, verdejantes, entremeadas aqui e ali por outras folhagens vermelhas.
Formam, em sua imponência, verdadeiros pequenos arbustos.
Desconheço os nomes das plantas, mas todas as vezes em que aqui estou, comparo-as aos meus sentimentos em relação à vida – completos na essência, fracos a qualquer pequena ventania, íntegros no jeito em que se posicionam e esperançosos de alcançar a paz no crescimento vertical dos galhos.

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Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - por Mellon

Não é uma coisa tão dramática quanto dizer que eu gostaria de ser o protagonista de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças. Eu não queria apagar as nossas boas lembranças. Queria lembrar mais frequentemente das ruins.
Depois de um ano desejando o impossível, ele começou a se concretizar. Agora pouco tentei lembrar que dia e o que estávamos fazendo quando você disse uma das coisas que mais gostei de ouvir.
“Eu podia mandar você pro inferno, e ficava tudo bem, mas eu não quero” ou algo assim. Era um puta de começo de briga, que qualquer pessoa poderia fazer. Mas vindo de você, era uma coisa pra se guardar.
Hoje em dia eu consigo me lembrar das nossas tardes inteiras conversando, jogando. Não tínhamos assunto específico. Você falava qualquer coisa e me mostrava um monte de coisas, aquelas que você gostava. Eu reclamava. Pedia para você me contar um segredo. Você dizia que não tinha nada pra contar, ai eu começava a te deixar constrangido. Mas sempre aparecia alguma coisa nova. Como que eu poderia saber tudo sobre sua vida? Você viveu dezessete anos sem mim. Não era possível que em trinta tardes você tivesse me contado tudo.
E agora eu lembro dessas tardes como se fossem cenas que eu assisti de longe, como observadora. Posso ver os mesmos filmes, posso lembrar dos dias que vocês aparecia com a camiseta que eu te dei. Lembro das tantas vezes que te deixava esperando e você ficava puto nos primeiros trinta minutos, reclamava até ver que eu estava me sentindo mal, e aí deixava pra lá.
Mas não lembro mais do que dizíamos. Não lembro mais de conversas isoladas, como lembrava. Lembro de escrever nomes de músicas e filmes pra você, os que eu queria que você conhecesse, e os que você não acreditava que eu ainda não conhecia. Mas não lembro mais quais eram os títulos.
E isso me acalma. Há umas semanas você me perguntou se eu realmente não sentia tua falta. Sinto falta, sim. Mas não mais falta que orgulho.
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Haikai - por Léo...

A sombra sob o Sol ascende
Quase seca a gota sobre a pedra
Que arrasta a sobrevida e molha quente

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Luz - por Raquel Aiuendi

Luz que só paira
sobre a pitangueira
e cai no solo.
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A Fuga - por Hellinho Ferreira

Eu preciso fugir
Quero deixar pra trás o que se opõe aos meus risos
Em silêncio, sem medo e sem rastros
Eu preciso ir com urgência doentia
Não posso apodrecer aqui
Quero ir-me e banhar-me onde não há maldades
Preciso esconder meus segredos onde a confiança reina
Não posso mais suportar a escravidão de calar-me
Quero paz
Quero estar sozinho e refletir sua importância
Preciso abandonar o que já não me cativa
Eu preciso fugir e esquecer minha vida
Tenho que ilustrar meu futuro já sem perspectiva
Não quero confundir-me fazendo despedidas
Eu tenho é que sair, talvez nem notem
Não posso mais sentir tantos danos causados em meu interior
E quero que esta confusão mental se acalme
Eu preciso aprender como ter valentia
Ainda quero caminhar de cabeça erguida
Fugir pode não ser o certo, mas…
Existe algo muito forte impulsionando-me pra longe
Eu preciso tomar esta atitude grandiosa
Não posso ter a sensação de acovardar-me de novo
Eu preciso fugir
Não sei pra onde vou, mas eu vou…

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Dádiva - por Alba Vieira

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Amor - por Raquel Aiuendi

Amor é livre
vive, até morre e
nasce de novo.

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