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sábado, 17 de outubro de 2009

E Assim é a Vida... - por Adir Vieira


Judith vinha caminhando lentamente pela rua movimentada. No rosto, uma expressão de cansaço, de quem tinha lutado o dia inteiro e sabia que ainda até o cair da noite teria muitas coisas a fazer. Sabia que os três filhos a esperavam para o jantar, sabia que a casa, como sempre, necessitaria de uma “organizada” e que ainda teria que estender no varal as roupas que o marido, antes de sair para o trabalho - pois o seu turno era noturno -, havia colocado na máquina de lavar.
As pessoas passavam por Judith e estranhavam sua calma aparente, visto que todas naquele percurso, corriam praticamente. Tinham ânsia de chegar ao local para onde iam. Fosse sua própria casa ou algum outro lugar. Mas Judith não. Caminhava sem pressa, com o olhar fixo no vazio. Passava diariamente por aquele local e era, a essa altura, uma autômata. Na sua mente revivia a vida vivida até ali. Quantos sonhos havia deixado para trás quando escolheu para seu marido o Gilberto. Gostava de sua alegria, de sua forma carinhosa de ver a vida, de seu sentimentalismo em excesso. Lembrava do dia em que ele, às três da manhã, quando retornava do trabalho, trazia nos braços um cãozinho faminto, encontrado na esquina de casa, choramingando. Lembrava de sua felicidade extasiante no nascimento dos filhos, de suas promessas aos mesmos pelo vidro do berçário de que a eles nada faltaria, tivesse ele que morrer por cada um.
Lembrava de como os anos, agora já dez passados, foram exterminando de sua personalidade, com as dificuldades diárias, aquele sorriso aberto, aquela confiança no amanhã, aquela certeza de que tudo seria melhor no dia seguinte.
Lembrava de quantas vezes nesses anos todos, encontrou-o chorando escondido no banheiro, vendo-a partir para a batalha da sobrevivência. Por mais que Judith tentasse mostrar-lhe que não era sacrifício partilhar com ele a criação dos filhos, Gilberto não se convencia de sua obrigação em fazê-lo sozinho, pelo menos no terreno financeiro.
E assim vinha Judith pela rua, pensando, pensando... De repente viu diante dos olhos o Joaquim, seu primeiro amor, um sonho de criança. Ele não estava ali e ela sequer sabia como se lembrou dele naquela hora, mas sentiu, aos quarenta anos, com todo o fervor, o sangue percorrer-lhe as entranhas, quente e rápido, como a proclamar a vida!



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Terremotos, Tufões, Tsunamis Etc. - por Paulo Chinelate

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Todos ficamos estupefatos pelos acontecimentos atuais no campo das calamidades. São eles tufões, vendavais, ciclones, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e cataclismas outros.
Ouvimos, por outro lado, que isto sempre aconteceu em todos os tempos. Tomamos conhecimento dos atuais, ao vivo e a cores, por conta dos meios de informação cobertos pela tecnologia moderna. No entanto a história sempre foi registrada de uma forma ou de outra, com atrasos ou não, e não sabemos se a intensidade foi como agora.
Portanto, podemos descartar que fatos idênticos aos de agora mataram igualmente no passado, ou que foram em tamanha intensidade como agora. Claro está que os fósseis encontrados pela paleontologia vêm demonstrar as ocorrências multimilenares dos cataclismas.
Tomemos como exemplo um só dos fenômenos, os tsunamis. Não conhecíamos, até pouco tempo atrás, nos estudos de geografia, ciências e afins, o fenômeno em referência. Ainda que já tenha havido eventos desta natureza, eram de diminuta grandeza nas áreas afetadas.
Então nos vem o questionamento: qual tem sido a causa primária de tais fatos?
É muito cômodo colocarmos culpa no homem pelo descuido no respeito à natureza. Nós, acionando o efeito estufa, podemos, certamente, comprometer as geleiras da Antártica ou do Ártico. Não participamos, no entanto, da ocorrência dos terremotos. A menos que agora estejamos sofrendo efeitos na camada geológica originados das desgraçadas experiências atômicas no passado no atol de Biquíni, o que me parece improvável. O efeito climático “El Niño” pelo superaquecimento das águas do Pacífico não nos parece resultado das queimas de gás em nossas cozinhas.
Então, por qual razão tantas mortes, tantas desgraças ao mesmo tempo?
A uma visão curta e míope, certamente não teríamos como responder. Mas se olharmos a natureza (digam-se aqui as leis naturais da destruição) que nos cerca, poderemos concluir que tudo no universo baila orquestrado sob leis estabelecidas de que não podemos fugir.
Conhecemos, ou nem tanto, as Leis Naturais estabelecidas tais como: relatividade, gravitacional, equilíbrio, ação e reação. Dentre elas existe uma tão pouco estudada, entendida e/ou aceita: A Lei da Destruição.
A árvore centenária da floresta amazônica que caída vira um pasto a bactérias, formigas, fungos e cupins está tão atrelada a esta lei quanto os insetos, animais e nós humanos. Precisamos, necessitamos ser renovados. Se as leis naturais existem para serem cumpridas, quem somos nós para pretender execrá-las?
A renovação, em todos os aspectos da vida material, é necessária. O que não percebemos (e aqui incluo até mesmo os profundamente espiritualizados) é o quão importante também é saber que a vida não termina com a morte física. Aqueles que ainda estão atrelados somente à vida aparente, física, que abram os olhos para ver, ouvidos para ouvir e coloquem todos os sentidos outros para perceberem que atrás do que se manifesta materialmente esconde-se uma vida pungente, a vida espiritual.
Se passarmos a entender o “fenômeno” da morte, qualquer que seja a forma que ela se apresentar, lidaremos com mais respeito com a vida física enquanto ela existir. Devemos também procurar perceber a abrangência que esta existência tem para vivermos a outra, esta sim verdadeira, a vida espiritual.


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