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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Sonhar - por Alba Vieira



Sonhar tempera os dias e dá sentido às noites.
Prepara o palco para tantas fantasias
E faz o coração se fartar com mil amores.
É o que confere alegria à alma
Colorindo paisagens para viagens inesquecíveis
Mas tudo se desvanece quando chega  aurora.
Acordamos sem saber o quanto fomos felizes.


Tabagismo - por Cármino Caramello


o mar,
fiel adepto do tabagismo,
o faz com largos tragos infinitos,
permitidos apenas para o deleite solitário,
fumo áspero da observância,

de alguém que há eras espera
por doses matinais
de ventos frutíferos e saborosos,
carregados com aromas da estação;

de alguém que espera
pássaros de alma branca
da imensidão das águas
que chegam
com as primeiras notas
brancas de luz,
com penas graciosas
de veludo arbóreo,
sutil e duro

seres distintos, raros
como as árvores de plumagem aérea,
estabelecidas entre as nuvens,
porto e cais
dessas linhagens ancestrais,
estalagem de brisa e migração,
no qual se falam línguas sussurradas,
próprias a esses lugares mágicos
e seus seres cultos de simplicidade;

é a esperada boa nova esquecida
espera por palavras soltas,
livres, de alma limpa e branca,
dançarinas sob chuva divina
de prata, néctar e seiva

velho na varanda do mundo
de esperança calma e crente,
apego voluntário
ao vício do fogo antigo,
às damas de branco
e casamentos em jardins

apenas a vigília
de uma alma velha,
desgastada na umidade,
mais um vício louco,
um apego tosco,

devaneio nostálgico
de uma vida passada,
alucinação profética,
crença particular desacreditada

o esperar de uma
espécime rara,
desconhecida,
inútil,
cansada,
antiquada,
num mundo de pó
e palavras rápidas

apenas maré, hábito cotidiano,
diligência prazerosa

vício voluntário
de um viver,
tão velho quanto
o mundo


 

O MILAGRE SÓ COSTUMA ACONTECER - por Tércio Sthal

PARA QUEM TRABALHA COM FÉ E SE PREPARA,
PARA QUEM CRÊ QUE VAI RECEBER
ALGO QUE NÃO TEM, O MELHOR, E NÃO PARA.
(TÉRCIO STHAL)
 


TERRA, CÉU E MAR
 
Acordar cedo para ver o Sol brilhar
na nova manhã que se descortina,
não há dinheiro que possa pagar
esta bela dádiva de origem divina.

Durante o dia, todo dia agradecer,
compartilhar tudo o que for bom,
cada coisa e ensino que receber,
no verso e reverso de cada tom.

Quando a noite vem, as forças revigorar,
sob o brilho das Estrelas e da Lua,
ouvindo o barulhinho das ondas do Mar
que invade o coração e a mente nua.

Sem olhar só para o chão para ver estrelas,
sem olhar só para o Céu e, pensando vê-las,
cair no próximo buraco, se ferir e se machucar,
depender de socorro e de alguém para cuidar.

 

Visitem Tércio Sthal
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Domingo... - por Adir Vieira



Estamos em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor do verão nos proporciona.
Nessa época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
 
Visitem Adir Vieira
 
 
 

Bill Watterson, o Certo e o Errado - Citado por Ana


Faça o que tem que fazer e deixe os outros discutirem se é certo ou não.
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Selo “Stylish Blogger Award” - Recebido de Alessandro Santos

 


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1. Agradecer a quem te presenteou.

Alessandro, o Duelos Literários agradece!

2. Partilhar sete coisas sobre mim.

como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.


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conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


 

“Alguns Versos” de Antonio Cícero - Enviados por Penélope Charmosa

 

As letras brancas de alguns versos me espreitam
em pé no fundo azul de uma tela atrás
da qual luz natural adentra a janela
por onde ao levantar quase nada o olhar
vejo o sol aberto amarelar as folhas
da acácia em alvoroço: Marcelo está
para chegar. E de repente, de fora
do presente, pareço apenas lembrar
disso tudo como de algo que não há de
retornar jamais e em lágrimas exulto
de sentir falta justamente da tarde
que me banha e escorre rumo ao mar sem margens
de cujo fundo veio para ser mundo
e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.

 
       
 
 

In “A Cidade e os Livros”, p. 17.