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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 28 de março de 2009

PARTICIPE TAMBÉM!

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Junte-se a este movimento de alerta contra o aquecimento global.
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A Hora do Planeta 2009 espera alcançar
mais de um bilhão de pessoas em mil cidades ao redor do mundo,
convidando comunidades, empresas, organizações e governos
a participarem deste ato simbólico histórico pelo futuro da Terra.
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O gesto simples de apagar as luzes por 60 minutos,
possível em todos os lugares do planeta,
tem como objetivo chamar para uma reflexão
sobre a ameaça das mudanças climáticas.
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Hoje, de 20:30 às 21:30h, apague as luzes de sua sala.
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Fonte: wwf
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Labirinto - As Nossas Histórias V

Era o que esperavam os aflitos para saírem daquele marasmo... Do marasmo vem o conflito. E assim fica ainda maior a aflição. Aflição que não cessa por nada, suga a energia da gente.
O que fazer para vencer a inércia, mudar o rumo das coisas? Era tudo o que queriam saber.
Dentro daquele labirinto se olhavam, quando em vez, tentando, cada um, encontrar no outro a solução, a saída... mas nada faziam de concreto para, efetivamente, chegarem à liberdade. O medo do erro e da crítica impede o primeiro passo... Ideias definhando dentro de si mesmos.
Viviam enredados na armadilha da objeto-referência (quando buscamos aprovação dos outros, não tendo a consciência do valor próprio).
Até que de repente, não mais que de repente...
Alguém olha para os outros com olhos esbugalhados como se procurasse, entre eles, o que havia lhe dirigido palavras ofensivas. E como ninguém parecesse entendê-lo, saiu correndo daquele lugar sufocante.
Por incrível que pareça, bastou esse gesto tresloucado para mudar completamente o clima reinante no local. Afinal de contas, o cara tinha pirado!
Mas apesar de pirado, não é que achou a saída e escafedeu-se dali?
Então, todos os outros, que o estavam seguindo para ver do que se tratava, conseguiram encontrar a saída daquele labirinto, guiados pela loucura.



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Roubada - As Nossas Poesias IX

Me meto em roubada,
Vivo entrando pelo cano,
Acabo só dando furo
E quase sempre me ferrando.
Fazer o quê para mudar?
Se com as melhores intenções,
Só faço me encalacrar...

Sou mesmo uma besta quadrada,
Preciso achar a razão
De estar sempre enrolada,
Só criando confusão.
Acho que sou desligada...
Será que pertenço a este mundo
Ou nasci com esta missão?

Será que é porque falo na hora de calar?
Saio na hora de entrar?
Bato na hora de apanhar?
E tudo vice-versa?
Socorro! Alguém pode ajudar?
Ou ao menos me explicar?
Eu tô aberta a conversa...

Assim é que não posso ficar!
Outro dia o padre me disse:
“Só Deus para te ajudar...”
E me veio a intuição:
As respostas que tanto busco
Está nas perguntas que fiz
Do fundo do coração.

Falar na hora de falar,
Calar na hora de calar,
Sair na hora de sair,
Entrar na hora de entrar,
Bater na hora de bater,
Apanhar na hora de apanhar,
Pensar na hora de pensar.

Se faço tudo ao contrário,
Como é que vou acertar?
É só acertar esta ordem
que não há como errar.
Então começo agora.
O importante é tentar
E na vida me aprumar.

Vou partir para a ação.
Sei que ninguém é perfeito,
Mas seguirei com dedicação.
E se nem assim der certo,
Só na próxima encarnação.
Porque se nem Deus deu jeito,
É porque não tem jeito, não.


Poesia criada por Ana, Clarice A., Alba Vieira e Rita.
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Um Sonho Bom - por Alba Vieira

Caía a noite apagando aos poucos toda a luminosidade natural daquele lugar já tão populoso, cheio de prédios e construções mais baixas. E aquele dia a luz elétrica não acendia, não se sabia porquê. Tudo foi, devagar, virando breu e as pessoas já começavam a se inquietar. Mas tudo foi deixando de funcionar aos poucos e assim não havia ninguém preso nos elevadores ou em outros lugares. Os sistemas foram inativados progressivamente, dando tempo às pessoas de perceberem sua incapacidade de funcionarem. E não era mais possível acender qualquer luz artificial: elétrica, de geradores, baterias, pilhas. Nada funcionava. Também era impossível obter luz de vela, ninguém conseguia riscar fósforos ou acender isqueiros ou fazer fogo por qualquer meio. Era estranho demais! Entretanto, no resto, tudo estava como sempre esteve. Exceto pelas trevas que se impuseram sobre aquela cidade. Não houve tumulto. As pessoas estavam calmas. Estavam anestesiadas pelas impossibilidades e hipnotizadas pela estranheza dos fatos. Aos poucos foram se acostumando à escuridão e foram agrupando-se nos espaços abertos. Desceram dos prédios, saíram de suas casas, locais de trabalho e lazer e, em silêncio, começaram a andar pela cidade toda apagada e sem se esbarrarem. Caminharam muitos quilômetros em silêncio e aos poucos o ar ficou mais leve, respiravam melhor, aprofundaram a respiração. Andavam com mais facilidade agora e se dirigiram, juntos, depois de horas, para um lugar mais claro onde puderam enxergar a primeira estrela. Foi um êxtase, a salvação.
Finalmente haviam descoberto a luz da intuição que os fez se reunirem e caminharem juntos para um lugar melhor.



Texto cujos título e início foram utilizados para Um Sonho Bom - As Nossas Histórias IV.
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Em Busca de Si - por Alba Vieira

Cavaleiro sem destino,
Perseguindo o nada.
Segue a linha do horizonte,
Atinge uma outra estrada

Que o leva inda mais longe,
Onde ninguém sonhou,
Pois nem em sonho se alcança
O que a mente não projetou.

Mas ele parte sem medo,
Buscando, talvez, uma trilha
Que o conduza seguro
Rumo ao céu, onde o sol brilha.

Montando um cavalo alado,
De faiscante e dourada crina,
Segue a intuição, pois sabe
Que todo homem é uma ilha.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Em Busca de Si - As Nossas Poesias VIII.
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Hora do Planeta - por Alba Vieira

Apaguem a luz
Acendam as idéias
Salvem a Terra

Todos unidos
Pelo bem do planeta
Na escuridão

Os cariocas
Contra aquecimento
Apagam Cristo

Desliguem tudo
São sessenta minutos
Pra iluminar

Uma hora só
Multiplica a ação
Colaboremos

Em todo mundo
Só deixem as estrelas
E esperança

Mentes acesas
Preservam natureza
Guardam recursos

Zelam Mãe Terra
Respeitam semelhantes
Unem-se na luz
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Livre, Intrigada e Vingada - por Ana

Oba! Ganhei habeas corpus!
Quem me prendeu me soltou!
Já estou livre, galera!
A Escrevinha decretou!

(Vamos aqui pro cantinho,
Pra conversar em surdina...
Estou meio preocupada
Com a condição desta menina...

Primeiro vou pontuar:
O pai também é sagrado
E ela não se pronunciou
Quando, num verso irado,

Eu também soltei o verbo...
Não ouvi nenhum lamento
Por responder à ninjíndia
Xingando-lhe o pai de jumento.

Então vou falar uma coisa
Que é bastante delicada,
Não deixem Escrevinha saber,
Ela pode ficar magoada...

Não é algo muito esquisito?
Singular esta pessoa...
Numa hora me encarcera,
Na outra me solta na boa...
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Não me impingiu um contrato!...
Não me cobrou honorários!...
Por favor, não contem a ela,
Este troço é temerário!
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Tenho dois fortes palpites,
Com vocês serei sincera:
Pode ser que ela seja
Uma alma de outra esfera!

Será que esbarrei com um anjo
Que é tão bom que nem sei?...
Ou será verdadeira outra hipótese
Que agora aqui exporei?

Por acaso vocês viram
“Como Se Fosse a Primeira Vez”
Ou então “Procurando Nemo”?
São exemplos que deixo a vocês...

É que está meio confuso,
Coisa trágica e hilária...
Acho que esta moça sofre
De amnésia temporária...

Acho que esquece das coisas,
Perdeu a memória recente.
É melhor não mexer nisso...
Vou continuar normalmente.)
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Valeu, minha grande amiga!
Agora tu foi legal!
Nada como conhecer
Uma baita profissional!

Quando viu minha desdita,
Veio logo socorrer!
Na cadeia eu morreria,
Se não fosse por você!

Já estava até rotulada
De presidiária por aqui.
Passei vexame de novo!
Vermelha como um caqui.

Eu já tinha até começado
Versinhos lá na prisão,
Pra enviar a vocês.
Aqui vão, em primeira mão:

“Quem quiser me visitar,
Eu recebo com prazer...
Detenta resignada,
Tenho nada pra fazer...

Vou aproveitar e escrever
Mais quadrinhas no exílio,
Pro tempo passar depressa
Nas masmorras do castigo.

Ao longo dos dias terei
Pra contar, muitas histórias,
Do cárcere mando a vocês
Um pouco das minhas memórias.”

Estava toda animada,
Ia escrever bem bacana,
Já estava até pensando
Em assinar GraciliAna...

Quando estava assim sonhando,
O carcereiro veio à cela,
Fez um suspense danado
Antes de abrir a tramela:

Olhou para nós lá dentro,
Com aquele olhar de vampiro,
Fingi que nem tava vendo,
Fiz que não era comigo.

De repente, com voz firme,
Chamou: “Ana Samurai!”
Todo mundo então me olhou.
“Vocês ficam, ela sai.”

Saí sem saber porquê,
Torci pra ser coisa boa,
Fui bem quietinha atrás dele,
Que temporal não é garoa.

Diante do delegado,
Tremia que nem vara verde,
Pensei: “Mais uma denúncia!
Tô embolada nessa rede!”

Lembrei que há um tempo atrás
Xinguei a avó da xavante.
“Mãe da mãe! Eu tô ferrada!
Não há monge que me levante!

Se xingar mãe dá cadeia,
Xingar avó dá o quê?!!!
Avó é mãe ao quadrado!...
Vou ver assim o sol nascer!

Acabou-se a minha vida,
Dou adeus ao laptop...
Se eu jogo restos na pia,
Com certeza ela entope...”

Como consertar o feito?
Pra isso não há ciência...
Só me restava uma coisa:
Arcar com a consequência...

No meio dos pensamentos
Ouvi a voz redentora,
O delegado me disse:
“Te soltou a Escrevinhadora.”

Respirei aliviada,
Agradeci ao delega,
Sorri para o carcereiro
E falei: “Adeus, colega!”

O pessoal lá de dentro
Estava ouvindo a conversa,
Todos autores malditos
Que fizeram a maior festa

Comemorando a soltura
De mais uma injustiçada
Que se arriscou, sem saber,
Por causa da língua afiada.

Eu gritei: “Valeu, povão!”
E fui saindo ligeiro.
O delega perguntou:
“Não quer passar no banheiro?

Pra dar uma arrumadinha...
Depois desse tempo de cela
Tu tá no maior bagaço,
Parece coruja velha.”

Eu parei, estupefata!
Dá para acreditar?!!!
Mas não me alterei com ele.
Disse: “Não... pode deixar...”

Mantive a língua travada,
Pois as faculdades estão sãs,
Mas lá do cárcere veio o coro:
“CORUJA VELHA É A MÃE!”
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Resposta a “Resposta”, de Escrevinhadora.
Referências: “Indiazinha Sem Torcida”, de Ana;
comentário de Bruno D’Almeida em “Das Flores às Pedradas...”, de Ana;
A Samurai Contra-ataca!”, de Ana.
Referências indiretas: “Coruja Velha é a Mãe”, de Ana;
Vaia para Ana”, de Escrevinhadora.
Citação de dois filmes que utilizam, em seus enredos, de forma cômica, o tema amnésia temporária.
Peter Segal, Andrew Stanton.

Um Estranho no Ninho - por Luiz de Almeida Neto

Nessa esteira de relembrar “Um estranho no ninho”, tem o filme que é marcante também. Indo mais além um pouco, aproveito pra recomendar tudo que tiver o nome “Jack Nicholson” na capa. Independente de seus talentos, que às vezes são discutidos, enquanto ator, os projetos que ele desenvolve e que ele escolhe para empreender são sempre de muito bom gosto. Taí a dica. Vlw.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube

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E você? Que filme achou marcante?
Milos Forman

Um Estranho no Ninho - por Luiz de Almeida Neto

Um Estranho no Ninho - Ken Kesey


“Reforço a recomendação de ‘Um estranho no ninho’, pois é uma obra de observação muito perspicaz, de aspectos da vida que muitas vezes são negligenciadas por outros autores. Mt bom mesmo.”
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Resposta a “Um Estranho no Ninho”, de Ana.
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E você? Que livro considera muito bom?
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Maurice Merleau-Ponty e a Palavra - Citado por Penélope Charmosa

A palavra, longe de ser um simples signo dos objetos e das significações, habita as coisas e veicula significações. Naquele que fala, a palavra não traduz um pensamento já feito, mas o realiza. E aquele que escuta recebe, pela palavra, o próprio pensamento.
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O Pequeno Príncipe - por Alba Vieira

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry


“Uma linda metáfora a propósito da delicadeza da vida, quando olhamos cada coisa com profundidade. Amei o baobá. E as ilustrações são muito lindas. Um livro inesquecível.”
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Resposta a “O Pequeno Príncipe”, de Escrevinhadora.
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E você? Que livro considera inesquecível?
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Reflexão - por Passa-Tempo

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A influência da sociedade machista é que denigre a imagem do homem por ele mesmo.
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John Donne - por Ana

O cara é demais mesmo!
Dele, acho que só conheço “A Pulga”, que é especial!


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E você? De que autor você gosta?
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Confúcio e o Homem - Citado por Therezinha

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Para conhecer um homem, veja como ele age, descubra o que ele busca, examine o que lhe faz feliz.
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