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domingo, 16 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por S. Ribeiro

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Shintoni e a todos:
Não cria que aquele texto suscitasse tanto debate... Talvez tenha sido ingênuo eu acreditar que era somente um argumento contra a violência que não se justifica a muitos homossexuais mundo afora... Todos têm o direito, senão dever de se manifestar, e é ótima de certo modo esta discussão, pois põe à tona a verdadeira posição das pessoas, e só desejo boa sorte no caminho de todos para que não haja intolerância nem tristeza, ah, e creio que isso não agrada nem os olhos do cristão nem os do ateu.
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Visitem S. Ribeiro
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Ana

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Querido Leo, por favor, não se chateie comigo... Não se esqueça que sou sua fã de carteirinha...
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A ROUPA SE TIRA EM CASA

Inter, trans, pan,
Hetero, bi, homo,
Supra, hiper, a,
Poli, metro, pomo...

O que me importa saber
Com quem se deita cada sujeito?
O que pra mim vai mudar,
Se faz deste ou daquele jeito?

Não durmo na sua cama,
Não divido as fantasias,
Minha boca não beija a sua,
Minha mão não o acaricia.

O que está entre quatro paredes,
Entre elas deve estar;
E se há vestígio no ser,
Não me afronta o olhar.

Não me interessa pecado
(Dogmas, coisas assim)...
Penso da seguinte forma:
É bom p’ra ti? Tá bom pra mim!

Que todos sejam felizes
E livres no que desejarem,
Sem palavras julgadoras,
Agressões, risos mordazes.

E o maior ensinamento
Que se lê nas Escrituras
É o amor em todos os termos.
O resto é conjectura.

Tá certo que se lê lá
Que não isso e não aquilo,
Mas se há Deus em todos nós,
Amar a todos = pré-requisito.

Achar que a natureza
Deva viver em abstinência,
Pense comigo, Leo, amigo,
Não deixa de ser violência...


E a respeito do tema,
Sem responder a ninguém,
Quero colocar aqui
Umas coisas que me vêm.

Gente é troço complexo,
Não cabe em definição...
Nem de classe, raça, credo,
Sexo, opção, opinião.

Há tendência a rotular,
A partir disto, definir,
Depois, se posicionar,
Aceitar ou restringir.

O ser humano devia
Olhar mais o próprio rabo,
Ver se a cada atitude
Serve a Deus ou ao Diabo.

Há coisas mais importantes
Nesta vida a avaliar,
Como, a seguir, exponho,
Sem nenhum medo de errar:

Eu não ligo p’ra Minerva,
Com Ariel não me abanco...
Conforme minha experiência,
Omo é o que lava mais branco.
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*Minerva - Deusa virgem, da estratégia da guerra (inclusive).
*Ariel - Espírito servil, no romance “A Tempestade”, de Shakespeare, que tinha o dom da imitação e confundia as outras personagens com suas canções.
.William Shakespeare

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Leila Dohoczki

Discutir homossexualidade, em uma sociedade cuja maioria é heterossexual e onde predominam o machismo e o falso moralismo, me parece um tanto quanto desleal. Talvez fosse melhor discutir-se sobre relacionamentos humanos, de uma forma mais generalizada.

Os seres humanos são compostos de elementos químicos, que determinam tudo, desde sua aparência, até sua preferência sexual, não sem passar pelas habilidades para artes, Ciências, raciocínio lógico e personalidade. Não confundir personalidade com caráter.

Todos reagem a estímulos olfativos, visuais, do paladar, ao toque, a palavras, a ambientes, a gestos etc. O que mostra que nada mais somos, fisicamente falando, do que intermitentes, incessantes e intensas reações químicas interpretadas pelo cérebro. Partindo deste princípio e considerando que a progesterona e a testosterona reagem melhor entre si, no sentido de gerar novos indivíduos, não significa que reações químicas que não geram outros indivíduos não sejam normais. São tão normais que acontece entre outras espécies também.

É isso que acontece? Por que isso acontece? Não sei. Talvez isso deva ser uma preocupação da ciência e não uma preocupação da sociedade.

A nós cabe a preocupação em sermos produtivos, éticos e a manutenção da união pacífica entre as pessoas. Opções sexuais não incapacitam nenhum indivíduo para o trabalho, nem ao desenvolvimento intelectual e, como qualquer outra pessoa, os homossexuais dispõem de habilidades intelectuais e artísticas, estando sujeitos às mesmas leis que qualquer cidadão. Qualquer relação humana, baseada no respeito, tem valor.

A imoralidade está presente entre heterossexuais, bissexuais, homossexuais e não está, ou pelo menos não deveria estar, associada à opção sexual de ninguém. Duas pessoas do mesmo sexo que se entregam a carícias íntimas sem nenhum pudor em local público são tão imorais quanto um casal hetero fazendo o mesmo. A imoralidade não está na escolha, está no comportamento, na promiscuidade, na associação do sexo mais com o prazer do ato, do que com o prazer do encontro de duas almas.
É preciso considerar que em quatro milhões de anos, não nos cabe mais agir como animais, pelo instinto de perpetuação da espécie, nos entregando à diversificação de parceiros sexuais, nem aos prazeres físicos que duram alguns instantes. Podemos e queremos nos entregar a relações duradouras e prazeres maiores que os identificados pelo córtex cerebral...

Creio em Deus e em sua infinita sabedoria. Tudo criado por Ele é perfeito. A imperfeição está na forma como vemos, utilizamos e interagimos com a criação.
Qual de nós seria nomeado juiz da humanidade, se não somos capazes de julgar nem nossos próprios atos? Lembremo-nos que nem tudo que é ético é moral e nem tudo que é moral é ético; precisamos nos valer do bom senso, do respeito à individualidade. Isso é ser fraterno, é reconhecer que somos todos irmãos em Cristo e que só o Pai julga, absolve ou condena cada um de nós por nossos próprios atos. Não enxergar no semelhante um irmão contraria o segundo mandamento (Marcos 12,28-34) e nos faz desobedientes aos olhos de Deus.

Não defendo a imoralidade, nem a banalização do sexo, nem a promiscuidade, mas sim o direito de “ser” de cada um, com o livre-arbítrio que nos foi dado por Deus, com a consciência do que somos e com a “razão” que nos faz percorrer os caminhos, porque isso nos faz humanos.

Defendo o cumprimento da legislação do meu país por todos os cidadãos, a igualdade de direitos e deveres, mas não a desmoralização da família e a disseminação de conceitos errôneos sobre liberdade e direito, que se dá por estereótipos femininos ou masculinos vulgares que incentivam a promiscuidade e a banalização das relações humanas. Entenda-se por família a entidade responsável pela transmissão de valores, pelos cuidados, pelo amor e pela educação, lembrando-se que a palavra família é muito mais ligada à espiritualidade do que à herança genética - já que muitas crianças vivem em laços familiares distantes dos ventres que as geraram -, portanto, à convivência com pessoas que lhes deem amor e cuidados, em ambientes em que se sintam protegidas e que podem despertar-lhes o sentimento de família.

O “ser” é simplesmente, naturalmente. Não precisa de razões, nem de explicações, nem de estereótipos, porque o “ser” é íntimo, é na alma, independente de aprovação ou reprovação de quem quer que seja, portanto o melhor caminho não é excluir ninguém, mas viabilizar a convivência pacífica e justa de todos com base no respeito e na igualdade.

Independente do que diz a ciência, nem eu, nem você que está lendo este texto agora, nem a sociedade como um todo, nem mesmo as religiões mudam o fato de que todo ser humano busca a felicidade no prazer em realizar, em construir seus sonhos e se imortalizar no amor. Se existem diferenças, é no âmago da essência humana que estão as similaridades. Tudo depende dessa percepção, que uns têm e outros não.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Alba Vieira

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Muito interessante e utilíssimo para todos nós, debatedores e leitores, este tópico do Duelos. Falo isso porque quando nós temos a oportunidade de ler pontos-de-vista tão diversos e bem delineados de pessoas que, por escreverem mais assiduamente, nós aprendemos a conhecer sua alma e respeitar as manifestações, temos a chance de refletir sobre nossas opiniões e vivências e estarmos abertos à transformação, o que possibilita que possamos ser pessoas cada vez melhores.
Parabéns a todos, os que podem e devem continuar expressando livremente suas ideias. E sejam bem-vindos novos temas!
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Visitem Alba Vieira
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Anônimo

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Muito legal o seu texto. Demonstra uma lucidez enorme, deixando claro a simplicidade do Ser homossexual. Obrigado!
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Escrevinhadora

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Objetiva, lúcida, clara você colocou a questão nos exatos termos aos quais ela deve se restringir, sem as paixões equivocadas que muitas vezes prejudicam o debate. Sinto-me honrada por ter sido mencionada por você. Obrigada.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Leo Santos

Desculpe-me, mas dizer que não aceito o debate é um argumento desonesto, uma vez que tenho participado abertamente dizendo o que penso. Entretanto, fui aconselhado a guardar minha opinião para o âmbito das igrejas, logo, evitar o debate. O que não fiz.
Quanto ao “não brinco mais”, trata-se de uma ironia que não precisa ser genial pra entender, e não uma ameaça.
Umas coisas mais: primeiro, nunca defendi nem defendo qualquer sorte de violência contra ninguém, seja homo ou hetero, portanto tais refutações também são vazias no que me diz respeito. Segundo, é fácil chamar alguém de preconceituoso e adjetivos afins, mas, antes, carecemos ver o que é preconceito. Se minha ignorância não me trai, trata-se de um conceito precipitado, um juízo “a priori”, como julgar rejeitando alguém antes de conhecer suas atitudes, seu caráter. Daí, o preconceito contra negros, judeus, muçulmanos etc. Acontece que homossexualismo não é um tipo de pessoa, mas de comportamento, e como tal passível de apreciação.
Mais uma coisa: alguns me mandaram cuidar de minha vida, cada qual da sua. Ao fazerem isso não estão querendo gerir a minha? Porque não vivem como aconselham?
Quanto aos erros do Papa, os católicos que o defendam se quiserem.
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Resposta a:
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Visitem Leo Santos
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Destrave o Mudo, o Mundo e o Muro - por Tércio Sthal

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Faça a vida florescer agora..........................................................
e colha os frutos futuros...........................................................
(Tércio Sthal)..........................................................
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PORTAS E JANELAS

Chove, chove, e ainda não parou.
Ninguém sabe como vai terminar,
e poucos sabem como começou,

no silêncio das palavras, gestos e sons,
além e aquém das portas e janelas,
a transformar a referência dos tons,
na obrigatória prisão de fortes celas.

Morrem santos e pecadores,
desaparecem vidas,
e com elas, as boas intenções,

restam as vagas, senhores,
a serem preenchidas
na grande feira de ilusões.


Abrem-se as cortinas,
começa o espetáculo,
a compor as sinas,
arde no peito e se apressa
em cada intervalo,
e em cada ato da peça.


Ladram cães ferozes na cidade,
soltos e expostos ao céu aberto;
agindo como solitários no deserto,
de começo e fim que ninguém sabe.

Muitos querendo ouvir só o que convém:
é melhor saber ouvir do que saber falar,
e mais importante do que saber criticar,
é saber a hora certa de ajudar alguém,

sem confundir o remorso e solidariedade,
nem as cinzas de bela e frondosa árvore,
ou o desejo de apagar, no campo e cidade,
o que está escrito, em relevo, no mármore.


Quando os olhos já preferem não ver,
quando os braços não querem abraçar,
os corações padecem por não saber
o que devem fazer ou o que perguntar,

e quando as bocas não querem responder,
quando ninguém quer mais falar,
e quando as mãos insistem em não fazer,
só o silêncio vai, no vazio, ecoar,

entre palavras mal ditas,
entre versos mal escritos,
entre as almas aflitas
e os corações contritos,

entre boas intenções que se foram
bem antes dos nossos gestos,
que, aquém, sem roupas ficaram
diante do grande universo.


Na boca do cantor que não sabe tocar,
flauta transversal em ouro e prata,
dá-lhe o direito e o poder de consagrar
tudo aquilo que ainda lhe falta.


Entretanto um gesto de carinho,
ou simples ato de generosidade,
pode repercutir muito mais e melhor,
tanto no campo, quanto na cidade,
do que frases bem elaboradas
e as mais belas declarações de amor.
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.......................Visitem Tércio Sthal
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