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sábado, 18 de abril de 2009

Duelando Manchetes III: Preconceito Racial

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ESTUDANTE ACUSA UNIVERSIDADE DO RS DE “PRECONCEITO” APÓS PERDER VAGA DE COTA


Alegando ter o pai pardo e um avô negro, a estudante de pedagogia Tatiana Oliveira, 22, disse que foi vítima de “preconceito” quando a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria, no RS) cancelou sua matrícula no curso de pedagogia.
A instituição, que destina parte de suas vagas através de cotas raciais, não considerou a estudante parda, como ela declarou ao se candidatar à vaga pelo sistema de cotas, e retirou-lhe a vaga. Desde o dia 7 de abril, ela deixou de ir às aulas.
“Disseram que eu não era parda. De que cor eu sou então? Branca é que não”, disse Tatiana ontem à Folha.
O cancelamento da matrícula foi uma decisão administrativa da universidade gaúcha, que adotou um modelo de checagem dos argumentos dos candidatos que ingressam nas vagas reservadas a egressos do ensino público (20%), deficientes físicos (5%), negros, pardos e indígenas (11%).
A universidade afirma que neste ano, além de Tatiana, outros 22 estudantes perderam suas matrículas porque a instituição considerou que não se enquadravam nas cotas que pleitearam.
No caso da reserva racial, o controle da universidade se baseia em entrevista do candidato aprovado feita por uma comissão formada por professores, técnicos da universidade, estudantes e representantes da comunidade. Ativistas de organizações pró-direito dos negros também participam das entrevistas.
Nelas são feitas perguntas como se a pessoa já se declarou negra ou parda em ocasiões anteriores ou se já foi vítima de preconceito. Tatiana reclama que o edital do vestibular destina a cota a negros ou pardos, independentemente de terem ou não sido discriminados. O parecer da comissão embasa a decisão da universidade de manter ou não a matrícula.
“Me perguntaram se eu tinha sofrido algum preconceito por causa da minha cor até então e eu disse que não, falei a verdade. Estou sofrendo preconceito agora, da universidade”, afirmou. “É uma injustiça”.
A defesa dela ingressou ontem com uma ação para ser reintegrada à universidade.

Outro lado
O pró-reitor de graduação da UFSM, Jorge Cunha, defende o modelo de revisão dos processos de todos os cotistas para evitar que pessoas sejam beneficiadas indevidamente e nega que o critério racial seja vago.
“As ações afirmativas objetivam dar oportunidade de entrar na universidade a quem não teve por causa da discriminação ou da pobreza, e não para oportunistas que se descobrem momentaneamente negros ou pardos [para serem enquadrados na cota]”, disse.
Cunha argumenta que ter antepassados negros ou pardos não é o suficiente para ingressar nas vagas reservadas e há casos de alunos negros que não ingressaram pelo sistema de cotas raciais porque tinham boa condição financeira.
O pró-reitor afirma que todos os casos de cancelamento de matrícula são comunicados ao Ministério Público Federal de Santa Maria.



Leia mais
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Fonte: Folha Online, 14/04/09
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O Cão de Guarda - por Ana

Gostei, especialmente porque ele [Jack Nicholson] contracena com Helen Parkin, que é demais na comédia!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout



Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? De que filme gostou?
Bob Rafelson

Meditando para que Serve um Plano de Saúde, na Sala de Espera de um Consultório Médico - por Adir Vieira

Um grande e comprido corredor nos levava à sala de espera.
Era uma sala retangular e nas paredes entrecortadas pelas portas de cinco especialidades – ginecologia, cardiologia, clínica médica, oftalmologia e endocrinologia – duas fileiras de cadeiras de couro sintético preto, conjuntas em oito, dispunham-se de frente umas para as outras, o que, de certa forma, obrigava os pacientes que aguardavam os médicos a se olharem, mesmo sem querer.
Um revisteiro contendo mais folhetos informativos do que, propriamente, revistas, visava entreter os que ali estavam aguardando o chamado, mas de tão velhas, sujas e rasgadas, as poucas revistas, de tanto serem manuseadas, mostravam-se desagradáveis ao toque.
Um decalque grande, fixado acima do revisteiro, mostrava um celular e solicitava o seu desligamento no local.
Devido às poucas cadeiras, mais da metade dos pacientes aguardava de pé, como nós.
De quando em vez, ouvia-se a troca de pernas de alguns que procuravam, naquele desconforto, uma forma melhor de posição.
Todos que ali estavam pareciam preocupados e na expectativa da consulta e era difícil distinguir os pacientes para cada sala, embora a diversidade dos consultórios pudesse ajudar nessa adivinhação.
Apenas um dos médicos se utilizava da ajuda da enfermagem para anunciar os pacientes. Considerando que a sala dos enfermeiros ficava em outro corredor, após a saída do paciente atendido tínhamos que aguardar a vinda da enfermeira que anunciava um novo paciente. Isto sem dúvida gerava uma morosidade e impedia a desocupação das cadeiras de forma mais rápida.
Pelas conversas quase em sussurro notava-se que a maioria tinha marcado seus horários, o que não justificava tantas pessoas esperando há tanto tempo.
Se em algumas salas as consultas eram menos demoradas, não ultrapassando mais do que quinze minutos, o consultório da endocrinologia não fazia chamados senão de hora em hora. Estávamos ali há pelo menos duas horas e meia, já havíamos sido atendidos na cardiologia, sendo o próximo passo a endocrinologia. Faltavam ainda quatro pacientes para essa especialidade, segundo nossa dedução, e estimamos pelo menos, mais três horas ali, de pé.
A faixa etária que ali aguardava regulava entre 65 e 80 anos. Várias eram as bengalas de apoio entre as cadeiras e ouvia-se o ressonar de alguns já há algum tempo, o que fazia com que os chamados fossem repetidos por várias vezes. Apesar disso, incapazes fisicamente ou não, ali estavam sozinhos, o que estranhamos sobremaneira.
Nessa altura, ansiávamos por uma cadeira vazia e torcíamos para que as portas se abrissem, devolvendo à rua pacientes já atendidos.
De repente, dois lugares vagaram e quando num salto só corríamos para elas, uma das portas se abriu e um menino de quatorze anos, acompanhante de sua tia-avó, clamou pelos lugares, visto que a senhora tinha sido medicada e ali deveria aguardar o efeito do remédio, sob a proteção do garoto que lhe segurava as mãos, acalmando-a todo o tempo.
Continuamos ali, de pé, por mais meia hora, até que fôssemos chamados.
E aí perguntamos – adianta hoje, nesse país, termos planos de saúde e consultas devidamente marcadas?



Visitem Adir Vieira
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Vamos Sintonizar com as Oitavas Superiores da Luz - por Alba Vieira

Criamos nossa realidade com nossos pensamentos.
Nem sempre podemos mudar as circunstâncias imediatas, mas é certo que, a qualquer momento, é possível mudar nossas atitudes frente às ocorrências, alterando com isso nossa experiência de vida.
É necessário que estejamos alerta para não deixarmos de sempre tentar elevar nossas vibrações e estimular os que nos cercam a fazer o mesmo, entendendo que frente às notícias aterradoras de fatos que acontecem no nosso dia a dia, não podemos ter uma atitude passiva, admitindo para nossas vidas coisas inaceitáveis, como se, neste momento, as pessoas já considerassem “normal” serem desrespeitadas e maltratadas.
É preciso uma posição firme de todos nós, reconhecendo nossa natureza espiritual e tentando nivelar a humanidade por cima e não permitindo rebaixar ainda mais a vibração do planeta.
É inadmissível passarmos por situações como a que constituiu manchete de todos os jornais do dia 16 próximo passado na cidade do Rio de Janeiro: a violência expressa dos funcionários da SuperVia que socavam, empurravam, chutavam e chicoteavam trabalhadores usuários dos trens, diante de um policial militar que, além de não agir no sentido de proteger os trabalhadores, ainda ajudava a empurrá-los para fechar as portas dos trens.
O trabalho da imprensa no sentido de documentar estes fatos lastimáveis com imagens detalhadas que não deixam qualquer dúvida sobre o ocorrido, em sua natureza surrealista, nos permite tomar a atitude de cobrar das autoridades providências imediatas para reverter este quadro vergonhoso que não constitui, segundo a declaração de vários passageiros, fato isolado e sim, rotina na SuperVia.
É muito importante a divulgação daquilo que é uma manifestação de menos-valia: como pessoas cometendo atos de violência, dormindo no lixo, vivendo em condições subumanas, drogando-se, sendo abusadas sexualmente, vendendo seus corpos e tudo o que coloca o ser humano numa vibração baixa, para que nosso pensamento seja firme no sentido de colocar estes fatos como inaceitáveis e chamar a atenção das pessoas para que não admitam para suas vidas estes atos de indignidade.
Temos que ter consciência de que somos seres de luz, podendo assim vibrar numa oitava superior.



Visitem Alba Vieira
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Desespero - por Ana

(O que eu escrevi aqui
tem base em histórias reais.
Peço desculpas aos leitores
se eu me excedi demais.)


Em profundo desespero
eu envio este bilhete.
Aconteceu coisa terrível
que eu passo a descrever-lhe.

Como sabe, a minha avó,
tão pancada, coitadinha,
conversando com fantasmas
foi dar uma saidinha.

Estes fantasmas eram
amigos de longa data
com os quais se divertia
nos seus passeios à cascata.

Iam ao campo de nudismo,
faziam ménage à trois,
fumavam, cheiravam, bebiam,
viviam uivando ao luar.

Pois hoje ela resolveu
reviver estes momentos
foi à praia, caduquinha,
“celebrar seu casamento”.

Na época ela se casou
com um hippie meio amarelo
numa festa muito doida
com bolo de cogumelo.

Então pensando que estava
na praia de anos atrás
tirou toda sua roupa
e, ensinando como faz

foi cantando os garotões,
piscando pras garotinhas,
convidando pra transar,
agarrando os flanelinhas.

Daí a polícia chegou
já dando voz de prisão,
mas a levaram pro hospício
vendo a sua condição.

No hospício a liberaram
após minha explicação:
ela tinha responsável,
e deram a medicação.

O motivo do bilhete
é que eu peço, por favor,
venha salvar minha avó,
mais uma vez, seu doutor.

Mas não demore a chegar,
Desculpe o inconveniente...
É que ela, já medicada,
conseguiu fugir da gente

e foi para a casa ao lado
- aí é que peço socorro -
de tão assanhada que estava
foi transar com o cachorro.

Eu não sei como se deu,
não foi coisa do destino:
a minha avó está presa
no seu amante canino.
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José Ângelo Gaiarsa - por Clarice A.

Gosto muito do Gaiarsa. É psiquiatra e escreve de uma maneira natural, direta e verdadeira, falando de si próprio, suas vivências. Adoro.



E você? Que autor gostaria de comentar aqui?
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Foto Amarelada - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Mexendo nas gavetas para jogar fora as coisas que não mais eram úteis, ela caiu aos seus pés: uma velha foto amarelada, sépia.
Olhou de relance e ia deixar ficar ao chão, mas algo a fez retroceder, abaixar-se e pegar a velha foto e olhar novamente, com calma, devagar.
Lembranças são para serem saboreadas vagarosamente. Olhou e o que viu trouxe um sorriso espontâneo em sua face franzida.
Era ela mesmo aquela menina magricela, de pernas longas, quase sem busto, vestida num maiô de corpo inteiro, com um cabelo a la Joãozinho (moda da época), com aquele chapéu engraçado e aquela cara de mistério?
E para quem ia aquele sorriso misto de amor e de carinho? Olhou para o outro canto da foto e ali estava ele: a razão do sorriso. Seus olhos viajaram na fotografia e ela viu aquele rapaz franzino, de cabelos claros e grandes olhos fixos e notou que ele também sorria de outro ponto da foto.
Voltou ao tempo da foto e sem querer, viu-se em Paquetá. Sim era ali que a foto havia sido tirada. Ilha de Paquetá - Rio de Janeiro...
Praia mansa, sem ondas, sol não tão escaldante como agora (seria por causa das árvores ou por causa da camada de ozônio de hoje?).
Conseguia captar no olhar dos dois o amor adolescente. Um jeito maravilhoso de falar pelo olhar, de expressar ternura sem tocar, de querer sem se dar.
Ouvia os risos, sentia as ondas pequeninas roçando-lhe os pés. Água morna, areia clara...
Sorriu ao ver o maiô “engana mamãe”: na frente corpo inteiro, de costas duas peças.
Nada de biquinis provocantes ou insinuantes com bundas à mostra.
Não: tudo era para que a imaginação funcionasse: acho que por isso éramos mais criativos no amor. Um simples pegar uma mão na outra trazia a sensação de êxtase. Um beijo roubado nossa era a glória!
Não tínhamos o “ficar”, o “ficante”; tínhamos o namorar, o amante, o apaixonado, o enamorado.
Curtíamos piquenique em Paquetá, na Praia da Urca, na Praia Vermelha, na Quinta da Boa Vista.
Adorávamos a sessão da tarde no Cinema Carioca onde tínhamos nossas pequenas paqueras que muitas vezes nos seguiam de ônibus ate a parada de nossas casas.
Nada de shoppings, nossos passeios eram ir à Praça Saens Pena.
Tínhamos os bilhetes trocados nas salas de aula escondido dos professores, dos inspetores.
Era perigoso ter namoradinho na sala e trocar bilhetes. Sempre tinha o inspetor que fiscalizava. Era perigoso e ao mesmo tempo excitante.
Se o inspetor pegasse, éramos levados à diretoria e nossos pais eram convocados via caderneta escolar...
E as cartas de amor? Era maravilhoso escrever para namorados distantes. Existia até o casamento por procuração e os namoros via fotonovelas. Jovens da AMAN e da EPCAr se correspondiam com as moças e às vezes um amor nascia pelas letras das cartas.
Assim, cada vez que o moço do correio chegava era um Deus nos acuda. Todos queriam saber se a carta esperada tinha chegado. Sempre era uma emoção ou do amor correspondido ou do caso terminado.
Tínhamos os bailes de formatura onde orquestras tocavam musicas lentas e nos obrigavam a sentir o parceiro tocando em nossas cinturas, seu cheiro, às vezes um beijo roubado, escondido, camuflado nas barbas que começavam a nascer.
Eram pura emoção os preparativos para o baile, os cabelos, a roupa, os vestidos rodados a rodopiar pelo salão e assim chamar a atenção para aqueles que sabiam dançar bem o bolero. Para quem tinha graça nos pés, ritmo no corpo e frescor nos rostos.
Tínhamos olhares trocados, sorrisos disfarçados e um amor tão puro como as letras das músicas que embalavam nossos sonhos.

Tudo isso foi revivido em instantes, por causa de uma fotografia amarelada, que por pouco, muito pouco não ia para o lixo.



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Você o Conhece? - por Tércio Sthal

Alimenta-se de sangue,
É chato por natureza,
Tem função cicatrizante,
Com ventosa suga a presa,

Com a boca cheia, sem drama,
Ingere mais que o seu volume,
Quer brilhar mais que o vagalume
E sobrevive até na lama,

Com o brilho de seus anéis
Esconde o ato de sangria
E multiplica até por dez
Seu valor e energia.



Visitem Tércio Sthal
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Josué Guimarães - por Ana

Camilo Mortágua - Josué Guimarães



“Josué Guimarães só li partes de Camilo Mortágua.”
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Resposta a “Obras”, de Leo Santos.
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E você? Que autor gostaria de comentar aqui?
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Jesus Cristo Breve Cairá... - por Vagner Heleno

junto com cristo volta o seu negativo
a mesma chance imodesta do crime
é a testa virgem de completo perdão

o filho do homem é uma arma potente
ao nascer ou poente, flagela sem par
porém dum inocente deslize o faz vingador
e seu sangue colhido em terra será drenado

nesses dois caminhos tão unos trilhará
o filho do breu ou do lume, da casta ou da besta
na testa o insumo do ódio, o suco do consumo
o soco estampado, a metralhadora apontada

creio relutante seu incline criativo
do que mais criador seu pai lhe concedeu
sua dor e tortura foram incompreendidos
furtados, logrados e ainda assim, vendidos
a fé na sua lança fatal é tão maior que seu vestígio

o duplipensar crístico é íntimo demais
são duas sortes em um só fascínio
judas é a chave, a sua escolha…
perdoarás o “falso amigo”?



mundo tolo e contradito,
tão firme de suas perícias
porém tão fraco e fácil
é opulento e homicida
cai no conto do vigário
tão frágil quanto imbecil
tem orgulho e vaidade em demasia
cria fantasmas, cria vazios espasmos
e até as fantasias para irrealizar
tem gula, preguiça e avareza

continuem assim… e continuem
“Senhor, tende piedade de nós…”
mas, poxa, tá difícil desde então
mais fácil virá cristo em “cramunhão”
pois espelho o é de seus fiéis
e que bela reflexão…
somos cheios de vícios
e nos deitamos por vínculo à mundanização



Visitem Vagner Heleno
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Teimosia - por Vicenzo Raphaello

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A teimosia ortodoxia pessoal
muitas vezes acaba mal.
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