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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Considerações de Hefaistos - por Kbçapoeta

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Adoro o fogo do senso comum
Como terra e ar.
Ando sempre em frente
Contra o vento.
Sou água em um barril de éter
A espiral existe e insiste em girar.
Falsas histórias!
Muitos monumentos!
Eles comprovam toda a verdade
Que surgiram de mentiras contadas
Inúmeras vezes.
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Visitem Kbçapoeta
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Hermógenes e a Busca do Homem - Citado por Alba Vieira

O homem está fugindo.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.
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Libertando-me - por Duanny

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O que é que estava acontecendo, de verdade? Por que nunca ninguém me disse os terríveis erros que eu estava cometendo? Por que nunca ninguém me proibiu nada?!

Naquela tarde acordei, tonta, devagar, e extremamente desnorteada. Fazia um tempo já que eu não tinha noção de meu próprio corpo, de meus atos ou de meus pensamentos, todos eles já estavam domados por você, cruelmente por você e, é claro, você nem se importava; na verdade você nem imagina como me destruiu.

Acho que foi naquela tarde a primeira vez que chorei, por ver o monstro que eu havia me tornado, tudo isso por amar você, e você me dizia “tudo bem amor, esses comprimidos vão deixar você dormir melhor”. E eu sempre acreditei em você, cínico.

Enquanto você ficava aí me olhando com cara de gozação, eu me perdia em meio a constrangimentos e humilhações. Enquanto você me olhava como se eu fossa a única e diz “tá tudo bem amor, isso passa”, eu me sentia uma prostituta drogada, recém-expulsada de sua própria alma. A troco de que me fala?!.

Tomei coragem. Eu precisava de coragem, senão até quando tudo aquilo iria se repetir? Levantei, te olhei no fundo nos olhos e disse:

- Vai se ferrar!!!

Talvez essa tenha sido a melhor coisa que eu já fiz na vida. Depois me lembro de ter saído daquele bordel com cheiro de perfume barato e deixado para trás um amor, lágrimas e uma prostituta dopada.

E tenho orgulho de dizer que também deixei pra atrás aquilo me mais me assombrava, aquilo que mais me corroía, me constrangia e me fazia sofrer, deixei para trás o pior vício da minha vida: você.
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Mulheres de Fogo Poético - por Esther Rogessi

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Agora enterraste tudo...!
Das cinzas a Fênix grata se erguerá!...
... Em fome de lume reavivará suas chamas...
Desejo assim... pois, muito sucesso para ti...
(Ana Bárbara de Santo Antônio)
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Ressurge ó Fênix!

Falas de algo deixado de lado...
Do despertar de um sonho por ti cultivado...
Cortado, enterrado... nas cinzas deixado...!
Tal qual Fênix... Ergue-te das cinzas!
Em fome de lume reavivas tuas chamas.
O amor é assim... Luta insana!...
Culpa não tenho... sou poeta menina,
Que ama um menino... Não culpes esta dama!...
Bate em meu peito um coração doído...
Doido varrido por quem ele ama!
Semente antiga do meu passado...
Deixada de lado... Jamais esquecida!
(Esther Rogessi)......................................
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Falam-te as cinzas de um fogo apagado...

De labaredas por despertar...
As mesmas pó, fogo sagrado... nas cinzas deixado!
A Fênix erguida... por resgatar...
Em fome chama... reavivas tuas asas.
O amor é assim... luta estranha!
Que do fogo tem sua chama acesa de brasas.
Arde e dói sem querer...
Pode o passado fazer viver
Doido varrido se ergue no peito
Semente em cinzas chamas
Por dentro arrefecer
Deixado ao acaso descontente
Aqui de palavras declamas
Insano indiferente
Amor do passado
Por esquecer...
...Musa
(Ana Bárbara de Santo Antônio).......................................
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Esquecer...

Bem que eu queria, ó pássaro de fogo...
Fogo ardente queima em mim...!
És fogo sou fênix do bico dourado...
Choro o amor do passado,
Que em mim não passou...
Doces lembranças d’alma insana,
Surgem das cinzas de um fogo apagado
O pássaro de fogo ressurge enfim!
Falar compassado... Medido, provado...
Vôo alçado para aquém do presente...
Enlevo... doçura, estás a minha frente
Procuro tocar-te, em vão alcançar-te...
Falho no tato... Como sentir-te?
Tuas asas bateste reflexo dourado...
Banhei-me em teu brilho...
Dourada fiquei...
Na quente areia d’uma praia distante
Fui feliz por um instante...
Logo... Acordei!
(Esther Rogessi)............................................
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Ó doce sonho...
Desejei-te por longo tempo!
Busquei migalhas... Alimento raro...
Preço caro paguei por ti...
Bambeei, cambaleei... emoção senti...
Ofeguei correndo só para ver-te...
Não pude deter teu passar por mim!...
Alegria insana... Enlouquecida de amor,
Jamais os teus braços meu corpo abraçou!
Quanto quis tocar-te... Dedilhar-te o corpo,
Cheirar teu pescoço... acordar algo em ti...
Também me querias... a mim desejavas,
Com outra na cama... pensavas em mim!
Traías-me... com ela estando...
Traías a ela pensando em mim!
Durante as noites em que estavas com ela
Naquele momento... Chamavas por mim!
E, eu... com outro ao meu lado...
Sofrer solitário... Jamais te esqueci...
Algumas das vezes ao estender-me tuas mãos...
O meu coração podia-se ouvir...
Subia-me a garganta... não podia falar!
A dor era tanta... Comia-te com o olhar!
Ó doce sonho...
Ah!... Se eu soubesse que iria contigo sonhar... Sonhei...!
Por breve momento estiveste em meus braços,
Senti tua boca a minha tocar...
Ânsia, desejo... Teu gosto senti...
Bailou minha língua no céu de tua boca
Bailarina louca sedenta por ti.
Acordei enlouquecida a chorar...
Eu queria saber que esse sonho viria
Preferia morrer a ter de acordar!
Foi um breve momento...
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.Muitas vezes, sem o sabermos, um instante completa o que viemos realizar nesta caminhada humana.
(Ana da Cruz)
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.Visitem Esther Rogessi
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Bem-te-vi - por Leila Dohoczki

Os passarinhos reunidos
No alto do ipê amarelo
Brincavam de cantar bem alto
Para ver quem cantava mais bonito.

A disputa não tinha juiz
E cada um dizia
Que o melhor canto era o seu
Quanto o tico-tico esperto
Ao pé da árvore desceu.

Escutem aqui a minha ideia
Essa disputa não vai ter fim
Melhor brincar de outra coisa
Todos cantam bonito
Melhor assim...

Proponho então
Que vejamos quem é o mais sabido
De todos os passarinhos

Todos fecham bem os olhos
Enquanto vou me esconder
Quem me encontrar primeiro
Será quem vai vencer.

Fecharam então os olhinhos
Cobrindo com as asas para garantir
O tico-tico ligeirinho
Voou para bem longe dali.

Foi lá para o alto da serra
Num imenso Buriti
Pensou: Aqui não me acham!
E antes de rir da sua graça
Uma voz de longe ecoou:

Bem-te-vi! Bem-te-vi!

O tico-tico desapontado
Para o ipê retornou
Reconheceu diante de todos
Quem era o vencedor
Bem-te-vi que me viu
Bem-te-vi que me achou

Os pássaros estão sempre brincando
De se esconder e pegador
De vez em quando a gente escuta
Quando grita o bem-te-vi!
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.Visitem Leila Dohoczki
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4.000 POSTS!

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Queridos amigos:

Chegamos à marca de 4.000 posts!

Quero agradecer a todos vocês
que contribuíram para este sucesso do Duelos!

Foi a partir da colaboração de todos,
participantes e leitores,
que consegui tornar realidade este projeto
que agora é nosso.

Um enorme abraço extremamente agradecido!

E vamos continuar nos divertindo!
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Fúnebre - por Ninguém Envolvente

Hoje farei algo diferente, não farei piada, nem serei malvada com a pequenez humana.
Vou por algo novo, um poema de minha autoria. Todos os textos [do meu blog] são também feitos por mim. Mas poema é novidade.
Prometo não cansá-los.

Recomendo a música de Loreena Mckennitt: Prospero’s Speech.
Clique no play.
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Fúnebre
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O suave cântico dos espíritos amedrontados
o levam daqui para um moinho abandonado
(sua consciência)
Você os olha, porém não os vê
eu os sinto sempre ao meu lado
eles me assustam e sempre querem ficar aqui
onde as almas se apegam e não aceitam a própria morte.
Eu não sei como ajudá-los
a não mais respirar,
eu tento duramente parar esta sensação tão morta
mas é em vão.
O cântico prossegue e o culto às almas
perdidas continua rumo à eternidade.
E o mundo real está cada vez mais fúnebre
existem mais espíritos aqui do que
onde realmente deveriam estar.
Espíritos decadentes que fazem você e
sua consciência correrem para
um campo mental (sanatório)
mas não adianta correr...
Eles te encontram e seguram sua vida
para todo o sempre.
Se renda ao cântico fúnebre
e encontre a luz.
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(Gisele Malvezzi)...............................
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Notas sobre o poema: Fúnebre é um relato sobre como encaro minha mediunidade e um aviso de que não adianta mesmo ignorar este dom ou ENCOSTO... porque é para o resto da vida, então se renda a este universo estranho.
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Augusto dos Anjos e “A Ideia” - Citado por Penélope Charmosa

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!
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