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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Peso-Pesado - por Leo Santos

Esse vir insistente bater sem lesar,
e ir sem desistir, sempre voltando;
figura a perseverança, o baile do mar,
quanto preciso aprender do oceano!

Afinal, após uns tombos e umas fraturas,
joguei a toalha, no ringue da espera;
o que sonhei em conjugações futuras,
pretérito mais-que-perfeito eu quisera…

É que Netuno tem mais forte braço,
conhece o oculto de todas as cavernas.
Meus sonhos, restritos a tempo e espaço,
restos mortais, em tumbas eternas.

Aí vejo na areia uma sina pior,
ignorância depositando suas sobras:
Triângulo do avesso, afronta ao Maior,
pedindo um peixe ao pai das cobras.

Me refaço e volto aos meus pensamentos,
de que a força é frágil, se tem uma dona;
peso-pesado que derrubou a trezentos,
e o mal de Parkinson levou à lona…

Mas o dono do peixe não é o mar,
pois mesmo ele, imenso, presta contas;
fé, esperança e amor, no devido lugar,
não porei do avesso minhas três pontas…



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Ocorrência - As Nossas Poesias XII

As palavras se perderam cantadas ao vento,
Esvoaçaram leves, soltas e descompromissadas
Exprimiam muita doçura e amor
Alguns as encontrariam disfarçadas
Em gestos, decisões e olhares,
Na ocorrência da vivência delicada.



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Ao Filho que Não Nasceu - por Ana

São pra você estas linhas,
Pedindo para aguardar
Que eu me acerte no serviço
Pra poder te sustentar.

Sei que sua alma espera
Habitar um corpo humano.
Um pouco de paciência,
É o que peço... mais um ano.

Já sinto suas mãozinhas,
Já te vejo nos meus sonhos,
Você me espera, eu te espero
Com este rostinho risonho.

Me dê só mais um tempinho,
É o que preciso... por favor...
É que alma não entende...
Não se vive só de amor...



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados
para a versão coletiva Ao Filho que Não Nasceu - As Nossas Poesias XI.
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As Nossas Palavras VII - por Alba Vieira

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Cuida em guardar silêncio. É preferível falares somente as melhores palavras.



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Duelando Manchetes II: Eutanásia - por Escrevinhadora

Se no silêncio das UTIs um anônimo, por compaixão ou por se considerar dotado de poderes divinos pode tomar a decisão por nós, não seria melhor que a lei garantisse a cada um a possibilidade de escolha?



Resposta a “Duelando Manchetes II: Eutanásia”, de Alba Vieira.
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O Primeiro Banho - por Alba Vieira

Era o que pretendia ser o primeiro banho do neném. No quarto, esperavam a avó paterna e a tia avó materna, quando a mãe chegou com o pequerrucho no colo, que sentindo a aproximação do local do “sacrifício”, já botou a boca no mundo. Foi conduzido até uma pequena mesa, onde deveria ser colocada uma banheira e deitado lá, para em seguida, lhe tirarem a roupinha e a fralda. Mas cadê a água? A avó correu para trazer uma pequena bacia com água morna, enquanto a mãe pegava um chumaço de algodão que umedecia e passava pelo corpinho do bebê que, vermelhinho de tanto gritar, continuava reclamando, enquanto era virado para limpar as costas e as nádegas. Nada de sabonete, nada de cheirinho de neném. Que frustração! O umbigo era protegido por uma compressa de gaze para receber a limpeza com álcool. E depois,colocaram a fraldinha, a camisinha de pagão, a calça comprida, as meias e a blusinha de manga. Enquanto faziam este ritual, mãe e avó cantavam uma música estranha que falava de um reizinho que chegava na casa, sob os olhares incrédulos da tia. E o banho? O bebezinho agora já estava aninhado no colo da mãe, já abrindo a boquinha naquele reflexo de sucção em busca do leite para saciar a sua fome e desproteção.
Enquanto recolhia as roupinhas usadas, fraldas, gaze e algodões, deixando o quartinho outra vez todo arrumado, a tia se lembrava de como eram os banhos de nenéns em sua casa onde a enorme família era comandada por sua mãe, uma mulher forte, rosada, gordinha e sorridente que com sua mão protetora sempre dava o primeiro banho em todos os bebês da família, inclusive na mãe desse bebezinho, sua neta. Sempre era escolhido o quarto da frente da casa, mais iluminado. Sobre a cama era colocada a bacia rosa ou azul, a toalha colorida e felpuda, roupinhas limpas, cinteiro e fralda, talco e sabonete do bebê. Os familiares formavam a plateia embevecida. Um era encarregado de trazer a água morna, outro ajudava a despir o bebê. Então a matriarca erguia a criança sustentando as costas com a mão, deixando a cabecinha pender recostada ao braço e descia lentamente até a água que molhava os pezinhos, as pernas e então o corpinho que ficava submerso até o pescoço enquanto com a outra mão lavava a cabecinha deixando a água levada pela mão em concha escorrer pelos cabelinhos, com o cuidado de não deixar entrar nos ouvidos. Em seguida, era lavado o rosto, o corpinho, pernas e braços. Era um banho rapidinho que só era iniciado depois de fechadas todas as janelas para impedir que houvesse corrente de ar que poderia, segundo ela, provocar uma pneumonia galopante na criança. E os bebês adoravam. Seus corpinhos eram lavados assim como as suas auras ficavam limpas pela água morna. Enrolados na toalha felpuda e apertados junto ao corpo da doce avó, ficavam quietinhos enquanto ela enxugava cabelos, rostinho e corpo. Logo eram vestidos com a ajuda de tias e tios sob exclamações de orgulho e comparações com outras crianças da família. Saía do quarto só depois de ser perfumado, acarinhado e receber um tantinho de talco nas costinhas para evitar alergias, sob os protestos desta mesma tia que estava estudando Medicina e reprovava o uso de talco. A fraldinha era colocada depois de besuntar o bebê com Hipoglós. Seguia-se a disputa da família para ver quem seguraria o bebê, inclusive a mãe, depois do banho. A avó, orgulhosa, recolhia os utensílios no quarto e saía triunfante, tendo ensinado a mais uma marinheira de primeira viagem como era dar banho no bebê.



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A Coragem de um Homem - por Jorge Queiroz da Silva

Conheci na minha vida profissional um homem de coragem, formado em farmácia, que atuava como Diretor de Operações numa indústria em que trabalhei.
Respondia pelas áreas de importação e exportação e pela obra de expansão da empresa.
O que mais me marcou foram as indicações de energia, coragem e força desse executivo, que era um autodidata. Muito me admirei em saber que tinha sido o comandante do vapor Márcia, que teria sido afundado na última guerra mundial pelo submarino alemão em águas brasileiras.
Vou tentar relatar agora uma história que diz bem da sua coragem e que muito combinava com o seu jeitão de homem forte e decidido, e que, num determinado momento da vida, mais ou menos na faixa de 40 anos, iniciou um processo de cegueira. Lutou bravamente contra a doença, quando a recomendação médica o proibia inclusive de dirigir automóvel, principalmente no período noturno. No entanto, ele não desistia e continuava a vir ao trabalho diariamente, dirigindo seu próprio carro, evitando apenas de sair tarde, preferindo deixar o trabalho ao cair da noite, quando ainda a cidade estava iluminada.
Um dia descuidou-se, o dia avançou e ele insistiu em ir para casa quase anoitecendo. Iria fazer um deslocamento da Tijuca até o Leblon, e já quase chegando em casa a sua visão começou a faltar e para não dar o braço a torcer, colou o seu carro na traseira do carro da frente e a visão das lanternas o ajudava a dirigir. O carro da frente andava, ele andava junto, o carro da frente parava, ele parava junto, aí então o carro da frente não mais andou e ele, muito irritado, começou a buzinar, esbravejando:
- Oh, rapaz! Não vai andar não?
Ao que o outro respondeu:
- Como é que eu vou andar, se estou dentro da minha garagem?
Todos comentavam o fato e tentavam, cada um à sua maneira, se espelhar nesse grande exemplo de coragem e firmeza diante da vida.



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Espaço-Tempo - por Kbçapoeta

Hoje quero ver o sol
Acima do cinza
Que costuma pairar
Sobre nossas cabeças.
Estou sob chuva,
Amando a tempestade,
Pedindo a cor escarlate
Dos lábios teus.
O pretérito sempre foi mais que perfeito,
Por não poder lembrar
O que realmente ocorrera.
Como o futuro do presente,
Que sempre transpassou o breu
Do agora.
Mas hoje,
Só hoje,
Entendi o ontem




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Paulo Coelho e Dan Brown - por Ana

Anjos e Demônios - Dan Brown
O Alquimista - Paulo Coelho
O Código Da Vinci - Dan Brown



“Kbça:
Pô! Adorei Anjos e Demônios! Li de uma vez, não parei para nada, nem para dormir, enquanto não terminei. O Código Da Vinci foi escrito, nitidamente, com as sobras de Anjos e Demônios, mas achei bom também.
(...) Não consegui passar do primeiro parágrafo de O Alquimista. Muito fórmula pro meu gosto.”
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Resposta a “Paulo Coelho e Dan Brown”, de Kbçapoeta.
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E você? Que livros gostaria de comentar aqui?
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Paulo Coelho - por Kbçapoeta

Brida - Paulo Coelho
O Diário de um Mago - Paulo Coelho



“‘Diário de um mago’ e o ‘Brida’, achei ‘Bonitinho’, aquele tipo de literatura para adolescentes na fase esotérica.”
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Resposta a “Paulo Coelho e Dan Brown”, de Ana.
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E você? Que livro achou bonitinho?
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Visão - por Thiago de Sá

O sonho está na realidade de quem vê!
Existe um momento, um instante, uma luta que só pode ser lutada por quem deseja vê-la.
Que na verdade existem muitas coisas que só dependem da vontade.
A vontade de quem professa ter uma fé sincera,
E que lutaria até o fim da vida por ela.
O pobre palhaço esquece-se do progresso
E continua com as mesmas vestes.
Que mais de um século atrás o ensinaram a caminhar!
Mas, quando existe a primeira oportunidade de provar
Que o que é dito não se resume somente ao texto descrito, com ponto e vírgula e o forte exclamar.
Que se transforma no sonho de quem motiva.
E vira realidade na mente de quem vê.
Tantas são as palavras que podem ser ditas.
Porém somente uma atitude pra mudar o mundo que outrora foi descrito por quem provou que tudo pode ser mudado com a vida!
Sem muito pleonasmo e sem muito vício
Vivo vivendo o que antigamente a mim foi ensinado.
Sem esquecer jamais de onde vim e de minhas fraquezas que diversas vezes fez do meu navio um grande barco tombado.
O mundo é um círculo e pode-se correr nele mudando ou sendo mudado!
Ou se pode pular no meio e acabar ficando como um tonto.
Com poucas palavras ou muitas, vários e invariáveis homens e mulheres vivem sem vida.
Buscando uma saída para Arte que só se faz completa sendo vivida,
Assim como já dizia um presidente morto dos Estados Unidos:
“Quem não vive para servir já não serve pra viver”.
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