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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Uma de Menos - por Vicenzo Raphaello

Sofrida
Maltratada
em dores
nas sombras das árvores
numa escura rua
ponto fazia

Carros passavam
carros paravam
esquálida figura
ninguém queria

Bando de jovens
já chapados
num carro bacana
oba!!!
que sarro legal

Num lugar deserto
deu a um
deu a dois
a todos

Porra!!!
que merda
quanto sangue
da figura inerte

E agora???

Joga fora
é uma de menos.
.

Terror Nosso de Cada Dia - por Alba Vieira

No Rio de Janeiro
Já não dá para viver.
Vou trabalhar. Eu volto?
Certeza não posso ter.

E dentro de um coletivo
Que sempre lotado está
Eu posso ser metralhado
Ou rezar pra me salvar.

Sendo assim nunca se sabe
Se vai ter provocação
De algum desavisado…
E começar a confusão.

Agora então, no verão,
E perto do carnaval
O desequilíbrio se instala
Sobretudo na geral.

Há que se ter cuidado
E anjo da guarda de plantão:
O desvario anda solto
E acaba em arrastão.

É tanta selvageria
Presente aqui e acolá
Que está me dando agonia
Sair pra qualquer lugar.

A bandidagem está solta,
Impune ditando a lei
E o povo, já tão sofrido,
Nunca consegue ter vez.

Conviver com o perigo
Tão amiúde não faz mal?
Abre o olho, meu amigo,
Um dia pode ser fatal.
.

O Absoluto - por Vicenzo Raphaello

O Absoluto
antes do início

Depois o começo

Plasma

Espaço se fez
e nele
o tempo
o finito
a matéria

Da matéria
vida se fez
aqui
ali
não somente aqui

Na vida
consciência se fez
na consciência

o mistério do Absoluto

Quando num tempo de muito tempo virá
quando matéria
espaço
não mais houver
O Absoluto
onde estará?
.

Primeira Vez - por Vicenzo Raphaello

Quinze anos
Na rua Martim Francisco número tal
ansioso fui
Tímido
na frente do velho prédio
atrás de uma árvore esperei
Não entrei
coragem não tive
Segundo encontro
escondido atrás da árvore
ela apareceu e me levou
e no velho prédio
na rua Martim Francisco
na penumbra de um velho quarto
ela me ensinou.
.

Partida (Para um Amigo) - por Vicenzo Raphaello

O arquiteto
partiu solitário
cedo se foi

Desistiu da luta difícil
nada porém que seu talento e tempo
não resolvessem

Angustiado
um atalho encontrou

A janela

No espaço lançou-se
rápido chegou
ao fim da jornada

Deixou de fazer sua arquitetura
as últimas que vi (tempo faz)
madura
bonita

Foi-se cedo o arquiteto
amigos e companheiros
se desta angústia soubessem
não teriam deixado
o arquiteto partir.
.

Autores Imbatíveis - por Ana

Minha querida Escrevinhadora:
O meu post apenas retratava minha humilde opinião… García Márquez me agrada mais do que Isabel Allende… Eu o considero mais interessante porque brinca com a linguagem maravilhosamente. Ele não só fascina pelo enredo, pela extrema criatividade dentro do fantástico, por ser impecável na narrativa, mas também por construções linguísticas especialmente deliciosas. Por isso eu disse que ele era imbatível: considerando todos estes fatores.
Mas, para mim, em termos de neologismos espetaculares, o imbatível é Graciliano Ramos!
Um abraço!


Resposta a “Livros Excelentes…”, de Escrevinhadora.
.
.
.
E você? Que autor você considera imbatível?
Gabriel García Márquez.

Mote de Raquel Aiuendi - por Ana

Mote
Já que são duelos,
letra a letra fio a fio.


Vou ter que seguir o Moita?
Ai, ai, ai… ficou difícil…
Sempre com oito sílabas?
Me parece impossível…
Já que são duelos, [porém,]
Eu encaro, fazer o quê?
Vou tentando, bem devagar,
Para a métrica manter.
Ui… Isso é que é desafio!
Letra a letra, fio a fio.

Esta não é minha praia,
Sabe bem quem me conhece,
Vou jogar isto no lixo,
Tá feio! Ninguém merece!
Já que são duelos, [Raquel,]
Aqui estou novamente,
Mas agora eu me ferro,
Não há ninguém que aguente!
Isto só dá calafrio…
Letra a letra, fio a fio.

Eu só vou fazer mais uma,
Minha cabeça vai dar nó
Se ficar mais muito tempo
Nesta tortura de dar dó.
Já que são duelos, [tá bom,]
Sigo até o fim leal
À proposta que foi feita,
Ao seu mote inicial.
Ufa! Acabou o trio!
Letra a letra, fio a fio.
.

Novos Tempos - por Raquel Aiuendi

Saí. O sol tava lá.
Pessoas, pássaros
carros que disputam
por lugares
comuns e únicos.
No fundo do que sou
não há mais o brilho
o tempo representa
a grandeza da vulgaridade
pois o desprezo
por tudo chegou
antes que eu pudesse
revelar pra mim
o poder do amor.
Melhor sofrer
por não sentir
do que sofrer
sentindo
todos somos
o que a condição humana
nos impõem que sejamos
já que o limite
faz parte da natureza
do instinto.
Saí, o sol tava lá.
dando calor
ao que deveria ser frio
e vida ao que
permanecia inato.
Não sentia nada,
nada de frio e o calor
não me atingia,
no escuro poderia ver
e a luz não incomodava
tudo na condição
de apenas ser,
Ser.
Nada atraía ou repelia,
a ambição era tão banal
quanto a acomodação.
Eu sentia
que chegava a hora
de libertar
minha águia.
.

Haikai Gastronômico - por Alba Vieira

Cachorro-quente
De vez em quando vai bem.
Todo dia, é fria!
.

Conceitos - por Raquel Aiuendi

Somos covardes quando violentos com alguém em desvantagem física só porque precisamos vomitar uma grande incompetência (qualquer uma) em decorrência da frustração.
.

O Palácio Flutuante - por Alba Vieira

O Palácio Flutuante - Frances Parkinson Keyes


“Um livro que nunca esqueci foi ‘O Palácio Flutuante’, que li na minha adolescência. Um lindo romance contando a saga de uma família com todas as desgraças e recomeços, inclusive com a magnífica descrição de um grande incêndio que me marcou muito. É uma história de superação.”
.
.
.
E você? De qual livro você nunca esqueceu?
.

Desassossegado - por Marcello Amorim

Desassossegado?
Como explicar esse desassossego?
Esse pragmatismo da minha condição humana?
Desse absurdo?

Por vezes não sou eu
Sem raciocínio, sem personalidade
Uma autobiografia sem fatos, mutilada
Sem afetividade, sem prosa…

Fragmentos da minha dramaticidade
Vida de jogos, de máscaras
Uma existência inviável, inútil, imperfeita,
É tudo tédio, trágico, indiferente

São investigações íntimas
Sensações provocadas pelo anonimato,
Pela cotidianidade de subvida
Universo que interessa somente ao desassossegado…
.

Janela - por Alba Vieira

Já é tempo de buscar novas saídas.
A mente é nossa aliada nessa atitude.
Não podemos estagnar jamais.
Eterna é a ânsia do homem pelo conhecimento.
Louvemos a curiosidade e a atração pelo mistério.
Admitamos que nunca teremos certeza sobre algo.
.

Livros Excelentes… - por Escrevinhadora

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
Crônica de uma Morte Anunciada - Gabriel García Márquez
De Amor e de Sombras - Isabel Allende
O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Márquez
O General em Seu Labirinto - Gabriel García Márquez
O Meu País Inventado - Isabel Allende
Paula - Isabel Allende



“Olá Ana:
Discordo de você quando diz que Isabel vem depois do Gabriel.
Acho que na América Latina os dois estão em pé de igualdade tanto em talento quanto em importância para a literatura.
De Gabriel García Márquez, além de Cem Anos de Solidão, que realmente é fantástico, vale a pena ler Amor em Tempos do Cólera, Crônica de uma Morte Anunciada, O General em seu Labirinto.
Já de Isabel são também excelentes De amor e de Sombras, Paula, Meu País Inventado.
Na verdade são dois escritores que merecem ser lidos sempre.”
.
.
.
Resposta a “A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende”, de Ana.
.
.
.
E você? Que livro achou excelente?
.

Criatividade - por Alba Vieira

Cismar quieto…
A criatividade
Logo desperta.
.

Rúbia - por Passa-Tempo

Raiou o sol esta manhã, me levantei para ver,
Um novo lindo dia em que quero te ter,
Beleza intensa e constante,
Inunda meus pensamentos e desperta meu desejo de dizer:
Amor te quero…
Amor…
Amo você!!!
.

Morte. - por Moita

Eu me recuso a sentir esse desgosto
deste fato da vida que estremece
que acontece ingrato e contraposto,
controverso peculato que obedece
aos desígnios de Deus que estabelece
um imposto que apetece o caricato
de um rosto estupefato que parece
um infeliz decomposto num retrato
que fornece o exposto anonimato
a um cadáver que aparece a contragosto.
.

Acróstico - por oenbh

Adoro escrever sim,
Criei o blog há pouco, quero divulgação
Recebi muitas visitas ainda não…
Óh! mas quero que me leiam bastante.
Solicitou minha visita e aqui estou
Tenho pergunta a fazer.
Ideias boas têm de ter dono, por isso,
Caro companheiro, para postar meus poemas aqui
O registro deles preciso ter?
.

Saudade - por Raquel Aiuendi

Um sentimento de amor
Percorre meu emocional
Atinge meu pensamento
Inunda minha razão
E me deixa refém
Da felicidade revivida
De lembranças abençoadas
Me deixa visionar
Um futuro mais seguro
E me traz à tona o presente
Do passado e de hoje:
Ter você no meu coração eternamente.
.

Deus - por Vicenzo Raphaello

Com tantas imagens
apresenta-se

Com tantas imagens impõe-se

Em tantas imagens
explica a vida
explica a morte

E morre
A cada morte.
.

Inútil... - por Kbçapoeta

Invisível fiquei no propósito
Natural de todo ser pensante.
Utilizando a parte mais
Transformadora, do ser humano.
Indiciplinadamente querendo mais,
Lânguidos prazeres.
.