Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amigos, Amigos... Duelos à Parte - por Gio

Escrevinha, minha cara, venha cá
Tu que desde o começo assistiu
(E ora, por que não dizer?, repercutiu)
Sabes o que não preciso explicar

Não vou te pedir pra tomar o meu partido
Pois respeito o lance de apadrinhamento
Mas, se paras pra pensar por um momento,
Vês que o que eu te falo faz sentido

Se alguém que diz que até o Céu enfrenta,
Que vem puxando tiro do cerrado,
Nomeia-se a maçã do pecado
E gaba o nome de cobra peçonhenta,

Aí temo dizer que a coisa esquenta:
Que deve, bem, haver algo de errado
Ou maldade, ou cérebro pifado
A alguém que feliz assim se sustenta

Louca, ou perversa, tanto faz:
Importa é que pensa poder julgar
E, no auge de sua ira, até xingar
Coisas que não se diz a um rapaz

(Claro, eu sei, estamos num duelo
Mas samurais devem ter compostura
E não mentir ao léu na caradura
Jogando a honra toda ao flagelo

Como dizer que eu que amarelo
Se, em momento algum, eu quis sair -
Quem, sem forças, me incitou a fugir,
Foi tua apadrinhada... Isto é belo?)

Por isso, minha cara Escrevinha
Por bem de toda honra e decência
Já ires tomando uma providência
E cumprir os teus votos de madrinha

É mesmo essencial. Por isso eu digo
Tira da Ana todo esse mimo
Quero Duelo justo, ou não me animo!
(Pera, tô comendo doce de figo!)



Voltando.. Samurai, algo me pasma
Lutei para matar o teu desejo
E, em troca, só uma coisa almejo
Justiça, ou voltarás a ver fantasma

Pois, se tem coisa que eu não suporto
É gente que erra e não admite
É quem infla o moral de arrebite
E fica com os ideais tão tortos

Pois vim com um objetivo em mente
Com honra e fibra sempre duelar
Do contrário, me mando sem pensar
Ficas a ver navios, tão descontente

Não quero, no entanto, fazer isso:
Sou daqueles que o pé não arreda -
Se precisar, vou na mesma moeda
E - como dizes? - tu vira chouriço

O pior cego é o que não quer ver?
Pior que este é o que não se enxerga...
Tu faz parte dos dois, vejo, não nega
E nesse rumo tende a perecer...



Resposta a Recado ao Monge, de Escrevinhadora.
Referências: Fechou o Tempo, de Ana;
Acrérrimos: Passei a Régua!, de Ana;
Duelochat entre Gio e Ana;
De Orelha em Pé..., de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

As Nossas Palavras XXII - por Alba Vieira

A felicidade disse para o sofrimento: quando é que você vai embora para que eu possa finalmente chegar?
Ele deu um passo para trás entre espantado e incrédulo e respondeu que somente gostaria de lembrar-lhe que nada é para sempre.
Mas parece que logo ela, a felicidade, era incapaz de compreender que para estar bem por toda a eternidade basta poder sentir-se feliz enquanto se é capaz de superar o sofrimento.



Visitem Alba Vieira
.
.

As Nossas Palavras XIX - por Gio

.
ACRÓSTICO II


Trabalhar de um jeito lucrativo
Rendendo mais do que ser empresário
A fim de manter o processo produtivo,
Filhos, desde cedo, devemos ensinar
Iniciando-os nesse mundo ordinário.
Cinquenta anos pra se aposentar?
Até parece que esperarei...
Não é preciso nesse mundo cão
Tão torto que o mais cretino é rei
E roubar não é problema: é solução.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

Não Provoque a Ira do Senhor - por Ninguém Envolvente

Um dia Deus, estressado comigo por todas as vezes que me rebelei contra minha aparência física, me sugestionou com a ideia brilhante de colocar aparelho nos meus dentes e consertar o meu sorriso torto.
A mão do Senhor não esteve em minha boca, ele não perde o precioso tempo fuçando no lixo, eis então que um de seus anjos decadentes vestido em um jaleco branco promete consertar o que tinha para ser consertado, no prazo máximo de três doloridos anos. No primeiro ano, eu agradecia a Deus por ter me dado a chance financeira de arrumar meu sorriso.
Veio então a primeira notícia profana que um servo do Senhor me disse com a maior naturalidade possível “Minha filha, vamos ter que arrancar quatro de vossos 28 dentes”. Como assim 28? Não era pra eu ter 32? Sim, era. Mas não nasceram os do siso e pela segunda vez, eu agradeci ao Senhor, pois se tivesse com meus 32 dentes, teria que arrancar 8 e não os 4.
Agora com 24 dentes na boca o tratamento em busca do sorriso perfeito continuou e passou o tempo de três anos e longe de acabar, meus dentes ainda estavam tortos e agora com 4 buracos dos dentes que faltam.
Neste momento de minha vida, eu pedia ao Senhor que tivesse piedade dos meus pecados, pedi perdão pelas vezes que dei risada do aparelho de cabeça que meu irmão usava, ajoelhei no milho pelas vezes que falei que tinha dentes de pônei e fiz promessa dizendo que nunca mais falaria do dente de quem quer que fosse.
Nada adiantou, foi quando percebi a fúria de Deus com minha pessoa. Tentei ter fé no Senhor, acreditei que ele me proveria, continuei então sendo uma serva do rebanho divino e só seguindo junto na boiada, passiva e conformada com a demora de ter dentes bonitos.
Hoje estou no sexto ano do tratamento ortodôntico, com meu bendito aparelho, os dentes mais amarelos que nunca (ainda bem que só restaram 24 – ficaria mais caro clarear 32-28), manchados, moles. Pasme: TORTOS.
Então Deus, ainda irado comigo, vai me fazer continuar o tratamento por mais 2 anos. Espero que o Senhor guie a indústria Lamen e a faça produzir novos sabores de miojo, porque sou obrigada a comê-los 4 vezes por semana devido às dores que sinto em minha boca. Senhor, acredito em ti, mas estou desconfiando que tu ó poderoso mestre, já está me sacaneando.

Ou fui Eva em minha vida passada, pois faz seis anos que não como uma maçã para não descolar meu aparelho, agora faz sentido o castigo do Senhor...



.
.

Bruna Lombardi em “Pensão” - Citada por Penélope Charmosa

Não se preocupe. Desculpe-me este gesto de impaciência
e esse jeito de cansaço, esse corpo como de preguiça
e esse sentimento como de uma culpa.

Não se importe, por favor, com esse desligamento
esse desinteresse, essa falta de ciência,
esse ar parado. Esse mormaço, esse aperto
no meio da multidão, essa falta de espaço.
Não se preocupe que se dá sempre um jeito.

Desculpe-me esse amor gasto nas mãos
e esses olhos de todo dia, esse esforço
e essa espécie de falta e esse pulmão manchado
e sobretudo esse adiamento.

Desculpe os móveis em desordem, a poeira
a iniciativa não cumprida. As promessas.
Desculpe a falta de encanto. Puxe uma almofada.
Aceite um chá, coma um biscoitinho.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
.
.