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terça-feira, 2 de junho de 2009

As Nossas Palavras XIII

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Wordle: As Nossas Palavras XIII
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Imagem: Wordle
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Oscar Wilde em As Nossas Palavras XII - Enviado por Adhemar

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As perguntas não são nunca indiscretas. As respostas, às vezes, sim.


Visitem Adhemar
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Comentar esta indicação é muito especial para mim. Mas, antes, devo dizer que adoro esta categoria porque me permite expor, mais diretamente aos autores, o impacto de suas palavras quando as leio.
Ao me deparar com esta poesia, já conhecia alguma coisa do Leo aqui do Duelos e sabia que ele era genial no domínio da linguagem. Então, um dia, alguém postou algo sobre reencarnação (certamente deve ter sido a Alba... rsrs) e, logo em seguida, surgiu esta brilhante resposta (boa às pampas... rsrs).
O Leo é magnífico na escrita, impecável, lê-lo é estar em contato com a perfeição das letras, mas esta criação foi além.
Nesta minha vida de alguns razoáveis anos tive muitas oportunidades de discutir e assistir a debates sobre este tema, estando na arena as mais variadas crenças, inteligências e conhecimentos. Nunca, em nenhum destes colóquios, estive diante de argumento tão absolutamente perfeito e exponencialmente desafiador (refiro-me à 8a estrofe). Ao ler, parei e pensei por muito tempo... penso nisto até hoje. Na época, comentei que iria responder, mas ainda não consegui tempo para organizar como, exatamente, escreverei. Mas que virá, virá...
De lá pra cá li muito mais coisas do Leo (aqui e no seu blog), mas esta poesia é, para mim, além de emblemática por motivo intelectual, uma das mais perfeitas (é possível isto?) por sua abrangência (como é comum em suas obras, além de ser admirável com a forma de lidar com a linguagem, ele nos faz viajar pelo mundo da filosofia, da percepção das motivações alheias, da lógica inquestionável) e pelo final parnasiano, que é coisa que amo!
Obrigada, Leo, por esta pérola!



REENCARNAÇÃO
(LEO SANTOS)
Sei que mexer em afetos
Fere aos pais do rebento;
Mas quando quebra a vidraça
O amor, espera, da justiça o assento.

Isso posto viso expor
Outra arena, mais que isso;
Que mesmo sendo o afeto real,
ainda pode ser enfermiço.

Não carecem vários casulos
Pra uma borboleta apenas,
Inda que postulado por Sócrates,
O mais sábio de Atenas.

Muito certo versou coisas,
Que até hoje certo está;
Mas, ler o espírito é complexo,
A lupa natural não dá.

Se um fantasma trouxe carmas
Que eu tenho que pagar,
Fico impotente ante armas
Que não posso enfrentar.

E se um pode quitar por outro,
Em nome, talvez, do amor,
Que sucedeu em Jerusalém,
Que terá feito o Salvador?

Me perdoem os que creem,
Não os quero ofender;
Só não vejo como veem
E creio que posso dizer:

Se sofrer é pagar contas
E mandamento o amor,
Quem ama e socorre não afronta
O direito a pagar, do sofredor?

Inda que degeneremos na queda
Por méritos do próprio punho,
Não somos progresso de ameba:
O Eterno não faz rascunho.
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O Carrapato - por Alba Vieira

Acordou ainda meio sonado e começou a se coçar.
Coça, coça, não consegue ficar quieto num lugar.
Rodopia pela sala, corre pro quarto também.
Não alcança, não descobre de onde o incômodo vem.
Nunca antes sentira aquilo. Era coisa de endoidar!
Como podia o coitadinho voltar a se aquietar?
É que fato como este não cabia no seu mundo.
Afinal era de estirpe e não um cão vagabundo.

Coça, coça, ele pulava, não parava de rodar.
Procurava no seu pelo, pelo que o ousava perturbar.
Lambia debaixo das patas, roçava o focinho no dorso.
Eis que de uma só investida expulsa o criminoso.
Diante de todos no pátio finalmente se liberta.
Jamais se deixaria sugar, explorar ou sofrer incertas.
Era cachorro de madame, acostumado a bons tratos.
Como admitir permanecer morada de um carrapato?



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Da Charada I - por Ana

Mandei pra cá uma charada
Anteontem bem cedinho
Elaborada com esmero,
Rimada com muito carinho.

Apareceram respostas...
Quero aqui agradecer
Àqueles que se dispuseram
A nos comentários escrever.

Então deixo aqui a vocês
O que inspirou a questão,
Mas digo: de certa forma,
Não chamaria solução.

Pra Escrevinhadora e Eu
A morte era a verdade,
Já a nossa amiga Alba
Arriscou maturidade.

Gio pensou na primeira
Assim que leu, prontamente,
Mas concordou com a segunda
E está a esperar o assente.

Sim, pode ser a morte,
Pois nela os versos se encaixam,
Mas pensei em maturidade
Quando fiz. O que cês acham?

De forma que a charada,
Apesar de concebida
Com base em maturidade,
Não descarta a ceifa-vida.

Foi por isso que eu disse
Que é solução não sendo,
Pois podem surgir outras coisas
Conforme o povo for lendo...

A criação é assim:
A verdade é de ninguém,
Nem mesmo do próprio autor
Depois que outros olhos veem.



Resposta de Charada I, de Ana.
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Compactuar - por Raquel Aiuendi e Tiago Conrado

Coisas compactas:
Sabe o que é isso?
Não, falei só porque
Lembrei da palavra, é isso!
E isso pode ser tão pouco!
Mas pode ser muito.
Mas isso é o que vei no coco
Enquanto as canetas tagarelam
O mundo à nossa volta silencia
Enquanto todos silenciam,
Todos tagarelam
Seus sonhos revelam
Mais que palavras e seus roncos
Brincam com as palavras
Como ruídos do bicho:
De sete cabeças
Aquele que no sonho,
Num grande ato de coragem,
Foi morto por mim
E enterrado no quintal
Da porca sociedade
Que pisa e ainda cospe em cima
Sem ter a mínima ideia
Do que teria acontecido
Na manhã seguinte ter amanhecido
Depois da ressaca
Acordei desiludido
Ao ver que tudo não passara
de um simples sonho
que me deixaria livre
dos problemas das coisas compactas
ah! E a puta dor de cabeça
pra incomodar
por causa das porradas delas
no meu coco
e assim continuo vivendo de sonhos
rezando para que sejam realidade.
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Imaginação - por Alba Vieira

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A imaginação é o vínculo mais íntimo com a alma.
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