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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Como Era - por Leo Santos

Quando os devassos tinham pejo
de não terem vergonha,
ocultavam seus feitos
afinal, eram defeitos;
predicados que coravam os sujeitos…

agora que, franco o fruto proibido,
tudo é permitido,
come-se até o último gomo;
Homo instintus, brutus, perversus,
ecce homo!

Geração outdoor, perversão na pele,
conforme o vento impele;
leva de surdos, gritando porque não ouve
soltando os bichos, revirando lixo,
colhendo, do plantio que aprouve.

Era de Aquários
de peixes famintos,
águas polutas, virtuais e reais pecados;
Era, como era, taça ímpia repleta,
que ainda mata os profetas,
e apedreja os enviados…



Visitem Leo Santos
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Avalon - por Ana

História de uma família de imigrantes judeus poloneses nos Estados Unidos. MUITO BOM!!!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Barry Levinson

Indo Embora - por Alba Vieira

Há momentos que são tristes. ‘Eu me sinto presa’. São tantas coisas densas, tantos problemas pequenos que não me permitem voar...
Quero alçar um vôo leve e levar comigo aquele que almeja a liberdade.

Há momentos que são cheios de alegria. Estou solta e leve, para fugir de tantas coisas que me impedem, que me mantém numa caminhada tão medíocre...
Quero correr, pular, sumir deste mundo grotesco, alma livre que sou. Sou presa somente pela emoção, pelos contatos de amor.

Sinto-me amarrada, atolada, cansada e sem ânimo de me libertar. Busco aquilo que sei que posso e não consigo. Não sei andar nesse caminho de pedras quando sei que vim de um lugar onde caminhava sobre as nuvens.
Quero voltar, quero me reencontrar. Vou-me embora. Vou voar. Vou ser. Longe daqui...



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Saindo Sushi pelo Ladrão - por Fatinha

Querido Brógui:

Há muito tempo que não dou tantas gargalhadas como ontem, na hora do almoço. Sabe aquelas minhas gargalhadas altas, padrão “comunidade”?
Fui almoçar com Roberta, comer sushi. O restaurante era rodízio. No breve lapso de tempo em que fui ao banheiro, Bobinha começou a fazer o pedido. A fome era negra, acho que por isso minha querida amiga se soltou. Quando começou a chegar a comida, vi que era o suficiente para alimentar uma dúzia de estivadores (se é que um estivador comeria peixe cru). Arregalei os olhos e disse que a gente não ia conseguir dar conta daquilo tudo. Perguntei se tinha alguma multa, algum castigo físico se a gente deixasse comida no prato. Bobinha garantiu que não (tolinha!!!).
Iniciamos os trabalhos. Comemos, comemos, comemos… A quantidade de comida era infinita. Lá pelas tantas, começou a sair sashimi pelas nossas orelhas. Ainda restavam mais de trinta peças para serem comidas, fora os espetinhos, o nirá, o rolinho-primavera… Roberta então, muito sem-graça, me comunicou que teríamos que pagar pelas sobras. Comecei a rir. Desespero? Não. É muito engraçado mesmo a gente ser obrigada a comer, parece que a comida cresce dentro da boca e se multiplica no prato. Como iríamos comer aquilo tudo? Sugeri que começássemos naquele instante a praticar a bulimia. Sabe? Abrir espaço para comer mais. Comi mais uma ou duas peças e joguei a toalha. Não dava. Já estava passando mal. Roberta estava vermelha, quase chorando.
Então, surgiu a brilhante idéia de começar a abduzir as peças, fazer com que elas sumissem de cima da mesa. Na maior cara de pau, troquei os pratos de lugar para ficarem estrategicamente posicionados para facilitar as manobras. Descobri que Bobinha tem talento para Mr. M. A velocidade com que as peças saíam de cima da mesa e iam parar na bolsa dela, foi uma coisa de circo. Tivemos crises de riso, em determinado momento achei que fôssemos ter um treco. Eu ficava vigiando o garçom e ela sumindo com as peças. Ficamos imaginando se na hora de pagar a conta, saísse rolando de dentro da bolsa os sushis. Falei que iria levantar para fazer “paredinha”. Peguei mais guardanapos na mesa vizinha para ela embrulhar a comida. Pensei em roubarmos o prato logo de uma vez. Cheguei a convidar um garçom para almoçar conosco. Lá pelas tantas acho que a gerente ficou com pena da gente, ou com vergonha por causa das gargalhadas ou percebeu que a comida sumia do prato e nenhuma de nós estava mastigando, sei lá. Só sei que ela disse que a gente não ia precisar pagar pelas sobras. Ufa! Me senti alforriada. Até comi sobremesa.
Saldo da tarde: a bolsa da Roberta fedia a peixe, mas estávamos felizes como pinto no lixo. É muito bom transgredir, fazer travessuras, gargalhar até ficar com dor na barriga. Muito bom mesmo. Recomendo.



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Soneto da Perseverança - por Gio

Nos dias em que tudo escurecer
Cem cóleras de uma vontade lenta
Sem dó, a raiva domina teu ser
Escaparás do amor que te acalenta

Então, nesse momento lembrarás
De toda a estrada que passou
Na base de tuas forças, te erguerás
E te perguntarás, por fim: “Quem sou?”

Se fores paciente como eu fui
Mesmo quando a vontade diminui
E o coração se enche de tristeza

Verás no teu caminho uma corrente
Ligado a ela, tudo o que se sente
Farás de tua alma fortaleza




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Memórias de um Seminarista (Parte IV) - por Paulo Chinelate

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MÃOS CARIDOSAS


Que legal, vou poder andar na bicicleta do papai ainda hoje pela manhã. Acabei cedo a venda dos jornais na missa das sete horas. Início do mês de novembro, pessoal com grana. Entrego o dinheiro arrecadado para a D. Ana e vou logo para casa.
Novidades. Quero chegar em casa rápido. Estou aliviado, feliz, diria eufórico. Tenho boas notícias para papai e mamãe. A catequista esperou o meu comparecimento costumeiro em sua casa para me dar a boa nova: o enxoval estava garantido. No seu círculo de amizades contatara bondosa benfeitora que oferecera o enxoval completo de que eu necessitasse. Justo hoje o papai demorou-se nas compras dominicais; era seu costume fazer o arremate de final de feira. Trazia sempre na sua bicicleta na carregadeira traseira um caixote pintado de verde lotado de bananas. Um saco cheio no quadro, apoiado no guidon e ainda duas sacolas, uma em cada lado. São legumes e frutas a preço baratinho. É como pode abastecer a voracidade de oito filhos. Muitas vezes vou com ele. É para aprender desde cedo, diz. Só que agora tenho que vender os jornais pelas manhãs de domingo para ajudar os missionários.
Papai e mamãe ficaram muito satisfeitos com a notícia. Papai disse ainda que então ia fazer um terno e algumas calças sobressalentes. Puxa, estou ficando importante, até terno vou ter!
Os dias estão passando morosos. Continuo na minha rotina de criança: escola, brincadeiras com os visinhos de rua, reuniões familiares na casa da vovó Lídia. A primaiada indiferente quanto ao meu futuro. Os tios, sim, estes demonstram admiração pelo representante familiar nas lides religiosas. Tenho deles o desvelo do carinho. A vovó, beata devota de São Sebastião, demonstrou um certo dissabor em formas de resmungos. Não é por menos. Dos trinta e nove netos que possui sou o “chaleirinha”, o preferido dela. Nunca se deu ao trabalho de esconder de ninguém esta primazia.



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Albert Einstein e Coisas Infinitas - Citado por Penélope Charmosa

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Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Não há de errado por se passar por tolo, se na verdade o que está fazendo é inteligente.
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