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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Postal no Lixo - por Kbçapoeta

Quanta coisa jogada fora!
Momentos, amores, festas
Loucuras e diversão.

Lembranças ainda indigestas,
Tormentos, dores de agora,
Nomenclaturas da perdição.

Versos retos, pobres, confusos.
Versos ao inverso da convenção,
Querendo ser parceiro recluso.

Por muito tempo no escuro,
Uma fagulha se faz claridão.
Pranteamos tristes e casmurros

Pelos momentos de risos soturnos
Denunciados nas mal traçadas linhas.
Cartas que ao destino, não chegarão.



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As Nossas Palavras XXV - por Alba Vieira

Se existe uma meta a alcançar, a hesitação não passa de um atraso desnecessário numa bifurcação do caminho. Neste caso, a solução chega se chamamos a intuição na hora de escolher uma direção.



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Fim às Novelas! - por Adir Vieira

Enfim, terminou mais uma trama na TV.
Ontem, após o último capítulo da novela “Caminho das Índias” prometi a mim mesma que, apesar das belas chamadas para a próxima novela, eu não vou me prender mais à TV naquele horário fatídico em que quase toda a população esquece sua própria vida e passa a viver aquela dos personagens.
Recordo-me de que é sempre assim - vibramos, sofremos, nos alegramos e traçamos o destino de cada um, fantasiando a partir de nossas crenças, durante todo o período de exibição.
Ficamos impacientes com as cenas desprezíveis, ansiamos por um alongamento naquelas de maior impacto e nada disso ocorre. E, por incrível que pareça, nunca podemos assistir ao último capítulo. Sempre acontece qualquer impedimento e só na repetição no dia seguinte podemos dar fim àquela expectativa que nos acompanhou por meses a fio.
Como se não bastasse, vários são os personagens que desaparecem na trama, sem uma conclusão favorável aos nossos anseios.
Com toda a nossa compreensão de que é absolutamente necessário que isso ocorra para a tão proclamada audiência, fica aquela sensação de frustração que, com certeza, ainda vai nos acompanhar por mais alguns dias.
Por isso, decidi - fim às novelas!



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Meu Presente dos Céus - por Alba Vieira

Doce presença a guiar nossas vidas.
Esteio macio onde sempre nos apoiamos.
Inesgotável energia, tão bem usada em prol da família.
Rosto luminoso irradiando luz em nossa casa.
Eixo que harmonizou todos que se acercavam dela.
Palavras certas sempre proferidas nos momentos de dificuldades.
Ouvidos atentos para nossos problemas em todas as horas.
Amor incondicional espalhado por nossos caminhos.
Alimento espiritual disfarçado em receitas inesquecíveis.
Olhar inquieto buscando sempre novos horizontes.
Estímulo que nos fazia alcançar nossa força quando fraquejávamos.
Otimismo diante da vida, mesmo nos seus trechos mais puxados.
Coragem e decisão que conduziram todo o clã.
Espírito empreendedor representado por suas obras memoráveis.
Compassividade como única religião atuando através do trabalho.
Responsabilidade e envolvimento total na vida familiar.

Presente dos céus para nós, minha mãe completaria hoje 88 anos,
E há três anos ela deixou saudade...

E tudo que foi durante sua vida, impresso em nossos corações.



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Pormenores que Marcam - por Ana

A fita azul manchada no vestido impecável
A borboleta rara na janela, ao acordar
A barra da calça suja de lama em plena festa
A unha quebrada doendo sem parar

O filhote de lagartixa esmagado atrás da porta
O caracol atravessando devagar a entrada da garagem
A rosa murcha escondida num buquê estonteante
A náusea passageira antes da viagem

O mínimo rasgo na capa do livro que adoro
A mecha de cabelo suspensa pelo vento
A bolha de ar dentro do vidro do copo
Os sapatos que rangem ao menor movimento

O fio de lã solto na colcha da cama
O ponto de ferrugem no armário da cozinha
O segundo mais doloroso de toda a minha vida
A consciência de que estou sempre sozinha



Inspirado em Pormenores que Marcam, de Violeta.
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Recado - por Aline

Querida amiga:
Primordialmente, perdoe-me pela invasão. Longe de mim conspurcar a catarse, tão genuína e absorta na produção de seus versos. Mas a poesia, que em sua completude, tem o dom de purgar o arrefecimento mundano, e se o faz certas vezes de maneira tão sutil, de forma a degredar toda a frustração e os efeitos psíquicos das limitações corpóreas, findou sua engajada tarefa de ser o bálsamo.
Antes o sangue tão apaixonadamente rubro do corpo, do que a neutralidade incolor da alma.
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