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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Rodrigo Amarante e “O Vento” - por Kbçapoeta

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei...
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
...Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por quê?
Diz mais!

Se a gente já não sabe mais
rir um do outro, meu bem, então
o que resta é chorar e, talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar...
.
.
.
.
.Los Hermanos

Wade - por Ana

(Paródia da música “Wave”, de Tom Jobim)


Vou te contar
Meus olhos já não podem ver
Coisa que só um cirurgião pode entender
Sair de casa agora é um horror
Tá impossível caminhar sozinho...

Vou tropeçar
Em coisas que nem sei contar
Bueiro, escada, poste, orelhão
Tá impossível me virar sozinho...

Da primeira vez, calamidade!
Da segunda ao PAM, fatalidade...

Agora eu já sei
Há algo que vai me ajudar
Foi a vizinha quem me veio aconselhar:
- “Para você se locomover
Só um cão-guia pode resolver”...
.

Adulto Feliz - por Rita

A criança cresceu e floresceu
E com as flores vieram o fim do ciclo de duas gerações
Perdas irreparáveis
Deixando o mundo carregado, cinza
O que fazer?
Aguardar, só o tempo pode nos recuperar
É fato
Eis que surgem os frutos da quarta geração
Uma explosão de cores, tons, sons colorindo o mundo
E este mosaico de cores deu origem a um adulto feliz
Cada fruto tem seu sabor e sua cor
Chegou a hora de colher
Amor, esperança, carinho e fé
Ficou a saudade dos que partiram
Mas jamais serão esquecidos
São elos de uma corrente chamada amor
Amo meus frutos
E com gratidão reconheço a reciprocidade em cada gesto
No olhar, no abraço, na confiança e e na conversa fiada
De diferentes gerações que insistem em amar.
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