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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

NO CAFÉ DO DUELOS - por - KBÇAPOETA








       Estou no cafezinho do Duelos , Piazzola ao fundo, na mesa a qual me sento encontro um manuscrito de Ana Conrado ao lado de um livro cujo  título  é “Verônica decide morrer”.
       Enquanto aguardava Fininho, o garçom apreciador de cânhamo trazer-me um absinto, dei para ficar imaginando o que Ana escrevera em tal resenha.
       Não tenho dimensão do que abarca o coração literário de Ana, mas,não dei uma "espiadinha" no manuscrito,porem, sei que ela não aprecia Paulo Coelho.
       Minha relação com o mago abrange mais a parcela musical e atitude artística do que literária, mas, reconheço que o senhor  Coelho é um vencedor em seu ofício. Venceu em um terreno onde nunca fora bem vindo. Sempre fora tratado como um intruso.
       Devido a bela obra musical que o escritor teve com Raul Seixas , li alguns de seus livros.
       Acredito que tenha lido uns dez devido a seu ritmo fácil, eis aí um dos segredos do mestre do R.A.M.
       O que é possível apontar nos livros de Paulo Coelho é a ausência do fator surpresa, mas ele consegue questionar alguns problemas prosaicos e  existenciais com uma simplicidade que o faz ser carismático aos olhos de quem o lê. 
       O livro em questão, “Verônica decide morrer”, eu  li em 1998. Depois me afastei de "Dom Paulete".
       A impressão que tive do livro foi de estar relendo um resumo dos outros livros de Paulo Coelho, pareceu-me repetitivo, uma mistura de “ As margem do rio piedra eu sentei e chorei ” com Brida, “ O Diário de um mago” entre outros, segundo alguns, dizem que foi um dos “menos piores” do autor.
       Eu lembro que na data da leitura do livro, eu achei que o senhor Coelho não tinha mais nada a me oferecer de novidade. Como costumo ler de quatro a cinco livros ao mesmo tempo, dou muita preferencia para os clássicos. Eles sempre me acompanharam, é o meu parâmetro para analisar outras obras.Foi o que me fez não ser um fã de Paulo Coelho.
       Umberto Eco dizia que Paulo Coelho fala à alma das pessoas, meu lado brasileiro e patriótico faz reverência ao senhor Mago quando um cidadão não leitor, muito comum aqui no Brasil, ao deparar-se com um livro de Paulo Coelho, poderá tornar-se um leitor devido a simplicidade e os temas de sua obra. Antes ler um livro simplório do que não ler.
       Acredito que um escritor que tenha alcançado tanta notoriedade no Brasil e no mundo deve ter sua parcela de mérito.
       Nesse momento fininho chega com meu absinto, acredito que Ana chegará logo.
       Deixarei pago para ela um quindim com café,o favorito de Mario Quintana.




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