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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Reflexo - por Marília Abduani

Decorei a tua imagem
no escuro dos meus olhos.
E o teu reflexo ficou em mim,
nítido,
a colorir o meu arco-íris com as tintas da memória.
Além desse mesmo arco-íris,
a minha alma voa,
e cochila sobre estrelas.
Nem o vento sopra nesses instantes
em que o meu olhar
bebe a luz dos teus.
A vida se detém.
Dor nenhuma alcança.



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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Indico esta poesia porque ela é de uma delicadeza, de uma beleza e de uma simplicidade que me emocionaram. Parabéns, Alba! Muito linda mesmo! Beijos!



VOCÊ, MINHA VIDA
(ALBA VIEIRA)

Penso que sou como a espuma
Vindo a areia tocar...
Borbulhante brindando à vida,
Resultante de você, meu mar.
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Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XXVI - por Alba Vieira

Quando outra chama se acende numa vela previamente apagada, constatamos que nada se perde no efeito final se retornamos com a mesma ação anterior.



Visitem Alba Vieira
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Vivenciamos o que Queremos Passar Adiante? - por DAS

Falamos sempre sobre que achamos certo ou errado, o que é feio ou bonito, bom ou ruim, justo ou injusto, legal ou chato...
Algumas pessoas concordam com nossas opiniões e outras não, mas será que vivenciamos o que queremos passar adiante? A gente ama ou tem todo esse amor de que falamos dentro de nós? Somos realmente capazes de perdoar? Quando pedimos perdão... é mesmo de coração?

É muito fácil julgar - e rápido também! - a opinião de outras pessoas, apontar o dedo pra um erro que não é nosso, ver a solução para problemas que não enfrentamos... dizer não chore, isso vai passar, quando nem sabemos a dimensão da dor daquele que sofre...
Pra quem está “de fora” a solução pra quase todos os problemas está bem ali, na cara! Como é que aquela pessoa ainda está passando por isso? Ela gosta de sofrer, gosta de chamar atenção pra si?... Olha lá, é tão fácil!

Isso, até passarmos por algo parecido e percebermos o quão difícil é! Mas até chegarmos a reconhecer nosso erro, já julgamos, já condenamos, já excluímos, já negamos a ajuda que poderíamos ter dado e talvez até amenizado o sofrimento do outro.

Bem, agora pense: se não fez pelo outro, é justo que façam por você?

É claro que sim! Devemos dar a mão a quem pede ajuda, a quem sofre, a quem necessita...

Mas e sua consciência, como fica?
Se você disser que merece... Bem, aquele que lhe pediu anteriormente, também achava que merecia...
E aí?



Visitem DAS
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Cisma Primeva - por Leandro M. de Oliveira

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Não há sentido nesse banquete de mentiras, espere um pouco, vou escalar as paredes pra urinar no telhado. Por quem é que me trocaram quando estava a acreditar que só a mudança cabal do “status quo” salvaria minha pele? Papai Noel é um porco capitalista e a medida dos sonhos é a de quanto se pode pagar por eles. Não há regras nem pudores. Então vamos calçar nossas botas de chumbo e pisotear o canteiro florido, há mais estrume nessa terra do que em meu mundo concebia. Quero que você dance como uma bacante bêbada, vomite em mim, a revolta sou eu. Se quer salvar meu espírito é aqui que vai encontrá-lo, açaime meu corpo entre tuas pernas, possua minha carne com agressividade, nesse lugar repousa meu santuário. Invada-o! Ou deixe que os cães terminem sua valia. Quanto tempo faz não te vejo, quebrei os espelhos com fúria, ao ver que eles nunca traziam descobertas novas. O tempo tem sido líquido e esgarçado, como uma poça que seca lentamente. A cidade acordará, ela sempre desperta com aquele velho passo maquinal de fuligem e gente. Como passaram a sentir tanta aversão por si próprios? Que venha a sabedoria das coisas simples, para entender o mistério insondável de uma agressão mútua. “Amai o teu próximo como a ti mesmo”, palavras razoáveis para um messias, mas a grande morte exige uma motivação descente. Vamos derramar o nosso ódio contido, a besta nunca é escravizada, ou vive sob seus próprios ditames, ou morre em nome de sua ideologia. Ouvi notícias de um homem, era mais retido que um asceta e mais pacato que uma ovelha tosquiada, precocemente seus músculos atrofiaram e sua vida pereceu. Esse mundo é insano, se eu acreditasse na monogamia me acusariam de subversão. Queria estar com você todo o tempo, não posso ousar. Há ainda muitos botões por abrir antes que chegue a primavera. Tenho a vocação de um javali selvagem e o caos da noite primeira, não posso sorrir na fila do matadouro. Se soubesse, talvez escreveria um poema, como não sei, sigo ruminando os intermináveis dilemas até que a aurora violente o escudo da noite.

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Amar a Dez Mil Metros de Altitude - por Violeta

12 de Setembro de 2009


Voo para o Rio de Janeiro

De repente já não estou aqui. Senti que me levas-te. (meu amor). Estou a bordo de um avião e rumo a uma distante cidade algures num outro continente. Estou dentro de ti, alguém que me ama. Sei que não devia estar. Sei que estou a mais. Tenho de voltar para casa. É urgente. Não consigo. É esta minha vontade (ou será a tua?). A tua vontade leva-me (meu amor). Por momentos estou mesmo contigo, levas-me no pensamento. Levas tanto de mim que quase me arrancas a carne dos ossos. (meu amor). Voltei a chorar com saudades tuas. Eu não te devia amar assim. Amar assim é errado. Este amor é errado. José Luís Peixoto repete 240 vezes “quero morrer”, eu repito “amo-te”, porque amo-te. Sinto que estás dentro de mim. Sinto que te entranhas-te na minha pele, na minha carne… (meu amor). Amo-te mil vezes. Amo-te sempre. Amo-te. O avião. Dez mil metros de altitude. Lá fora a temperatura é aterrorizadora, mas aqui estou viva e afortunada. (meu amor). Não estou aqui.

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