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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 7 de novembro de 2010

Revendo a Morte - por Alba Vieira

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Revolvendo a terra, me retorcem as entranhas.
Não quero ver o que não é mais o que era.
Sumiram no passado as lembranças boas.
Já não existem os motivos de alegria.
Só a dor impera!
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Visitem Alba Vieira
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Possessão - por Ana

O que há dentro de mim, neste vazio que me preenche?
Que loucura, que perversão?
Que pessoa?

O que mora em mim e é inominado, esquecido, escuro, inviolável?
Que sombra, que escuridão?
Que proeza?

O que me habita sem amarras e me faz tonta, solitária, amoral e convicta?
Que traça, que ermitão?
Que pecado?

O que me domina, em silêncio, e me encerra a alma, venda os olhos, range os dentes, queima a língua?
Que monstro, que assombração?
Que pedaço?
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Primavera - por Marília Abduani

O teu discurso de música e ciúme
atravessa os meus ouvidos
e me fala de flores, ventos,
pássaros e pedras,
estrelas e rios.
Em meus ouvidos, os teus segredos.
Por tudo isso, perco-me sempre,
humanizo-me nas árvores,
no orgasmo, no silêncio,
no engasgo de saber-me com asas
e sem poder voar.
Em meus ouvidos o teu silêncio,
a hora mais clara e precisa,
em que o sol espanta a lua.
Eu faço amor com a brisa,
com os bichos,
com os frutos,
com as pétalas da primavera
e engravido.
Eu, grávida de flores,
ávida de lua,
plena de mar.
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Eu Sobrevivi! - por Gio

Eu sobrevivi ao 09/09/09! A data mais cabalística do ano passou, e eu continuo vivo! Acho que isso merece uma comemoração, pois...

Pensando bem, não sei para que tanta empolgação. Eu sobrevivi ao 08/08/08 da mesma forma. Não entrei em um período negro depois do 06/06/06, nem minha vida mudou em 07/07/07. E antes de 2006, nem se falava em algo especial nesse tipo de data. Disseram que o mundo iria acabar em 1999, 2000 e 2001, porque aparentemente as pessoas não sabiam quando era exatamente a Virada do Milênio. Como ainda estamos vivos, resolveram que a profecia de Nostradamus foi erroneamente interpretada, e que vamos mesmo para o beleléu no ano 3000. O coitado deve estar se revirando no túmulo.

Aparentemente, o povo gosta mesmo de uma boa chacina, e já arranjaram alguma teoria para adiantar o nosso fim para 2012. Motivos? Para mim, o Brasil sediar a Copa, Fidel Castro deixar o poder e a Dercy Gonçalves morrer são os sinais mais claros do Apocalipse que eu consigo enxergar, mas nem mesmo eles me convencem que o fim está próximo. Se há algum motivo real, seja científico ou esotérico, ainda não me mostraram.


Eu não entendo essa fixação por datas apocalípticas. Parece que o ser humano tem um fetiche, um certo prazer de sentir que está perto da morte. Para uns, talvez o que chame a atenção seja a sensação, mesmo que falsa, de que está com os dias contados, o que os faz adotar a postura carpe diem com uma intensidade maior que o usual. Tomam coragem ou cometem loucuras, tudo pela “Síndrome do Fim do Mundo” – um nome bonito para uma desculpa furada. Já para outros, o fato de ultrapassar uma data dessas parece se equivaler a vencer a morte. Não sei, ainda acho que pular de bungee jump e andar em brinquedos de parques pareça ser bem mais efetivo.

Ok, vamos supor que o mundo realmente chegasse ao fim em 2012. Como seria? Provavelmente, o mundo explodiria por fatias, à medida que cada fuso-horário diferente chegasse à meia-noite do dia 1º. Os primeiros a serem atingidos seriam os infelizes de algumas ilhas da Oceania, logo seguidos pelos japoneses. E, claro, os países que adotam o horário de verão se veriam indo embora uma hora mais cedo (e pensar que queriam economizar energia!). Os judeus já estariam extintos, visto que seu calendário anda por 5769. Já os chineses, como não chamam seus anos por números, estariam poupados da Desgraça Final.


Não sei vocês, mas eu já deixei de prestar atenção nessas falsas datas místicas (que estão mais para míticas) há tempos. Eu ri de felicidade como nunca na virada do ano em 2001, e, no dia 06/06/06, simplesmente esqueci quando o dia chegou. Prefiro pensar em datas verdadeiramente importantes, como o 7 de setembro, ou o aniversário dos meus pais. E, do jeito que as coisas andam, o ser humano não precisa de dia marcado para dar cabo de si mesmo.
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Postado, originalmente, em 09/09/09.
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A Menina-octopus - por Fatinha

Querido Brógui:
Resolvi requentar essa edição depois que vi uma apresentação em slides (Como é o nome muderno? Ah! Power Point.) com uma parada muuuuuito parecida com esse meu texto. Fiquei cabreira… Será que nego já tá me pirateando? Não deixa de ser um chiquérrimo ser vítima de um crime tão na moda…


“Querido Diário:
Há coisas que só nós meninas somos capazes de fazer. Há determinadas habilidades desenvolvidas ao longo dos anos por força das circunstâncias que são inimagináveis para os meninos.
Uma delas é fazer xixi em banheiro público, meio acocorada, mas não totalmente, meio em pé, mas não totalmente, meio sentada, mas não totalmente.
Isso é totalmente contrário às leis da física, mas como não somos dotadas de mangueirinha e muitas não conseguem acertar o alvo, o resultado são os respingos na tampa e ninguém tá aqui pra sentar no xixi alheio. (Não consigo entender porque as ruins de mira não limpam os respingos ao sair do reservado. Custa passar o papel higiênico rapidinho para dar uma meia sola na tampa? Vai cair a mão?)
Agora, fazer xixi em pé é uma coisa muito simples se o banheiro vier dotado de um simples acessório que é o cabide para pendurar a bolsa. Quase nenhum banheiro público tem o tal do ganchinho. Podia ser um simples prego mesmo que enferrujado só pra quebrar o galho, mas não. Pra que simplificar nossa vida?
Também desenvolvi uma teoria (eu sempre desenvolvo teorias) para explicar a ausência do cabide: os banheiros são feitos por homens. Já viram uma mulher trabalhando de peão de obra? Não. Só homens. Inclusive nem há feminino para pedreiro. Seria pedreira? Pedreiro-fêmea?
Enfim, os homens não pensam como mulheres ou nas mulheres e assim nos vemos na complicadíssima tarefa de fazer xixi segurando a bolsa, quando não é a bolsa e a pasta ou a bolsa e a sacola, ou os três juntos. Conheço gente que conseguiu fazer xixi em pé segurando seu bebê no colo. Incrível! Não podia haver um cabide pra pendurar a criança?
Então fica assim: com uma das mãos você segura a bolsa, com a outra segura a porta porque o trinco está quebrado (já perceberam que as portas estão sempre com o trinco quebrado?), com a terceira mão segura a saia pra cima ou se estiver de calça comprida segura a beira dela pra não esfregar no chão todo molhado (lembrar da coisa da falta de mira), com a outra pega o papel higiênico e com a última dá descarga. Simples assim. Nós só precisamos ser um octopus pra ir ao banheiro. Isso tudo tentando manter o equilíbrio pra não encostar no fétido vaso sanitário.
Além da sessão de contorcionismo para poder atender ao chamado da natureza tem mais outra coisa que me deixa tensa ao ter que usar o banheiro coletivo: aquela rápida olhada pra ver se tem papel. Essa fração de segundo é o limiar entre a total felicidade e o desespero total. Com menina precavida que sou, sempre carrego meus lencinhos descartáveis que saco da bolsa com a outra mão. Então, inclui na lista que fiz antes, a sexta mão para abrir a bolsa e sacar o lencinho que, para facilitar, está sempre nas profundezas do buraco negro que é a bolsa das meninas.
A terceira coisa que me deixa trêmula ao entrar no WC (repararam que nunca mais colocaram WC escrito na porta dos banheiros?) é dar de cara com a tampa do vaso abaixada. Respeito profundamente esse sinal dos deuses. Nunca levanto a tampa porque inevitavelmente alguém guardou a sua obra-prima para a posteridade e eu não estou aqui pra fazer descobertas arqueológicas.
Não sei porque o povo se nega a apertar o maldito botãozinho da descarga. Não nego que o tal botão é uma das coisas mais asquerosas que possam existir para eu por meu lindo dedinho, é só parar um minutinho pra pensar onde os dedinhos alheios foram antes de tocar aquele mesmo botãozinho antes de mim. Mas eu abstraio isso e depois lavo as mãos abstraindo também que outras mãos infectas tocaram a torneira antes de mim. Em resumo, é tudo uma nojeira do começo ao fim, a partir do momento que você adentra ao banheiro.
Tenho certeza de que estão se perguntando acerca da utilidade da sétima e da oitava mão da menina-octopus. Já explico: com a sétima você atende o celular e com a oitava tira meleca pra colar na porta do banheiro.”
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Postado, originalmente, em 25/10/2008.
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Plano de Saúde - Dix Amico - por Ninguém Envolvente

Possuo o plano de saúde Dix Amico (Amico do capeta) e nas raras vezes em que fico doente, sou atendida vaga e desprezadamente pelos médicos formados em faculdade UNICU.
Médicos que mal checam seus sinais vitais (pressão, temperatura, pulso) mal te olham a cara e acham que fazem é um favor de te atender. Não, não fazem. Pago meu plano sempre no dia certo e nunca deixei de pagá-lo um só mês.

Para ser atendida em um pronto socorro onde cheguei com tais sintomas:
- Distensão abdominal
- Náuseas
- Grande fluxo de salivação
- Tremor das mãos
- Dores e desconforto abdominal
- Estado febril
- 5 dias com pouca defecação
Esperei QUARENTA minutos!

Quarenta minutos somente para a recepcionista do PS ligar na central da Amico e ver se minha mensalidade havia sido paga. Fiquei mais 40 minutos onde outras 18 pessoas aguardavam pelo médico em uma sala aberta que dava para a calçada, onde constantemente passava alguém fumando ou um carro soltando fumaça.

Estes são os ótimos atendimentos que a AMICO oferece aos seus clientes.
Após quase uma hora e vinte minutos, um médico vagamente me atendeu, solicitou um hemograma e receitou um remédio intravenoso para aliviar o estado febril. Hemograma que levou 3 horas para ficar pronto e enquanto isso aguardei EM PÉ em um corredor com mais 25 pessoas.

Fiquei 4 horas no PS, saí de lá com os mesmos sintomas de quando entrei e nada foi feito, não tive um diagnóstico nem nada.
Por indicação do médico que me atendeu procurei ontem mesmo um gastroenterologista e um urologista. Gastro marcado somente para daqui sete dias e o urologista, lá onde o Judas perdeu a bota, eu consegui marcar para hoje mesmo.
Estou indignada com a prestação de serviço dos médicos e dos atendentes da AMICO.

Até uma clínica veterinária possui um tratamento mais digno e HUMANO.
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Valores - por eros.ramirez

Pense quanto você paga em um salão de beleza quando faz hidratação e um corte de cabelo. Ou na conta da última vez que foi a uma boate. Ou no valor da “geral” que você deu no seu carro. Agora compare com o preço de uma consulta médica paga por uma das maiores empresas de planos de saúde, R$38,00. O trabalho de um profissional que passou, por baixo, 6 anos na faculdade e mais 2 na especialização, responsável muitas vezes pela diferença entre a vida e a morte, entre qualidade de vida ou deficiência e sofrimento. Isso numa sociedade que valoriza o máximo ganho com o mínimo de esforço, na geração control+V/control+C, onde o contato com amigos (muitas vezes do próprio bairro) é feito no Orkut, Facebook, Twitter, aumentando o isolamento na era do mundo global. Uma sociedade crédula na existência de uma pílula da felicidade, do emagrecimento, do qualquer-coisa-que-eu-quero-mas-não-me-esforço-para-ter, que não come frutas e verduras e toma comprimidos de concentrados de vitaminas. Onde eu Google o que acho/quero que tenho baseado na opinião do meu vizinho, colega de trabalho ou avó e afronto o profissional que passou anos se capacitando para fazer a condução do processo da minha saúde. Confronto seu diagnóstico sem saber que existem mais de 100 sorotipos somente do rinovírus, principal causador do resfriado comum. Não sigo suas orientações, tomo um frasco de vitamina C e em 3 dias ela “cura” minha gripe, que iria curar sozinha nos mesmos 3 dias, mas quem disse que a opinião de vários pesquisadores em saúde de todo o mundo que reproduziram várias vezes o mesmo resultado em ensaios clínicos controlados são mais qualificados do que eu para dizer o que funciona ou não? E sem falar nas peregrinações por vários profissionais, até conseguir alguém para dizer o que quero ouvir. Sem esquecer da nova moda de “Humanização da medicina”. Até onde se pode comprovar sou e sempre fui humano e, a não ser que eu tenha pego no sono em quase todas as minhas aulas eu também não estudei anatomia ou fisiologia venusiana. Se esse é o novo paradigma de saúde para a maioria das pessoas me colocarei à parte disso, oferecendo um cuidado segundo minhas convicções e minha formação profissional. Por favor, não me procure para um check up completo, usar da minha certificação para conseguir uma tomografia de encéfalo por conta da dor de cabeça que apareceu depois de brigar com o namorado ou tomar uma sentada do chefe, muito menos para prescrever um remedinho para emagrecer ou um Centrum. Tenho meus valores e eles são bem mais altos do que está na etiqueta que tentam pregar em mim.
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Uma Doença Chamada Plano de Saúde - por Alba Vieira

Se a saúde pode ser definida como um estado de bem-estar físico, mental e espiritual em que o sujeito pode estar apto a atender aos mais altos fins de sua existência, a doença mais prevalente nos dias de hoje é a que resulta de possuir um plano de saúde.
Quem pode ficar sossegado depois de adquirir um título de empresa de saúde?
Apesar dos comerciais com belas imagens de pessoas esbanjando saúde e mensagens subliminares equivalentes aos produzidos por fabricantes de cigarros, é evidente que nunca mais o assistido terá paz nos dias que lhe restarem para viver.
E isso acontece porque é quase impossível receber “dez com louvor” após precisar se submeter a uma avaliação por um clínico conveniado. As chances de ser enviado para consultar outros especialistas são altíssimas, mesmo se a pessoa é quase assintomática.
É que a Medicina de hoje, altamente tecnológica, é exercida por esses profissionais impessoais, que se portam de forma indigna do juramento que fizeram, que são medrosos e que não estão dispostos a assumir responsabilidades, antes preferindo resguardarem-se, solicitando quase sempre uma infindável lista de exames, ao invés de se aterem a ouvir o paciente com cuidado e buscar um diagnóstico que seja individualizado para o cliente.
E nessa busca desenfreada por explicar sintomas que, frequentemente, se relacionam com vivências cotidianas, questões psicológicas ou distúrbios funcionais que não aparecem nos exames, mas que podem ser entendidos e resolvidos através da escuta atenciosa e interação com o paciente, fazendo a integração dos mesmos, muito dinheiro é despendido inutilmente na realização de exames de laboratório, de imagem e exames funcionais, totalmente desnecessários.
E é preciso que se diga que o maior desperdício não é do dinheiro em si, mas da própria saúde do sujeito que perde suas energias se consumindo num trabalho inglório e estressante de solicitar autorização das empresas para realizar determinados exames, marcá-los num tempo hábil, perder seu precioso tempo para fazê-los, aguardar ansiosamente os resultados com o coração na mão, depois de passar pelos constrangimentos, dores e dificuldades do exame em si e, finalmente, ter o veredicto dos médicos que, não raramente são incapazes de resolver os resultados conflitantes e acabam pedindo ainda outras novas provas para elucidar os mistérios que eles mesmos ajudaram a produzir, tanto por ficarem mais perdidos do que cego em tiroteio, pela deficiência da história mal colhida e exames físicos incompletos quanto pela possibilidade frequente e inerente a cada exame de ter falsos positivos ou negativos.
É inegável que para aqueles que apresentam doença aguda ou crônica com expressão no plano físico ou cujo diagnóstico dependa de exames específicos ou avaliação por especialistas, o cliente possuir um bom plano de saúde representa uma comodidade tanto para o médico como para o doente e por vezes é mesmo indispensável, apesar dos problemas, tendo em vista nosso atual sistema de saúde pública tão precário e ineficiente.
E é assim que caminha a Medicina com a sua impessoalidade, sua alta tecnologia fria e desconcertante, seus erros patéticos e injustificáveis, seus processos cada vez mais frequentes, perdendo apenas para seus protocolos, classificações, procedimentos e medicamentos de última geração.
Que saudades do tempo em que era possível ter um clínico que atendia a família, que era amigo e íntimo e no qual podíamos confiar, que considerava a sua obrigação profissional estar junto do paciente em todos os momentos para promover a cura, não da doença, mas do paciente, sabendo das suas limitações, não posando de Deus Todo Poderoso, mas com a autoridade de quem está ali para melhorar a condição do sujeito, que usa a sua pessoa, a sua palavra, a sua intenção, a sua sabedoria e o seu amor para exercer a sua profissão com dignidade.
Apesar do estrago sem precedentes que os planos de saúde trouxeram para o exercício digno da Medicina, ainda existem esses raros profissionais. E quem topar com um desses pela frente, agarre-o com unhas e dentes e cuide de preservá-los, desde que não em cativeiro porque estão em extinção, mas são livres por natureza.
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Visitem Alba Vieira
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Natureza - por Soraya Rocha

As estações seguem lá fora
De forma contínua e cíclica
Mas mudam também dentro de nós
Às vezes brandas, às vezes cínicas.

Há primaveras dos amores,
Invernos de desilusões
Verões de inúmeros sabores
Outonos que recolhem emoções.

E assim seguem as naturezas,
As nossas e a que nos rodeia...
As internas, tão mutáveis,
A outra, certa como a lua cheia...
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Pão e Circo - por Tércio Sthal

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MAS NO BRASIL, EM TEMPOS ATUAIS,...................
BASTAM AS SOBRAS DAS MESAS DOS RICOS...................
PARA CONVENCER TODOS OS DEMAIS....................
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O Governo abana as toalhas das mesas dos Palácios
e oferece os restos das despesas e dos sobejos
aos pobres mendigos, aos resignados miseráveis
iludidos pelas promessas e próprios desejos;

Bobos da Corte vivendo entre torturas e suplícios
caminham entre as esmolas e atos de cortejo,
saciando a fome e a sede na composição do riso,
própria da vida no Circo, entre palhaços que vejo.
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...................Visitem Tércio Sthal
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Epitáfio - (Anônimo)

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Aqui no fundo é assim
verdade simples demais
a vida tem mesmo fim
quando ela não te quer mais!
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(Sem Título) - por ZzipperR

O vento de outono sopra e leva uma folha seca girando no ar que cai sobre o seu pé.
Você a pega com carinho observando suas cores douradas e guarda no meio das páginas do livro que carrega nas mãos, fechando com carinho para não estragar a folha.
Fecha o livro e lê o título:
“Um momento especial da minha vida aconteceu em um outono”.
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Inspirado em Lindas Cores do Outono, de vestivermelho.
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Visitem ZzipperR
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Saudade. - por Thiago de Sá

.....Sabe aqueles dias em que tudo lembra alguém? Pois é. Hoje foi assim. Meus olhos e meu pensamento te buscavam em todos os cantos da casa, em toda capa, em toda cena que podia vivenciar. Bateu no coração e encontrou as lembranças, passeando pelo jardim que seu amor cultivou aqui. Encontrei a árvore mais frutuosa e vi que ela precisava ser alimentada. Precisava hoje ouvir a tua voz.
.....E como tudo conspira a nosso favor, o telefone tocou e mais um fruto nasceu. O fruto daquele momento brilhou nos meus olhos, e pelo som da sua voz, ele te fez presente ao meu lado.
.....Como foram agradáveis os momentos de silêncio após a sua ligação. Tudo o que desejo ter ao seu lado fazia novamente sentido pleno! E nele nascem planos, nasce mais amor. Desejo o que ainda não conheço, e sei que de você virá com um sabor doce de mel. Mel da nossa árvore.
.....Segura na minha mão e vamos juntos passear no jardim da nossa vida, colher os melhores frutos e limpar ele de tudo o que não é bom para nós. Um dia como esse é mágico! Faz de nós a poesia que quero presentear o mundo todo. Amo você!
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Monólogo dos Ministros Mercenários - por Leo Santos


Meditei muito, matutei mensurando modos, morticínio maluco, maldade.
Mesmo merecendo me manter mudo, mostrarei mediante Mestre, mosaico malsão;
matizes múltiplos, misturas mortíferas, medíocres macerando mentecaptos, monstros.
Militância mercenária, mercadores manipulando mentes, matando.
Maestros malucos, monturo moral, mancebos melosos, música motivando massas...
Mencionam Mateus, Marcos, Miquéias, muito mais, Malaquias;
movem montes mirando moedas, multam, mimetismo mascarando mirante macabro.
Merecem mula mensageira, modificam mandamentos, meros mantras;
mutilam modelo, Mentor Maior, matam.
Marcam marchas, migrações, Mar Morto, Mesopotâmia, Monte Moriá;
mostram milagres, míope mídia mundana, medonha mercadoria.
Mijam mensageiros melhores, motejam medidas moderadas massageando Mamon.
Menosprezam manso Messias, maculam mencionando Madeiro, manobram, mentem.
Motivação mascarada, mazelas; mas, manietados manifestam monomotor, malas, milhões.
Mensagem? Mesmice. Mandingas manjadas; maldizem Maria Molambo movendo mesma matéria, macumba.
Mesquinhos mandam missiva midiática, macro mentirosos, Macedo matando meninos;
metidos, marcham, módico mosto, maldizendo misérias malogram multidões.
Mechas mortiças, matilha marginal, motel metafísico, muamba, maconha ministerial.
Meu medo, medrar maldição; machado marcar muitos, menos meticulosos, marionetes.
Mancham Moisés, Melquisedeque, motes mágicos, maiúsculos;
malfeitores moendo mercê, metal, money, músculos.
Marajás montando mansões, monumentos milionários, modernos Moloques, magnos manicômios.
Morcegos matreiros mutilando mansidão, maltratando mensagem, milícia maquiavélica.
Montam maquetes majestosas, mercadejam microfones molhando mãos;
Mister M mascarado mostra macetes, maioria menospreza mantendo magia.
Mequetrefes marotos margeiam mesas mórbidas, ministrando manjares mortais, malignos marginais!
Megeras, meretrizes mimadas, merecem masmorra; mídia marrom, místico mercado.
Magos marcando mapa, Mariana, Macapá, Maceió, Manaus, Montreal, Milão;
Manjam manteiga, mel, mamão, melhor mignon;
malandros massacrando menos munidos, médicos manipuladores.
Mas, medito... malgrado manterem marcas maiores, moradas majestosas, murcharão;
Magistrado Milenar manifestará messe madura, ministros mendigarão misericórdia, méritos maduros, mal... morrerão...
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Visitem Leo Santos
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Chico Anysio em “Monólogo Mundo Moderno” - por Ana

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Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
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Amigo - por Izabel Sadalla Grispino

Amigo é coisa difícil de achar,
Amizade, pelo tempo testada,
É raridade, fato a se exaltar,
É atitude a ser cultivada.
Amigo é suporte, é aliança,
É ombro, segredo e confiança.

Verdadeira amizade varre o tempo,
Enfrenta com firmeza as tempestades,
Não se ausenta nos contratempos,
Caminha junto pela eternidade,
Não some numa chuva de verão,
Ao outro se une, como os dedos das mãos.

Na adversidade não se está sozinho,
Tem-se sempre alguém com quem contar,
Alguém que nos compreende com carinho,
Que no nosso mundo entra pra ficar.
Quem na vida um amigo tem,
Deve ajoelhar-se, dizer amém!
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.Clique aqui para assistir ao vídeo desta bela poesia
declamada pelo eterno dedicado esposo (viúvo) da poetisa, Sr. Francisco Graciano Grispino.
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Convite - por Maurício Limeira

Estou postando críticas de filmes no site Shvoong. Você pode acompanhá-las na minha página, clicando aqui. Até o momento são 33 filmes comentados:

A Época da Inocência, de Martin Scorsese.
A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom.
A Noite Americana, de François Truffaut.
Abril Despedaçado, de Walter Salles.
Adaptação, de Spike Jonze.
Amém, de Costa-Gavras.
Anti-Herói Americano, de Shari Springer Berman & Robert Pulcini.
As Aventuras de Chatran, de Masanori Hata.
As Bicicletas de Belleville, de Sylvain Chomet.
Bem Me Quer, Mal Me Quer, de Laetitia Colombani.
Bob Roberts, de Tim Robbins.
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michael Gondry.
Casseta & Planeta: A Taça do Mundo É Nossa, de Lula Buarque de Hollanda.
Cidade dos Sonhos, de David Lynch.
Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore.
Depois de Horas, de Martin Scorsese.
Diários de Motocicleta, de Walter Salles.
Dirigindo no Escuro, de Woody Allen.
Dogville, de Lars Von Trier.
Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola.
Mister Lonely, de Harmony Korine.
O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel.
O Boulevard do Crime, de Marcel Carné.
O Crime do Padre Amaro, de Carlos Carrera.
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, de Peter Jackson.
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, de Peter Jackson.
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, de Peter Jackson.
Olhos Azuis, de José Joffily.
Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese.
Pantaleão e as Visitadoras, de Francisco J. Lombardi.
Samsara, de Pan Nalin.
Separações, de Domingos Oliveira.
Swimming Pool: À Beira da Piscina, de François Ozon.
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.Aguardo a visita de vocês.
Abraços.
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J. R. R. Tolkien
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

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Correntes da Vida, de David Boadella.
Corpo Análise, de Gerry Maretzki.
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