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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 24 de abril de 2009

As Nossas Palavras VII - por Eu

Se um dia falares demais,
Cuida de não dizer coisas feias.
As palavras são suas serviçais
E suas melhores guerreiras.
Mas o silêncio vale mais.
Palavras têm força, podem destruir sonhos e matar a esperança.



Complemento a As Nossas Palavras VII, de Aaron Caronte Badiz.
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Visitem Eu
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Ocorrências - por Clarice A.

As palavras se perderam cantadas ao vento
Levadas por vento forte, prenúncio de tempestades
Impregnadas de ódio e violência
Levaram a guerras, miséria e fome
Trouxeram discórdia e desunião
Desavenças e antipatias mútuas
Tornando inimigo quem deveria ser irmão

As palavras se perderam cantadas ao vento
Levadas por brisas suaves, encantadas
Impregnadas de amor ao próximo
Levaram amor, fé, esperança
Agradecimento, consolo, alegria
Apoio, fraternidade e carinho
Compreensão, cura e perdão
Regeneradoras, balsâmicas, palavras de união
Tornando outrora inimigos, verdadeiros irmãos

Quando jogar palavras ao vento
Tenha sempre isto em mente
Que os ventos que as levam
Um destino vai encontrar
E se o terreno for fértil
Algo vai semear
Prefere que sejam mazelas
Ou que incentivem a amar?
A escolha é só sua
Pense bem antes de falar.



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IR - por Alba Vieira

Mês de cálculos!!!
Só tributos injustos:
Leão ou porcos?

Cadê a grana
Que pago de impostos?
Social? Zero.

Não dá pra correr,
Sou assalariado:
Só resta pagar.

Eu financio
A farra em Brasília
Com meu trabalho.

E até quando?
Não dá para entender...
Melhor nem chiar.



Visitem Alba Vieira
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Bemvindo Sequeira e a “Vida Após a Vida” - Citado por José Ivo

Sempre pensei que ia morrer cedo. A luta armada, a clandestinidade na luta contra a ditadura, aventuras, promiscuidade, orgias, drogas, riscos... Tudo me levava a crer que não chegaria aos trinta anos. Para quem tem vinte anos, quem tem trinta já é coroa... Tomei um susto quando vi-me vivo e saudável aos trinta.
Aos quarenta, percebi a possibilidade real da morte. No dia do meu aniversário, quarentão, um jovem ator de 24 anos perguntou como eu me sentia: “Agora? De frente para a morte”. Para minha surpresa foi o jovem quem morreu logo depois...
Aos cinquenta, apaixonei-me pela letra de Aldir Blanc na voz de Paulinho da Viola: “...aos cinquenta anos, insisto na juventude...”, isto enquanto percebia meu ângulo peniano descendo. Mas, antes dos sessenta, a pílula azul alargou minhas possibilidades e possibilitou-me ver o sexo por ângulos mais estreitos.
Agora estou além dos sessenta. Aos quarenta, rezava pela alma dos mortos amigos e parentes. Nome por nome, eu pedia ao Senhor. Hoje, são tantos os que caíram, que apenas peço “pelos mortos em geral”. E, mais uma vez, espanto-me por estar ainda vivo, e consolo-me no Salmo 91.7 que diz: “1.000 cairão ao teu lado e 10.000 à sua direita, mas você não será atingido”. Mesmo confiando na Palavra, ainda assim caminho debaixo de marquises, para São Pedro não me ver.
Ainda estou vivo e, para quem pensou que morreria aos trinta, descubro que existe vida após a vida. Mas o preço do viver é muito alto para o jovem de hoje: tem que comprar apartamento, arranjar um trampo, ganhar dinheiro, ficar famoso, comer todas, bombar no youtube, malhar, casar, ter filhos, comprar carro, estar bronzeado, conhecer tudo de web, e ainda ir ao show da Madonna, entre outras miudezas...
Após os sessenta, você já está quite com tudo isto e pensa que vai viver em paz. Qual o quê: tem que tomar insulina, antidepressivos, rivotris, controlar a pressão, não comer açúcar, não comer sal, não fumar, não beber, se conseguir comer uma ou outra já é uma vitória, tem que caminhar ao menos meia hora por dia, mesmo sem querer, cuidar do joanete, dormir cedo, vender o apartamento, fugir da bolsa, não discutir no trânsito, não se alterar no caixa do supermercado, tolerar os filhos, agradar os netos, ficar calado diante da mediocridade, aceitar o salário de aposentado, ter o testamento em dia, e curtir todas as dores ósseas, nervosas e musculares, porque, se algum dia você acordar sem dor, é porque está morto...
Claro que o idoso tem suas vantagens: uma delas é a transparência. Quanto mais velho, mais transparente você se torna. Chega a ficar invisível: ninguém mais te percebe, mais um pouco e nem te enxergam. Mas você pode passar à frente dos jovens nas filas todas, com aquele ar de superior: “Você é jovem e sarado, mas eu tenho prioridade”. E ante qualquer aborrecimento ou dificuldade, você ameaça enfartar ou ter um AVC. Funciona sempre, todos logo se tornam gentis e cordatos, e é garantia de muitas meias e lenços como presentes no Natal...
Lidando com a minha “terceira idade” ouço de meu psicanalista, o bom Luiz Alfredo: “Só há dois caminhos: envelhecer ou o outro, muito pior”. Prefiro envelhecer, aceitando cada minúsculo “sim” que a vida me dá com uma grande alegria e uma grande vitória. Hoje, quando encontro vaga num elevador do shopping, quando o banco está vazio, ou quando encontro promoção na farmácia, já considero uma bênção gigantesca e agradeço a Deus pela Graça Alcançada...
Após os sessenta, como no filme de Brad Pitt, regrido na existência, deixo Paulinho e a viola de lado e reencontro Lupicínio: “Esses moços, pobres moços... Ah! se soubessem o que eu sei...”. Mas, se soubessem, não ia adiantar nada, porque a sabedoria é filha do tempo. Como diz o amigo Percinotto, também idoso: “o diabo é sábio porque é velho”.
Pelo andar da carruagem, percebo que já morri muitas vezes nesta vida e que viverei até fartar-me...



Nota pessoal de José IvoCom a devida vénia e crédito para o autor, aqui transcrevo este artigo “Vida Após a Vida”, dum génio literário, que me encheu as medidas, com a maneira como divolgou os seus sentimentos de idoso,
duma maneira bastante subtil.
Disfrutem este pedaço de literatura, com vontade de partilharem e fazerem parte do mundo de idosos,
quando chegarem a essa faixa etária.
Um abraço amigo
José Ivo
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Bemvindo Sequeira é ator e diretor de teatro e TV, autor e idoso.
Lupicínio Rodrigues.

Mahatma Gandhi e sua Convicção - Citado por Penélope Charmosa

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Estou convencido das minhas próprias limitações, e esta convicção é minha força.
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Para um Grande Amor - por Raquel Aiuendi

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O amor é inevitável, a saudade adiável e a eternidade irrevogável.
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Revolução! A Alma Armada... - por Vagner Heleno

seremos porosos edemas
sulfúricos ácidos colíricos
enfisemas pulmonares agudos
dores em todos estágios letais

viera a nós vossos contos lúgubres
e nossa resposta é um não, jamais
foste câncer por demais impune
a nossa cura, a contra doença
a nossa busca, a impune idade
a juventude será a erma paz

seremos cólera sem algemas
sonoros poemas a te cepar
tuas audiências públicas não serão
em nós tua trapaça não chegará

a torre cai em nossas mãos
somos futuro, o embrulho terás
a úlcera somos, ó santa cidade
tua forma se deformará

nosso ódio é amor fortuito
se não pela sã forma, pela dor
assim o seja, o aprenderá



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