Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sobre os Comentários

.
.
Como algumas pessoas estavam tendo problemas
quando iam postar comentários no formato anterior,
foi modificado o formato, a fim de se verificar se os problemas serão resolvidos.
O procedimento de postagem de comentários é o mesmo.
.
.
Qualquer problema, por favor, deixem recado aqui, no chat ou enviem por e-mail.
.
.
Um grande abraço!
.
.

Um e Outro - por Leo Santos

Um, fonte que surge,
outro, água que evapora;
esse, árvore que tomba,
aquele, broto que vigora.

Um, sol que se põe;
outro, astro que aflora;
aquele, ancião que dorme,
esse, rebento que chora.

A promessa, ao amanhã,
o desengano, agora;
uma porta com vista pro alento,
outra, trancada por fora.

Um, frui os minutos,
outro, chega à hora;
ora, céu tempestuoso,
outra, o tempo melhora.

Um, portal do crepúsculo,
outro, vergas da aurora;
esse, chega pra viagem,
aquele desiste, vai embora.

Um sábado que se cumpre,
e um sonho que labora;
uma prece agradece,
uma súplica implora.

Uma vitória da foice,
uma conquista da flora;
uma vida plena, foi-se,
outra insipiente, explora…



Visitem Leo Santos
.

As Nossas Palavras XV - por Gio

.
NO MEIO DO CAMINHO


Assim, desmembro a juventude:
Jovem, nuvem, tudo, atitude
Flutua entre a infância e a madureza
Sabe de tudo, mas nunca tem certeza

E o tempo corre num desatino
Rápido como choro de menino
De nós, talvez seja o maior defeito
Efeito, causa, cor, ou apenas jeito

Os nossos sonhos e delírios
Entre sons, revoluções e lírios
Tão repentinamente lutaremos
Logo, é só carência o que temos

Tão certo quanto a chuva
Caindo como uma luva
Tudo o que somos, construído a penas duras
Poço de cromossomos, ideias e aventuras

Definição deveria ser proibido
Vinda de um ser tão indefinido
Quanto mais lutamos para conseguir respostas
Mais perguntas brotam às nossas costas

A nossa infância é tudo
Orientador cego, surdo e mudo
A base inconsciente de nossas preces
A base consistente, do caráter alicerce

Nascer, crescer e ser
Redescobrir o próprio ser
Curamos, com bravura, as próprias feridas
Tecemos com fios de prata o rumo de nossas vidas



Visitem Gio
.

As Nossas Palavras XV - por S. Ribeiro

Me envio reto e cego
pela estrada
da minha não-juventude,
da qual não curamos
o defeito imenso
o olho rápido.




Visitem S. Ribeiro
.

As Nossas Palavras XIV - por Gio

.
AMOR INSANO

Tente entender
O seu ódio, nada fiz para merecê-lo
Me sinto como um gato atrás de um novelo
Acordo com o frio de um mendigo em pelo
No amanhecer

Fuja de mim
Se é a única maneira que encontras sempre
De resolver seus problemas; então vá e entre
Na multidão do vazio do caloroso ventre
De um serafim

Pense um pouco
Não leve minha insolência como um desafio
Na minha displicência, veja um elogio
Mesmo que a paciência esteja por um fio
Sou seu, sou louco



Visitem Gio
.

Como Traduzo o Pai Nosso - por Alba Vieira

Essa oração nos lembra que para vivermos plenamente a vida material e tirarmos dela o que de valor ela possui, que é a experiência, é preciso estar imbuído da certeza de que estamos numa experiência corpórea, de vida material, mas somos seres espirituais, eternos. Somos centelha do Absoluto. Daí que pedimos que Ele que está no céu venha a nós e também o reino dos céus venha a nós. Isso quer dizer reconhecer a nossa espiritualidade. Se é isso o que fazemos, então temos a aceitação (aceitar que seja feita a vontade de Deus assim na terra como no céu, aceitar as leis naturais). Assim, sabemos que temos que viver o momento presente e não a nostalgia do passado ou a angústia do futuro (o pão nosso de cada dia nos dai hoje). Pedimos que perdoe os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido. Com isso propõe um olhar de relatividade, trocando de lugar com o semelhante para que possa avaliá-lo e perdoá-lo. Fazendo isto, exercitando assim, poderemos esperar que também nossas atitudes sejam dessa forma julgadas por Deus. Perdoar aos outros e a nós próprios, valorizando que o importante é o aprendizado. Virão sempre as escolhas. Se escolhemos bem, acertamos e então mostramos que já sabemos aquilo. Se escolhemos mal, erramos e, caso reconheçamos o erro, também estaremos aprendendo, nos perdoando por ter errado e evoluindo. Pedimos que não nos deixe cair em tentação que é enxergar o mundo material sem considerar que somos seres de luz. O material por si só pode representar o mal, porém se vivido com consciência de que é apenas um campo de experiência para que se manifeste o espiritual, poderá representar o bem. Esta oração é um lembrete para ter a consciência do mundo espiritual durante toda a nossa existência, o que nos mantém no aqui e agora, aumentando o nosso poder pessoal. Também nos incita a exercitar o perdão e nos capacita a escapar das tentações, nos livrando do mal. E quando dizemos “seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”, esperamos aceitar, ter fé, nos entregar ao destino e ao mesmo tempo exercer o nosso livre-arbítrio, aceitando aquilo que não pode ser mudado, mudando o que é possível mudar e tendo a capacidade de discernir entre as duas situações.



Visitem Alba Vieira
.

Muros Vermelhos - por Gio

Tijolos vermelhos
Cimento, argamassa
Nos olhos, conselhos
Na mente, pirraça

Um muro de pedra
Barreira de aço
Demoro uma era
A teia, desfaço

Desta que me escapa
Desta que eu adoro
Se esconde na capa
Que é justo onde moro

Estou nos seus becos
Nos cantos e praças
Mesmo assim - eu mereço? -
Seguem suas pirraças

Eu cerco, controlo
Fecho a cidade cinza
Inversão de polos
Cercada, ela avisa:

“Aqui, eu não fico
Nem hei de esperar
Na quina, eu quico
Me verei despencar”

E assim, lá do alto
Do meu prédio de amores
Vi um anjo sem asas
Dar um fim às suas dores

Inda hoje eu choro
Lembrança me traz
Perdão, eu imploro
Por prender demais
.
.
.
Inspirado em Construção, de Anita Bastos.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

Duo-acróstico pra Ana - por Gio

Quente como um texto do Bilac
Um doce pedacinho de Paraíso
Imaginar, assim, já é tão bom
Nessas horas complicadas que a gente,
Depende, ansioso, da doçura
Isso é o que todo mundo precisa, hein
Mas esse doce é só pra ti, Ana!
.
.
.
Este duo-acróstico é o prêmio oferecido a Ana,
pela resolução da charada em Nem Tudo é o que Parece, de Gio,
em resposta a O que Aparece Nem é Tudo, de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
Olavo Bilac
.