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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 23 de maio de 2013

In Natura - por Leo Santos

As coisas do Brasil visito sim
entre as notícias me esbaldo
com o novo carro do Rubinho
e a velha noitada do Ronaldo

Os fatos da terra, claro, procuro
mesmo não faltando nada
encontro nova taxa de juros,
e a velha desculpa esfarrapada

As tralhas que deixei rememoro
saudade, afinal, é um problema
acho um novo retrato da miséria
no velho glamour do cinema

Na velha fonte bebo, fazer o quê
a sede fere a goela, é mal
vejo a nova vítima do BBB
a velha imbecilização nacional

Afinal, não sou desnaturado
mas a distância deturpa a figura
me faz comprar enlatados
pedaços de corrupção in natura

Ainda assim, amo minha gente
não dizem que o amor é cego?
A maioria, espero, é decente
inda que uns, não valham um prego
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Visitem Leo Santos
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A Verdade a Ver Navios - por Gio

Hoje é segunda-feira. E eu nunca agradeci tanto por uma segunda-feira (bom, talvez já tenha feito... mas não nos últimos tempos). E o motivo é simples: é a minha primeira segunda de férias \o/. Bom, não exatamente “férias”, já que eu tenho dois exames pela frente. E a verdade é: eu estou em exame por vagabundagem, porque não estudei o que deveria durante o ano e, em alguns momentos, não estudei realmente nada.
A verdade... Ultimamente eu estou tendo muitos problemas com “a verdade”.
Amigos brigando, gente se acusando, e todos atrás de um culpado. E eu, no meio do tiroteio, tentando amenizar todos os lados... e, mesmo assim, sem saber quem realmente está falando a verdade.
Einstein esqueceu de avisar que verdade também é relativa... Depende da pessoa, da situação, dos interesses. E então você se pergunta... A culpa foi minha? Eu fiz algo errado? Então você vê que não, quando outra pessoa, fazendo a mesma coisa, na mesma situação, tem um resultado bem diferente do seu...
A sinceridade é a arte de dizer a verdade, sem enfeites ou disfarces. Mas, ao contrário do que seria certo, ser sincero traz mais incomodações que benefícios. ♪ Na hora h, no dia d, na hora de pagar pra ver... Ninguém diz o que disse, não era bem assim... ♪. No fim das contas, quem é punido é a única pessoa que tem coragem de dizer o que todo mundo pensa, mas ninguém se atreve a dizer.
A verdade... como uma coisa tão simples pode ser tão complicada?
A verdade a ver navios... Onde já se viu?



Visitem GioHumberto Gessinger

Amigos - por Fatinha

Querido Brógui:

Recebi essa frase hoje:
“Meu pai costuma dizer sempre: quando você morrer, se tiver (feito) cinco amigos verdadeiros, então você teve uma vida notável” – Lee Iacocca

Fiz uma rápida associação ao que minha doce amiga Valerinha me disse outro dia. Ela disse que agora, ao conhecer uma pessoa, a primeira investigação que faz é quantos amigos ela tem. Concluiu ela, com a sapiência de sempre, que se a pessoa não tem nenhum amigo, tem algo de errado. Não ter marido, mulher, namorado, caso, ficante, não é tão desabonador quanto não ter sequer um amigo. Há algo de muito errado em uma pessoa que passa a vida toda sem construir laços com quem quer que seja, ainda que pensemos que há amizades pontuais, amizades com as quais perdemos o contato pelas contingências da vida, ainda que pensemos que nem todos os amigos se prestam a todos os papéis e a todas as ciladas que a verdadeira amizade impõe.
É isso. Sou uma pessoa agraciada por não poder contar nos dedos das mãos quantas pessoas eu considero como amigas, cada qual do seu jeitinho peculiar, cada qual ocupando um lugar bem distinto na minha vida, cada qual me fazendo feliz de uma maneira diferente.



Visitem Fatinha
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Apatia - por Marília Abduani

Eu flutuo no tempo.
No interminável, indomável tempo, cínico,
repleto de poeiras e pedras.
E ainda me mantendo atenta
ressequida de sombras.
Antes, eu trazia o medo pendurado nos ombros,
nas solidões varadas.
O tempo foge.
Impossível prender seus rastros
expostos na madrugada.
Há fantasmas nas ruas, pedradas riscando o ar.
E eu sei que estou acordada,
saindo de mim
pra correr, te encontrar.
Apatia,
doentia lentidão, íntima represa.
Sou areia e pedra,
água e vento,
luz e dia,
fantasia presa.
Mas eu gosto de mim assim:
coisinha estabanada, sem brilho,
sem encantos.
Sou feita de silêncios, aragens,
mel escondido, sou fundo de cestos de cada pomar,
de cada manhã.
nessa indizível, inconstante, improvável saudade.



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