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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pensamento Legal - por Fatinha

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Querido Brógui:

Outro dia, conversando sobre relacionamentos com um colega, ele soltou: “quem diz que quer se relacionar, mas não quer se envolver, tem que namorar uma planta.”

Genial!
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Postado, originalmente, em 02/09/2008.
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Albert Camus e a Alegria - Citado por Penélope Charmosa

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Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora.
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Mesmo Distante Faço Parte de Você - por Priscila Conrado

Só queria te conhecer
Não quero seu amor
Só peço pra não me esquecer
Eu choro é de dor

Não sei porque foi embora
Mas deixou algo pra trás
Pensou nisso alguma hora?
Não! Comprometer sua paz?

Mas a rejeição não é a morte
Foi só o primeiro de muitos
Conformo-me, questão de sorte!
Esperarei encontros fortuitos
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A Deusa do Vento - por ZzipperR e vestivermelho

Ela chega devagar e soprando uma brisa gelada, a gente sente na alma e fica arrepiado, aquele friozinho sobe pelas costas, até a nuca, sopra no ouvido, como se quisesse dizer alguma coisa, lá no fundo, bem fundo, tão profundo que paramos para escutar, mesmo se ela estiver apenas soprando.

Naquele dia em que eu subi na grande pedra, o sol estava forte, não ventava e o calor estava insuportável, parei e olhei o céu. As nuvens estavam formando e mudando o cenário. Do alto daquela pedra, eu avistei um vento forte se aproximando, eu via ao longe a mata baixando com a força do vento, se deliciando com o seu carinho, com movimentos de felicidade.

Quando ela chegou na grande pedra e me viu, se apaixonou, ela não conseguiu sair do meu lado. Eu via e sentia ela girando sobre mim, já não ventava tão feroz mais, ela soprava um vento suave e gostoso.

Eu não sentia mais tanto calor, sentia aquele vento carinhoso e refrescante que dominava e tomava conta do meu corpo, aliviando o calor e tranquilizando a alma.

A partir daquele momento, percebi que não estava mais só, então olhei atentamente para ver se conseguia vê-la. Ela estava ali, do meu lado, olhando a planície também. Eu fiquei olhando para ela e quando ela falava alguma coisa para mim, eu não escutava, mas sentia o vento soprar em meu rosto.

Ela era linda, mas sua imagem não era nítida, era uma imagem turbulenta, em constante movimento, como se estivesse em um túnel de vento fazendo ondas nos seus cabelos. Fiquei encantado com a sua beleza e sorri, ela sorriu também e do seu sorriso saiu uma brisa refrescante, que atingiu o meu coração.

Resolvi brincar e saí correndo da pedra. Pulei e corri, ela correu atrás e na medida que eu corria, ela vinha fazendo festa atrás, levantando poeira, levantando folhas e soprando um vento forte em mim.

Corremos, corremos muito, no meio das árvores, no meio do campo. Às vezes, ela me ultrapassava e ficava girando, fazendo um rodamoinho como uma bailarina dançando, para chamar a minha atenção.

Nosso namoro era lindo, eu ia correndo e ela me beijando com aquele beijo gelado de vento, eu sentia o carinho daquele vento na boca e no rosto, eu corria e ela me abraçava com seu abraço de vento gostoso e refrescante, tão bom que eu sentia na alma.

Um dia, aconteceu uma coisa inexplicável: quando eu corri para a grande pedra, escorreguei e caí de uma altura muito grande, não tive como me defender e fiquei ali no meio da mata jogado. Ela chegou com todo o seu amor e me viu ali caído, imóvel e sem vida. Seu coração ficou desesperado. Ela deu um grito de dor e saiu arrastando tudo, com uma força imensa, tão forte que arrancava árvores, arrastava casas e destruía tudo que encontrava pela frente.

Ela chorava e aquele vento e aquela chuva inundavam tudo.

Naquele momento, eu cheguei e acalmei a sua dor, ela me viu e ficou feliz, acalmou e agora sopra suave, um vento bem gostoso, o vento do amor. Agora eu vivo com ela, como vento soprando e brincando no meio das árvores.

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sol ama lua
lua ama sol

rainha ama rei
rei ama rainha
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Ou ainda O Necessitado ou Relacionamento em Crise ou talvez Trabalhos Manuais - por Flavio Braga (Erótico)

- Pô, cara, tô necessitado.
- Como assim, necessitado?
- Sexo.
- Hum.
- Mas a coisa está feia. Tenho medo de ter esquecido como se faz, e pior, talvez eu fique muito surpreso se eu lembrar de como se faz.
- Há quanto tempo você não faz sexo?
- Com uma pessoa?
- É, animal! Claro! Ou você acha que conta boneca inflável ou sua mão esquerda?
- Claro que não. Até porque com a mão esquerda a impressão é de se estar com uma estranha.
- Não enrola, cara. Quanto tempo faz que você não faz?
- Sei lá.
- A propósito, você já fez sexo?
- Com uma pessoa?
- Não, com um bode reprodutor, anta! Claro que é com uma pessoa!
- Do mesmo sexo ou de sexo diferente?
- Eu achava que você era hetero.
- E sou.
- Então por que tá me perguntando isso?
- Sei lá, gosto de te ver nervoso.
- Tá certo. Quanto tempo, garanhão?
- Não sei, talvez uns dois ou 20 anos, por aí.
- Porra, mas essa é sua idade.
- Pois é. Não sei mais o que faço.
- Ué, cara, internet serve justamente para pervertidos como você. Procura uns filmes, compra umas velas, um champanhe, para sua mão ficar no clima, sei lá.
- Não adianta mais.
- Como assim, cara? Na internet você encontra tudo de mais bizarro, fica a seu critério a escolha.
- Mas a coisa tá complicada: já vi todos os filmes de Brasileirinhas, de tailandesas, de russas, filmes hentai, softcore, hardcore, forrocore, bondage, sadomasoquismo, sexo com travestis, com anões besuntados com Gelol, senhoras de 114 anos, sexo com mendigos... Nada mais me satisfaz.
- Entre mendigos? Me dá o link?
- Oi? Desculpa. Tava distraído.
- Crise. Seu relacionamento está em crise.
- Como assim, eu não me relaciono com ninguém!
- Como não? E sua mão? Já pensou em sexo com prostitutas?
- Já, mas é como fazer com a mão esquerda. É uma estranha.
- Então amigo, faça as pazes com quem sempre te satisfez. Salve seu casamento com sua mão direita ou vai ter que fazer algo muito difícil.
- É? O quê?
- Arrumar uma mulher.
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